blogzine da chili com carne

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Um convite a tod@s que ainda não perderam esperança pela procura de originalidade na Feira do Livro de Lisboa





Chili Com Carne, Pierre von Kleist Editions, Serrote e STET
juntos pela primeira vez na
Feira do Livro de Lisboa
2017


Quatro projectos editoriais lisboetas juntaram forças e de 1 a 18 de Junho, poderão encontrá-los no pavilhão C39 da Feira do Livro de Lisboa. Unidos sob o nome PvK editions.STET.Serrote.MNRG, o pavilhão estará situado na zona laranja, à direita de quem sobe o Parque Eduardo VII.

Esta união deve-se ao facto de serem entidades que produzem um corpo de trabalho único, sempre com uma postura independente, mas com uma intenção de abranger um publico maior, fora dos nichos tradicionais. Muitos dos livros que editam ou comercializam são transversais a gerações, continentes e culturas, daí que sejam tão bem recebidos a nível internacional e pelo publico nacional dentro das suas áreas especificas de edição (Fotografia, BD, ilustração), mas mais desconhecidos no contexto editorial "mainstream".

Esta iniciativa é uma prova de fogo para ir ao encontro de novos leitores, vão ser 18 dias de animação livreira que enchem o Parque Eduardo VII, este ano com mais BD, fotografia e ilustração!

                                                                                                                                                                                                                             
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Associação Chili Com Carne e a sua irmã MMMNNNRRRG são as enfant-terribles da banda desenhada nacional, não deixando se serem reconhecidas com prémios, se os títulos dos seus livros poderão trazer os momentos mais hilariantes nos altifalantes Parque Eduardo VII os seus livros não deixam de ser menos sérios como os do musicólogo Rui Eduardo Paes que revelou recentemente que a imprensa musical continua a ser homofóbica com o livro Anarcoqueer? Queercore! que irá apresentar dia 4 de Junho na Praça Laranja.

Haverá várias sessões de autógrafos sobre títulos como os QCDA's ou da colecção LowCCCost, ou ainda de Lucas Almeida e André Ruivo.

Lançam ainda dois "split'books", a saber: Corta-e-Cola : Discos e Histórias do Punk em Portugal Punk Comix : Banda Desenhada e Punk em Portugal por Afonso Cortez e Marcos Farrajota, respectivamente; e Deserto e Nuvem de Francisco Sousa Lobo que produziu dois romances gráficos nas suas várias visitas ao Convento de Évora da Ordem dos Cartuxos - padres votados ao silêncio.


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Pierre von Kleist Editions é um dos nomes mais relevantes na edição de fotografia portuguesa contemporânea. Liderada pelos fotógrafos, André Príncipe e José Pedro Cortes, têm feito um importante trabalho na divulgação da fotografia nacional, dentro e fora do país. Desde a reedição do clássico Lisboa, Cidade Triste e Alegre de Victor Palla e Costa Martins até a autores contemporâneos como António Julio Duarte, Pedro Costa, André Cepeda, Daniel Blaufuks ou dos próprios editores.

Destaque para as 3 novas  serigrafias de Daniel Blaufuks, José Pedro Cortes e André Príncipe, além dos descontos e de termos os autores da editora a assinar livros em vários dias ao longo da feira.


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As Publicações Serrote começaram em 2004 pela mão de Nuno Neves e Susana Vilela, quando rumando contra a maré de fecho das tipografias produziram vários cadernos com temas tradicionais e divertidos. Mas não se ficaram por aqui e em 2008 começaram a surgir  livros ilustrados  juntando as tradições Portuguesas com o design contemporâneo, a primeira destas edições é sobre a região do Minho, transformando o desenho do Ponto Cruz  em pixéis. Alargando ao longo dos anos a temática de algumas das edições ao universo didáctico – infantil. Contam hoje com mais de 10 publicações editadas, além de cadernos e cartazes impressos em tipografia.

