blogzine da chili com carne

quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Chili Com Carne @ TREVISO Comics Festival

desenho de Pedro Burgos

   
Portugal é o país convidado para o Treviso Comic Book Fest, a acontecer entre 24 e 28 de Setembro.

Importante festival de Banda Desenhada que graças ao comissário Alberto Corradi (também autor que foi publicado na nossa seminal antologia Mutate & Survive) tem estado atento às recentes edições italianas de livros dos portugueses Filipe Abranches (História de Lisboa com argumento de A.H. de Oliveira Marques), Pedro Burgos (Airbag) e João Fazenda (Tu és mulher na minha vida, ela a mulher dos meus sonhos com Pedro Brito), autores que aliás estarão presentes no evento.

A exposição com originais Quadradinhos: sguardi sul fumetto portoghese contará com 14 artistas nacionais como Filipe Abranches, Joana Afonso, Ana Biscaia, André Coelho, Jorge Coelho, João Fazenda, Afonso Ferreira, Francisco Sousa Lobo, Pedro Burgos, Pepedelrey, Miguel Rocha, Rudolfo, Nuno Saraiva e José Smith Vargas.

Estará patente no Spazi Bomben / Fondazione Benetton, inaugurando dia 27 de Setembro e estará patente até 12 de Outubro.

De realçar que haverá um catálogo bilingue (italiano e inglês), co-editado entre a MiMiSol e a Chili Com Carne, que inclui um prefácio de Marcos Farrajota, uma eficiente História da BD portuguesa por Corradi e BDs dos autores participantes na exposição, e em alguns casos com textos de outros autores - Biscaia com texto de João Pedro Mésseder, Rocha com Susana Marques, Afonso com André Oliveira e Jorge Coelho com Paul Allor.

O catálogo teve o apoio da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e do Instituto Português da Juventude e Desporto.

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No regresso desta aventura haverá catálogos disponíveis para Portugal - mais tarde podermos dar informações de preço, quantidades, descontos para associados, jornalistas e lojas.

sábado, 20 de Setembro de 2014

O Espelho de Mogli



   
         
                                      


O Espelho de Mogli
Por

26º volume da MMMNNNRRRG
ISBN: 978-989-97304-7-2
56p a 2 cores, 25x30cm
500 exemplares

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PVP: 10€ (desconto 30% para sócios da CCC e jornalistas) à venda na loja em linha da Chili Com Carne e na 1359, El Pep, Mundo Fantasma, Fat Bottom Books (Barcelona), Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão, Lx) e Feira da BD e Poesia.

ATENÇÃO: este livro é muito frágil, devido a esse factor terá uma distribuição extremamente limitada - e também a razão pelo desconto menor aos associados do que é habitual.

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Olivier Schrauwen não deixa nunca de me inspirar. É o autor mais original que encontro desde Ben Katchor e Chris Ware. - Art Spiegelman 

Pegando no Livro da Selva de Rudyard Kipling, quer dizer, apenas no cenário e o nome da personagem, Olivier Schrauwen apresenta-nos uma tragicomédia entre o encontro de um símio e um menino selvagem, numa Banda Desenhada que não usa palavras e que emprega estéticas gráficas com cheiros do passado sem que isso afecte o seu real valor contemporâneo que faz dele, segundo muitos especialistas como é um dos cinco autores de banda desenhada de vanguarda mais importantes no panorama mundial actual...

O autor flamengo emprega espelhos deformados para reflectir sobre o papel do Homem no Mundo e a fina fronteira que separa o homem do animal.

Este livro é um "remake" com um novo tratamento das cores, aumento de páginas e de formato, de um livro saído em 2011 que foi seleccionado para os Prémios do Festival de BD de Angoulême.




