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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Carne para Canhão 6 --- ESGOTADO

 
 
 O número 6 do nosso jornal CARNE para CANHÃO aliou-se aos grandes eventos pelo país fora como o Imaginarius (Santa Maria da Feira) e a Feira do Livro de Lisboa! Se já havia poucas razões para duvidar deste jornalismo enviesado, obscuro, instigador natural de propaganda privada, chegamos a este ponto em que a Chili é Canhão e o Canhão é Chili. O próximo passo é vender talheres ou "novelas gráficas" com o jornal! O caminho está traçado!

São 16 páginas a preto e branco com participações de Alexandra Saldanha (capa), Mina Anguelova, Matilde Basto, Carlos Carcassa, João Fazenda (quando tinha 12 anos!!), Léo, Zé Lázaro Lourenço, Rodolfo Mariano, Sofia Neto, Tetrateles (BDs), Rui Moura (ilustração) Pedro Pestana Soares e Marcos Farrajota (textos).

Pontos de distribuição: Ar.Co., BdMania, Bivar, Centro Periférico Cultura Urbana, Flur, restaurante Joud, Kingpin Books, Linha de Sombra, Neat Records, Snob, STET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Velhotes (Vila Nova de Gaia), Atelier Abracadabra / Jolly Roger Tattoo Club, Lucky Lux (Coimbra), LAC (Lagos), Barlos (Barcelos), Bedeteca do Porto, Cassandra, Espaço Musas, Louie Louie, Lovers & Lollypops, Matéria Prima (Porto), Biblioteca das Caldas da Rainha, Insensato (Tomar), Meia Volta de Úrano (Cacilhas) e República 14 (Olhão).

sexta-feira, 10 de julho de 2026

chichili cocom cacarne amada - últimos 50 exemplares!!!


Prostitutas decadentes, cirurgias plásticas bizarras, mascotes perversas de cadeias de Fast-Food, parafilias estranhas, experiências científicas malucas, ténias gigantes, crimes de faca e alguidar, portugueses no espaço e muito mais, num compilado de histórias curtas contaminadas com generosas doses de coliformes fecais e muitas outras bactérias nocivas.

Eis o que promete
  Holocausto de Merda 
de 
neste 18º volume da Mercantologia,
colecção dedicada à recolha de material perdido em fanzines e afins,
co-editado com o fanzine Olho Do Cu Comics Group.

São 52 páginas (16 a cores!) 16,5x23cm, capa a cores como bem podem ver, edição brochada e 333 exemplares apenas, ó filhote da Besta!

Disponível na nossa loja em linha, Tinta nos Nervos, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, ZDB, Universal Tongue, Tigre de Papel, Socorro, Utopia, Alquimia, BdMania e Matéria Prima.


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FEEDBACK:

Na atual conjuntura pessoal, profissional e existencial da maioria das pessoas, só a saudável demência quase psicopática da BD Holocausto de Merda, (...) nos pode redimir. É a tábua de salvação SOS à prova de caruncho, béri-béri, depressões e outras maleitas aziagas que tanto importunam no dia-a-dia, isto para não falar em halitosis pungentis que pulula de boca em boca... O alto teor polinsaturado de sentido de humor escatológico e hardcore não é indicado para estômagos fracos e consciências de caca... hmmm... Mas se você for uma mulher ou homem de barba rija - VÁ!! Atreva-se e devore-a tresloucadamente como eu devorei! (...)
Ondina Pires via email 

É curioso que um livro em que os personagens passam a vida a peidar-se seja uma lufada de ar fresco. Eis uma obra (no sentido escatológico de obrar) que cumpre meticulosamente o que promete no título. Significante, significado, signo: tudo merda, em proporções bíblicas e directamente nas nossas bocas. A tira em que dois filhos menores entram pelo cu do pai para assassinarem à catanada um exército de lombrigas é uma das mais comoventes e literalmente profundas representações da ligação filial desde A Terceira Margem do Rio, de Guimarães Rosa, para além de ter espantosas ressonâncias psicanalíticas: neste livro, estamos sempre na fase anal. O maior elogio que se pode fazer a estas tiras é a de que elas são completamente desnecessárias sob todo e qualquer ponto de vista. Por isso mesmo é que o Holocausto de Merda é um dos livros do ano: porque existe.
Pólipo Canibal in A Batalha

quarta-feira, 20 de maio de 2026

ccc@imaginarius.ou.aMOSTr


Vamos pela primeira vez à aMOSTr, uma feira de edição independente organizada pela Fanzineteca de Aveiro, mas nesta edição em "grande escala" porque vai suceder na Santa Maria da Feira durante o Festival Imaginarius, nos dias 21 a 23 de Maio.