As Publicações Serrote vão lançar  a Feira do Livro de Lisboa três novos títulos além dos eventos infantis que estão agendados logo a partir de dia 1 de Junho:  All Garb in ExcelA região do Algarve revisitada em ilustrações feita com o Excel, acompanhadas de textos de geógrafos árabes, poetas piratas, botânicos germânicos e coleccionadores de borboletas. Catulo, XV poemas15 poemas eróticos e satíricos redigidos pelo poeta Gaius Valerius Catullus. Traduzidos directamente do latim e ilustrados por Venus Neon. Tonton LuluMais uma aventura dos irmãos Laurinha e Sulivão, que desta vez vão a Paris visitar o seu avô paterno, Bartolomeu Tirapicos, que trabalha como vigilante no Museu do Louvre.


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STET – livros & fotografias é uma livraria especializada em livros de fotografia e edições de autor, aberta em 2011 que participa regularmente em feiras de edições nacionais e internacionais apostando na divulgação de autores Portugueses fora do país. 

Desta vez estreia-se no Parque Eduardo VII representando uma selecção de editoras nacionais e internacionais (MACK, RM editorial, PHREE, Dois Dias, GHOST edicions, HIHIHI, Ideias no Escuro, Patavina, Pierrot le fou, scopio editions, Senhora do Monte, Stolen books ou TIPO.pt, entre outras) e alguns artistas que têm as suas próprias chancelas como a Tiago Batista e Catarina Domingues (Fanzines e Martelos), Joana estrela, Cecila Silveira (Sapata) ou Xavier AlmeidaEstes jovens artistas além de virem dar autógrafos à feira irão participar no projecto  “Um dia, Um livro”, onde cada um construirá (desenho, escrita, colagem, etc.) uma página ao vivo na feira, para uma futura publicação. Além destes autores destacamos também os fotógrafos Rui Dias Monteiro (Prémio Bienal Vila Franca de Xira, 2016) que estará a assinar o livro Sob Cada Erva, edição da STET, e Fábio Cunha (Prémio DocField Dummy Award - Fundació Banc Sabadell, 2016) com ZONA, da editora espanhola Phree.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

ccc@festival.de.beja


Vamos estar lá, ao que parece... com o unDJ MMMNNNRRRG! E colaboradores nossos vão ter lá exposições individuais, a saber o Jorge Coelho (que é mais agente do Capitalismo do que a CCCp) e a super-Sofia Neto.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

DESERTO e NUVEM - lançamento



Deserto Nuvem
por

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1 claustro vazio em Évora
1 ordem católica de silêncio e solidão
1 inquérito espiritual
2 livros num só 
20 cartas sem resposta 
Muitas visitas do autor em dúvida

+

Sexto volume da colecção LowCCCost editado por Marcos Farrajota com arranjo gráfico de Joana Pires e publicado pela Chili Com Carne.
dois livros / split-book, 64p  impressas a 1 cor + 124p impressas a 2 cores, 16,5x23cm

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Lançamento para dia 10 de Junho de 2017, às 19h na Feira do Livro de Lisboa - pavilhão C39 - com a presença do autor (que residente em Inglaterra).




Deserto e Nuvem são obras de longo curso que examinam a forma de vida na Cartuxa de Évora, onde alguns monges resistem aos costumes do mundo, em absoluto silêncio e solidão. Serve este exame de pretexto para focar a própria natureza da fé humana, do apego às coisas do mundo, do que nos faz sentido. 

Deserto é composto de uma única narrativa centrada numa semana passada junto a Scala Coeli (escada do céu), que é como se chama a Cartuxa de Évora. É um livro quase jornalístico. 

Nuvem é composto de 20 cartas endereçadas a um monge cartuxo, e pode ser lido como uma resistência contra ambos os extremos que circundam a fé – o extremo que sabe que Deus não existe, e o extremo que se contenta com absurdos.

+

sobre o autor: Chamo-me Francisco Sousa Lobo, tenho 43 anos e vivo no Reino Unido, entre Londres e Falmouth, onde ensino ilustração e faço banda desenhada. Já estive do lado dos católicos e dos que renegam as raízes católicas. Agora ando sossegado, sentado numa espécie de muro baixinho, a ler Simone Weil e Kierkegaard. A perspectiva que tenho de cima do muro é curiosa. Tão curiosa que me deu para escrever sem ver que três ou quatro anos se passaram nisto.

