blogzine da chili com carne

sábado, 27 de agosto de 2016

ccc@punx.picnic



terça-feira, 23 de agosto de 2016

Evan Parker - X Jazz / ESGOTADO


Evan Parker - X Jazz
graphzine / sketchbook de André Coelho
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24p 16,5x21,5cm, papel verde
impressão a duas cores em risografia pela Mundo Fantasma
com prefácio de Rui Eduardo Paes
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edição limitada de 100 exemplares
ESGOTADO
- talvez hajam ainda exemplares na Mundo Fantasma, Linha de Sombra e Just Indie Comics (Itália) -

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Evan Parker (1944) é um influente saxofonista de Free Jazz, nascido na Inglaterra. Houve um encontro com este músico em Pedrogão Pequeno, em Agosto de 2012, com 17 músicos nacionais do jazz e da livre-improvisação no âmbito do X Jazz – Ciclo de Jazz das Aldeias do Xisto, organizado pelo Jazz Ao Centro Clube com o apoio da ADXTUR.

A residência artística durou toda uma semana, com trabalho dentro de portas durante os dias e concertos à noite em povoações localizadas nas margens do Rio Zêzere. Logo no início, Parker afirmou que não queria dirigir, que estava ali apenas para transmitir a sua experiência e as suas perspectivas da música que utiliza a intuição, a espontaneidade e a interacção de grupo, sem hierarquias, como linhas condutoras. (...) As consequências desta iniciativa têm sido enormes, pois marcou a aplicação em Portugal daquilo que o próprio Parker apresenta como «coisa utópica». Esse foi, de resto, um propósito logo ali anunciado por alguns: por exemplo, o trompetista Luís Vicente adiantou ao jornal Público que tinha de imediato decidido «transportar isto para a minha maneira de tocar e de pensar a música». 

«Deixem espaço para os outros»; «quando ouvirem alguém a introduzir uma ideia, calem-se, dêem-lhe oportunidade»; «toquem menos - não queiram preencher tudo, o ensemble é mais do que cada um dos seus membros»; «ouvir é mais importante do que tocar»; «entrem apenas quando tiverem algo de importante a dizer», «não cortem o caminho dos outros», «se alguém não estiver a fazer-se ouvir, retirem-se»: estas dicas chocalharam com tudo o que se julga que é improvisar, e depressa se percebeu que o alcance da filosofia musical do coordenador desta acção ultrapassava a própria música. 

(...) A memória do que aconteceu em Pedrogão Pequeno ficou registada em texto, áudio, vídeo, fotografia e desenho – o caso presente, pela mão de André Coelho. É uma memória congelada, fixada no tempo, o contrário da efemeridade dos sons que então se produziram. As recordações mentais, essas, estão vivas e continuam a ter um efeito transformador. A influência que Evan Parker nos deixou é uma construção sem fim à vista. - Rui Eduardo Paes in prefácio

Músicos retratados: Angelica Salvi, Gabriel Ferrandini, Gonçalo Falcão, Hugo Antunes, João Camões, João Lobo, João Martins, João Miguel Pereira, João Pais Filipe, Luís Lopes, Luís Vicente, Marcelo dos Reis, Miguel Carvalhais, Miguel Mira, Pedro Sousa, Rodrigo Amado e Travassos.
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A edição foi produzida pela Chili Com Carne e Thisco, sendo o sexto volume da sua colecção THISCOvery CCChannel, dedicada às dimensões (ocultas) da (contra)cultura tendo no seu leque colaborações de Hakim Bey, Rui Eduardo Paes, Critical Art Ensemble, Ewen Chardronnet (Associação dos Astronautas Autónomos), Carl Abrahamsson, The Master Musicians of Joujouka, Ondina Pires, DJ Balli, Hetamoé entre muit@s outr@s...

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Feedback : Lançado no dia 18 de Dezembro de 2015 no Barraca Fest III com a presença do autor e intervenção de Rui Eduardo Paes ... Mais do que uma compilação de esboços do autor, os textos que os acompanham traduzem a súmula dos ensinamentos de Evan Parker, conferindo o tempo aos ensinamentos do músico e dando a ilusão da sequência narrativa dos mesmos, enquanto o leitor vai descobrindo a voz do coordenador que não quer ser ditador. Nuno Sousa ... Looks great! Evan Parker ... impresso a duas em risografia, sendo uma delas um belíssimo cinzento metalizado, que traz reflexos às figuras humanas. (...) Um sucinto mas claríssimo texto de Rui Eduardo Paes cria o necessário contexto para os incautos, mas igualmente para nos fornecer algumas pistas não só em compreender algumas das frases igualmente capturadas por Coelho, mas pequenos gestos subtis que poderão fazer adivinhar as tais harmonias conquistadas: as mãos pousadas sobre os joelhos e os olhos fechados de Parker ao escutar os músicos, um saxofonista a não tocar, o sobrolho carregado de um músico de electrónica, as caretas expectáveis de quem segue num transe de notas, e as misteriosas mãos em posições de mudra, em busca de navegações pelos sons Pedro Moura ... my partner Caroline found it again this morning and worried if I was a bit over weight! Evan Parker 

REVISÃO : Bandas Desenhadas dos anos 70 .......... 5 estrelas no EXPRESSO

Capa de Isabel Lobinho e títulos por João Maio Pinto
2016 marca 40 anos do fim da icónica Visão, uma revista improvável num país com graves problemas económicos mas que se apresentava nas bancas com ar luxuoso, cores ácidas e brilhantes, temáticas políticas e libertárias.

