blogzine da chili com carne

sábado, 18 de abril de 2015

ccc@Fuera.de.Cobertura


Vamos ter material nosso exposto nesta evento organizado pelo MUSAC (Léon, Espanha):

Fuera de Cobertura.Una panorámica de la edición independiente en la península ibérica, un proyecto comisariado por Ginés Martínez que surge como una aproximación panorámica a la edición independiente a través de una serie de proyectos colectivos que se han desarrollado en este ámbito en los últimos años: ferias, exposiciones, foros y publicaciones, que revelan el carácter social de la producción editorial independiente. 

Este proyecto intenta trazar enlaces actualmente inexistentes pero que implícitamente constituyen la precaria estructura que sostiene la actividad de los editores independientes, y propone desmitificar el estatuto de la edición, planteando plantea la disolución de los límites entre los distintos agentes que tradicionalmente operan en los procesos editoriales, siguiendo la lógica de las redes "peer to peer" o las estrategias del "hazlo tu mismo" (DIY).

Desde el 18 de abril y el 13 de septiembre tendrán lugar en el museo numerosas actividades relacionadas con el mismo, entre otras talleres, encuentros virtuales, visitas y conciertos musicales que aspiran a constituir un lugar de encuentro de profesionales del mundo de la autoedición, y un acercamiento al gran público, menos conocedor de estas realidades.


E já agora destaque para o concerto no Domingo, dia 19 de Los Caballos De Düsseldorf que integra o Olaf Ladousse, autor do cartaz desta exposição.

Em Maio, estão programadas conferências com as participações de Marcos Farrajota (Quinta-Feira, 7 de Maio, às 19h com o tema El Derecho a Leer moderado por Nerea Sanjuan e com a participação da Traficantes de Sueños) e de Pedro Saraiva da Feira Morta (data a anunciar).

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Askar, o General brevemente na Fat Bottom Books!


A Chili Com Carne sempre que se aproxima da América do Sul para justificar a sua denominação gastronómica acaba sempre por ser uma acção associada à El Pep. Foi assim com a antologia luso-brasileira Seitan Seitan Scum e é assim com o livro de BD Askar, o General, estreia da Dileydi Florez, autora natural da Colômbia.

O  livro foi lançado na El Pep Store & Gallery [Lx Factory, Alcântara], no passado dia 4 de Abril, contou com a presença da autora e uma exposição de originais que estarão patentes até 17 de Abril.

Florez (1990) é ilustradora e designer, estudou Design no IADE-U e Ilustração Artística na Universidade de Évora. Em 2013/14 foi bolseira e finalista do curso de Ilustração e Banda desenhada no Ar.Co. Actualmente vive e trabalha em Lisboa. Esta sua primeira obra de banda desenhada é inspirada em iluminuras persas e gravuras japonesas, e é um prelúdio para um álbum ilustrado (por publicar).

O trabalho concorreu ao Toma lá 500 paus e faz uma BD! e apesar de não ter ganho, a sua qualidade gráfica convenceu a Chili com Carne a publicar o livro, enquanto se espera pelas obras vencedoras e a nova edição do concurso para este ano.

32p. 21x27cm p/b, capa a duas cores
ISBN: 978-989-8363-31-2
500 exemplares
Apoio do IPDJ

PVP: 6€ (50% desconto para sócios CCC, lojas e jornalistas) à venda na loja em linha da CCC, na El Pep, Tasca Mastai, Artes & Letras, Letra Livre, Linha de Sombra, Pó dos Livros, 1359 e em breve na FNAC, Mundo Fantasma, Bertrand, Fat Bottom Books (Barcelona)...

Exemplos de páginas do livro:




quinta-feira, 16 de abril de 2015

Argumentos para Mike Diana


Já é de Outubro de 2009 mas só agora acedemos a Argumento, boletim informativo do Cine Clube de Viseu onde Manuel Pereira escreveu um artigo sobre "White Trash Cinema" e onde refere os vídeos de Mike Diana - cujas BDs em português ainda podem ser lidas nas Cricas Ilustradas.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Curso Intensivo de Escrita Criativa


Papá em África quase ESGOTADO ... recuperamos mais 5 exemplares ... Crítica no Buala

              
25º volume da MMMNNNRRRG, editado por Tommi Musturi e Anton Kannemeyer. Posfácio por Marcos Farrajota e Crizzze.