MUSCLECHOO - SIDE STORY FILE 001 - TRUMP CARD @ Ler BD



After finding an underwater base at Water Moon Sigma 14-B, Musclechoo goes inside and loses contact with Iris and then it starts to get really weird…

Musclechoo makes a comeback on a new book drawn between August 2014 and December 2016. For fans of Fort ThunderGhost in the Shell and Trading Card Games.
80 pages. 16x21cm. Offset printing. Perfect bound. 333 copies. Co-published by Chili Com Carne and Ruru ComixSupported by IPDJ.

Buy @ Chili Com Carne online shop, Ruru Comix, Letra LivreBdMania, Linha de Sombra, Tasca Mastai, Artes & Letras, Blau (Fac. Arquitectura de Lx), Tigre de Papel, Mundo Fantasma, Utopia, Fatbottom Books, Le Monte-en-l'air, Black Mamba, Inc, Pó dos Livros, Matéria PrimaMOB and Bertrand. Soon @ Matéria Prima,...

Feedback: 
Se (...) Livros de bonecos é que é a vossa cena. Pois bem, não percas tempo. A Chili Com Carne acaba de editar a nova BD de Rudolfo, Trump Card. É o primeiro livro a solo do autor e nele encontram a sua personagem fétiche, Musclechoo, embrenhado numa aventura bem esquisitinha. Como vocês gostam. Ambos os dois. Seus tarados!Vice Portugal 
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I already read Musclechoo and liked it. Actually I loved drawings and characters in it. Do you have any idea is it possible to find earlier zines? (...) there is some kind of collection coming but still. I fancy to own those original zines. They are looking really good in photos google found. - Marko Turunen
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Trump card was some good shit indeed... A total teenage action comic fantasy. The violent/gore bits are the best, for real. Those stiff action panels are awesome. Idk if that was the idea, but those moments felt a lot like Prison Pit. - Héctor Cimbrón ... Trump Card ganha uma desenvoltura diferente (...) foi totalmente improvisado na sua “escrita” e “desenho preparatório” (...) uma espécie de mistura de Magic the Gathering, Pokemon, MMORPGs e sabe Deus Nosso Senhor mais o quê numa sopa tão pouco credível como certamente satírica. Com efeito, é difícil não ver em Trump Card um exercício de deboche sarcástico em torno de toda uma linha de cultura popular, de Star Trek a novos jogos digitais, mas ao mesmo tempo mostrando algum gosto por essa mesma cultura. (...) Apesar do título ter tudo a ver como o jogo de cartas, e aparecer uma espécie de “tirano sapo” obcecado com sexo, não deixa de haver uma ideia de explorar a actualidade política internacional. Mas ir por aí é como patinar num sabão em chão de mármore. Todo o cuidado é pouco e equilíbrio, nenhum. Uma espécie de Image dos pobres, em que a verve daquela editora norte-americana em revisitar e revitalizar toda uma série de géneros clássicos, mas com os instrumentos imediatos e de pêlo da venta do punk (8-bit breakcore, entenda-se) zinesco, Musclechoo deve estar mesmo para ficar. Deus nos acuda. - Pedro Moura - Ler BD

Metalada entalada


O regresso dos Sacred Sin é motivo de alegria para qualquer metaleiro 'tuga que se preze. Esta é a banda barulhenta que teve mais momentos de glória desde os inícios dos anos 90. Nessa década nada era fácil para quem curtia som pesado e esta banda fez carreira sem as foleirices góticas (cóf, cóf) explorando Thrash / Death Metal. Andou a hibernar de vez em quando neste milénio e volta com o explosivo Grotesque Destructo Art (Chaosphere; 2017), um CD tradicional que não avança nem uma pontinha para a evolução do sub-género musical. Até volta a atrás com uma podre versão de Comandos dos V12 (outra instituição metaleira nacional que preferia não escrever) ou com o instrumental Sounds of Despair, uma cavalgada que de desesperante nada tem (não se percebe o título!) que soa a trashy-glitch primordial. Este primitivismo é logo visto no artwork do disco de tão inapto que parece que ainda estamos em 1997 a aprender ainda a fazer grafismo para estas pequenas embalagens destas coisas chamadas de CD - o vinil tinha "morrido", certo? Come on Chaosphere!? Não nos podes dar esta bomboca e depois deixar descuidarem os Sacred Sin!!!
Os melhores momentos do disco são Euthanize it e The Sentinel que começam lentos justificando as práticas dos títulos para depois desdobrarem-se em orgias de solos típicos deste tipo de som. Aliás, após The Sentinel não vale a pena ouvir o resto do disco, ou seja, nem o tema-título do álbum que é um "death wishful thinking" sem sentido nem a tal versão de V12. Baaaaaaaaaaaaaaza!