 Quisemos comemorar esta publicação que fez uma ruptura com a BD tradicional portuguesa mas sobretudo recuperar um conjunto de BDs esquecidas dos anos 70 cheias de frescura, rebeldia e prazer criativo, vindas de outras experiências editoriais como Evaristo, O Estripador ou &etc.

Contem com António Pilar, Bruno Scoriels, Carlos BarradasCarlos "Zíngaro", Fernando Relvas, Gracinda, Isabel Lobinho, J.L. Duarte, João Manuel BarrosoNuno Amorim, Paralta & Zé Baganha, Pedro Massano, Pedro Potier, Tito, Zé Paulo (1937-2008), Zepe e ainda António Pinho, Carlos Soares, Jorge Lima Barreto (1949-2011) e Mário-Henrique Leiria (1923-1980) para muita BD psicadélica, urbana, cósmica, mórbida, erótica, pessimista, ácida, crítica, tão ying & yang tal como foi a década de 70 neste país periférico.

Nova paginação! 
Vintage Free! 
Completista!
Uma delícia!!!

(((o)))

9º volume da colecção Mercantologia 
editado por Marcos Farrajota 
arranjo gráfico de Joana Pires
184 páginas a cores 23,5x34cm
Capa com uma bandana


(((o)))

em breve na El Pep e Utopia
FNAC e Bertrand em Setembro



Historial: Apresentação no Festival de BD de Beja (29 de Maio) ... Notícia no P3 ... Lançamento no dia 9 de Julho, às 16h na Feira Morta na Bedeteca de Lisboa com as presenças de Marcos Farrajota (editor) e António Pilar, Carlos BarradasCarlos "Zíngaro", Fernando Relvas, J.L. Duarte, Nuno Amorim, Pedro Massano e António Pinho (autores) ... Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ... Notícia no jazz.pt ... Artigo na revista Visão por Sílvia Souto Cunha ... Artigo n'Observador ...






















Feedback: 

Visão looks like an AMAZING magazine - a bit like a Portuguese GARO?! So important that people today see this pioneering work from 40 years ago and BUILD on it and push comics still further. Bravo (...) I see the relationship to Pilote/Metal and of course US comix underground too. As you say daring, radical for the times and politics. This work needs more exposure in Portugal and outside too 
Paul Gravett (via e-mail) 
... 
A Revisão é fascinante, principalmente porque para mim não é revisão nenhuma que só conhecia as bds do Pedro Massano (e o Fardeta do JL Duarte se não me engano). As histórias são algo insubstanciais, mas os desenhos, a diversidade de estilos são um festim. Muito bom. E o livro está muito bem produzido, palmas para os dois. 
M.R. (via e-mail)
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Parabéns pela edição, tá do caralho! Até podes perder dinheiro com a brincadeira, mas o prestígio ninguém te tira! 
Nunsky (via e-mail)
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4 estrelas na Time Out Lisboa
...
5 estrelas no Expresso

domingo, 21 de agosto de 2016

A casa dos 10 000 cadáveres

Tarados coleccionadores e outro animais do livro de artista: querem uma máquina do tempo inesperada? Chama-se 10.000 Humans e é de Maiorca, a ilha com mais talentos gráficos por metro quadrado do mundo - Max, Pere Joan, Alex Fito,... e Lluís Juncosa, a cabeça desta editora.

Entre 1989 e 1994 lançou livros e graphzines e parece que nestes últimos anos lembrou-se de promover o trabalho feito e o "fundo de catálogo". O que significa que quem é fã deste tipo de edições passa a ter acesso a uma pequena máquina do tempo, uma vez que os livros estão em excelente estado passados estes anos todos. É mais impressionante quando são edições agrafadas ou manuais (as serigrafadas) mas não o deixa de ser para os álbuns em offset como o Sutze Atlas (1993) um "atlas visual" na esteira punk / surrealista em que Juncosa foi coleccionando imagens várias, de temas completamente diferentes de nascimentos, freaks da natureza, cadáveres, celebridades ou animais vivissecados, fazendo depois uma montagem dos mesmos em várias páginas numa ordem pessoal que oferecem leituras elípticas sobre as imagens. Um livro fora do "normal" do trabalho deste artista.