64p. a cores, capa dura, álbum A4
ISBN : 978-989-97304-8-9
500 exemplares

PVP: 15€ à venda na loja online da CCC e na El Pep, Feira do Livro de Poesia e BD, Livraria do Simão (escadinhas de s.cristovão, lx), Mundo Fantasma, Bertand, Letra Livre e BdMania.

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O que é que choca mais a um puritano do que uma imagem pornográfica? Um negro a foder uma branca! Os Public Enemy “rapavam” isso no LP Fear of a Black Planet (1990), onde aliás, o sul-africano Anton Kennemeyer (n.1967) foi roubar o título para uma exposição de pintura em 2008.

Antes demais Anton usa muitas vezes o pseudónimo de Joe Dog, criado em 1992, para assinar BDs, porque ouvia música punk e entrou naquele esquema do pseudónimo podre, como é hábito dessa subcultura. Além do mais, nesse mesmo ano juntamente com Conrad Botes (que nos visitou recentemente numa exposição na Fundação Gulbenkian) tinham criado revistas de BD bastante polémicas na África do Sul. A dois anos antes do fim oficial do Apartheid, um pseudónimo sempre ajudava a ter menos problemas com a sociedade africânder.  O título mais famoso foi o Bitterkomix, onde Joe Dog e Botes faziam BDs que chocavam os africânders e os supostos liberais ingleses, denunciando a loucura ideológica e religiosa do Partido Nacional, perito em segregação racial e deseducação sexual e colocavam em questão a identidade do sul-africano, especialmente a do homem branco. Não será à toa que o artista Joe Dog tenha colaborado com os Die Antwoord, também eles iconoclastas com os códigos de identidade naquele país.

Papá em África é uma crítica à dominação racial e colonial que atravessa, ainda hoje, em pleno pós-apartheid, a sociedade sul-africana, mostrando como certas estruturas sobrevivem à destruição dos quadros legais que lhes deram origem. Mas não se enganem, não vão encontrar na obra de Anton, caminhos ou sonhos para uma “nação arco-íris”; nem é oferecida nenhuma reinvenção do lugar do negro na BD ou alguma espécie de “herói” negro da resistência que pudesse ser “voz” da população negra sul-africana, de que Anton, aliás, na realidade não faz parte nem tem a pretensão de ser.

O objectivo central de Papá em África é pontapear com escárnio e pontaria certeira a hipocrisia e a (má) consciência da África do Sul branca, num pós-apartheid lobotomizado. Anton sampla e crítica corrosivamente o imaginário colonialista e racista, como aquele oferecido por Hergé em Tintim no Congo (1931), álbum que Anton admite ser a sua Bíblia visual, onde volta sempre para sacar mais uma imagem ou uma sequência narrativa.

Numa entrevista o autor adverte sobre esse livro de Hergé: (…) eu penso que não é um bom álbum, é mais direccionado para um público infantil. E é aí que o problema reside para mim. Porque se fosse dirigido para um público adulto, ele funcionaria melhor. Mas porque é para crianças, elas vêem os estereótipos e (…) pensam que esses estereótipos são reais (…). Eu lia o álbum com a minha filha, quando ela era muito jovem, talvez com dois anos, e a certa altura, ela perguntava-me: “o que este macaco está aqui a fazer?” e eu dizia-lhe: “Isso não é um macaco. É uma pessoa negra.” E ficava completamente confusa, não conseguia perceber: “estes são os macacos!”

Após processos judiciais, nos últimos anos e em alguns países (como no Reino Unido), o acesso à obra Tintim no Congo tem sido restringido à população adulta ou explicitamente sinalizado. Na sua terra natal, na Bélgica, Tintim no Congo, apesar da acção judicial instaurada pelo congolês Bienvenue Mbutu Mondondo em 2007, continua a circular sem problemas. Recordamos que Mondondo queria que a edição deste álbum de BD tivesse uma introdução a explicar que se trata de uma obra feita sobre a perspectiva colonialista da época, para que os estereótipos racistas que o álbum vincula pudessem ser entendidos à luz dos nossos dias. Tal não foi permitido e os fãs aplaudiram cegamente o veredicto sem se olharem ao espelho.