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Punk Comix vs Corta-E-Cola


Sai no 10 de Junho na Feira do Livro de Lisboa - pavilhão C39, fixem lá isso! - dois livros em um, ou seja um split-book, bem à punk! E é isso mesmo, sobre o Punk: Corta-e-Cola : Discos e Histórias do Punk em Portugal por Afonso Cortez Punk Comix : Banda Desenhada e Punk em Portugal (imagem) por Marcos Farrajota.

O livro será acompanhado por um CD que reúne faixas exclusivas de Grito!, Mandrake, Albert Fish, Melanie Is Demented, Dr. Frankenstein, The Dirty Coal Train, Putan Club, Presidente Drógado com Banda Suporte, FDPDC, GG Allin´s Dick, dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS e Estilhaços Cinemáticos (Adolfo Luxúria Canibal, António Rafael, Henrique Fernandes e Jorge Coelho).

BRUMA de AMANDA BAEZA na Tigre de Papel

El deslumbrante debut de Baeza (...) Autobiografía de vanguardia para el siglo XXI. 
The Watcher
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un estilo y una narrativa subversiva en la que la artista (...) utiliza el humor, juega con la ironía y desarrolla un discurso en el campo social y político que la propia autora ha decidido bautizar como activismo visual.
Cactus
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Amanda Baeza nasceu em Lisboa, em 1990, cresceu no Chile e regressou a Portugal com 10 anos. Talvez seja por ter crescido entre dois hemisférios que haja quem diga que os seus desenhos vêm de outro mundo.

No entanto sabemos que as bandas desenhadas seleccionadas neste volume baseiam-se em eventos e sentimentos reais. O seu grafismo tem tanto de assertivo como de mutante e é na fusão com as palavras que nos surgem estas originais narrativas e poesias visuais.

Baeza actualmente reside em Lisboa e desde 2012 que trabalha para várias publicações internacionais. Bruma compila quase duas dezenas de histórias, a maior parte delas inéditas em Portugal, uma delas com texto de Pedro Moura.

Já se encontra à venda na nossa loja em linha e na Linha de Sombra, Letra Livre, Artes & Letras, Blau (Fac. Arquitectura de Lx), MOB, A Ilha, Pó dos LivrosBdMania, Matéria PrimaTasca Mastai, STET, Tigre de Papel, Bertrand, FNAC e Mundo Fantasma.









10º volume da colecção Mercantologia
160p. 15x21cm a cores, edição brochada
edição apoiada pelo IPDJ

Sairam entre o final de 2016 e juntamente com esta edição, um livro em castelhano pela Fulgencio Pimentel - Nubes de Talco (128p., formato 17x24cm) - e em inglês pela letã kuš! - Brume (116p., formato A5). Na realidade isto foi uma parceria entre os três editores para reunir o trabalho desta estimada autora sendo a edição portuguesa a mais completa, a espanhola a mais bonita e a inglesa a mais universal.
:)

Dankas very muchas Cesar & David!

;.;

sobre o livro:

Apresentado oficialmente no dia 26 de Março 2017 na Feira Morta na Estrela (Lisboa) com uma exposição dos trabalhos da autora.
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Quando a maioria das obras de banda desenhada portuguesa editadas anualmente é distribuída por canais alternativos às livrarias e aos pontos de venda de periódicos (...) cabe ao leitor interessado fazer um esforço extra para acompanhar as obras dos autores que lhe interessam, sem garantias absolutas de sucesso nesta demanda. A sua exposição reduzida implica que sejam lidas e analisadas por poucos, correndo o risco da memória histórica nem sempre as considerar. Foi a pensar em tal, que a Chili Com Carne concebeu a sua série Mercantologia, dedicada à reedição de “material perdido”. O seu 10.º volume (...) não poderia simbolizar mais o propósito da coleção. Amanda Baeza é uma das mais interessantes e prolíficas autoras nacionais – com o devido respeito à sua origem chilena – cuja obra mui raramente chegou às livrarias e, nesses poucos casos, sempre em antologias de vários autores. A acrescentar ao nem sempre fácil acesso ao mundo dos zines e demais edição independente, Baeza tem sido publicada em diversas línguas e países, por vezes com material inédito em Portugal. Por tudo isto, uma antologia dedicada à obra de Baeza era imperativa há já algum tempo e finalmente os leitores interessados poderão conhecer um importante conjunto de bandas desenhadas representativo do seu trabalho. Bandas Desenhadas
...
Foda-se, este livro é mesmo bom. Para além de ser um assombro, de ser bonito - coisa rara na Era Irónica -, para além de ser o melhor que a BD pode ser, para além de ser um livro em que se sente o que se está a ver como se fosse um deleite déjà-vu, é um livro que deve ser aberto quando precisamos de nos relembrar ocasionalmente de que somos humanos. Obrigado, Amanda Baeza. Filipe Felizardo

Uma compilação de quase duas dezenas de histórias, grande parte inéditas em território nacional, muito "focadas em temas sociais", conta a jovem de 26 anos ao P3. E "muito íntimos" e biográficos. (...) uma brevíssima BD em que Amanda fala da sua experiência ao chegar a Portugal e do "estigma" que enfrentou desde criança como imigrante. "Embora as ruas tenham um ambiente multicultural, é por trás de quatro paredes que as pessoas expressam todos os seus medos e preconceitos", lê-se, num dos balões. O traço tem sempre algo de mutante e alienígena, quebrando as barreiras tradicionais da BD ("Tenho muito a influência do design e, como não estudei banda desenhada, quebro muito a estrutura") e, hoje em dia, dando especial importância à cor ("Não é apenas decorativo, é outra linguagem"). P3 / Público 

Aquilo que é salientado, em primeiro lugar, é o campo magnífico visual em que Amanda Baeza trabalha. Há aqui um felicíssimo encontro entre uma figuração ultra-estilizada e uma liberdade dos espartilhos estruturais mais clássicos da banda desenhada que a lança a vários experimentos de organização do campo visual, da estruturação narrativa, da concatenação de linhas divergentes, modos de atenção, etc.(...) A re-descobrir de um modo sustentado ou como primeira apresentação, Bruma, esperemos, será um gesto de introdução de uma autora com uma voz particularmente original Pedro Moura in Ler BD

(...) Amanda consegue fazer um trabalho perfeitamente perturbador. Tiago Baptista in Cleópatra #10

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Sobre a edição espanhola: Las escenas no responden a una lógica, porque Baeza parte de una certeza que muchos otros autores autobiográficos soslayan: los hechos tal y como sucedieron se han perdido para siempre y son irrecuperables. ¿Qué queda, entonces? Las emociones, las imágenes deformadas tras años de anidar en nuestro cerebro, a veces algo inconexas. Baeza no reconstruye lo que pasó, sino la impronta que dejó en ella. Es una autobiografía emocional, por inventar algún palabro que alcance a explicar un poco su trabajo. The Watcher

Sobre a edição em inglês: They experience a broad range of nuanced emotions, but they also seem to be completely untethered to our world of muddled pop-cultural references and political worries, as well as a little more physically amorphous than earthly people. Rookie 