Dia 22, às 17h30, há conversa com Marcos Farrajota.

domingo, 10 de maio de 2026

Carne para Canhone #5 ESGOTADO

Já podem procurar o novo número do jornal de BD CARNE PARA CANHÃO uma vez que os nossos rivais estão a deixar de existir ou de serem distribuídos na eterna espera pela falência da VASP e à falta de locais de venda graças à turistificação do país.

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São 16 páginas a preto e branco com participações de Rui Moura (capa e ilustração), Beatriz Brajal, Luís Barreto, Alexandra Saldanha, Ângela Cardinhos, José Smith Vargas (quando tinha 17 anos!!), Zé Lázaro Lourenço, Anaís Fernandes, Léo, Rodolfo Mariano e Carlos Carcassa (BDs), Hugo Noronha de Almeida, Leonor Garcia e Marcos Farrajota (textos).

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É grátis como sempre na Ar.Co., BdMania, Bivar, Carbono, Casa da Achada, Casa do Comum, Cinema Ideal, Cinema S. Jorge, Dois Corvos, Flur, Greta, restaurante Joud, Kingpin Books, Letra Livre, Linha de Sombra, Neat Records, Penhasco, Snob, STET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Vinil Experience, Vortex, ZDB (Lisboa), Bedeteca do Porto, Cassandra, Espaço Musas, Louie Louie, Matéria Prima, Socorro, Trama (Porto), Atelier Abracadabra, Lúcia Lima (Coimbra), Insensato, Papelaria "O Clip" (Tomar), CAAA (Guimarães), Velhotes (Vila Nova de Gaia), Biblioteca de Alpiarça, Carmo'81 (Viseu), Biblioteca das Caldas da Rainha e Meia Volta de Úrano (Cacilhas)

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40 Ladrões reagiu: a bd dos drones 'tá incrível.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

cacanhão para cacarne #4 ESGOTADO!


 

É o 4º número para deliciar o Verão - pode ter só 16 páginas mas com os baixos índices de leitura neste país, estas páginas poderão render umas férias inteiras! 

É só + propaganda pura e dura da Associção Chili Com Carne no mundo das falsas verdades, pós-mentira e "novelas gráficas" bostex. Uma iniciativa popular de Cavalo de Tróia sobre o húmus anti-intelecual do cantinho ibérico. 

No fundo no fundo, é só um miminho!

Participam André Lemos, Carlos Carcassa, Hetamoé (com 8 anos!), Luís Barreto, Matilde Basto, Ohspital, Tetrateles, Tiago da Bernarda, Tiago Santos (BDs), Inês Louro (capa), Leonor Garcia, Marcos Farrajota, Sofia Belém (textos) e Rui Moura (ilustração).

Grátis como sempre, está na Ar.Co., BdMania, Bivar, Carbono, Casa da Achada, Casa do Comum, Flur, Kingpin, Linha se Sombra, Museu Bordalo Pinheiro, Neat Records, Snob, STET, Tigre de Papel e Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Bedeteca do Porto, Cassandra, Espaço Musas, Louie Louie, Matéria Prima, Socorro, Trama (Porto), Barlos (Barcelos), Atelier Abracadabra (Coimbra), Carmo'81 (Viseu), Meia Volta de Úrano (Cacilhas), Velhotes (V.N. de Gaia), República 14 (Olhão), Cisma (Covilhã), CAAA e Quarto das Artes (Guimarães)...

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Mais Carne para Canhão 3 / ESGOTADO!

 



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E ao terceiro número vamos focando as ideias e as secções do jornal... vamos deixando ser apenas um rico molusco que vai para Marte, para sermos mais ambiciosos, isto é, passaremos a defender causas, a influenciar as votações e a moldar a face humana.

 Se duvidam pode ser que ainda encontrem o jornal - GRÁTIS - nos seguintes sítios: Ar.co, BdMania, Bivar, Bota, Carbono, Casa da Achada, Casa do Comum, Cinema S. Jorge, Escola António Arroio, Faculdade de Belas Artes, Flur, IPluso, Linha de Sombra, Louie Louie, Kingpin Books, Letra Livre, Museu Bordalo Pinheiro, Neat Records, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Vinil Experience, Vortex, ZDB (Lisboa), Atelier Abracadabra (Coimbra), Carmo'81 (Viseu), CAAA, Quarto das Artes (Guimarães), Cravo, Espaço Musas, Fanzineteca do Porto, Louie Louie, Socorro, Trama (Porto), Insensato (Tomar), SMUP (Parede), Barlos (Barcelos), Cine Incrível (Almada), Pizzaria D. Quixote (Quinta do Conde) e Velhotes (Vila Nova de Gaia). E Café Bocage (Amsterdão).

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Participam neste número Tomás Ribeiro (capa), Gonçalo Araújo, Matilde Basto, Carlos Carcassa, Frederico Gavazzo, André Lemos, Raphael Léo, Rodolfo Mariano (BD), Tânia Cardoso, Marcos Farrajota (textos), Rui Moura (design e ilustração), Katja Fred (texto ilustrado) e ainda uma BD de Daniel Lopes quando tinha... 12 anos!

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Carne para Canhão-ão #2 ESGOTADO

 

Capa-remix da Matilde Basto

 

Esperando vencer as fake news dos Direitas e projectar do seio da Chili Com Carne futuras figuras de proa na cultura - e quem sabe, na política! - eis o segundo número do Carne para Canhão-ão com as contribuições de Matilde Basto (capa), 40 Ladrões, Rodolfo Mariano, Carlos Carcassa, Inês Louro, Lucas Almeida, Luís Barreto, Martino Gallo com Alexandre Piçarra, Rudolfo, Sofia Ciente e João Carola (BD's), Tomás Ribeiro e Rui Moura (ilustrações), Hugo Almeida e Marcos Farrajota (textos).

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Encontra-se em Lisboa (que cheira mal por todo o lado) na Ar.Co., BdMania, Carbono, Flur, IPLuso, Kingpin Books, Linha de Sombra, Neat Records, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos e ZDB; e no Atelier Abracadabra (Coimbra), Carmo'81 (Viseu), SMUP (Parede), Espaço Musas, Louie Louie, Senhora Presidenta (Porto), Paperview (Leiria) e CAAA (Guimarães).

Este número está para esgotar - e irá esgotar no Festival de Alpiarça e Feira Anarca de Lisboa - por isso despachai-vos a sacar a vossa cópia!!!


feedback:



Os desenhos do Piçarra já serviram para um puto anarquista expressar os sentimentos pelo seu prof de HGP (seja lá que merda é essa...). Excelente! E já agora, porque isto veio de um workshop de fanzines do José Smith Vargas, o mesmo escreveu por email: Parabéns (...), está um granda jornal. Da capa até à desforra do Lucas na última página (óptima opção). Até o texto do lixo, muito útil para uma pesquisa que ando a fazer...

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Quem diria?


Fui ao Festival de Fanzines e BD de Alpiarça, assim em modo de "onde é mesmo Alpiarça!?" e comprei muito mais fanzines do que na capital Raia. Marado, não é?

Logo à cabeça peguei no novo número do Olho do Cu, cujo número 25 foi feito para sair no festival. Energia punk desta já não há em lugar nenhum! Engraçado as "vinhetas-BDs" de Lard a lembrar o surrealismo do Miguel Carneiro há 20 anos, o "goldenshower" da equipa Karimo e Sanchez (já lá vou) e sobretudo a BD dos "três estarolas do Metal" que confundem Holocausto Canibal e Carcass com o Holocausto de Merda do Carlos Carcassa, muitaparvo este A5!!!

Na mesma mesa do Olho estava uma antologia brasileira, onde Carcassa participou, intitulada Pé-de-Cabra - acho que confundi com aquela banda de Hardcore de Linda-A-Velha que tocava o Punk Pudim! O número dois, de 2019, tem como tema a "Doença" (mais um profético para os anos covid), e quem esperar daqui BDs realistas e intimistas sobre este tema, evocando os grandes Harvey Pekar (Our Cancer Year) ou David B (L'ascension du haut mal), esqueçam. O objectivo é escatologia gráfica para meter, e conseguem!, aquele nojo "underground" sem terreno beatificado. Destaque para o Diego Gerlach, um dos poucos artistas brasileiros que vale mesmo seguir e que ninguém em 'tuga tem colhones para publicar! Mas há mais malta com interesse para quem gosta de gangrena: Victor Bello, Panhoca (que é o editor da revista), Marcio Bocchini, Bruno Guma, Fábio Vermelho e Fralvez. Diga-se que o "besteirol" brasileiro está a ficar mais sofisticado e graficamente exuberante (mesmo quando trata de borbulhas e pus) no seu bom A4. Só por isto valeu a pena ir a Alpiarça!!

Depois numa mesa de uns miúdos (Colectivo Tribeart) encontrei umas produções bem amadoras e verdes dignas de chamar de fanzine nos anos 90 - embora se tenha de contactar a Biblioteca de Alpiarça para arranjar esta pérola, olha o zinewashing! O Among Us #0 ganhou-me o coração até porque era um "benefit" para um canil. Os miúdos agora só pensam em Manga e Anime mas já começam a javardar também com isso. Um pouco, creio - até porque se calhar eu não conheço as referências... Mas pelo amadorismo e aura naive, parece-me bem melhor que a tonelada de "dojinshis" (fanzines em japonês) que uma amiga minha trouxe recentemente daquelas bandas. Destaco uma tal de Beatriz, acho, porque ou não se creditam os trabalhos ou não se percebem as assinaturas, que faz uns monstros bem "cool". E também para uma BD infográfica sobre a Polónia, o país que mais guerras perdeu. A5 a cores porque a Biblioteca deve ter pago as fotocópias, ao menos isso...

Mas a melhor peça foi Valkiria do português Samir Karimo e do espanhol Miguel Ángel Sánchez, um projecto ibérico em que Portugal fica logo a perder porque só há edição em castelhano. Felizmente ainda haverá o dia que não consumirei cultura em "espanhol"! Editado pela MASK Comic Projects, em 2021, trata-se de uma história 36 páginas A5 completamente alucinante - o escritor Karimo gosta de se afirmar como "splatterpunk" - com um desenho maravilhoso à la Art Brut. 

- Oh, já sei, haverá palhaços a dizer que "até o meu filho desenha melhor que isto!" mas eu responderia logo: "olha, então que o merdinhas tente fazer o mesmo!" 

Aqui, os corpos nas BDs são de plasticina, ainda mais moldáveis que os torturados pelos Cenobitas do Hellraiser, isto para entrarem noutros corpos e dimensões ou para  serem penetrados por demónios e outras criaturas fantásticas numa cosmogonia muito particular e que estou ansioso para descobrir mais. Há mais zines que continuam esta "saga" (?) e brevemente vou lê-los. Só tenho medo de saltar de excitação não vá o diabo tece-las e entrar-me pela pila! Mais sobre estes bons loucos para breve... Ou no blogue da MMMNNNRRRG ou nas páginas d'A Batalha, veremos!

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Agendas

vinhetas de Holocausto de Merda, de Carlos Carcassa

Este fim-de-semana que passou, a Chili Com Carne foi enganada, tal como muitas outras editoras e livrarias pela FLIFA, uma pretensa "Feira de Livro Independente" organizada pela Junta de Freguesia de Arroios, poiso de gente muito feia de direita em Lisboa (nitidamente com problemas de consanguinidade), o que coloca em questão onde está a "Comuna de Arroios", se não passa de um marketing de vendas de T-shirts...

O ano passado estivemos lá e foi um flop (de vendas) e com uma programação bizarra - lembro-me de uma tia e as suas crias bem treinadas a debitarem clichés sobre a "leitura". Mais, os carolas que se lembraram de fazer este projecto, dois gajos simpáticos armados em fura-vidas, já se queixavam que tinham sido enganados ou que o projecto tinha-lhes fugido do controlo, que a Junta pegou nas suas ideias e modificou como quiseram. Lembrei-me logo da história do Cais do Rock, em Póvoa de Varzim, que foi roubada ao Arnaldo Pedro e a sua "cru" nos finais dos anos 90, quando a Câmara da Póvoa registou o nome do evento. Para além de não ter feito mais nada com isso - e era um evento importante - impossibilitaram também ao Arnaldo de mudar de poiso se quisesse. Para quem ainda acredita no Estado...

Mas os carolas decidiram tentar outra vez! E novamente foram engrupidos - mas aceitaram de certeza o pagamento pelos seus serviços - e arrastaram umas série de editores que não concordavam com a programação, divulgada em cima do joelho, planeada maquiavelicamente, de forma a colocar no último dia e na última hora, uma conversa do decadente Pacheco Pereira com o Jaime Nogueira Pinto, um bostinha da extrema direita.