Se calhar até é o "normal" dele no que respeita a "universo" mas ele é mais conhecido é pelo desenho. Um catálogo como Frenologia, vol.1: Miss Mallorca Über Alles (Museu de Mallorca; 2007) ou o CD de Comelade e Pinhas dão melhor impressão do que é o seu estilo gráfico e temático. Linhas finas e certeiras com vários elementos dispersos, muita escatologia e mutações corporais tiradas da Interzona fazem parte deste autor e não será à toa que ele tenha editado o número 40 (?) do graphzine Elles sont de sortie


Se há um título emblemático do mundo DIY em França é este "ESDS" de Bruno Richard e Pascal Doury (1956-2001) criado em 1976. Contemporâneo do grupo Bazooka e muito anterior ao Hôpital Brut (do Le Dernier Cri), o ESDS é quase um "template" para tudo o que apareceu depois, sendo a sua influência ainda a ser avaliada. Doury abandonou o projecto algures nos anos 80, passando a ser este o meio de produção de Richard (embora a sua assinatura desaparecesse com a sobreposição da sigla ESDS) e os seus desenhos de sexo e violência em batuta de S/M decadente sacado aos Men's Adventures mais Hardcore. O que não impede que de vez em quando (como neste número) aparecessem desenhos de Gary Panter, Doury, Mark Beyer e Bartolomeu Cabot (não é o Juncosa disfarçado? parece!). Resta saber de quem é a autoria das adoráveis fotografias da capa e contra-capa...

Miserere (1991) é uma colecção de desenhos de Miracoloso, aka Fernando Fuentes, ilustrador que fez parte dos gloriosos anos 80 participando na mítica revista Madriz mas também nos anos 90 na singular Nosostros somos los muertos. Álbum de grande formato, junta desenhos em que não se se sabe o destino deles - seriam ilustrações para outros projectos? trabalhos realizados para o prazer do autor? Sombrio e sujo, alguma temática lembra o Filipe Abranches com as distâncias gráficas pois exploram um imaginário sórdido do século XX com homens e mulheres a fingirem uma normalidade ou a posarem para um retrato quando o meio onde vivem parece podre e negro. Um livro que testemunha mais uma vez a qualidade gráfica que sempre existiu na vizinha Espanha.

sábado, 20 de agosto de 2016

Já não sou eu que vivo /// MUNDO FANTASMA até 29 de Outubro




It's no longer I that liveth é um livro sobre ter treze anos em 1986. Relata alguns meses na vida de Francisco Ferreira, entre a região de Lisboa e Évora. Francisco Ferreira tem a pior das idades. Uma idade em que o Deus da infância já não existe e não há ainda outro Deus que o substitua. Uma idade em que já não se brinca e ainda não se tem amigos verdadeiros. Uma idade niilista. Uma idade sem nada. Mesmo assim Ferreira descobre qualquer coisa, agarra-se a qualquer coisa.

inaugurou no passado 6 de Agosto na Galeria da MUNDO FANTASMA [Shopping Center Brasília Avenida da Boavista, 267 1o. Andar, Loja 509/510, Porto] e estará patente até 29 de Outubro

Francisco Sousa Lobo nasceu em 1973, em Moçambique, e vive entre Londres e Falmouth, no Reino Unido. Estudou primeiro arquitectura, depois arte. Em Londres acabou recentemente um doutoramento em arte, em Goldsmiths. Em Falmouth University ensina na licenciatura de Ilustração. Publicou vários livros de banda desenhada: Câmara Escura (Bedeteca de Lisboa; 2003), O Desenhador Defunto / The Dying Draughtsman (Chili Com Carne; 2013), O Andar de Cima (Ar.Co + Chili Com Carne; 2014), I Like Your Art Much (ed. de Autor; 2015), The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros (Chili Com Carne; 2015) e O Problema Francisco (Gulbenkian; 2015), também publicado em Espanha pela Ediciones Valientes. Prepara agora dois novos livros: Os Quarenta Ladrões (inquérito a artistas e críticos sobre a questão da influência) e Nuvem (sobre a Cartuxa de Évora).

ENTRETANTO:


O novo livro de Francisco Sousa Lobo, co-edição entre a Chili Com Carne e a Mundo Fantasma, não saiu na inauguração, devido a atrasos de impressão - o trabalho afinal é, como sempre com as BDs de Sousa Lobo, extenso... São 88 páginas e a duas cores, o que requer tempo quando se imprime em risografia.

