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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Zombie, zombie, zombie-ie-ie-ie, oh Do, do, do, do +++++ últimos 25 exemplares da edição limitada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Tóquio Zombie 
de 
Yusaku Hanakuma


Publicar um livro de zombies depois da primeira década deste milénio pode parecer um acto anacrónico mas eis que Tóquio Zombie, de Yusaku Hanakuma, é muito mais do que uma cómica história de terror, pois vive da grande tradição das narrativas de Zombies em que se critica o status quo. 

Tudo começa nos aterros do Fuji Negro, onde lixo e cadáveres são enterrados sem qualquer pudor, e que acaba por dar origem a uma praga zombie que mudará o mundo.

E é lá que encontramos os nossos heróis Fujio e Mitsuo, operários fabris praticantes de jiu-jitsu. Mas será que esta arte marcial que dá-lhes vantagem de sobrevivência na maldição zombie, também os ajudará a resistir a uma nova sociedade distópica entre muralhas? Entre burgueses, porcos e escravos, eles devem lutar para sobreviver numa Tóquio Zombie!

Esta obra foi produzida entre 1998 e 1999 para a revista AX, insere-se no estilo "heta-uma" (mau, mas bom) e apesar do seu grafismo destabilizador, teve uma adaptação para cinema em 2005, pelo realizador Sakichi Sato, com participações dos actores Tadanobu Asano (Ichi, o Assassino) e Show Aikawa (Dead or Alive).




Já está disponível na nossa loja em linha e na Tigre de Papel,  ZDB, Universal Tongue, Linha de Sombra, Velhotes, Matéria Prima, Língua nos Dentes, Utopia, Vortex, Socorro e Mundo Fantasma.

Em breve em mais algumas poucas livrarias porque há duas edições, uma pela Sendai e a nossa com o grafismo que define a colecção RUBI - que neste volume será uma edição limitada de 200 exemplares, logo com uma distribuição desta versão mais limitadas nas livrarias, a da Sendai estará em todo o lado...

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HISTORIAL:

Lançamento oficial mesmo-mesmo foi no no dia 2 de Dezembro 2023 na Fundação Oriente com a presença de Cassiano Soares, Marcos Farrajota e Hetamoé, que assina no livro um inédito posfácio sobre a obra.

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No Top 10 do fanzine norte-americano Bubbles já que os portugueses andam distraídos
 
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é um livro que sexualiza o apocalipse dos Zombies!  
uma transeunte no nosso stand na Feira do Livro de Lisboa 2025 dixit
[logo é um livro mau! Mas por favor alguém nos explique o que ela quis dizer com isto, pleeeease!!!!]

domingo, 29 de março de 2026

Flash Point - versão Chili Com Carne - na Cult


10º volume da RUBI, a melhor colecção de Romances Gráficos em Portugal!

Co-edição com a Sendai - a versão da Chili Com Carne é limitada a 200 cópias e está à venda AQUI e na Cult, Linha de Sombra, Tigre de Papel, Snob, ZDB (Lisboa), Cassandra, Matéria Prima, Mundo Fantasma, Socorro, Utopia (Porto) e Velhotes (VN Gaia). E ainda da Língua nos Dentes...


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Num dia quente de Verão, uma jovem japonesa deixa de ir à escola. Como uma piada inofensiva, ela e o marido desempregado da sua irmã começam a fazer vídeos parvos no Instagram, gerando milhões de visualizações. Quando ela aparece nas fotografias num comício do Shinzo Abe, a diversão toma um rumo completamente surreal e assustador. Como se sabe, a 8 de Julho de 2022, o ex-primeiro ministro é morto a tiro... . Na era da pós-verdade ela é logo envolvida em teorias da conspiração e como símbolo da extrema-direita.

Flash Point de Imai Arata atreve-se a tratar um assunto tabu, evitado por todos menos o mais corajoso dos artistas japoneses.

Na verdade, este livro é sintomático do problema da Banda Desenhada em tratar dos dias que correm, sempre preferiu escrever sobre o passado ou desenhar o futuro, fazendo impressionantes reconstituições históricas (Bourgeon, Tardi ou Nunsky) ou projecções (quase sempre) distópicas (Moebius, Geof Darrow ou Katsuhiro Otomo). O presente é que é um problema, especialmente com as bulhas ideológicas que o mundo está a viver. Se calhar sempre foi assim mas agora parecem bater-nos mesmo à nossa porta diariamente, graças às redes sociais. Também é verdade que em cada época da História há temas que são tabu ou que sejam mal acolhidos - basta lembrar as lutas ecológicas dos anos 60 e 70, em que o grande público não simpatizava e que agora, que o planeta prepara-se para dar o grande peido, toda a gente é "ecologista". 

