blogzine da chili com carne

domingo, 5 de junho de 2016

ccc@feira.do.livro.de.lisboa.2016


REP, Dionísio, Dileydi sentados e Joana e Farrajota de pé

Foi assim o ano passado... será melhor desta vez? Dia 5 de Junho, entre as 17h e as 19hAndré Ruivo, Marcos Farrajota, Rafael Dionísio e Rui Eduardo Paes vão fazer uma sessão de autógrafos na Feira do Livro de Lisboa, no stand da Europress (B11) que representa os nossos livros e os da MMMNNNRRRG.

domingo, 29 de maio de 2016

REVISÃO - apresentação em Beja

Estudo de capa com desenho original de Isabel Lobinho (rejeitado na revista Visão)

Num ano que data os 40 anos do fim da icónica revista Visão, este é o nosso grande projecto para 2016: uma antologia que recupera BD portuguesa dos anos 70.

Alguns dos autores já confirmados são António Pilar, Carlos BarradasCarlos "Zíngaro", Fernando Relvas, Isabel Lobinho, Jorge Lima Barreto (1949-2011), J.L. Duarte, Nuno Amorim,  Pedro Massano, Pedro Potier, Zé Paulo (1937-2008) entre muitos outros a confirmar para breve.

Com data incerta de publicação devido a problemas de contactos com os autores sobreviventes e o financiamento do livro, será feita uma apresentação deste livro no Festival de BD de Beja, no dia 29 de Maio, às 14h, com as presenças de Isabel Lobinho (autora) e Marcos Farrajota (editor).

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Gaijas Comix

No Graf de Barcelona encontramos a gaja do Meu Namorado Cavalo, que não assina os trabalhos numa anonimato bizarro em que a série de BD e autora são homónimos: Mi Novio Caballo. Lançava o seu segundo livro Aventuras en el Asteroide, 90 e tal páginas quadradas de alucinação naífe da autora e o seu namorado pelo mundo das traições, do mar e do espaço.
Se nos fanzines que já se tinha aqui escrito resultava bem devido à estranheza de um cavalo em situações rotineiras, já quando a estranheza soma-se a mais bizarria, o cavalo perde tesão... Não deixa de ser admirável o esforço feito mas parece que é preciso mais garra! Ora como se sabe os cavalos não tem garras... espera a namorada é humana... ops!

Mais poéticas são Klari Moreno e Andrea Ganuza Santafé com os seus zines / chapbooks. A primeira tem uma linha frágil ora para mostrar ambientes bucólicos como Origen, nudo y origen (La Malvada; 2015) como para manifestar Relacionarse muy duro (La Malvada; 2016). Roça o freak mas tem boa pinta. A segunda é mais vulgar no traço e na exibição, aliás o seu fanzine chama-se Puta Mierda (Morboso y Mohoso; 2015) por alguma razão... Conta autobiografias, masturbações e mistura desenho e fotografia para tudo ser mais realista. É uma sem-vergonha! Como é sabido por todos, as espanholas são umas badalhocas!

Não conhecia a Conundrum do Canadá, casa editorial de autores como Chi Hoi, Igor Hofbauer (Prison Stories), David Collier ou Richard Suicide (ver Mutate & Survive) e uma centena de canadianas como Elisabeth Belliveau ou Kat Verhoeven. O livro One year in America da primeira autora deixa-me frio mesmo que seja um diário de um ano da vida da autora ou é porque ela desenha como uma sopeira ou porque é "arte contemporânea", tanto faz... Towerkind é mais funcional e ganha logo o coração devido ao reduzido formato do livro - um fofinho A6! Infelizmente um bom princípio que daria para uma grande história - um "guetho" em Toronto com milhares de emigrantes que falam 150 línguas diferentes - não vai longe. Verhoeven faz homenagem ao sítio mas parece que nunca entrou numa casa de um emigrante ou que tenha convivido com alguém de lá. Parece antes uma exploração da miséria com "realismo mágico" que está tanto na berra no mundo hipster da BD...

+++ para a semana...