Redigido em inglês e impresso sobre papel Munken Pure de 130g, numa edição limitada a 300 exemplares, este livro custará 15€ - desconto de 30% para sócios da Chili Com Carne.
Aceitam-se encomendas deste livro para o e-mail ccc@chilicomcarne.com

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Ya drunken bastards

O Damas é o spot nocturno de Lisboa... concertos potentes que acontecem neste bar!!! Já devia ter escrito sobre os ingleses Sly & Family Drone que foram dos últimos bons concertos que vi por lá e que fiquei parvo - já foi em Abril... O LP Unnecessary Woe (auto-edição; 2013) é a tentativa de capturar uma banda que tem de ser ouvida/ vista ao vivo. Não é porque um dos elementos da banda suba de cuecas para cima do amplificador que convence a ir ao concerto - não é uma bela visão, o rapaz tem um barriga de cerveja digna de um Pub - mas porque o som deles começa com uma maquinaria que faz (muito) barulho à qual acompanha uma bateria, que mais tarde ou mais cedo costuma ser desmembrada para o público tocar nela, numa espécie de festa tribal com a vantagem de quem começou o evento comunal não quer tocar Bob Dylan nem músicas de escuteiros. A cacofonia aparece desta anarquia polirrítmica de bêbados, punks, betinhas e índios todos felizes de participarem em comunhão na chinfrineira. Estou a ser cínico... qual foi a última vez que um concerto foi realmente divertido? Se tal parede de som pode ser difícil de reproduzir para um disco de estúdio, deve-se afirmar que estes bêbados do caralho da banda conseguiram! Voltem cá, pagamos as bebidas e por discos novos que tenham!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

TendaGruta em k7 ... finalmente!!!


TendaGruta é um projecto de S.G. e André Coelho que participou na banda sonora do "comix-remix" Futuro Primitivo e que em Maio vai ter uma edição física (uma k7) pela Dissociated Records - assim, uma casa paralela da Signal Rex para sons "malaikos":

A new division of Signal Rex devoted to challenging, far-out sounds, Dissociated Records is proud to present Tendagruta's Ensalmo do Sargaço on the Amplifest

Recorded in several locations between 2010 and 2012, Ensalmo do Sargaço gathers several tracks that were dissected and scattered through compilations or presented individually in several occasions and emissions. Across its six sprawling tracks, Tendagruta conjure a completely alien soundworld where vibrations both drift up from the abyss and descend from the cosmos; between those two disparate locales, the tones are minced in a manner most post-industrial. 

The aura thus created by Ensalmo do Sargaço is one of dislocation and disembodiedness, endlessly ringing rituals that penetrate the soul and instill smeared, bleary visions of a past that never existed and a future that already was. 

Of these six sprawls of sinister-yet-sensuous sound, Urfuto Tripimivo was originally published online by Chili ComCarne / You Are Not Stealing Records on the soundtrack compilation for the book Futuro Primitivo in 2011, and Il Culta was originally published on the Aural Bowels CD compilation by Latrina do Chifrudo / Soopa / Let's Go To War in 2010. 

Limited to 50 professional black cassettes, delivered with animal bones, the body has now been reassembled.

A Associação Chili Com Carne vai ter 5 cópias para quem quiser adquirir 
- aceitam-se reservas para o e-mail: ccc @ chilicomcarne . com

FuTuRo prImItIvO últimos 24 EXemPlares ... fucking mutants!


UMA antologia ____________de BANDA DESENHADA
$$$  de artistas da Associação CHILI COM CARNE
€€€ a saber : :: Lucas Almeida, Ana Ribeiro, Manuel Pereira, João Ortega, Inês Cóias, Daniel Seabra Lopes, Marco
Moreira, João Chambel, Ana Menezes, André Coelho, João Maio
Pinto, Andreia Rechena, Bruno Borges, Rafael Gouveia, David Campos, Sílvia Rodrigues, Pepe

delrey, José Feitor, ________Natália Andrade com Christina Casnellie, Uganda Lebre, André Lemos, Bráulio
Amado, Gonçalo Duarte, Jucifer, Ana Menezes, Afonso Ferreira, Marcos Farrajota, Rudolfo, Ricardo Martins e Pedro Brito, e ainda participações CADÁVERES-ESQUISITOS com Mattias Elftorp
+ Sofia Lindh (SUÉCIA), Cláudia Guerreiro, Filipe Quaresma, Nevada Hill (EUA), Pedro Zamith, Margarida Borges, Jarno Latva-Nikkola
(FINLÂNDIA), Silas, André Ruivo, Rita Braga, Susa Monteiro (BEJA!) e Valério Bindi + MP5 (ITÁLIA)... mis

turados por unDJ MMMNNNRRRG.
\\\
Lançamento e Exposição dos originais no Festival de BD de Beja (28 Maio a 12 de Junho 2011);  CRACK 3D 2011 & HELSINGIN 26. SARJAKUVAFESTIVAALIT (5TH SepTemBER - 1ST OCtoberrr) then M¨¨älmo /ISV (14th October - 4th November) ; TEXXXXXXXXXXXAS ... 666 de April 2012 :;:;:;:;:;:;: PORTLAND at floating world comics 777 june 2012;; BReiZZZIL (808 2012 na PREgO); Barcel0na at FATbottom Books  (marÇho 15thmarch a 11 maio 2013) y SS. paulo no UGRA zine FesT (6-7abril2013).