Feedback : Schrauwen tem já um passado na àrea da animação, da ilustração e da banda desenhada. Alguns dos seus trabalhos - que partem das premissas da escola da "linha clara" mas vão bem mais além destas -, são hoje clássicos contemporâneos que receberam aplausos por parte dos seus pares, críticos, leitores ou estudantes de design e de escolas de arte. Comicology






quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Terminal Tower na Feira do Livro de BD e Poesia




I define Inner Space as an imaginary realm in which on the one hand the outer world of reality, and on the other the inner world of the mind meet and merge. Now, in the landscapes of the surrealist painters, for example, one sees the regions of Inner Space; and increasingly I believe that we will encounter in film and literature scenes which are neither solely realistic nor fantastic. In a sense, it will be a movement in the interzone between both spheres. J.G. Ballard

Com este 16º volume da Colecção CCC dá-se uma transformação na própria colecção. Se entremeávamos um livro de literatura por um gráfico logo a seguir, durante 14 anos, com quase sempre com os livros do Rafael Dionísio e quase sempre com as antologias de BD, a natureza da obra deste novo livro Terminal Tower de André Coelho e Manuel João Neto, deixa de fazer sentido a nossa lógica editorial ou até a distinção dos formatos dos livros literários dos gráficos.

Terminal Tower teve um processo criativo entre o artista e o escritor fora da lógica da banda desenhada - em que há um argumento para ser adaptado para desenho em sequência. Assim sendo, as ideias do livro foram sendo construídas em simultâneo pelos dois autores, tendo como premissa a de um homem isolado numa torre em estado de alerta.

Partindo dessa torre, Coelho foi criando alguns desenhos que despoletaram ideias narrativas e que potenciaram outros desenhos que por sua vez geriam as indefinições das narrativas que rodeiam esse contexto, numa espiral criativa.

A ideia central do livro é o delírio engatilhado pela paranóia, sem que se perceba se o despertar dos mecanismos da torre é real ou se existe apenas na cabeça do homem isolado na torre, pois nada parece funcionar, tudo parece uma ruína do futuro em que se cruzam referências decadentes aos universos de Enki Bilal, J.G. Ballard (1930-2009) e da música Industrial - não tivessem os dois autores ligados a esse tipo de música através do projecto Sektor 304.

Historial: lançado no dia 31 de Maio no Festival Internacional de BD de Beja com exposição dos originais ... seguido de outras exposições na El Pep / Imaviz Underground (Julho) e em Setembro estará no Treviso Comics Fest e no Amplifest (Porto) ...

Feedback: (...) Depois da bomba, os estropiados – depois da expilação nuclear, os mutantes. A monstruosidade é uma sátira cruel à diversidade, uma fantochada feita de ruído. Não tem beleza. Não tem significado. A não ser a beleza do aleatório e o significado que decidimos impor. Criar relevo é inventar significados: vivemos numa realidade imaginada, mas as ficções que criamos não são mentiras, são exofenótipos – não se pode ser humano sem uma torre, mas aceitar a torre é aceitar o monstro. Aceitar o apocalipse. Nada é mais fácil. David Soares / Splaft! ... (...) a NASA tinha inventado o super-negro. (...)  é a BD que está a ir mais longe na busca de um super-negro psicológico, virtual… (...) Logo ao olhar para a capa somos chupados para o seu negrume, que se vai adensando ao longo das primeiras páginas. Percebemos de imediato que estamos num cenário bélico, pré ou pós-apocalíptico… Rui Eduardo Paes / Bitaites ...  Neste livro experimental os códigos da BD são levados a um extremo próximo da abstracção. Não é simpático para o leitor, pois deixa quase tudo em aberto e descarrega nele imagens fortíssimas e acutilantes. (...) Um dos traços da maturidade do género é a amplitude de um campo de expressão que vai do pueril intencional ao questionar dos limites, zona de fronteira onde este Terminal Tower tão bem se insere, mais próximo de uma sequência pictórica do que da narrativa linear. Lendo-o, ou sendo mais preciso, construindo mentalmente uma possibilidade ficcional a partir da iconografia, ressoava-me na mente o ruído elegante do noise industrial (...) Mais do que uma história, este livro é uma experiência do tipo mancha de Rorschach. Vê-se o que se espera, mas também se vê o que se sente no íntimo. E sublinho: contém ilustrações de tirar o fôlego, que se destacam no absoluto preto e branco mate do papel impressão mas se vistas no tamanho real e media original ainda são mais deslumbrantes. Artur Coelho / Intergalatic Robot

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ISBN: 987-989-8363-27-5
144p. p/b + cores, 16,5x23cm
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PVP : 15 euros (50% desconto para sócios CCC, lojas e jornalistas) à venda na loja online da CCCMundo Fantasma, Matéria Prima, Louie Louie (Porto), BdMania, NAU, El Pep, New Approach Records, Utopia, Bertrand, FNAC, Letra LivreArtes & Letras e Feira do Livro de BD e Poesia.
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Exemplos de páginas:

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

AcontorcionistA / segundo volume: CALENDÁRIO ::: últimos 70 exemplares!