It’s no longer I that liveth @ Comics Alternative



It’s no longer I that liveth 
by 
Franciso Sousa Lobo
was published by Mundo Fantasma in Porto 
and Associação Chili Com Carne 
- those are the only places where you can buy this book
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303 limited edition 
88 pages 15,5x21,5cm
layout by Sofia Neto
this book was produced in Risograph on Munken Pure paper with 130g and 240g for the cover, which was laminated with ‘velvet’ plastic, the binding and finishing were made in Litogaia printing house
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It's no longer I that liveth is a book about being thirteen years old in 1986. It portrays the life of Francisco Ferreira. It is set between Lisbon and Évora. Francisco Ferreira is at the worst of ages. He is at an age when the God of childhood is already dead, and no new God has come to replace him. An age when you no longer play and you don't have true friends yet. A nihilistic age. An age without anything. Nevertheless, Ferreira uncovers something, attaches himself to something.
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Mundo Fantasma disclaimer: The underlying technology of the Risograph permits ink to pass into the voids of a very fragile perforated master. The Risograph produces work with an intensity close to that of silkscreen. Small misprints are common, and so is some smudging and variation between proofs, thus making each published book a single, stand-alone object. Our editions are quite small, normally in duotone and produced on site. These editions also include illustrated prints and other memorabilia. Some proofs are signed by the authors. 
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It’s no longer I that liveth 
por
Franciso Sousa Lobo
foi co-editado pela loja/galeria Mundo Fantasma
(no âmbito da exposição homónima do ano passado)
e pela Associação Chili Com Carne 
- sendo estes os únicos sítios onde o livro poderá ser adquirido
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limitado a 303 exemplares
88 p. 15,5x21,5cm
layout por Sofia Neto
Este livro foi impresso em Risografia em papel Munken Pure de 130g para o miolo e 240g para a capa que foi plastificada com plástico “veludo”. O acabamento foi realizado na Litogaia.

It's no longer I that liveth é um livro sobre ter treze anos em 1986. Relata alguns meses na vida de Francisco Ferreira, entre a região de Lisboa e Évora. Francisco Ferreira tem a pior das idades. Uma idade em que o Deus da infância já não existe e não há ainda outro Deus que o substitua. Uma idade em que já não se brinca e ainda não se tem amigos verdadeiros. Uma idade niilista. Uma idade sem nada. Mesmo assim Ferreira descobre qualquer coisa, agarra-se a qualquer coisa.

Sobre a Risografia e as edições da Mundo Fantasma: a risografia faz passar a tinta para o papel através de um "master" perfurado muito frágil, produzindo resultados quase com a intensidade da serigrafia. São comuns pequenos erros de impressão, alguma sujidade e variações entre cada exemplar, tornando cada livro editado desta forma, um objecto único. As nossas edições são muito limitadas, habitualmente a duas cores e produzidas dentro de portas. Incluem geralmente estampas ilustradas e outra memorabilia. Alguns exemplares estão assinados pelos autores.

FEEDBACK:  Os textos dele lembram-me muito alguns livros do James Joyce! - Goran Titol ... Menos do que um Bildungsroman, It's No Longer That I Liveth é uma demolição da personalidade, uma mortificação, para nela tentar ver se existe alguma fagulha ainda sobrevivente... Pedro Moura ...  Lobo uses more often than not very regular page compositions, with strict grids or simple panel divisions, and within the panels he explores many non-naturalistic approaches. His characters are constructed with minimalist, thick black loose lines. The backgrounds can appear with a few details, but they’re quite often reduced to landscapes and interiors straight out of a Donald Judd catalogue. Printed in Risograph in black and yellow, this book continues the artist’s usual work in two colors. It would be tempting to color-code each title, perhaps finding in this yellow, at one time, the bright, disseminated sunlight of the Summer in Alentejo, in Southern Portugal, a blinding inner light that comes from God and which confronts Francisco with the possibility of the end of his own faith in it, but it is also possible that these are somewhat abusive interpretations. In any case, yellow reinforces the reduced, flattened dimensionality of the visual field. - Pedro Moura / Comics Alternative ...

Caldas morning...



A visita "matinal-anual" de ontem ao Comunicar:Design foi mais produtivo que nos outros últimos anos. Vim de lá com três livrinhos de autor... zines? Sei lá, "fanzines" e "zines" nas Caldas nunca pegou como se testemunha num texto meu perdido no Quadrado #5 (3ª série, Bedeteca de Lisboa; Jun'03). Há produção mas não há promoção nem vontade de sair para fora, pelo menos foi o que me sempre pareceu. A crítica que teço é que os "fanzines" obrigatoriamente são publicações e como a palavra "publicações" significa é para dar-se a conhecer ao público. Ou é pelas tenras idades ou por serem da província, nas Caldas divulgar as edições lá feitas nunca foi uma prioridade. A razão por existirem estes objectos é criar Arte para mostrar aos colegas apenas... Talvez eu tenha demorado a reconhecer isto e que esta situação não é um maldade nenhuma per se. Apenas sinto frustração de saber que existem estes livrinhos fechados e que nunca saberei da sua beleza.