...
... 160 p.
16,5 x 23cm p/b, capa a cores ... Capa & Design: Margarida Borges ...
Retratos mutantes dos __________________ autores: João Paulo Nóbrega ... apoios da Bedeteca de Beja, Instituto Português de Juventude, Sociedade___________Finlandesa de BD, Sociedade Sueca de BD,
Wormgod e You Are Not Stealing Records.
!!!
PVP: 15€ (50% desconto para sócios da CCC,
jornalistas e lojas) à venda na shop da CCC, Fábrica Features, , Munddo Fantasma, §  Letra LIvre (na zzzzzDB) e STAaaaALPLAaaaAT und neuroTITAN y Bolido de FUego e na
Artes & Letras , RRRRastilhuuu, e BLACK_MAMBA_vegan_metal


§§
EXTRAS

Foi feita uma banda sonora (inicialmente para a exposição
entretanto extensível ao livro) com as colaborações de André Ruivo, Somália, J. Ortega, TendaGruta, Te Voy
a Matar, John P-Cabasa,
J
M
P
, Marte &&&&&&&&& Stealing Orchestra, zZZOUNDZZz, Pepedelrey, Rita Braga, Pedro Sousa, Ondina Pires, Cospe, _________ Chiby Shit Plan e Assinante 35278/TW ### é gratis e pode ser descarregada em
You Are Not Stealing Records


valerio bindi + mp5


uganda lebre
ana menezes
lucas almeida
daniel lopes
andré coelho
João Chambel

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Freakarte II

BD e frekalhada é uma união especial, daquelas que fixes, que duram para a vida, até a Chili já aderiu uma vez ou outra ao género (ou será subgénero?). A cena de ler BD freak é que os desenhos vão-te dar tanta vertigem que não vais perceber nada do argumento, embora já se saiba que a história será uma cagada que pouco interessa. Será no desenho que terás (hippi)epifanias embora seja melhor tomar qualquer coisita. É tipo Free Jazz, é para curtir no momento, topas?

Uma das maiores características neste tipo de BD é "a caminhada", tipo, uma personagem vai à descoberta do mundo e sofrerá acontecimentos incríveis a interromper o seu percurso. Fobo de Gabriel Delmas é um desses casos, embora aqui uma lagartixa com arma laser encontre apenas mais uns mutantes sem se perceber a razão de tudo. Os desenhos de Delmas safam a coisa, claro está, o franciú é um cromo cheio de estilo gráfico. Editado pela italiana Hollow Press que tem feito um trabalho incrível no meio "Dark Underground Fantasy Crazy Shit" mas sobretudo tem é um cuidado gráficos com os seus dos livros, como é o caso de Crystal Bone Drive de Tetsunori Tawaraya! Uma BD cheia de mutantes junkies traficantes de orgãos, cuja a acção não se percebe pevas mas também não interessa, é impressa a tinta prateada sobre papel preto. Se os desenhos de Tawaraya já são impressionantes normalmente, ao serem "invertidos" tornam-se ainda mais selvagens e vindos daquele pesadelo que te deixa urina nos lençóis... Resta dizer que volta meia volta mandamos vir livros da Hollow para os nossos sócios ou temos à venda (percam) aqui (toda a esperança).

Acho que nem sei se escrevo correctamente os títulos do doido do Bertoyas... Um é Norak: Le fils de Parzan (Kobé 24?; 2015?) e o outro acho que (acho que!) é Flugblatt #1 (Kobé #25; 2015?) que poderiam ser descritos como o encontro aleatório de papeis numa casa de uma família popular expulsa pela Câmara Municipal do Porto - não é ficção como sabemos o que bem aconteceu há poucos anos atrás. No meio da tralha abandonada antes da bófia ter arrancado as crianças da cama à chapada lá conseguimos fazer uma pilha desses papeis e olha, os gajos curtiam BD! Vamos enpilhando BDs do Tarzan, BDs porno e umas de aventuras, estilo fumetti, onde tudo se mistura seja como for. A ordem dessas BDs está toda trocada, os papeis estão molhados e a tinta da impressão de algumas imagens e palavras passaram para outras páginas... Depois levas para casa, um francês doido aparece-te à meia-noite, leva-te essa pilha de bosta para França, desenha por cima desse caos, reescreve algumas partes e inventa outras, aboneca uma cena, mete uns elementos aleatórios aqui e ali, bem como uma boa dose de nahanha poética e temos obra. Acho que é isso... É genial mas convém usar luvas.