As Insurgentes foram as primeiras a recusar a participar no evento. O restante das grande maioria - claro que os cãezinhos da Junta disseram para a imprensa que só três editores é que boicotaram o evento - fechou as mesas por volta das 17h como forma de repúdio a ter presente um nazi num evento que se diz "independente" - mas que fez tudo para meter pessoas televisivas a promoverem o seu cuzinho ou que, pior, armou estas provocações infantis. Por isso, FLIFA nunca mais! Vão-se foder, palhaços!!!

Já no passado, numa Laica nessa mesma Junta - com regime PSD na altura - a coisa tinha sido amarga. O sucesso do evento foi estrondoso (de público, vendas, programação, tudo) mas o merdinhas do Presidente da altura, depois do fim do evento, só foi capaz de dizer isto: "não havia editoras de Direita", seja lá o que isso quer dizer...

Também neste mesmo fim-de-semana, recebemos um email a dizer "Remover" da Agenda Cultural de Lisboa. Foi o que fizemos imediatamente, tiramos da nossa "mailing-list", afinal, nunca foram capazes de divulgar um evento nosso ou uma publicação nossa. O "email do "remover" até era sobre o nosso jornal Carne Para Canhão, que só tem sido distribuído em Lisboa. Belo serviço público, putedo!

E já agora, em Agosto, andámos por Braga e acedemos à agenda do Theatro Circo. Na capa estava os nossos amigos dos Unsafe Space Garden (merecido!) mas reparei que de repente havia um suplemento na agenda intitulado O Dramatista, subintitulado O fanzine do Theatro Circo (o "bold" é deles!). Fanzine? Que me lembra, um fanzine nunca poderá ser editado por uma instituição (pública ou privada). Que eu saiba um fanzine é feita por pessoas que fazem por amor a uma causa e com poucos recursos. Que tenha reparado, um fanzine é uma publicação que edita informação pouco conhecida pela população, que se esforça em criar conteúdos originais e não apenas apenas reproduzir fotografias promocionais dos músicos que vão tocar num teatro público... Tudo isto cheira a a esturro. 

Em primeiro porque já devem ter reparado, nos últimos anos, como os programas de Culturgest, Gulbenkian ou vários teatros lisboetas, não poupam os tostões em fazer destas publicações hiper-luxuosas, cheias de brilhantes efeitos gráficos como vernizes localizados, cortes, papeis luxuosos e diferentes entre si, com pesadas gramagens, cores por todo lado mas também douradinhos e fluorescentes... Quem sou eu, editor pobreta, para criticar como as instituições gastam o seu dinheiro? Quem sou eu para pensar que um designer deve receber tanta importância versus os artistas dos programas? Mas não deixo de achar estranho, tal como as publicações das Juntas já agora, que haja tanto dinheiro para estes objectos gratuitos, enquanto que nós pequenos editores nos custa tanto fazer os nossos livros. Será que é assim que as Juntas e instituições pagam favores às empresas de comunicação por terem trabalhado nas  suas campanhas eleitorais? No caso das Juntas de certeza que é isso, com as instituições culturais, não sei, pode ser só corrupção e senilidade dos gestores deste capitalismo tardio?

Em segundo, já não basta a direita roubar constantemente as ideias dos radicais de esquerda ou anarquistas, as suas formas de luta social ou as suas manifestações contraculturais - por exemplo, o Metal cristão -, como ainda por cima, temos agora instituições públicas a quererem ser "cool" usurpando a cultura alternativa com "fanzines-agendas" ou "feiras de edição independente". Se com a GALP ou EDP vive-se o "greenwashing", nos museus de arte contemporânea é o "artwashing", então é melhor cunhar já um "zinewashing" para estes tempos manhosos que vivemos...

terça-feira, 30 de maio de 2023

"A direção da APEL, sensível à opinião dominante, decidiu prolongar a FLL até dia 13 de junho." - Cabotina APEL dixit



 Estamos no mesmo sítio na Feira do Livro de Lisboa mas este ano é o stand H14 vá-se lá saber porquê! 
Fixem este número até porque já sabem que não há mais nada para ver neste certame de monos.

Voltamos com a Blau, temos ainda os restos mortais da MMMNNNRRRG (2000-20) em livros do dia e mantemos parcerias com a Bestiário e a Sendai.