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Komikaze

A malta do colectivo croata Komikaze esteve na última Feira Morta e para ajudar na tourné desta editora ficamos com vários volumes desta antologia que estão disponíveis na nossa "shop" em linha - ATENÇÃO só já há o último número!!!

Pode-se juntar esta antologia a outras tão importantes neste milénio no terreno europeu como a finlandesa Glömp e a italiana Canicola. Foi-se mostrando timidamente longe do psicadelismo finlandês ou do abrasivo preto e branco italiano. Passado alguns volumes já impõe um estilo próprio balcânico que se junta à vanguarda da bd europeia deste século. Em que consiste esse estilo que junta croatas e sérvios? Tematicamente consiste em ataques aos costumes sociais, misturados com algum surrealismo e um humor tão bruto como negro, sendo os desenhos e grafismos propostos também eles negros e brutos. Há sujidade, colagens, desenhos naifs e técnicas de pintura. E por alguma razão os franceses (irmãos Guedin ou Craoman) e suecos (Anna Ehlemark) já se tornaram em colaboradores regulares, por afinidades estéticas e amizade...

É uma antologia de bd que se torna aos poucos tão obrigatória como as outras citadas acima. É preciso estar atento!


terça-feira, 24 de maio de 2016

Split-tape de Black Taiga + Melanie is Demented / última cópia / LAST COPY



A primeira edição fonográfica da MMMNNNRRRG!!! É uma split-tape com Melanie Is Demented (da Suécia) e Black Taiga (Congo / Portugal / Irlanda)!!! Sim, é uma cassete - ou k7 para os amigos - que é o formato áudio favorito pela MMMNNNRRRG e que assim celebrou os 15 anos desta editora "só para gente bruta" em 2015!



Do primeiro projecto foi feito um "best of" de temas entre 2008 e 2014, seleccionado por unDJ MMMNNNRRRG, com uma capa desenhada pelo André Lemos + Silvestre. Inclui os seguintes temas:

1. Allting rimmar på dör
2. Sverige är äntligen rasistiskt (ambos de Melanie är demented)
3. God Loves us all (de How to succed in the musicbusiness without really dyuing)
4. The party is over get out (de How to succeed in the waste management business without really dying)
5. Meat (and that's where babies come from) (de How to die institutionalized without any chance of surviving)
6. Congratulations Bob! (de Fuck you and thanks for nothing)
7. Language (de Blind)
8. Ode to simulacra (de MXLXNXXXSDXMXNXTD)

O segundo projecto são temas inéditos, ou seja, o novo EP Festa Privada na Selva:

1. S. Tomé e Príncipe (das Trevas)
2. Marduka
3. Fomos minadas
4. Berço de Sujidade

A capa foi encontrada em Badajoz e a autoria é de Cisco Bellabestia (o ilustrador do regime na Aristas Martinez). O disco foi produzido pelo reputado Walt Thisney. A edição é limitada a 66 cópias, cuja a impressão é em risografia pela Duo DsgnMundo Fantasma e foi embalado pela Joana Pires.

À venda na loja em linha da Chili Com Carne a última cópia

Sobre as bandas:


Melanieisdemented é um premiado artista electropunk de Estocolmo, Suécia. Ele (sim, porque é um gajo só!) lançou vários álbums e livros pela sua própria editora, Wormfood, e apareceu em vários filmes, tal como Truckfighters onde também estão Josh Homme e Nick Oliveri (dos Queens of The Stone Age). Juntamente com o baterista Erkoalien criaram o duo Memeewew (é de pronunciar “me me you you” muito rapidamente, sff), uma explosão de banda fuzz que te fará ficar a pensar no teu bem-estar mas também trará um sorriso na tua cara e muito provavelmente levara-te para cama com alguém... Regozijate!!! Eu disse REGOZIJA-TE! Au! A minha perna…

+ Links: en.wikipedia.org/wiki/Melanie_is_demented … E o seu último vídeo-clip que custou cerca de meio-milhão de Coroas pra produzir: youtube.com/watch?v=W1k7rUcFYxA


Black Taiga Encontro entre um congolês e um português, um foi para a gélida Irlanda mas nunca abandonou o calor africano, o outro queimou-se em Setúbal. Dois EPs online e uma k7 já fazem parte do catálogo deste projecto...


Feedback:
Yes yours it's doom-kuduro but stil pretty core. I like it, nice one!!! ;)
DJ Balli (Sonic Belligeranza, AAA, Antibothis, autor de Apocalypso Disco)
...
parece-me Jibóia se tivesse mergulhado num banho de ansiolíticos. !!!! já percebi! Throes + The Shine? Será? Não me acredito
Fúa (Lovers & Lollipops, Milhões de Festa)
...
Top das 10 Melhores Cassetes Nacionais
pela revista Arte Sonora
...
Cumbia Rebajada from hell?
Branea
...
O dito cujo é como que o cruzamento do doom metal satânico escandinavo com o kuduro de Angola, tudo decorrendo muuuuuuuuuuito leeeeeeentameeeeeeeente, com peso de hipopótamo alimentado a papas de sarrabulho. Não se tinham lembrado da possibilidade de tal… como dizer… convergência geocultural, pois não? (...) os Black Taiga, projecto que envolve gente do Congo, de Portugal e da Irlanda (não, não participam suecos nem angolanos). Este ouve-se como se um disco em vinil de 45 rotações fosse passado em 33: até as vozes se arrastam, cavernosas. 
Rui Eduardo Paes

SplitNot

A quem ache que ser Punk é nunca crescer [I'd rather stay a child / And keep my self-respect / If being an adult / Means being like you - Life Sentence (Dead Kenndys)] o que até pode ser uma boa ideia se já toda a população não tivesse parado de crescer (ver Comicons e Cosplays). O punk português são sempre os mesmos velhadas a fazerem discos e bandas que não conseguem abrir terreno para fora de meia-dúzia de resistentes e/ou nostálgicos e/ou coleccionistas anais. Passaram a ter melhor meios de produção sem que tenham melhorado a sua razão de ser. Sim ficaram crianças, eis uma "catrefa" (ou será uma cafetra?) de discos assim, pelos menos ao splits a reunir sinergias invés dos horríveis discos de uma só face.

Para quê um split-EP de Mata-Ratos e Clockwork Boys (Dog City + Raging Planet + Chaosphere + Hellxis; 2015) com o tema da bola? Porque é divertido... Mesmo um gajo como eu que odeia bola até acha fixe este tipo de xungaria como já aconteceu no passado. Há metade da edição em vinil vermelho e outra em verde, um truque bacoco de mostrar que Portugal é Futebol e que a população socialmente divide-se em vermelhos da populaça que ganha a bola mas é o "eterno enrabado" (Mata-Ratos dixit algures num disco qualquer) e os verdes aristocratas da treta que perdem na bola mas ganham muito mais guito que a populaça - é assim que se resume a bola em Portugal, certo? O lado dos Mata-Ratos não tem temas inéditos, foram retirados do álbum És Um Homem Ou És Um Rato? (Ataque Sonoro; 2004) e os Clockwork regravam o Xalana sabe-se lá porquê... Capa divertida do Pepedelrey mas com grafismo de merda poderá transformar esta edição num ícone se alguém se importasse com isso. Ganham os Clockwork!

Bola outra vez e já deixou de ter piada com o risco de se transformar num sub-género, tipo "Fut-Punk" ou "punk da bola" (tal como há "Hardcore da praia")... Nem se percebe porque a Signal Rex se deu a trabalho de fazer  este split dos Clockwork Boys e dos Scum Liquor intitulado Vitor Baptista (outro futebolista mamado como o Xalala) / Kingshit Cop (2016). Toda a edição tem um aspecto de produção Crust dos 80/90 (quando o género nasceu e cresceu) como se quisesse reclamar uma tradição que não houve cá em Portugal, ou seja, a edição de discos DIY: bandas a auto-produzirem-se, a auto-editarem-se em formatos pobres e modestos como vinil com capas em fotocópia. Isto aconteceu na Finlândia ou Inglaterra. Cá não. Houve excepções, claro como os No Opression ou Corrosão Caótica mas só se fez produtos finais em fotocópia para as "demo-tapes". Agora que a malta é velhinha e com algum guito já se pode dar ao luxo de alguma vaidade mimética e falsificações anacrónicas. Ganham os Scum Liquor porque os vocais desta banda é dos mais podres no espectro punk/hardcore/metal tuga actual. Fixe!