Por fim, temos Binoculars do finlandês Sami Aho, que para dizer a verdade acho que nem se enquadra neste perfil mas vai empurrado, que se lixe. Apesar do ar "artsy" não só não se percebe bem o que se passa por aqui como tem elementos freaks: partidas de jogos (ampliadores da mente, né?), mutações orgânicas, algum non-sense, jogos de óptica (aqueles olhos são afinal mamilos, spoiler, desculpem) e fotografias de animais. É ou não é freak? Editado pela galeria Thee Order ov The Hobohawk (antiga Watdafac) é distribuído em Portugal pela Rough Nough (também organizadora da Pangeia).

Também não merece estar aqui mas como é época de preguiça intelectual - e se os jornais que cobriram cheio de erros a Revisão desculpam-se desta forma porque não posso eu fazer o mesmo? - vai também no mesmo barco o Ping Pong de Amanda Baeza e a filipina Camille Dagal. Mini-zine A6 trata-se de uma "BD de metamorfose" (daí também poder estar neste "post") ou melhor, é um jogo entre duas ilustradoras que vão acrescentando elementos gráficos nos desenhos de uma e da outra (ping pong, topam?), tornando-o em algo narrativo ao jeito de "cadavre exquis". Mucho nice!

LISBOA é VERY VERY TYPICAL segundo Geraldes Lino




Lisboa é Very Very Typical

experiências de quem estudou ou trabalhou em Lisboa

1 Capital europeia / 12 autores estrangeiros / 9 países / 3 continentes

Nesta colecção para quem gosta de "viajar sem apanhar transportes e gastar dinheiro" já se deram muitas voltas, da Europa aborrecida à Guiné-Bissau. Pela primeira vez, vira-se para o umbigo e viaja por Portugal, ou melhor... por Lisboa!

Todas as nossas antologias nascem de ideias puras mas por serem tão ingénuas acabam sempre erráticas... Não nos estamos a queixar antes pelo contrário, glorificamos o erro! A culpa é da "espanhola do caralho" que nos foi impingida para entrar na Zona de Desconforto, colectânea de autores de BD portugueses que contavam as suas experiências no estrangeiro enquanto estudantes ou trabalhadores. Begoña Claveria seria um contra-ponto, uma estrangeira a comentar Portugal, uma ideia com piada mas que não coube nesse volume e a sua BD ficou em águas de bacalhau...

Passado um ano e dado ao sucesso que obtivemos com Zona de Desconforto, pensamos que seria um bom desafio juntar estrangeiros que vivem ou viveram em Portugal. Plano arriscado! Há assim tantos autores que tenham passado por cá? E que queiram arriscar a fazer uma BD?

Há! E muitos! Ao ponto de alguns não terem deixado de dar notícias - temos muita pena dos autores africanos que nos deixaram na mão... Outros apareceram e sem papas na língua. De três continentes diferentes e com experiências variadas, muitas em volta das questões laborais portuguesas, eis Lisboa é Very Very Typical.

Lisboa!? Não era para ser sobre Portugal? É coincidência mas a verdade é que todas as BDs tem a capital como centro geográfico dando razão ao que se diz que "o resto é paisagem"! Talvez de futuro tenhamos de fazer uma antologia sobre estrangeiros no Porto ou Alentejo, até lá fiquem com as visões de Anica Govedarica (Croácia), Taís Koshino (Brasil), Elias Taño (Espanha), Alejandro Levacov (Argentina), BNK TNK (Japão), Martina Manya (Espanha), Aude Barrio (Suiça), Nicolae Negura (Roménia), Dileydi Florez (Colômbia), Alain Corbel (França) e Téo Pitella (Brasil). A capa é da responsabilidade do alemão Lars Henkel - autor que já estudou também em Lisboa e chegou a participar numa Feira Laica.

Historial: mostra de originais do livro na BD Amadora 2015 ... Festa de lançamento no dia 29 de Outubro na Zaratan organizada pela 1359 com unDJ MMMNNNRRRG ...

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136p a verde branco, 8p p/b 16,5x23cm, capa a cores com badanas
sem ISBN porque a APEL pretende humilhar os pequenos editores
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PVP: 12€ (50% desconto para sócios, jornalistas e lojistas) à venda na loja em linha da Chili com Carne, na Pó dos Livros, Artes & Letras, Mundo Fantasma, El Pep, BdMania, Matéria Prima, Neurotitan (Berlim), Tasca Mastai, Letra LivreLinha de SombraBertrand, Palavra de Viajante e A Vida Portuguesa.