O Grupo Empíreo, Sociedade Anónima de Recreio e Prazer e as edições MMMNNNRRRG têm o prazer de convidar V. Exa. a adquirirem os restantes setenta exemplares do segundo número da rapsódia erótica AcontorcionistA, intitulado Calendário, o qual se apresenta como um instrumento devidamente preparado para assinalar de maneira condigna, e ao longo de várias décadas, os mais emocionantes compromissos relacionados com os prazeres carnais.

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Esta publicação integra-se na série gótico-erótica AcontorcionistA, projecto de carácter maleável e formato diversificado que conta já com um primeiro volume, Manifesto.

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Lançado no dia 17 do mês Plutónico (ou 14 de Fevereiro, Dia dos Namorados, no calendário gregoriano) na Pensão Amor / Rose Purple de 2012, com dança de varão pela Sofia Pinkpepper, do presente décimo oitavo volume das edições MMMNNNRRRG foram impressas apenas duzentas cópias, 24 páginas em formato XL (A3 para os amantes do papel) e custa 20 euros.

A publicação encontra-se à venda na loja em linha da Associação Chili Com Carne, na Purple Rose, e ainda na capital portuguesa na KingpinLetra Livre e Abysmo, na capital da depravação ibérica através da Panta Rhei, na multinacional Fábrica Features, na descontrolada Artes & Letras, na cosmopolita Neurotitan, na virtualíssima Timeless Shop e na militante Feira do Livro da BD e Poesia.

folheamento digital do livro:




algumas imagens :


domingo, 14 de Setembro de 2014

sábado, 13 de Setembro de 2014

O Tempo da Geração Espontânea



estudo de capa

Em Outubro sai O Tempo da Geração Espontânea, novo romance de Rafael Dionísio anunciado há dois anos!... O Design vai estar a cargo de Rudolfo. O desenho da capa para quem ainda não adivinhou é de David Campos.

Este livro Atravessa o arco temporal de fins do século XIX até aos anos oitenta do século XX. No entrelaçar da vida de algumas personagens estalam as contradições do colonialismo, da esquerda, da revolução e da vida depois disso. É um retrato de uma certa geração que nasceu em Angola e que cresceu dentro do regime, na posição de estarem contra ele, e das dificuldades e adaptações que sofreram para se manterem à tona, cada um à sua maneira. É uma obra de um maior fôlego narratológico, sendo, simultaneamente um romance histórico e uma reflexão sobre Portugal. Mas tudo isto a la Dionísio, como é evidente.

ISBN: 978-989-8363-26-8
pré-encomendas a partir de 6 de Outubro

sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Zona de Desconforto no JL


Eis novo livro da nossa colecção de livros de viagem para quem gosta de viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro, a LowCCCost.

Zona de Desconforto é uma recolha de relatos de autores de Banda Desenhada que foram estudar ou trabalhar para fora de Portugal
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Os autores apesar de terem sido "obrigados" a trabalharem em registo autobiográfico para relatarem as suas experiências, que vão da leve piada do choque cultural às reflexões profundas e intimistas, ainda assim o estilo pessoal de cada autor não foi prejudicado.

Organizado por ordem cronológica, o livro começa com André Coelho, que estudou em Barcelona, em 2006, e expõe as questões nacionalistas catalãs, mas a experiência similar de Amanda Baeza no País Basco (estudou em Bilbao, em 2010) é mostrada de uma forma oposta e "leftfield".

Holanda vai ser uma coincidência de país para a "globe trotter" Christina Casnellie (em 2006) e um ano mais tarde, José Smith Vargas, maior é a coincidência é que  ambos desmontam a sociedade holandesa e a "pan-ibérica".

Londres também é uma "coincidência" para encontramos Ondina Pires (ex-Pop Dell'Arte, ex-The Great Lesbian Show) entre 2008 e 2010, e Francisco Sousa Lobo (vencedor do concurso "500 paus") entre 2010 e 2013, que usam "comic relief" q.b. para contar a depressão que se sente na capital inglesa, e no caso de Lobo esta sua BD é uma "companion" para o badalado romance gráfico O Desenhador Defunto. Mas antes, David Campos complementando a sua experiência da Guiné-Bissau (relatada no Kassumai) visita o resort  de Cap Skirring (Senegal) em 2007 para alertar-nos da exploração não só de recursos económicos mas também sexuais de África.