É de salientar a enorme coragem de Arata de comentar temas que são tabu no Japão, um país que até tem um sistema político democrático mas com uma lista infinita de assuntos que não se tratam... No aclamado mangá F criou uma realidade paralela pós-Fukushima com um imaginário envolta do horroroso Daesh. O livro só teve edição profissional no EUA. Pelo Japão foram apenas impressos 300 exemplares, distribuídos de forma "underground", isto é, num circuito progressista do mundo das artes - a BD estava associada a uma exposição com o colectivo Chaos*Lounge - e pouco mais. Numa entrevista Arata diz que talvez umas pessoas de Fukushima também tenham tido acesso, tornando a publicação "mítica", uma vez que no Japão nenhuma editora teria coragem de publicá-la. 

Neste livro Arata decidiu pegar em vários temas actuais como o fascínio tóxico das redes sociais, a grande renúncia (The Great Resignation em inglês), as invasões populares aos locais de poder (que entretanto o Trump "legalizou"!), as tentativas e (poucas) concretizações de assassinatos de políticos - diziam os Stealing Orchestra que De um Tiro à Socapa nem o Papa escapa mas só Abe Shinzo é que bateu as botas até agora...; já para não falar das Teorias da Conspiração (a maior de todas é que não revelaram a maior delas todas: porque raios tem sido eleitos como presidentes os burgessos com os piores penteados de sempre, WTF!?), a pós-verdade e a subida da extrema-direita à escala global.

Não se deixem enganar pelo ar pateta-pop deste mangá. Por detrás da sua estética comercial, o leitor vai ter comida para o cérebro, na melhor tradição de quem pratica a sátira.



 
Imai Arata (1992) é dos poucos artistas engajado politicamente e independentes nos dias de hoje no Japão. Desde 2009 que faz vídeos, animação, instalações e banda desenhada num estilo de pseudo-reportagem, explorando temas como os sem-abrigo, a imigração e refugiados - mas também temas mais leves como o romance e o quotidiano. O seu mangá mais conhecido é F (2015), publicado profissionalmente apenas em inglês pela Glacier Bay Books, em 2021, que explora uma distopia numa realidade paralela após o evento do desastre nuclear de Fukushima. Este novo livro, Flash Point (2023), é uma sátira política sobre redes sociais e o assassinato de Shinzo Abe, vencedor do Prémio Shunji Enomoto do 5º Prémio de Mangás organizado pela torch comics e obtendo várias referências nas listas de final de ano das publicações especializadas japonesas.


FEEDBACK

Ontem li o Flashpoint entre duas viagens de comboio. Parecia um maluquinho a rir-me sozinho com o quão bizarro o livro é. As referências à fauna cibernética japonesa (é universal) estão muito bem sacadas. Fora o comentário político surrealista, claro. Ajudou-me a sobreviver a mais um dia (...) Mas a que custo?!
Rudolfo (via email)


Fez-me lembrar a atmosfera sufocante no Japão durante a pandemia do coronavírus e as informações confusas na altura do assassinato do ex-primeiro-ministro Abe Shinzo. Ainda existem teorias da conspiração sobre a vacina, e o partido anti-vacina já conquistaram vários lugares no parlamento. A maioria dos japoneses é passiva e não costuma realizar manifestações ou algo do género. No entanto, durante a pandemia do coronavírus, houve pessoas que fizeram declarações inflamatórias.
(...) um manga muito interessante. Gostei da mistura de realidade e ficção.
Naoko T. (via email)

segunda-feira, 17 de março de 2025

ccc@LouriBD.2025



Ai que vamos a um evento de Bêdê!!! O LouriBD na... Lourinhã! Temos lá uma selecção de edições nossas durante a semana inteira e no último dia - Domingo, dia 23 de Março, às 16h10! - há conversa com o gajo dos balões com Marcos Farrajota e o Cassiano Soares da Sendai.

sexta-feira, 29 de março de 2024

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

ccc@festa.do.livro


Uma selecção de livros nossos vai estar na Fundação Oriente na sua Festa do Livro, a partir de amanhã até 17 de Dezembro. A selecção implica artistas orientais - como o tipo do gato ou o Yokoyama -, artistas que usam a estética Manga (André Pereira, Marko Turunen ou Ilan Manouach) ou trabalhos que abordam cultura oriental (REP, Tiago Manuel). 

De resto, dia 2 de Dezembro, às 16h, lançamos lá o Tóquio Zombie de Yusaku Hanakuma com presença dos editores Marcos Farrajota (Chili Com Carne) e Cassiano Soares (Sendai) e a artista Hetemoé.

domingo, 5 de novembro de 2023

Somos os melhores ou lá o que é...

 


Segundo o Flynn Kinney, um bom gringo que vive em Lisboa, e que colabora no fanzine Bubbles. Este Top 10 é de 2022 e saiu no número 16. Fixe, mámêne!