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Feedback:

Depois de Zona de Desconforto, livro que reunia bandas desenhadas de vários autores portugueses vivendo no estrangeiro, o novo volume colectivo editado pela Chili Com Carne junta autores estrangeiros que vivem em Lisboa. O propósito é o mesmo: dar espaço à reflexão sobre as experiências individuais, as pequenas histórias, as expectativas, potenciando uma leitura mais ampla sobre como é ser-se estrangeiro numa cidade (e logo numa que cada vez mais se promove como destino de sonho para turistas) nos dias que correm. 
Blimunda 
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Uma Lisboa posta à mesa pelos atípicos (...) é uma obra de arte e em simultâneo o relato na primeira voz o que é ser-se estranho num lugar tão típico. 
Dif 
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Com várias antologias originais de banda desenhada no currículo (...) a Chili Com Carne tem sabido rodear-se de alguns dos mais prometedores autores de banda desenhada, muitas vezes apostando em principiantes, sempre sem ceder no capítulo da qualidade e da vontade de experimentar caminhos a partir da linguagem da banda desenhada. (...) Com um título como este, o livro arrisca-se a aliciar turistas para uma suposta cidade que, afinal, não cabe nestas páginas. Apesar disso, Marcos Farrajota acredita que Lisboa É Very Very Typical não deixa de ser um cartão de visita da capital, sobretudo para quem não ande à procura de tuk-tuks, tascas gourmet e casas de fado com preços astronomicamente inflacionados: “Não é um diário de viagem ou um daqueles livros de esboços chatos. Quase nunca se vê a cidade, mas daí, qual o problema disso? São as pessoas que fazem as cidades e não os monumentos e museus. Se calhar até é um livro de despedida da Lisboa anacrónica e do século XX para uma nova, menos romântica, provavelmente...” Menos romântica, mas com espaço para gente que se descobre estrangeira apesar de falar a mesma língua, como na história de Téo Pitella, infiltrações inevitáveis nos prédios antigos, a despertarem a bronquite e a narrativa de Alejandro Levacov, casas que desaparecem e voltam a erguer-se à medida que alguém precisa de as habitar, na história de Taís Koshino. 
Páragrafo 
...
cria um rosto real, tangível, endereçado que nos permite entrar em diálogo imediato com o que está a ser discutido. Não se procura nenhum tipo de concordância imediata, mas antes uma compreensão dessa mesma perspectiva. Assim, a Lisboa ou Portugal que emerge destes retratos pode revelar-se menos gloriosa do que muitas vezes “nós” pintamos. Em segundo lugar, essas mesmas discussões não têm uma tonalidade pedagógica e institucionalizada – lá está, supostamente objectiva. Reforçando o aspecto dialogal. 
Pedro Moura / Ler BD
...
(...) título brincalhão com que se apresenta um livro coligindo bandas desenhadas da autoria de artistas estrangeiros - homens e mulheres - que estiveram, ou ainda permanecem em Portugal, e que escolheram Lisboa para simples passagem ou mesmo fixação. É exactamente o caso da pintora Nina Govedarica, que veio da Croácia visitar Portugal em 1998, escolheu Lisboa, cidade de que gostou de imediato, aqui conheceu Fernando Relvas, casaram, e ficou a morar com ele na Amadora. Assim, quando o editor Marcos Farrajota da Chili Com Carne teve a ideia (bem interessante) de convidar artistas estrangeiros, de passagem ou a viver em Lisboa, a transformarem em banda desenhada as suas impressões sobre a Mui Nobre e Sempre Leal cidade, Nina aceitou o desafio, ela que nunca fizera BD (...) além de provar ter invulgar capacidade ilustrativa, demonstrou um fino sentido crítico em relação aos lisboetas (extensível aos portugueses em geral), gozando, por exemplo, com o significado que é dado à palavra amanhã, sempre muito variável, tanto pode querer dizer para a semana, no próximo mês, para o ano, ou mesmo nunca.
sobre os autores:

Aude Barrio (1985, França)… a mãe é suiça e o pai português. Vive e trabalha entre Genebra e Lisboa. Faz parte da editora Hécatombe (que já esteve presente numa Feira Laica e exposição na Matéria Prima) e participou em várias antologias como Un Fanzine carré ou Turkey Comics (The Hoochie Coochie). Em 2014, realizou o seu primeiro livro a solo Petit Lapiin Chouin Chouiiin e inaugurou Zonas de Habitabilidade, colecção de BDs "à quatro mãos" com Barbara Meuli, em 2015.

Begoña Claveria (Lleida, 1982) Graduada em Design Gráfico pela Escola de Disseny i Art (Barcelona), fez também uma pós-graduação em ilustração pela mesma escola. Entre 2005 e 2009 trabalhou como designer e ilustradora colaborando com vários ateliers. Em 2009 mudou-se para Lisboa onde realizou um estágio com a PVK Editions e em 2010 começou a trabalhar na Ivity Brand Corp. Actualmente trabalha em regime de part-time nesta firma e colabora habitualmente em projectos no âmbito da edição e da ilustração. Publicou seu primeiro livro de desenhos em 2014 Vous avez de la biére? Non, juste le whiskey bérbère pela Senhora do Monte, editora que ajudou a fundar com Anafaia Supico e Nuno Barroso.