Em Portugal, o primeiro país a traduzir a obra de Hergé, pelas mãos do padre e sociólogo Abel Varzim e por Adolfo Simões Müller, director do jornal infantil O Papagaio, Tintim no Congo foi rebaptizado em 1939 precisamente para essa publicação como Tim-Tim em Angola (seja como for para muitos ainda hoje, África é apenas um país enorme). Aqui, a obra não é alvo de qualquer controvérsia e ainda hoje conseguimos encontrá-la sem dificuldade ou especiais advertências nas secções infantis/ juvenis das livrarias. Na edição de 1996, da Verbo, no seu interior continua lá a degradante expressão “Siô”...

Chegamos ao fio condutor que liga o trabalho de Anton a Portugal, em que só a MMMNNNRRRG é que poderia editar um álbum destes - perdoem-nos a falta de modéstia. Esta selecção da obra de Anton, quer como autor de BD quer como pintor deveria reavivar todos os “traumas” que o branco, seja ele sul-africano, europeu ou português, tem em relação ao negro, fazendo repensar como a relação com esse outro é constitutiva da própria concepção de si mesmo e de como esses espinhos históricos que são a escravatura, a colonização e a segregação racial estão cravados no convívio e interacção social, nas relações político-económicas entre “norte e sul” e no próprio capitalismo. A crítica à sociedade sul-africana do pós-apartheid cabe que nem uma luva a países ex-colonialistas como o nosso. Poder-se-á estender a crítica de Anton em Preto e Die Taal à questão da lusofonia e da língua portuguesa? Vejam-se palavras como “catinga”, “escarumba”, “mulato” ou expressões como “trabalhar como um preto”, “e eu sou preto, não?” Poderemos nós encontrar em fenómenos como o do pseudo-Arrastão na praia de Carcavelos, criticamente esmiuçado no documentário de Diana Andringa gratuitamente disponibilizado na Internet, como sinais parecidos àquela distorção da realidade fabricada pelo misto de sentimento culpa e preconceito da população branca sul-africana que os faz temer e esperar uma “revolta” bárbara dos negros? 

Será que África do Sul desmemoriada do pós-apartheid, criticada por Anton, tem alguma semelhança com o Portugal “pós-colonial” que teima em vangloriar-se dos “Descobrimentos” (veja-se o novo museu inaugurado no Porto, World of Discoveries, mas também os manuais escolares de história) e de uma colonização “branda” (o dito luso-tropicalismo), sem assumir a sua quota-parte na chaga global que é a exploração e subjugação dos países africanos e dos afro-descendentes onde quer que estes nasçam? É que não sejamos ingénuos ou hipócritas, Portugal foi o primeiro e maior traficante de escravos africanos no Atlântico, portanto, um dos maiores responsáveis do chamado “holocausto africano”; foi dos últimos países europeus a reconhecer a independência das suas colónias em África - quem ainda duvidar que leia Viagem ao Fundo das Consciências (Colibri; 1995) de Maria do Rosário Pimentel. Se os portugueses puderam até aqui “fechar os olhos” e “fazer ouvidos moucos” às históricas trapaças portuguesas no Ultramar, eis que com o acelerar da globalização, com o desnorte português e europeu e com a progressiva ascensão a potências mundiais do Brasil (onde o movimento negro e afro-cultural tem peso) e de Angola (onde as chagas da colonização e da guerra são grandes), a história fará rewind e vir-se-á chapar na nossa cara.





 

 

  

 


   

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Feedback:  o melhor álbum publicado em Portugal durante o corrente ano (...) Atenção que isto não é assunto para rapazes ou raparigas sensíveis. Comicology ... um petardo editorial (...) é o melhor álbum traduzido publicado este ano em Portugal e também um dos mais significativos de sempre na edição nacional. A Garagem ... Kannemeyer ajusta contas com a Banda Desenhada e com a África do Sul. E arrasta o leior consigo José Marmeleira / Público ... Kannemeyer não é um iconoclasta, é um puro canibal Ma-Schamba Não há nenhuma mentira contada em Papá em África. Provavelmente a quantidade de Errado é desinteressante para quem está à espera de encontrar críticas “complexas”. Ao usar os “conguitos” como lego irónico, Kannemeyer revela um subconsciente obsceno e consegue gargalhadas garantidas, mas é no meio do livro, quando descreve com rigor uma violação, só para apresentar como “punchline” o racismo estrutural do tratamento jornalístico, que o autor arrisca mais. Para não contradizer o início do parágrafo, o que isto quer dizer é que à primeira vez que li senti um frio na espinha, não só por desgosto, mas por não perceber “a piada”. E se o livro, primariamente dirigido a “educar” brancos sobre uma questão, estivesse a rir de mim? Foi a única vez que me ocorreu que talvez isto não tenha graça nenhuma. João Machado / Clube de Leitura Gráfica ... Até quando terá a África do Sul democrática de usar o Apartheid como panaceia justificativa para o que não consegue resolver? Ou o Brasil o colonialismo (e/ou a ditadura)? Ou Israel o Holocausto? Sem escamotear o que quer que seja, estas continuam a ser realidades difíceis demasiado úteis e convenientes, também porque muitas vezes servem para dar respostas fáceis. O importante de Papá em África é pois não deixar circunscritos os demónios que evoca. João Ramalho Santos / Jornal de Letras ... **** (4 estrelas) / Não é um livro fácil nem servirá aos maniqueístas (...) mas cada prancha é um convite desassossegado ao pensamento sobre atitudes que escolhemos assumir (...) Sara Figueiredo Costa / Expresso ... Kannemeyer abdica de facto de um discurso totalizante, em que tentasse apresentar, por exemplo, a “sua perspectiva” da experiência da África do Sul. Bem pelo contrário, ele aumenta a prerrogativa do humor corrosivo, no limite mesmo da correcção, e até da “sustentação” dos estereótipos, para construir a sua linguagem. Pedro Moura / Buala

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A Chili Com Carne vai a Punta Umbria com Rafael Dionisio


Çuta Kebab & Party / ÚLTIMOS 6 EXEMPLARES


Çuta Kebab & Party é um projecto devoto à música popular e "fast-food" euroasiáticas, protagonizado por três produtores portugueses que se deixaram seduzir pela colisão entre antiguidade, modernidade, tradição e imediatismo que ambas propõem. Durante uma semana a fluxo de Falaffel, Kebabs e Narguilé, foi produzido um EP que homenageia esta cultura híbrida, evocando-a a partir de uma perspectiva ocidental, com o uso de "found tapes" oriundas de bairros turcos de cidades europeias, gravações feitas em "kebab shops" e ritmos da música tradicional turca e curda.

O disco de 10" de estreia deste projecto é uma co-edição Chili Com Carne e Faca Monstro. Edição limitada a 300 exemplares, a capa é em serigrafia e inclui um encarte-poster com ilustrações das músicas por André Lemos, Bruno Borges, João Chambel, Jucifer, Marcos Farrajota, Margarida Borges e Ricardo Martins.

Porquê é que nos pusemos a editar um disco em vinil? Porque achamos este projecto de suma importância cultural para o nosso país cinzento e rural. Negámos África até há pouco tempo ficarmos de Kuduru. E o nosso lado sarraceno? Aquele que nós absorvemos de tal forma que já nem sabemos que somos mais mouros que celtas? Çuta Kebab & Party será um marco na História como o regresso do espírito árabe à cultura portuguesa mesmo que seja IDM com "found-tapes" turcas.
De resto, até prova contrária, não nos interessa editar mais nenhum outro disco.
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FIRST VYNIL RECORD at CHILI COM CARNE
(and maybe the last one, we like only this music to make a physical record!)
Çuta Kebab & Party it's project devoted to popular music and Euro-asian fast-food, made by three Portuguese producers seduced by the clash of Ancient, Modern, Tradition and Contemporary.
During one week consuming Falaffel, Kebabs and Narguilé, they produced this EP, true homage to hybrid culture in an Occidental perspective using "found tapes" from Turkish neighborhood in European cities, recordings in Kebab shops and Turkish and Curd traditional rhythms.
It's an edition of 300 copies, silkscreened with poster and 6 different illustrations by Ricardo Martins, João Chambel, André Lemos, Margarida Borges, Marcos Farrajota, Jucifer and Bruno Borges.
credits: released 25 June 2011 at Feira Laica / Trem Azul, all tracks produced by Pedro What, HHY and Ghuna X. Mixed by HHY. Mastered by Ghuna X at The Environment. Released by Faca Monstro and Chili Com Carne
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compra / BUY VINIL últimas 6 cópias / last 6 copies (20 euros; 50% desconto para sócios CCC) @ Chili Com Carne shop, Matéria PrimaStaalplaatDigelius, Urgence Disk and Neurotitan DIGITAL na / in facamonstro.bandcamp.com

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Historial: lançado dia 25 de Junho 2011 na Trem Azul, no âmbito da Festa da Feira Laica ... lançamento portuense no dia 5 de Agosto 2011 no Café au Lait ...
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Feedback: Yes Kebab rules. I like it a lot as a vegetarian. I must find my dancing shoes. Jyrki Heikkinen ... the Kebab mix, I really like first song on A side and the “Halhat” on B side, perfect for LSD kebab fiesta!!!! its a good LP for my collection of “strange vyniles” Bertoyas ... Kebab 10" is a great record. Our boss, Stephane, really liked it! VP / Ici d'Ailleurs

sábado, 11 de abril de 2015

ccc@Feira.do.Livro.Manuseado.na.Cinemateca

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A Feira do Livro Manuseado vai regressar à Cinemateca em Abril, com algumas novidades. A próxima edição da Feira terá lugar no sábado, dia 11 de Abril, entre as 11h e as 17h, e contará com o apoio da Linha de Sombra, que é desde o início do ano a nova concessionária da livraria da Cinemateca.

Para esta edição renovada da Feira do Livro Manuseado, a oferta vai ser alargada a novas áreas. Além da venda de livros, revistas, cartazes, cartonados ou edições DVDs relacionadas com Cinema, a partir desta edição as bancas dos participantes podem também disponibilizar obras de outras áreas culturais, nomeadamente Banda Desenhada, Poesia, Fotografia, Artes Plásticas, Artes do Espectáculo, entre outras.

As edições da Chili Com Carne e MMMNNNRRRG vaão estar representadas pela Linha de Sombra.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Split-tape de Black Taiga + Melanie is Demented / DJ BALLI aprova Black Taiga, YES!



Está pronta a nossa primeira edição fonográfica!!! É uma split-tape com Melanie Is Demented (da Suécia) e Black Taiga (Congo / Portugal / Irlanda)!!! Sim, é uma cassete - ou k7 para os amigos - que é o formato áudio favorito pela MMMNNNRRRG e que assim usa esta edição para começar a celebração dos 15 anos desta editora "só para gente bruta"!



No primeiro projecto, é um "best of" de temas (entre 2008 e 2014) seleccionado por unDJ MMMNNNRRRG, com uma capa desenhada pelo André Lemos + Silvestre. Inclui os seguintes temas:
1. Allting rimmar på dör
2. Sverige är äntligen rasistiskt (ambos de Melanie är demented)
3. God Loves us all (de How to succed in the musicbusiness without really dyuing)
4. The party is over get out (de How to succeed in the waste management business without really dying)
5. Meat (and that's where babies come from) (de How to die institutionalized without any chance of surviving)
6. Congratulations Bob! (de Fuck you and thanks for nothing)
7. Language (de Blind)
8. Ode to simulacra (de MXLXNXXXSDXMXNXTD)

No segundo projecto são só temas inéditos, ou seja, é um novo EP intitulado Festa Privada na Selva:
1. S. Tomé e Príncipe (das Trevas)
2. Marduka
3. Fomos minadas
4. Berço de Sujidade

A capa foi encontrada em Badajoz e a autoria é de Cisco Bellabestia (o ilustrador do regime na Aristas Martinez). O disco foi produzido pelo reputado Walt Thisney.

A edição é limitada a 66 cópias, cuja a impressão é em risografia pela Duo DesignMundo Fantasma e embalado pela Joana PiresÀ venda na loja em linha da Chili Com Carne

ATENÇÃO: em Maio Melanie is Demented irá fazer uma mini-tournê por Portugal e Espanha para promover esta k7 e comemorar em (milhões!) de Festas os nossos 15 anos! Vai ser pesado!

Sobre as bandas:


Melanieisdemented é um premiado artista electropunk de Estocolmo, Suécia. Ele (sim, porque é um gajo só!) lançou vários álbums e livros pela sua própria editora, Wormfood, e apareceu em vários filmes, tal como Truckfighters onde também estão Josh Homme e Nick Oliveri (dos Queens of The Stone Age). Juntamente com o baterista Erkoalien criaram o duo Memeewew (é de pronunciar “me me you you” muito rapidamente, sff), uma explosão de banda fuzz que te fará ficar a pensar no teu bem-estar mas também trará um sorriso na tua cara e muito provavelmente levara-te para cama com alguém... Regozijate!!! Eu disse REGOZIJA-TE! Au! A minha perna…

+ Links: en.wikipedia.org/wiki/Melanie_is_demented  … E o seu último vídeo-clip que custou cerca de meio-milhão de Coroas pra produzir: https://www.youtube.com/watch?v=W1k7rUcFYxA


Black Taiga .... para breve...


Feedback:
Yes yours it's doom-kuduro but stil pretty core. I like it, nice one!!! ;) DJ Balli (Sonic Belligeranza, AAA, Antibothis, autor de Apocalypso Disco)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Awesome tapes from Portugal

Parte da música má-onda do Norte capotou, ou pelo menos está completamente dormente com muita pena nossa. Falo de Ghunagangh, Rudolfo e Sektor 304 que ou morreram os projectos ou nada fazem há imenso tempo, deixando a música portuguesa rendida aos patetas alegres que pupulam por aí. Patetas esses que aliás agora até editam todos em vinil porque acham que a boa música só é editada em vinil - logo se editarem em vinil a música deles será melhor? Esqueçam esta "máxima" mas fiquem com outra: a música mais provocante (gravada em suporte físico) nos dias de hoje está nas k7s - aló Black Taiga e Melanie is Demented?

Rewind! Das cinzas do Porto surge Atillla com um novo álbum intitulado V e com selo da Bisnagaque vem colmatar a tal falta de música "má-onda". Ou até consegue suplantar a falta, de tão pujante que é este disco - já o considero um dos melhores do ano! Ao contrário dos outros discos de Atilla, este parece estar muito concentrado nos seus "beats" vindos do Techno mas com uma manha Industrial. O disco soa a um "mash-up" entre um campo de concentração e uma festa Rave, por isso se os velhos Laibach nesta sua longa fase Electro precisarem de um puto para lhes dar energia nas batidas, é aqui que se devem dirigir. Por mim, não consigo deixar de ouvir esta má-onda no "auto-reverse" da aparelhagem!

Costuma-se dizer que África começa em Portugal, geralmente a comparação é feita porque pena-se em África como corrupta e preguiçosa. Indo para outro estereótipo, também África é vista como o continente do ritmo, se o título deste "post" brinca com este excelente sítio, o Atillla merece ser chamada do africano porque em Portugal na realidade as expressões artísticas adoram o "silêncio" e a "ausência de acção" até ao Santo Gregório do Fadinho. Ser chamado de africano neste país deveria ser motivo de orgulho - e até o novo livro do Camarada Dionísio merece ser aqui mencionado para reflexão... Isto tudo para chegar também a Mineral Music (Urubu; 2015) de Garcia da Selva que poderia ser mais uma prova do português bucólico que odeia movimento, isto porque esta música ignora batidas com os seus samplers e sintetizadores. Felizmente existe movimento e ele é de outro tipo com um "Sexy Sadie" a arrotar postas de pescada Zen que são manipuladas com um humor subtil. Tal a volta que é dada que não se entra em tretas estáticas (há a mania que música ambiental/ experimental tem de ser monótono ou "parado") e consegue ser sempre imprevisível na audição da k7. E encontrá-la? Falem com o André Trindade porque acho que na realidade esta música é uma banda sonora de uma exposição sua ainda patente na Galeria 3+1.