No Comunicar:design é ainda mais real a falta de "comunicação", os stands apresentam-se com os nomes dos autores/editores quase todos a soar nomes de empresas de comércio, infelizmente alguns a roçar o foleiro. Já se sabe, quando se é jovem além de odiarmos os nosso nome oficial também dá para inventar pseudónimos parvos como Kevin Claro ou Bina Tangerina (!?). Isto pode servir para quem faz autocolantes, cartazes e outras bugigangas (boooooring!) com o objectivo de fazer mais tarde murais para bairros de pobres e edifícios para especulação imobiliária ou intervenções do kitsch & do gamanço como a Joana Vasconcelos. No entanto esta lógica empresarial não se coordena com a realidade do mundo da edição ou da arte. Foi bom ver que há por ali pequenos germes prontos a contaminar e mudar o mercadito do Comunicar, espero que pró ano haja mais livros e fanzines!

O Claro (aka João Gastão) fez um livro de BD em serigrafia com pintura de manchas, ou seja, muito trabalhinho à mão como ele bem refere na contra-capa. Já conhecia os trabalhos publicados porque estiveram a concurso nos "500 paus". São BDs exercícios de estilo e de narração que encontraram o que andavam à procura: micro-edição, edição manual, intimidade e tactilidade, características que não encaixavam no que se propõe os 500 Paus. Claro auto-editou o Acorda e Ão (é mesmo isso, um livro em acordeão) e fez muito bem este belo objecto cor-de-rosa! Embora se coloque a questão porque não fez antes um folioscópio dada a animação destas mundanas vinhetas?


Comprei a "versão mitra" de Sea of trees da Bina Tangerina (a sério, como é que se chama a autora? é a Sabina!) cuja a edição original era em gravura - cujo preço será proibitivo para alunos e professores sem cheta. A versão barata é uma edição de intimista que parece um missal profano em capas pretas e duras que carregam dois acordeões de imagens em sequências ilustradas que evocam esoterismos maçónicos de fim-de-semana. É inexplicável a atracção que este livrinho produz...

Por fim, o Ros (a sério!? Ros!?) fez o mini-comix Exclamação Arroba & Asterisco todo giro e existencialista, uma BD que é um desabafado de um estudante universitário e que revela humor inteligente - raro numa Era de Bestas de Batinas. Sabe a pouco e queria ver/ler mais, Ros, vá lá, tens mais do que potencial para maiores criações, muda é esse pseudónimo tótó!

"a" maiúsculo com círculo à volta de Rui Eduardo Paes --- últimos exemplares!!!


Muitas vezes, e não em poucos casos abusivamente, o punk foi/é identificado com o anarquismo. Em outra área, são habituais as analogias da chamada "livre-improvisação" com os princípios libertários, mesmo quando quem toca são músicos com perspectivas políticas e sociais influenciadas por correntes marxistas como o trotzkismo e o maoísmo. Seja como for, há mais conexões entre Música e Anarquia do que aquelas que se supõe. Um contributo para o seu desvelamento, tanto quanto para a desmitificação de algumas ideias feitas, está neste novo livro de Rui Eduardo Paes, o segundo do autor na colecção THISCOvery CCChannel, depois de Bestiário Ilustríssimo.

O novo livro de Rui Eduardo Paes relaciona as músicas de hoje (jazz, improvisação, pop-rock, noise, electrónica experimental, música contemporânea) com as novas tendências do pensamento libertário, descobrindo analogias mas também desmistificando ideias feitas. Daniel Carter, Lê Quan Ninh, John Cage, Fela Kuti, Frank Zappa, Thom York (Radiohead) e Nicolas Collins são algumas das figuras retratadas pela escrita analítica e de dimensão filosófica, mas não raro com humor e alcance provocatório, do ensaísta e editor da revista “online” jazz.pt. Entre os temas percorridos ao longo dos 10 capítulos amplamente ilustrados estão o ocultismo, a espiritualidade, a ciência, a ficção científica, a tecnologia, o amor e o sexo, com referência a autores como Robert Anton Wilson, Hakim Bey, Murray Bookchin, Starhawk e Ursula K. Le Guin.