Alain Corbel (Bretanha, França, 1965) viveu em lugares tão diferente como Bruxelas, Marselha, na Gasconha, em Lisboa e Baltimore. É conhecido como ilustrador e colaborou com muitos autores portugueses. É também autor de BDs, escreve, faz fotografias e sestas com muito gosto. Desde 2000, e a seguir o projecto de livro Ilhas de fogo (ACEP; 2002), viajou regularmente nos países africanos de língua portuguesa, assim como em Timor-Leste, onde organiza oficinas de ilustração e escrita. É é professor no departamento de Ilustração do Maryland Institute College of Art (EUA) e é também o coordenador do programa Unspoiled Africa.

Dileydi Florez ( Bogotá, 1990) É ilustradora e Designer. Estudou Design no IADE e Ilustração Artística na Universidade de Évora. Em 2013/14 foi bolseira e finalista do curso de Ilustração e BD no Ar.Co. Actualmente vive e trabalha em Lisboa. A sua primeira obra de BD Askar, o General (Chili Com Carne; 2015) é inspirada em iluminuras persas e gravuras japonesas.

Anica Nina Govedarica (Zagreg; 1971) Estudou Belas-Artes em Zagreb durante quatro anos, desde 1997 que se dedica às artes plásticas e participou em numerosas exposições individuais e colectivas em Portugal, Croácia e Inglaterra. Esta é a sua primeira experiência em BD.

Taís Koshino (Brasília, 1992) é estudante de Comunicação Social com habilitação em audiovisual na Universidade de Brasília, tendo feito programa de intercâmbio na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. É co-fundadora do selo editorial Piqui, criado em 2011, com mais de dez publicações e participações em feiras nacionais e internacionais.

Alejandro Levacov (Buenos Aires; 1973) Três anos depois de nascer começou a Ditadura mais sangrenta do seu país. Desde então já passaram 14 Presidentes por este país (4 deles ditadores), mega-desvalorizações e uma bancarrota. A história recente argentina exemplifica a capacidade de improvisação e sobrevivência que caracteriza os seus habitantes. Emigrou para a Europa em 2002 (pós "corralito") morando em Barcelona, Lisboa, Maputo e Porto e trabalhando como Designer, ilustrador, cozinheiro, modelo, actor… Retornou ao seu país em 2013 com Júlia Tovar – ver Zona de Desconforto (Chili Com Carne; 2014) vivendo os dois (três!) em Buenos Aires.

Martina Manyà (Barcelona, 1983) estudou nas Belas Artes de Barcelona. No início de 2006 muda-se para Lisboa, para fazer um Erasmus, e desde então não conseguiu deixar Portugal. Tirou o curso de Ilustração e BD no Arco e actualmente vive e trabalha entre as duas cidades.

Nicolae Negura (Vaslui; 1987) é um ilustrador e artista romeno que desde há alguns anos tem feito de Lisboa a sua casa e fonte de inspiração. Gosta de utilizar cores fortes e garridas mesmo quando aborda temáticas mais depressivas . Outra fonte de inspiração é a BD vintage, que define completamente o seu traço.

Téo Pitella (1985) tirou o curso de Design Gráfico na Universidade Federal do Paraná, Gravura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná e é Mestre em Arte Multimédia com especialização em Fotografia na Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Actualmente dirige o projecto editorial 1359, onde trabalha com Risografia e edições de autor. Já realizou exposições no Brasil, Portugal, França, Moçambique e EUA. Tem experiência em fotografia editorial produzindo material para edições de diversas revistas e jornais.

BNK TNK (1976; Tóquio) chegou a Portugal em 2005 com um diploma em arte do vidro (TAMA - Universidade de Arte em Tóquio) e um amor por todas as coisas relacionadas à luz e reflexos. Rapidamente apaixonou-se pela luz de Lisboa e, consequentemente, decidiu ficar e completar a sua formação, tirando um curso avançado de Artes Plásticas no Ar.Co. Foi um passo natural combinar o conhecimento adquirido e sua grande paixão por culturas orientais - tanto o lado artístico e espiritual a fim de desenvolver diferentes formas de artes cénicas, sempre inspirados na natureza e no seu interior e os fluxos de energia exteriores. Desde esse momento tem realizado inúmeras intervenções, espectáculos e performances a solo e em colaboração com diversas instituições, passando por países como Itália, Japão e Portugal.

Elías Taño (1983) é desenhador e editor ocasional na cidade de "Violência" desde 2004. Dedica o seu tempo a andar para cima e para baixo com livros e outras coisas, viajando sobretudo pelas penínsulas europeias (a italiana e a ibérica) e por outros lugares do sul do mundo com a companhia de teatro-político Atirohecho. O seu grafismo tem fins políticos e de insurreição e trabalha em cartazes sobre os muros da cidade de forma totalmente anónima. Edita desde 2011, a revista Arròs Negre. Trabalha em serigrafia num edifício em ruínas que partilha com um escritor das ruas e um indigente napolitano.