Em 2013 ainda temos as instrospecções políticas de Tiago Baptista em Berlim, durante uma residência artística; e mais extremas as deslocações sul-americanas de Júlia Tovar para Buenos Aires, decidida a criar a sua família, e com alguma ponta de ironia Daniel Lopes mostra o Brasil como o "futuro", na sua recente visita profissional, como académico.

Esta edição foi coordenada por Marcos Farrajota, frustrado e impotente em testemunhar a emigração, em alguns casos forçada, dos seus amigos e conhecidos à procura de melhores condições de vida, num país que deixa um filha-da-puta de um político alarvar bitaites de que "o melhor que os jovens portugueses têm a fazer é emigrar".

O livro não tem uma "agenda política" porque deixa que o relato de cada autor siga o seu rumo, com saldo positivo ou negativo, deixando ao leitor a interpretação que desejar.

Longe de nós impormos seja o que for...

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Arranjo gráfico: Joana Pires; Capa de João Fazenda; Apoios do IPDJ, Alt Com / Tusen Serier

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o livro custa 10€ (50% desconto para sócios da CCC, jornalistas e lojas) à venda na loja online da CCC e na Palavra de ViajanteArtes & Letras, Pó dos LivrosEl PepMundo Fantasma, LAC, FNAC, Feira de Poesia e BD, Bertrand, Letra Livre e Neurotitan.

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Historial: lançado na Palavra de Viajante, a livraria mais bonita de Lisboa a 5 de Abril de 2014 ...

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Feedback: Grande edição! Podes dizer ao Sousa Lobo que graças a ele voltei a acreditar na BD portuguesa. Que estouro. André Coelho (por e-mail 04/04/14) ... já li o livro, falta o Francisco que guardei para o fim, gostei bastante, é bom os trabalhos serem tão diferentes, acho que as histórias conseguem mesmo levar-nos para outros tempos e espaços geográficos, fizeram-me sentir mesmo fora daqui e todas as problemáticas que isso acarreta, não que sentisse um profundo envolvimento mas consegui deslocar-me... isso é bom. como se de estória em estória saltasse de cidade em cidade. Depois vou ler a história do Francisco e reler tudo de seguida a ver como é... Tiago Baptista (por e-mail 04/04/14) ... 'Tá bem apanhado, o título. Li num parque rodeado de turistas, a pensar que ia compensar a sensação "Portugal, Inatel da Europa". Não tenho a certeza, e parece que apanhei a sensação turística no obverso. O Lobo, se calhar porque parece ter mais espaço que os outros, apanha bem a coisa 'tuga: é como rir de alguém que tem um problema sério. Fora isso acho que o livro caiu ao chão quando li a história dele, de tão pesada que era. O género autobiográfico é fodido e em vez de heróis ficaram os episódios. O Baptista e o Coelho parece que quiseram meter lá os heróis em vez deles. A Amanda Baeza é um pequeno ovni... já tinha falado com ela sobre este bolo basco pesadíssimo, que estou a pensar fazer um dia. Outros, tendo estilos que me pareceram familiares, não retive tanto. Curti algumas piadas da história da Tovar, e se já vi a cena de estar nu noutro lado, ri na mesma quando vi. Fixe o traço do Campos e a deambulação anti-Club Med. Fiquei a saber o que é um flessenlikker e vou ver se arranjo um, para poupar uns trocos e viajar mais. Astromanta (por e-mail 17/04/14) nice book, is an architecture/city sketchbook of tales Valério Bindi do Crack Festival (e-mail 20/04/14) ... Os autores destas histórias a vermelho, nada inocente, seguramente, poderão usar diferentes intensidades dessa leitura dupla. Podemos lê-las como pequenos apontamentos autobiográficos ou impressões do “lá fora”, mas perder-se-ia parte do seu poder colectivo. Mas é na sua conjunção, e no seu gesto editorial total, que percebemos a responsabilidade assumida na identificação do desconforto apontado. Pedro Moura / Ler BD ... Dez autores com registos muito distintos criam uma harmonia que já vai sendo regra nos livros colectivos da editora e que deve mais à mundividência partilhada do que qualquer esforço de homogeneização. (...) tem algo de antologia de BD contemporâena, mas a sua verdaderira vocação é a de dar a ver / ler o mundo estilhaçado que nos coube Sara Figueiredo Costa / Expresso ... De facto todas as histórias de Zona de desconforto trabalham a percepção que qualquer grau de segurança está a um passo de ser exposto quando se dá um passo no desconhecido, mesmo um desconhecido próximo. E para abordar o mundo é necessário cada vez mais dar esse passo. JL