Ainda menos razoável é o split-Maxi de Peste & Sida e Albert Fish (Dog City + Raging Planet + Chaosphere; 2015)! Os primeiros pegam em dois temas de Não há crise (Raging Planet; 2011) e os segundos em dois outros de Still Here! (Raging Planet; 2014). Para quê? Para juntar o punk que soa a 1988 e o Hardcore que soa a 1998? Para fazerem uma capa no formato de LP? Para se sentirem como um "dream team" inter-geracional? Meus, jogo anulado!!! Voltem para o balneário e gravem músicas novas, aquelas que cantam no chuveiro depois do treino, qualquer novo...

Mais bem servidos fica-se com o split-single de Desecration e Holocausto Canibal editado por um colhão de editoras incluindo a portuguesa Chaosphere no ano passado. Três temas de Grind e Death para quem gosta de duas bandas que juntas fazem 40 anos de dedicação a estes géneros - their words. Os ingleses ganham a partida porque naquela ilha nojenta de onde eles vem sempre houve mais estúdios de gravação e ensaio, produtores, instrumentos de música, engenheiros de som, rede de circulação e distribuição e já para não dizer que tem uma cultura que criou estes sonoros grunhos (Napalm Death, por exemplo). Os Holocausto não tinham hipótese desde o início do jogo... E topa-se logo pelo desenho no "picture-disc":

os ingleses sempre foram uns badalhocos... 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

I Like Your Art Much


Francisco Sousa Lobo fez um livro de banda desenhada sobre o trabalho de Hugo Canoilas
Chama-se I Like Your Art Much, é um trabalho singular de simbiose entre banda desenhada e artes plásticas, tem 44 páginas, e foi lançado em Dundee (Escócia) no dia 5 de Março na sala principal da Cooper Gallery
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As galerias de Hugo Canoilas, a Associação Chili Com Carne e a Universidade de Goldsmiths apoiam o projecto
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O projecto foi seleccionado pela Bloomberg New Cotemporaries - De mais de 1600 candidaturas de alunos das escolas de arte do Reino Unido, o júri dos Bloomberg New Contemporaries escolheu 37 artistas. O júri é composto por Simon Starling, Jessie Flood-Paddock e Hurvin Anderson. Os artistas escolhidos são ora estudantes ora recém formados de cursos de artes plásticas.

Normalmente não são aceites candidaturas de artes gráficas, comunicação ou ilustração e BD. I LIke Your Art Much é uma excepção.

A exposição esteve patente em várias galerias de Nottingham, e chega agora ao Institute of Contemporary Art, em Londres. A noite de abertura será já no dia 24 de Novembro, e a exposição permanecerá aberta ao público de 25 de Novembro a 31 de Janeiro de 2016
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Vieram 78 exemplares para Portugal deste livro - redigido em inglês - acessíveis EXCLUSIVAMENTE no site da Chili Com Carne (prioridade para os sócios da CCC)
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Francisco Sousa Lobo has a new comic book coming out, on the work of artist Hugo Canoilas
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It's called I Like Your Art Much, it's in English and printed in the UK, has 44 pages, and was released on the 5th of March at the Cooper Galley in Dundee, Scotland, with an exhibition - both exhibition and book form a singular symbiosis between comics and fine art
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Hugo Canoilas' galleries, Goldsmiths University of London and Associação Chili Com Carne supported the project.

O Desenhador Defunto / The Dying Draughtsman


Volume da Colecção CCC... The Dying Draughtsman / O desenhador defunto de Francisco Sousa Lobo é o primeiro livro de BD a solo nesta colecção e realmente é o primeiro romance gráfico no catálogo da Chili Com Carne!

O autor foi premiado em Outubro de 2013 no nosso concurso interno "Toma lá 500 paus e faz uma BD" com um trabalho que será publicado em 2015, entretanto saiu este "desenhador defunto" que deu que falar para quem se atreveu abri-lo! Mas cuidado, não devem abanar muito o livro nem engoli-lo com riscos de graves para a sua saúde, riscos esses mais agudos e perfurantes que ler Will Self, Aldous Huxley e Graham Greene todos juntos e ao mesmo tempo.

O trabalho de Francisco Sousa Lobo, no campo da banda desenhada, tem sido esparso e dilatado no tempo, mas não é de forma nenhuma negligenciável, sendo alguém que vai ocupando o seu espaço de um modo tranquilo e certeiro, com uma produção pouco dada à espectacularidade e aos géneros mais usuais. Em termos tópicos, The Dying Draughtsman / O desenhador defunto (…) centrar-se-á precisamente nesse diálogo, e no espaço de tensão existente entre ambas as áreas. Francisco Koppens é um funcionário de um escritório de arquitectura, antigo projectista que agora se vê obrigado a trabalhar com programas digitais com os quais não se dá muito bem, numa Londres aparentemente inóspita a este imigrante português. É possível que haja projecções auto-ficcionais da parte do autor, mas não sendo isso nem explícito nem confirmável através de outras informações textuais, é questão de somenos (no entanto, a bem da correcção, leia-se a breve correspondência do autor com Hugo Canoilas, no fim do volume, para abrir pistas nesse sentido). Se temos alguma oportunidade para ir compreendendo algumas das crises da vida pessoal e quotidiana deste Francisco – o trabalho que corre cada vez pior, a distante relação com a mulher, a pressão da herança católica, inescapável e doentia -, é a sua posição enquanto corpo face à arte que ocupa o lugar central do livro.

Francisco Koppens parece dedicar a sua vida mais íntima, e os momentos livres, a uma obra de banda desenhada, que mescla ficção científica e social (uma sociedade no ano 3000 em que uma ditadura de mulheres terá quase exterminado os homens e mantém um poder fascista sobre a terra), possível forma de expiação dos seus pecados. Nesse sentido, Koppens tem alguns laivos de obsessivo similares à vida e obra de Henry Darger, se bem que esta personagem de Sousa Lobo aparente ainda algum grau de integração e comunicação com o mundo, pelo menos simulando algum aspecto de “normalidade”. No entanto, jamais temos acesso a essa obra propriamente dita: com a excepção de algumas vinhetas pela mesma mão do autor/narrador, o que nos leva a pensar ser somente uma projecção mental de Koppens. As pranchas desenhadas por este (uma banda desenhada dentro de uma banda desenhada) aparecem sempre com estruturas regulares mas de vinhetas ora despidas ora totalmente cobertas a negro, com linhas sobrepostas e riscadas. (…) Pedro Moura in Ler BD

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Design de Joana Pires
128p. 16,5x23 cm a duas cores
500 exemplares
ISBN 978-9898363-22-0

Historial : O livro foi lançado oficialmente no dia 1 de Novembro 2013 na Galeria Kamm, em Berlim ... Originais na exposição Abecedário Ar.Co 40 anos no Museu do Chiado ... Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ... Seleccionado por Pedro Moura como um dos cinco dos melhores livros portugueses de BD (2013) no site de Paul Gravett ... BD de Lobo na Art Review ... Nomeado para os Troféus Central Comics 2013 para melhor Livro, Argumento e Desenho...Originais expostos no Festival de BD de Treviso ... nomeado para Prémios da BD Amadora para melhor Livro, Argumento e Desenho...

O livro custa 15 euros ao público (50% desconto para sócios da CCC, lojistas e jornalistas), pode ser adquirido no nosso sítio oficialFábrica FeaturesMundo Fantasma, BdMania, Matéria Prima, Artes & Letras, Pó dos livros, UtopiaLetra Livre, LAC, FNAC e Black Mamba.
You can buy this book at Quimby's (Chicago), Gosh Comics (London), Orbital (London) and Lambiek (Amsterdam)

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Podem ver aqui as primeiras páginas:

Feedback : já li O Desenhador Defunto, nunca tinha lido nada assim, acho que amanhã vou ler outra vez, é capaz de ser um dos melhores livros publicados pela Chili, e um dos melhores do ano. David Campos ... isto é mesmo o melhor livro da Chili. Perfeita simbiose entre arte e argumento, sem nenhuma ofuscar a outra e que no final não te deixa simplesmente arrumar o livro. Andre Coelho ... Recomendando por Sara Figueiredo Costa in Expresso ... Se Duchamp havia descontextualizado e recontextualizado os seus trabalhos através da fotografia, Sousa Lobo fá-lo agora através da BD. Gabriel Martins in Rua de Baixo ... um dos melhores livros nacionais desta última década Rudolfo in Vice  ... It seems that comics finally provide Koppens, and his creator Lobo, with the style and method to write that postponed suicide note, as the remarkable graphic novel The Dying Draughtsman - Paul Gravett in Art Review ... O efeito gráfico vinca a sensação que o protagonista é ele mesmo parte de uma exposição, que a sua vida é a sua Arte, o livro uma meta-galeria onde espectadores/leitores comentam as suas desventuras. Ou, em alternativa, que a sua loucura é irremediável. O estoicismo da composição retangular e o desenho quase anódino contrastam admiravelmente com a violência extrema que fervilha logo abaixo da superfí­cie, nas reflexões e nas BDs incompletas de Francisco (Koppens). (...) Mas tudo isto são apenas elementos adicionais para um livro surpreendente, que estimula tanto pelos diálogos que tenta, como pelos silêncios que não resolve. João Ramalho Santos in Jornal de Letras ... É sem dúvida um acto de coragem esta partilha e exposição de acontecimentos tão pessoais e tão pouco explanados habitualmente, até mesmo com uma enorme tendência para serem escondidos e ignorados pela sociedade em geral. (...) a leitura não deixa de causar um ou outro arrepio... Leitura altamente aconselhável. - Universo BD ... um resenha sexy no Gerador e aqui... 

domingo, 22 de maio de 2016

ANARCO-QUEER? QUEERCORE! na Tasca Mastai


O livro mais f.o.d.i.d.o. do ano!!!

ANARCO-QUEER? QUEERC0RE!
de 

Uma edição 
CHILI COM CARNE / THISCO

com ilustrações e grafismos de 
capa de

O queercore foi-se esvaziando nos últimos anos, apesar da existência de novas bolsas de liberdade, apesar dos sinais de que a hecatombe do capitalismo pode mesmo acontecer e apesar do nomadismo dos sexos. Muito de bom foi produzido no impulso de enfiar os dedos em lugares quentes e húmidos, mas não será pouco? O hardcore queer ainda resiste, mas resiste porque está na defensiva, porque está fraco. É como se tivesse sido geneticamente programado para falhar. Mas quando ouvimos um estridente feedback dos Apostles e dos Nervous Genre tudo, absolutamente tudo, parece possível… Vamos acreditar que sim, OK?


PVP: 10€ à venda no sítio da Chili Com Carne, Linha de Sombra, Letra Livre, Artes & Letras, MOB, Glam-O-Rama, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), Pó dos Livros, Flur, Tasca Mastai...


ilustração de Astromanta

Historial: entrevista no Bodyspace ... lançamentos a 8 de Abril no MOB 9 de Abril de 2016 na SMUP com apresentações de Daniel Lourenço (Lóbula; poeta, activista queer) e João Rolo (A Lata Music, Música Alternativa; divulgador de rock independente), com mostra de videos de bandas queercore (Nervous Gender, Tribe 8, Super 8 Cum Shot, Limp Wrist, The Gloryholes, Shitting Glitter, Lesbians on Ecstasy, Hidden Cameras, The Clicks), DJ sets de Pussybilly (MOB) e Lóbula (SMUP) e concerto de Vaiaapraia e as Rainhas do Baile (SMUP) ... artigo n'Observador ... artigo na Time Out ... reacção de José Smith Vargas ao artigo da Time Out in Mapa Borrado (secção de BD do jornal Mapa)
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Feedback:
parabéns pela edição do queercore, está alta objecto, o livro!
- Bernardo Álvares (dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, Zarabatana,  Älforjs)

Quase a acabar de ler e foi, sem dúvida, uma agradável surpresa (...) empolgante de ler. A verdade é que aguça a curiosidade e a vontade de saber mais. (...) Daqueles livros que nos fazem olhar para as coisas com outro olhar e em diferentes perspectivas. Aconselho vivamente!
- Margarida Azevedo (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Nova)

Caminhando Com Samuel - ÚLTIMOS 5 EXEMPLARES - nova edição para Agosto 2016



livro de bd de Tommi Musturi
pela MMMNNNRRRG

Tommi Musturi é um dos autores mais importantes na Finlândia, e também como dinamizador da BD. Já visitou três vezes Portugal: Salão Lisboa 2005, na Feira Laica 2009 na Bedeteca de Lisboa, onde estava patente a exposição da antologia GlömpX, que participou como autor, comissariou e editou, e recentemente no Festival de BD de Beja (2014). Também já publicou em Portugal na revista Quadrado e no Mesinha de Cabeceira, tendo já um certo culto à sua volta.

Caminhando com Samuel é um livro universal porque a BD é muda (sem palavras), colorida e tão atraente que atinge vários quadrantes de público: o público infantil (embora haja um episódio sangrento), o adulto (que terá trips metafísicas), os colecionadores e os generalistas, os cromos da BD, da ilustração e do street-art (todos irão aprender com a técnica de Musturi), e até os "peter-pans" dos toys terão tesão - é uma promessa séria porque na MMMNNNRRRG sempre fomos muito sérios!
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140p. a cores, 21x21cm, capa Dura
PVP: 25€

exemplos de páginas : aqui / aqui / aqui
distribuído e promovido pela Chili com Carne
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locais de venda: Lisboa BdManiaFábrica FeaturesXYZ Books, El Pep, Mongorhead Madrid Panta Rhei, La Integral Northampton Close Encounters Porto Mundo Fantasma, Matéria Prima
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Historial : obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ... nomeado para Melhor Álbum, Melhor Desenho e Melhor Argumento Estrangeiro para os Prémios Central Comics ... obra seleccionada para 1001 Comic you should read before you die ... 
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Feedback : é muito bom o livro - vou precisar de outro livro porque ofereci o meu - Travassos um dos nomes de primeira água da banda desenhada finlandesa contemporânea (...) um roadbook cosmogónico onde o olhar da descoberta primordial se mantém até ao fim. Mas onde as cosmogonias (entre elas o Génesis) encenam a criação num tempo recuado e definitivamente perdido, Samuel parece assumir uma condição atemporal, um estado de permanência que o faz atravessar eras, estados de alma e espaços com o mesmo deslumbramento e a mesma disponibilidade para o mundo que trazia no início, quando surgiu por entre a vegetação. (...) Aqui, não há respostas, só deslumbramentos. Sara Figueiredo Costa / Expresso (...) não necessita que se diga muito sobre ela. E não é por ser uma bd muda. Nesta edição excelente da Mmmnnnrrrg é uma obra que precisa sobretudo de ser saboreada. Ao som ritmado dos passos JL Dos gelos da Finlândia chega a saga psicadélica do pequeno gnomo Samuel. É a mais relevante edição de BD produzida em território nacional este ano. João Chambel But Samuel is not the ultimate Godhead, as we have seen; he is played by a higher hand: Samuel is not just any puppet, he is THE puppet, a perfect in-between character, a mirror of both God and us. Succoacido I have been looking at the Musturi comic every day since I got it, so beautiful and imaginary! Christopher Webster + FEEDBACK aqui