A
O livro é ilustrado por vários artistas da Associação Chili Com Carne: Joana Pires, Marcos Farrajota, André Coelho, Jucifer, Bráulio Amado (acumulando o cargo de Designer do livro), José Feitor, David Campos, Daniel Lopes, André Lemos, João Chambel e Ana Menezes.

A
Edição da Chili Com Carne e Thisco
80p p/b; 16,5x22cm
ISBN: 978-989-8363-21-3
à venda na loja em linha da CCC, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristovão, Lx), Flur, Letra LivreMatéria PrimaFábrica FeaturesPó dos LivrosArtes & Letras, UtopiaLAC, FNAC, Glam-O-RamaLouie Louie do PortoApop ShopBlack Mamba, Tortuga (Disgraça) e MOB.

A
Historial : lançado em 29 de Maio de 2013, na Trem Azul, Lisboa, com a participação do escritor Rafael Dionísio e do músico Paulo Chagas, seguido de concerto de Shameful Iguana [Luís Lopes: guitarra eléctrica; Hernâni Faustino: baixo eléctrico; Marco Franco: bateria] ...

A
Sobre o autor: Com quase 30 anos de actividade repartida entre o jornalismo cultural, a crítica de música e o ensaísmo teórico, Rui Eduardo Paes é autor de vários livros sobre as músicas criativas. É o editor do site jazz.pt, membro da direcção da associação Granular e autor dos press releases da editora discográfica Clean Feed. Foi um dos fundadores da Bolsa Ernesto de Sousa. Assessorou a direcção do Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian e integrou o júri do concurso de apoios sustentados do Instituto das Artes / Ministério da Cultura para o quadriénio 2005-2008.

A
os textos estão soberbos e o trabalho gráfico ficou excelente! parabéns a quem concebeu e materializou este objeto literario-grafico-musical absolutamente único! António Branco ... novo livro traz é que o ponto de vista essencial é o ponto de vista político associado às manifestações estéticas contemporâneas. O título é, de resto, todo um programa de intenções: "A" Maiúsculo Com Círculo à Volta". O anarquismo histórico e as suas formas libertárias de expressão são intercaladas, pelo autor, com múltiplas abordagens a músicos, escritores, cientistas ou artistas multimédia. Um livro que, uma vez mais, prova que o autor rejeita o conformismo de pensamento e ousa analisar novas abordagens, novas relações, novos pontos de vista sobres os fenómenos artístico-culturais-sociais-filosóficos do mundo contemporâneo (...) relaciona as músicas de hoje (jazz, improvisação, pop-rock, noise, electrónica experimental, música contemporânea) com as novas tendências do pensamento libertário, descobrindo analogias mas também desmistificando ideias feitas. Entre os temas percorridos ao longo dos 10 capítulos amplamente ilustrados estão o ocultismo, a espiritualidade, a ciência, a ficção científica, a tecnologia, o amor e o sexo, com referência a autores como Robert Anton Wilson, Hakim Bey ou Murray Bookchin Kubik in O homem que sabia demasiado ... Dando sequência a uma consistente abordagem político-musicológica, por vezes fraturante e polémica, REP continua a revelar neste novo conjunto de reflexões a lucidez intelectual, a densidade de análise e o rigor enciclopédico que sempre caracterizaram a sua escrita. António Branco in Jazz.pt ... 4 estrelas (em 5) in Público ... Atenção, isto não é apenas um livro: é um perigoso "cocktail molotov" para o cérebro. E, já agora, também para os ouvidos. Nuno Catarino in Ípsilon / Público ... ambicioso, extraordinariamente documentado, e uma porta perfeita para teses de maior valor intelectual. Bons Encontros ... No abandonando su sentido del humor, desde la espiritualidad, el sexo, el amor, el ocultismo a temas más de actualidad, la ficción científica, la nueva tecnología (...) Oro Molido