Temos algumas novidades, algumas dadas como certo como o novo Mesinha de Cabeceira, outro quase de certeza e outro talvez sim talvez não... 

Apareçam logo no primeiro dia que é para ouvir qual a primeira treta dos cabotinos! 

Aliás, nem é preciso, a APEL emitiu desde logo este anúncio: ""(...) no dia do jogo terá de garantir o encerramento da feira na hora a determinar por parte da Polícia de Segurança Pública"... ou seja no Sábado passado por causa da merda da bola, a Feira foi fechada mais cedo - às 17h - para que os grunhos pudessem comemorar a vitória do seu clubezeco. 

E agora em hipocrisia total, uma vez que a APEL não perguntou aos editores opinião nenhuma e prolongou a feira até dia 13 de Junho, sem pensar nos custos incluídos nesta medida ou das vidas dos editores, livreiros e seus trabalhadores.

Viva Portugal medieval!!!

quarta-feira, 22 de março de 2023

Story Tellers - Conger 2


É com muito gosto que vos convidamos a (re)visitar a instalação "Story Tellers", patente no Parque Silva Porto em Benfica, que apresenta uma nova seleção de bandas desenhadas. Desde Agosto de 2021 que o Parque Silva Porto, em Benfica, tem novos habitantes - os Story Tellers! Estas pequenas esculturas da autoria do artista Fulviet – vieram dar uma nova vida ao Parque e proporcionar novas experiências a quem o visita! Junto a estes simpáticos personagens podem encontrar QR Codes que dão acesso a excertos de Bandas Desenhadas. O principal objectivo desta intervenção é dar a conhecer um pouco da história da banda desenhada, com especial ênfase na portuguesa, e criar novas formas de apreciar o Parque através da cultura interactiva.  


O StoryTellers é como a natureza, está sempre em ciclos. Na programação do ano passado, quando apanhamos a Primavera, estação da renovação da vida, aproveitamos para "abrir as portas dos QR" a novos autores em ascensão em parceria com artistas da Associação Chili Com Carne e a agenda açoreana Yuzin. Este ano repetimos a proeza e colocamos ao dispor mais uma "BD cadáver esquisito", isto é, uma BD em que começa um autor e que passa a história para o outro sem poder controlar a sua direcção narrativa. 


Esta experiência foi realizada entre Junho e Dezembro de 2022, todos os meses com um autor diferente que saía na Yuzin. A esta acção na agenda foi intitulada de Conger Conger Comix - que resultou também num livro publicado no ano passado que compilava a BD inteira. A nova "Conger conger Comix" que aqui apresentamos teve um desafio extra, além dos artistas terem de continuar o que os anteriores fizeram, ainda tinham um tema a aplicar. Assim Mariana Pita que à dois anos teve "o azar" de ter de acabar com o caos narrativo, começou uma nova BD com "Fotossíntese" como "tema extra", seguindo para Inês Louro (com o "Divino"), Daniela Viçoso (Folia), Carlos Carcassa (Réplica), Mário Roberto (Eclipse), Rudolfo (Conflito) e Rui Moura (Monumento). Este foi o resultado. Divirtam-se!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Chili com Yuzin 2022



A parceria de construir "BD-cadáveres-esquisitos" entre a Chili Com Carne a a agenda cultural açoreana Yuzin continuou o ano passado. Infelizmente a especulação com o papel atingiu as ilhas e a impressão mensal das BDs foi cancelada, passando para as redes sociais da Yuzin como o Fezesbook e o Instagrana! Enfim o digital domina MAS no fim faremos um livro como aconteceu há dois anos! Yeah!!!

O ritmo destas BDs de continuação foi mensal, começando pela Mariana Pita que há dois anos teve "o azar" de ter de acabar com o caos narrativo daquela BD. Para a compensar pusemos a começar uma nova BD. Ah! Para além de cada participante ter de continuar a BD do artista anterior, ainda tem um tema especial para explorar. Eis a listagem dos artistas e respectivos "temas" para quem estiver curioso: Junho: Mariana Pita - Fotossíntese; Julho: Inês Louro - Divino; 


Agosto: Daniela Viçoso - Folia;  



Setembro: Carlos Carcassa - Réplica; 


Outubro: Mário Roberto, que é o convidado açoriano deste ano - Eclipse; 



Novembro: Rudolfo - Conflito; 



e em Dezembro: Rui Moura - Monumento.


Done!