André Coelho

David Campos

Francisco Sousa Lobo

Amanda Baeza

Tiago Baptista

Daniel Lopes


quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Molly #1



Eis o novo projecto de Rudolfo, uma revista (zine!) de BD para sair de dois em dois meses... Um gesto anacrónico que relembra os gloriosos anos 90 quando saiam regularmente "comic-books" como o Eightball do Daniel Clowes ou a Dirty Plotte da Julie Doucet. Molly é A5 e verde, verde porque é a cor favorita do Rudolfo e não porque ele sendo jovem seja "verde". Muito pelo contrário, Molly é um catálogo de potencial em que mostra o Rudolfo cada vez mais lambido (salvo seja). Os grafismos empregues transpiram virtuosismo, técnica e experimentação, chupando a estética da BD popular que se funde com ilustração e design. Tematicamente as hormonas do crescimento e o "teenage angst" são as constantes aqui e apesar das BDs serem independentes entre si, parecem estar unidas no puzzle ou diário do autor que devem ser lidas como um todo. A acompanhar mesmo mesmo!!! Até daqui a dois meses, é?

sábado, 6 de Setembro de 2014

Parede Morta e Badajoz Branca

cartaz de Afonso Ferreira

Nos dias 6 e 7 de Setembro vamos à Feira Morta da Parede (na bela SMUP, onde já lançamos O Hábito Faz o Monstro!) e voltamos a Badajoz, desta vez por causa da "noite branca":

sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

The Dying Draughtsman / O Desenhador Defunto in Treviso Comics Fest


The Dying Draughtsman
by
Francisco Sousa Lobo

Sinopsis: Francisco Koppens has a dying profession, a dying religion, lives in a dying home and has dying thoughts. He is a Portuguese architectural draughtsman living in London who believes he is destined to commit suicide. He talks to his wife but she doesn’t answer back. He does erotic comics as a private compulsion, only to cover them with black ink at the end. He ends up with black monochromes which he then tears to bits. The sign of the monochrome as self censorship permeates Koppens’ life. He visits endless art exhibitions, only to be smitten by dread and doubt. We follow him from depression to psychosis, and then back to a sort of starting point.

The Dying Draughtsman could be described as a fictive construction built on real, personal events lived through the life of the author.

Francisco Sousa Lobo does comics, fine art and writing, and lives in London. The Dying Draughtsman is his first graphic novel.

Critical reception: Chosen as part of the 10 best books of 2013 by Sara Figueiredo Costa, in the newspaper Expresso ... Francisco Sousa Lobo's production is inclined towards forms of comics internal interrogation, especially in their narrative form. An excellent bookPedro Moura in Ler BD ... If Duchamp de-contextualized and re-contextualized his works through the use of photography, Sousa Lobo does it now through comics - Gabriel Martins in Rua de Baixo ... Unpredictable and haunting, stimulating and engaging - Paul Gravett ... Perfect symbiosis between art and writingAndré Coelho ... One of the best books of the yearDavid Campos ... I really like it, it reminds a part of the world of Sammy Harkham and a touch of Theo Ellsworth (for the story). - Nicolas Grivel ... One of Best Portuguese Comics 2013 by Pedro Moura in Paul Gravett site ... It seems that comics finally provide Koppens, and his creator Lobo, with the style and method to write that postponed suicide note, as the remarkable graphic novel The Dying Draughtsman - Paul Gravett in Art Review ... 
Design: Joana Pires 128p. 16,5x23 cm two colour
500 copies
ISBN 978-9898363-22-0

Book released in Galerie Kamm, Berlin ... Auto-Critical Comix in Art Review ... Exhibition of originals in Treviso Comics Festival ...

The book price is 15 euros from our site (free postage for EU) and you can buy it at Quimby's (Chicago), Gosh Comics (London), Orbital (London), Lambiek (Amsterdam), La Central (Spain) and Neurotitan (Berlin).
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Here's some pages: