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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

SEXOPATIA na Restory (Galiza)


Há uma grande probabilidade do novo livro de Marcos Trindade ser colocado numa caixinha de "livros marotos" ou pelo menos ao balcão da livraria em situações embaraçosas... A Chili Com Carne adverte desde já que não alinha com esta ideia.

Alguns já poderão ter a oportunidade de concordar - ou discordar - porque o livro já circula pela nossa loja em linha e também nas livrarias Cult, FNAC, Kingpin Books, Letra Livre, Linha de Sombra, Matéria Prima, Mundo Fantasma, Snob, Socorro, STET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Velhotes, Vida Portuguesa, ZDB,  Modo Infoshop (Bolonha), TFM (Frankfurt), Quimby's (Chicago), Restory (A Corunha, Galiza) e Le Mont-en-L'air (Paris).

 


Sexopatia

de

Marcos Trindade

88p 16,5x12,5cm a cores, capa dura a cores, 12 eur.



O sexo como conforto e derradeiro escape social é um tema que já apareceu na obra deste artista gráfico mas pela primeira vez dedica-se exclusivamente ao tema neste livro de três andamentos. 
 
O primeiro é a materialização - qual impressora 3D - de anúncios de propostas sexuais no "Correio da Manha", que são expostos com ilustrações surrealistas e um humor cáustico. Segue-se um "Bazar" de objectos sexuais a lembrar as maravilhosas invenções inúteis japonesas chindogu para acabar num catálogo anatómico em que só resta a insatisfação. 
 
Afinal de contas, o cliente NUNCA está feliz por mais "Sextas-Feiras Negras" que existam no mundo...




Marcos Trindade nasceu em Coimbra em 1966. Mudou-se para Lisboa nos anos 80, integrando movimentos artísticos nascidos da movida lisboeta. desenvolve a sua actividade na área da BD e da ilustração. Avesso a compromissos institucionais, trabalha como autor independente, tendo publicado na nossa editora irmã-defunta MMMNNNRRRG (2000-20), o livro Os Acrobatas (2015).
 

Feedback:

(...) um retrato carnavalesco de uma certa sociedade política portuguesa. Sexopatia, não deixando de poder providenciar umas achegas à cultura local, todavia atinge um contorno mais alargado, quem sabe próximo do universal. Num momento em que, positivamente, se fala de forma mais franca, aberta e democrática de saúde mental, de expressões da sexualidade, de identidade, de liberdade no amor, de debatermos formas saudáveis de repensar as relações entre as pessoas, inclusive sexuais, mas igualmente sob a esteira de novas justiças e reequilíbrios sociais e políticos em relação às mesmas realidades, não convém deitar fora o bebé com a água do banho. A pulsão sexual é, ainda, selvagem, animal, conspurcada, absurda, porca, estúpida, má, egoísta, bruta, franca, e, por isso, um dos grandes bastiões da verdadeira e ulterior liberdade humana.

(...) Nota final: estando o livro dedicado à minha pessoa, temo que haja uma interpretação genérica e abusiva de que haverá algo na minha experiência ou personalidade que tenha levado o autor a fazer essa associação. Cliente assíduo da leitura dos anúncios? Frequentador de sexualidades mais à mão? Consumidor contumaz de objectos destas fronteiras? Da fama não me livrando, defendo-me tão-somente dizendo que os livros supostamente carregam a verdade, mesmo que sob mantos diáfanos da fantasia.

Pedro Moura in Ler BD

 

(...) os traços pontilhados que compõem estas imagens mostram brinquedos sexuais, objectos corrompidos na sua função, corpos alterados, mas o que revelam é uma tremenda e generalizada apatia emocional

Sara Figueiredo Costa in Expresso


(... ) desenhos brilhantes na sua inventidade crítica (...)

JL


I enjoyed reading Contos de campo and Sexopatia  (...) they are beautiful! 

 Harukichi (via email)




quarta-feira, 23 de julho de 2025

Há uma estrela nova na Chili Com Carne... serigrafia esgotada! & últimos exemplares


RUBI é uma colecção nova da Chili Com Carne dedicada a romances gráficos à escala global. Mas sobretudo será uma selecção criteriosa de Romances Gráficos, para contrabalançar a literatura "light" que tem inundado o mercado português nos últimos sete anos.

O primeiro título desta nova colecção é Sírio de Martin López Lam (Peru/ Espanha) que saiu na Raia 3 (2018), em que o autor esteve presente. Sírio foi originalmente publicado em Espanha, pela Fulgencio Pimentel em 2016. Traduzido para português por Ana Menezes. Editado por Joana Pires e Marcos Farrajota e publicada pela Associação Chili Com Carne. 

Foram impressos 500 exemplares deste livro, dos quais 100 exemplares oferecem um ex libris assinado pelo autor, se for adquirido directamente à Chili Com Carne.

À venda na nossa loja em linha e na BdMania, Kingpin Books, Tigre de Papel, Linha de Sombra, Snob, Língua nos Dentes e Matéria Prima.

Que raio de capa é esta? É a capa e a sobrecapa!

López Lam (Lima, 1981) acompanha um casal que passa uns dias perto do mar aproveitando a época turística baixa, numa casa de uma dessas urbanizações no meio do nada, um não-lugar em que o seu isolamento quase total submete as suas possibilidades de comunicação e as suas personalidades a uma espécie de prova de fogo em que o tédio e o mistério são os catalisadores das suas horas, distorcidos apenas pelos ruídos (grande representação onomatopeica da natureza!) e pelo crime sem grande explicação que acontece na casa do lado. 
Felipe Hernández Cava 

É como o hotel gerido por Ava Gardner em A noite da Iguana (1964) de John Houston. Transforma-nos numa personagem ativa dentro de um espaço passivo, em que acontecem as coisas e onde somos meros observadores, não por vontade própria, mas pela vontade do autor. 
Miguel A. Pérez-Gómez 

...


Martin López Lam [Lima, Peru; 1981] é duplamente Licenciado em Belas Artes, tanto no Peru como em Espanha, onde reside desde 2003. quando não está a brincar com susto, o seu cão, divide o seu tempo entre o desenho, impressão em serigrafia, auto-edição (as maravilhosas Ediciones Valientes são dele!!!), BD e eventos de edição independente (é um dos fundadores do Tenderete, em Valência).

Tem recebido vários prémios, foi o importante "Premio Internacional de Novela Gráfica Fnac Salamandra Graphic" de 2018. Publicou em várias antologias internacionais: ARGH!, Qué Suerte! (Espanha), Puck Comic Party (Itália), Carboncito (Peru), Mesinha de Cabeceira (Portugal), Kus! (Letónia) e Kuti (Finlândia)...

Apesar de ter participado em vários eventos de edição independente (Feira Laica e Feira Morta) ou ter divulgado imenso as artes gráficas portuguesas em publicações ou eventos (como o Tenderete), o seu trabalho só foi publicado em Portugal no livro colectivo Boring Europa (2011) e no número 23 do zine Mesinha de Cabeceira (2012), ambos pela Chili Com Carne. Faz-se agora justiça com este Sírio.

Bibliografia Parte de Todo Esto (De Ponent, 2013), Sírio (Fulgencio Pimentel, 2016; Chili Com Carne, 2018), El Título No Corresponde (Valientes; 2016), Ensalada Mixta (Le Dernier Cri; 2017) Colectivos (selecção)  Boring Europa (Chili Com Carne; 2011), Mesinha de Cabeceira #23 (Chili Com Carne; 2012)...












Foi feito um Ex libris limitados a 100 exemplares para este livro lindo! ESGOTADO! Aliás, Martin López Lam aproveitou a sua presença em Lisboa para o lançamento de Sírio e para a execução de uma serigrafia pela Oficina Loba.





FEEDBACK

 o livro é uma excelente edição - parabéns!
A. Silva (email)

é sem dúvida o melhor livro publicado pela Chili que já li! Ficção bem feita, que mantém a tensão e o mistério até ao final. Lembrei-me imenso de uns contos do Ballard passados precisamente em estâncias balneares em Espanha ou nas pensões e ruas desertas de Cocoa Beach onde não se percebe se houve um colapso civilizacional ou o fim da época alta. Assim que comecei a ler tive a noção de que a narrativa não iria trazer grandes surpresas, mas digo-o no bom sentido. Isto absorve o leitor pela sua estaticidade e por sabermos que as personagens se encontram num beco sem saída, ainda que inscrito numa paisagem aparentemente cheia de espaços abertos. Talvez por isso eles se percam quando tentam sair dela. Fim do mundo. Graficamente é incrível.
André Coelho (email)

Basta um relance para se perceber o teu dedo editorial neste objecto que é bem distinto, quase uma peça de artesanato, cheio de melancolia, sonhos febris e contemplações interiores a entrecortar o silêncio e a desolação dominantes. Julgo que o grafismo dificilmente poderia ser mais eficaz a ilustrar todos esses ingredientes, por forma a que a relevância das ambiências e das sensações se sobreponha à narrativa. E no final soa de facto como uma viagem a uma constelação estranha e distante...
Nunsky (email)

Como refere Álvaro Pons, Sírio destila força, sendo uma narrativa visceral e em estado puro, esmagadora.
Bandas Desenhadas

Desenhado em tons de azul e amarelo, Sirio foi descrito pelo autor, numa entrevista à agência Efe em 2016, como um 'thriller' que se mistura com uma teoria filosófica sobre a vida e a morte, o amor e a apatia. "Desde início a intenção da banda desenhada foi mergulhar o leitor numa espécie de experiência narrativa que suporta a história, porque o argumento é bastante pequeno e pode resumir-se numa frase. Mas não tive a intenção de contar uma sucessão de anedotas, reflexões ou acções; tinha de ser algo como uma não-acção, uma anti-história", disse o autor na mesma entrevista, quando o livro saiu em 2016 em Espanha.
Lusa / DN

Na Lista de Melhores Livros de BD de 2018 do Expresso
Sara Figueiredo Costa

5 estrelas no Expresso

(...) recuperado o fôlego, que a coisa acaba em alta voltagem cinemática –, nos assalte a tentação de declararmos que em Sírio o verdadeiro personagem principal é a paisagem. Não chegando a tanto, diríamos antes que o fulcro deste livro é o efeito entrópico da paisagem – ou ambiente – em dois personagens, que se deslocam até esse outro lugar já munidos de uma semente de dissolução. Ora esta paisagem é composta por onomatopeias de bichos perdidos, uma rede sobrenatural de luzes na noite, sombras a crescerem sobre ervas que parecem destinadas a engolir tudo, pelo menos uma nuvem obscena e, por entre tudo, viscosa, a canícula que embrutece. (...) 
António da Cruz in A Batalha

A forma como Lam joga com o silêncio, o tédio e um mistério de homicídio tornam este livro numa peça indispensável a todos aqueles que gostam de ver novas e distintas explorações na linguagem da BD.

sábado, 27 de abril de 2019

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

"a" maiúsculo com círculo à volta de Rui Eduardo Paes --- ESGOTADO --- PDF grátis em linha


Muitas vezes, e não em poucos casos abusivamente, o punk foi/ é identificado com o anarquismo. Em outra área, são habituais as analogias da chamada "livre-improvisação" com os princípios libertários, mesmo quando quem toca são músicos com perspectivas políticas e sociais influenciadas por correntes marxistas como o trotzkismo e o maoísmo. Seja como for, há mais conexões entre Música e Anarquia do que aquelas que se supõe. Um contributo para o seu desvelamento, tanto quanto para a desmitificação de algumas ideias feitas, está neste novo livro de Rui Eduardo Paes, o segundo do autor na colecção THISCOvery CCChannel, depois de Bestiário Ilustríssimo.

O livro de Rui Eduardo Paes relaciona as músicas de hoje (jazz, improvisação, pop-rock, noise, electrónica experimental, música contemporânea) com as novas tendências do pensamento libertário, descobrindo analogias mas também desmistificando ideias feitas. Daniel Carter, Lê Quan Ninh, John Cage, Fela Kuti, Frank Zappa, Thom York (Radiohead) e Nicolas Collins são algumas das figuras retratadas pela escrita analítica e de dimensão filosófica, mas não raro com humor e alcance provocatório, do ensaísta e editor da revista “online” jazz.pt. Entre os temas percorridos ao longo dos 10 capítulos amplamente ilustrados estão o ocultismo, a espiritualidade, a ciência, a ficção científica, a tecnologia, o amor e o sexo, com referência a autores como Robert Anton Wilson, Hakim Bey, Murray Bookchin, Starhawk e Ursula K. Le Guin.

A
O livro é ilustrado por vários artistas da Associação Chili Com Carne: Joana Pires, Marcos Farrajota, André Coelho, Jucifer, Bráulio Amado (acumulando o cargo de Designer do livro), José Feitor, David Campos, Daniel Lopes, André Lemos, João Chambel e Ana Menezes.

A
Edição da Chili Com Carne e Thisco
80p p/b; 16,5x22cm
ISBN: 978-989-8363-21-3


ESGOTADO - com PDF em linha talvez ainda esteja à venda na Flur, Letra Livre, Matéria Prima, Utopia, Fábrica Features, Louie Louie do Porto, Apop Shop, Tortuga (Disgraça) e Sirigaita.

A
Historial : lançado em 29 de Maio de 2013, na Trem Azul, Lisboa, com a participação do escritor Rafael Dionísio e do músico Paulo Chagas, seguido de concerto de Shameful Iguana [Luís Lopes: guitarra eléctrica; Hernâni Faustino: baixo eléctrico; Marco Franco: bateria] ...

A
Sobre o autor: Com quase 30 anos de actividade repartida entre o jornalismo cultural, a crítica de música e o ensaísmo teórico, Rui Eduardo Paes é autor de vários livros sobre as músicas criativas. É o editor do site jazz.pt, membro da direcção da associação Granular e autor dos press releases da editora discográfica Clean Feed. Foi um dos fundadores da Bolsa Ernesto de Sousa. Assessorou a direcção do Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian e integrou o júri do concurso de apoios sustentados do Instituto das Artes / Ministério da Cultura para o quadriénio 2005-2008.

A
os textos estão soberbos e o trabalho gráfico ficou excelente! parabéns a quem concebeu e materializou este objecto literário-gráfico-musical absolutamente único! António Branco 
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novo livro traz é que o ponto de vista essencial é o ponto de vista político associado às manifestações estéticas contemporâneas. O título é, de resto, todo um programa de intenções: "A" Maiúsculo Com Círculo à Volta". O anarquismo histórico e as suas formas libertárias de expressão são intercaladas, pelo autor, com múltiplas abordagens a músicos, escritores, cientistas ou artistas multimédia. Um livro que, uma vez mais, prova que o autor rejeita o conformismo de pensamento e ousa analisar novas abordagens, novas relações, novos pontos de vista sobres os fenómenos artístico-culturais-sociais-filosóficos do mundo contemporâneo (...) relaciona as músicas de hoje (jazz, improvisação, pop-rock, noise, electrónica experimental, música contemporânea) com as novas tendências do pensamento libertário, descobrindo analogias mas também desmistificando ideias feitas. Entre os temas percorridos ao longo dos 10 capítulos amplamente ilustrados estão o ocultismo, a espiritualidade, a ciência, a ficção científica, a tecnologia, o amor e o sexo, com referência a autores como Robert Anton Wilson, Hakim Bey ou Murray Bookchin Kubik in O homem que sabia demasiado
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Dando sequência a uma consistente abordagem político-musicológica, por vezes fraturante e polémica, REP continua a revelar neste novo conjunto de reflexões a lucidez intelectual, a densidade de análise e o rigor enciclopédico que sempre caracterizaram a sua escrita. António Branco in Jazz.pt 
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4 estrelas (em 5) in Público 
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Atenção, isto não é apenas um livro: é um perigoso "cocktail molotov" para o cérebro. E, já agora, também para os ouvidos. Nuno Catarino in Ípsilon / Público 
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ambicioso, extraordinariamente documentado, e uma porta perfeita para teses de maior valor intelectual. Bons Encontros 
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 No abandonando su sentido del humor, desde la espiritualidad, el sexo, el amor, el ocultismo a temas más de actualidad, la ficción científica, la nueva tecnología (...) Oro Molido





quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Zines associados


Perdidos #1 é uma publicação desdobrável que um gajo tem de montar para aceder a intervenções gráficas de ilustradores sobre o tema dos "folhetos de animal doméstico perdido", ideia entre o mórbido e o fofo (coincidência que em italiano mórbido significa fofo!) do mesmo editor de El Monstruo de Colores no tiene boca. Por acaso o desenho mais interessante é da nossa 'tuga Ana Menezes para nosso gáudio nacionalista da treta ao ponto de até o reproduzimos aqui como ícone para este "post" sobre os zines de autores associados à Chili Com Carne participaram ou lançaram - e que não tenho tido tempo nenhum para os divulgar, aqui vai!!

Continuando entre castelhano e português, Cotidiano de Lujo #1 de Júlia Barata (ou Tovar, é assim que assina em Zona de Desconforto) é uma recolha de BDs sempre a abrir - porque a vida quotidiana é isso mesmo! - desta autora portuguesa residente na Argentina. Entre a leveza de uma Maitena (ergh) e algo mais naíf e verdadeiro - a quinta vinheta da página 14 é fantástica! - Júlia conta as suas aventuras autobiográficas com a família e a sociedade argentina. Para quem gostou do que ela contou no Zona de Desconforto esta é uma óptima forma de não lhe perder o rastro. Quando sair o número dois espero que ela avise de tal! Ah! Este zine e outros da autora e do seu marido Alejandro Levacov estão disponíveis na nova livraria lisboeta (ena!) Tigre de Papel.

O Sim Mau apareceu na Feira Morta na Bedeteca de Lisboa com uma série de zines produzidos na sua estadia numa escola de BD em Viborg (Dinamarca). Cyclops #4 cujo tema "Interpretations" é o resultado das classes dadas pelo argumentista Steven T. Seagle (um cromo da indústria norte-americana dos "comics") com cerca de três dezenas de alunos a interpretarem um texto (muito) simples que o gringo escreveu. Um exercício que tem tudo de "oubapoano" e mostra como realmente algo como um texto tão simples pode ter tantas visões diferentes. Seria algo que as escolas de BD portugueses deviam deitar cá para fora o tempo todo... Com outro aluno da mesma escola, o norueguês Erlend Sandoy, juntos fizeram o zine Man, take your freedom que parece um libreto da revista Mad para um oratório da Santa Igreja Queer dos Ogres Contabilistas. Sim Mau desenha a narrativa e Sandoy embeleza com molduras com motivos "Sword'n'Sorcery", quem escreve os versos não se sabe mas é aqui que se percebe que os Game of Thrones são uma má influência para a nossa Juventude! Ámen! A solo ainda há A day in school with refugees que sabe a pouco para tema tão importante, ou seja, sobre a escolarização de jovens refugiados (da Síria) e os seus problemas de adaptação na Dinamarca. Com um "final feliz" não deixa de ser estranha uma abordagem tão superficial mas a sinceridade é assumida desde o título de 12 páginas A4. Foi só um dia...

Por fim, III é o primeiro zine (acho, apesar do título indicar o contrário) de Rui Moura, um jovem artista que faz culto de arte freak e todo o fumo associado. Esta BD que publica está muito verdinha para aquilo que sei que é capaz de fazer, conheci-o através de uma candidatura interessante para o concurso dos "500 paus". Diria que serviu de desculpa apenas para experimentar a edição e o linóleo. Fazes melhor do que isto, certo?

domingo, 3 de agosto de 2014

ccc@Feira.Morta.III



cartaz de Amanda Baeza
Sim claro que estivemos neste fim-de-semana xunga na Feira Morta e correu muito bem além de ser um evento porreiro e muita boa onda num "spot" fantástico, mesmo ali nos Restauradores-centro-do-mundo! Não conhecia os Adamastor Studios mas fazem belas exposições de desenho e também imprimem em serigrafia e gravura.

A Morta continua na mesma: tudo de improviso mas com energia, pinta punk e convicção, mexendo com velhas e novas gerações de editores e artistas gráficos cheios de ingenuidade e militância, mas com a organização a cometer o eterno erro de se esquecerem que a Feira é de edição independente e como tal deveria dar destaque a isso e menos a concertos ou a fucking boring travecas asíaticos (o Terre Thaemlitz que me perdoe!)... Se normalemente isso até nem era um grande problemasdesta vez essa excitação pelo "live" fez com que uma sala com editores de zines não pudessem vender nada durante horas!

Talvez por estas e por outras que a Morta ainda não substituiu totalmente a Laica como O evento de referência que concentre e projecte as novidades editoriais portuguesas... e isso só acontece porque a organização é muita "crazy" porque de resto, este fim-de-semana conseguiu chamar muito público e fazer que houvesse um vedadeiro encontro de pessoas que se identificam com a cultura DIY. Mas é complicado trazer criativos estrangeiros ou programar edições para a Morta quando o evento é o mais punk que existe em Lisboa. Mesmo da nossa parte (Chili Com Carne e MMMNNNRRRG) das poucas novidades que temos para esta Morta nem pensamos que seriam para lançá-las lá: a nova edição do Bestiário Ilustríssimo de Rui Eduardo Paes andou atrasada meses na gráfica chegou no primeiro dia da Morta por mera coincidência; e os postais d'AcontorcionistA do Grupo Empíreo já tinham saído no Tenderete (Valência) embora como na realidade têm pouca exposição pública em Portugal valeu a pena vê-los in loco na Morta.



BD havia, novidades poucas (o Clube do Inferno baldou-se a essa nobre tarefa!) e só comprei um zine de BD simpático, o Ideia (Massavage) de João Carvalho. Formato A5 de certa forma lembra o Samuel de Tommi Musturi mas diametralmente oposta nem porque seja que a criatura-personagem é preta, a BD não é aquela orgia de cores (é impressa preto e branco), a composição das vinhetas é totalmente "free", são feitas colagens com imagem real, etc... É sempre "naíce" encontrar novos autores a fazerem BD... Ah! Também li o #3 do Your Mouth is a Guillotine, zine feminista com BDs e ilustrações de Ana Menezes, Teresa Câmara Pestana, Hetamoé... e com textos que continuam a fazer sentido em 2014. 

Pelos vistos a Morta é mais útil do que sugeri ao início! Quando é a próxima?

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Nós gostamos da Trem Azul!


Se há casa comercial em Lisboa que merece todo o nosso apoio pelo excelente trabalho na Cultura desta treta de capital europeia, essa casa chama-se Trem Azul Jazz Store! Espera as coisas estão a mudar! Leiam o e-mail que recebemos: É com prazer e orgulho que anunciamos a abertura do nosso bar. A Trem Azul Record Shop Bar irá funcionar de segunda a quarta, das 14h às 19h30 e de quinta a sábado, das 14h às 2h, no espaço da loja da Rua do Alecrim, 21 A.

Com 12 anos de existência, a Clean Feed, a editora internacional de jazz que esteve na origem da Trem Azul, viu nascer há nove anos, uma loja de discos nessa morada, casa mãe também da Shhpuma, editora subsidiária da Clean Feed que promove e "celebra a heterogeneidade e a criatividade que actualmente se vivem no campo da música em Portugal.

Desde então a Trem Azul foi evoluindo passo a passo: de uma loja aberta ao longo do dia passou a um espaço onde foram ocasionalmente apresentados exposições e concertos ao final do dia e à noite.

Agora, após quase uma década, a Trem Azul anuncia uma nova fase para esta casa: a Trem Azul Record Shop Bar, tal como a loja, de âmbito musical variado e com propostas regulares escolhidas criteriosamente. Este será, sem dúvida, um espaço que marcará a noite lisboeta com uma programação musical ousada e sem compromissos. Um espaço que sentimos que faz falta em Lisboa.

Na sexta 29, dia oficial da abertura, sobem ao palco, às 21h30, TIMESPINE, com Adriana Sá, Tó Trips, um dos dois membros de Dead Combo, e John Klima, cujo álbum a Shhpuma lança nesse mesmo dia. Às 23h chega da Noruega o LANA TRIO com Andreas Wildhagen, Kjetil Jerve e Henrik Munkeby Nørstebø.

Neste mesmo dia vamos ainda revelar uma intervenção no espaço pelos artistas visuais André Lemos, Ana Menezes e Amanda Baeza, preparada especialmente para esta inauguração. Por fim, continua a exposição de Bernardo Rodrigues, RENÉ vs NÁNÁ.

A inauguração marca também o começo de uma promoção de 15% de desconto, em todos os discos, que se estende até ao final de 2013.

No sábado 30 a Trem Azul acolhe o 10.º aniversário da portuense Crónica Electrónica com as actuações de @c e de Eosin e um Dj set de Pedro Tudela.

sábado, 17 de novembro de 2012

ccc@xjazz


A Associação Chili Com Carne, quer como colectivo de autores quer como editora, tem feito incursões à “auto-biografia” e à “reportagem” em formato de BD, daí que tenha proposto seguir de (muito) perto as vivências nos eventos do XJAZZ até ao final do ano. Sem alergias às novas tecnologias, ainda assim prefere-se que estas “BDs reportagem” possam ser disseminadas em papel impresso, até hoje o mais fiel suporte físico de informação que a Humanidade conheceu. A cada evento um novo autor de BD observa os acontecimentos para os relatar nas folhas da revista Jazz.pt, entretanto extinta, e (espera-se ainda) em jornais regionais correspondentes dos concelhos onde decorreram os eventos. Alguns esboços e rascunhos poderão aparecer no site da XJAZZ - como se fossem “extras” de um DVD. Para 2013 prevê-se compilar tudo num livro acrescido de novas BDs de histórias mais pessoais que os autores se lembrem durante as suas estadias nas belas Aldeias do Xisto.

Eis, um mapa dos nossos autores a seguirem os eventos do XJAZZ:
- Marcos Farrajota e Joana Pires - 27 Maio - concerto Ingebrigt Håker Flaten, Vila Cova do Alva
- Jucifer - 1 Junho - workshop O Jazz é fixe, Góis e Lousã
- Ana Ribeiro - 14 Julho - concerto de Vânia Fernandes e Júlio Resende, Cerdeira
- David Campos - 28 Julho - concerto Tora Tora Big Band, Miranda do Corvo
- Ana Menezes - 3 e 4 Agosto - concertos João Camões com Kátia Sá e José Peixoto com António Quintino, Gondramaz
- André Coelho - 14-18 Agosto - Residência Artística com Evan Parker, Pedrógão Pequeno
- Daniel Lopes - 20 Outubro - concerto Luís Vicente Trio "Outeiro", Aldeia das Dez
- Filipe Abranches  - 17 Novembro - concerto Daniel Levin (violoncelo) e o Rob Brown (saxofone), Aldeia da Figueira

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Old school (rescaldo laico 2)

Continuando com o rescaldo da Laica desta vez incidindo em fanzines gráficos e de poesia, confirmando a estranha energia que atravessou esta última edição do evento.
Sendo a sua estreia no mundo da auto-edição - embora já tenha sido publicado no Futuro Primitivo com os retratos mutantes dos autores que participaram na antologia, João Paulo Nóbrega lançou o graphzine Daydrawings que compila alguns desenhos deste autor que afirma desenhar um rabisco por dia. Sem uma prática artística de experiência ou formação, Nóbrega é uma espécie de naive mas que não se circunscreve nos temas naives: animazinhos, paisagens, coisinhas bonitinhas... Os temas são "factos orgánicos" (usando uma expressão para definir o Malus) com construções surrealistas e geométricas que lembram (em alguns casos pelo grafismo) o imaginário de João Chambel e André Lemos. Formato A5 em 22 páginas, coisa modesta para começar...

Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (Dildo Doodles) de Ana Menezes não é realmente uma adaptação de textos de Freud mas uma interpretação gráfica em que a autora muda de estilo de desenho como os materias da capa mudavam de exemplar para exemplar - como latex, lona, veludo, enfim, materiais "kinky"... desde que sempre preto com um recorte de máscara S/M.
O terceiro capítulo é o mais erótico com uma sequência S/M cujo estilo gráfico lembra vagamente algum tratamento do finlandês Marko Turunen faz a algumas personagens. Formato quadrado sexy!

Por falar nesse capítulo as ilustrações também entraram no número zero do Nicotina'zine, que é um zine de poesia que reúne material poético de um grupo de escritores - incluíndo o "nosso" Rafael Dionísio - mas também alguns desenhos e uma BD! Uma BD do sueco Lars Sjunnesson (que há uma década participou no Mutate & Survive, mundo pequeno!). A5, excelente apresentação e design, Nicotina'zine será uma lufada de ar fresco à bafienta cena lisboeta, espero que sim mesmo que o nome indique o contrário... Entretanto o Dionísio voltou a fazer um mini-zine A6 de poesia, Escavações Arbitrárias segue os formatos de refúgios e alguns slides que editou no final dos anos 90. Fez 41 exemplares que deverão esgotar rápido, é melhor contactá-lo!!!

sexta-feira, 30 de março de 2012

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

ccc@19ªfeira.laica.internacional

cartaz de Miguel Carneiro / Oficina Arara

A FEIRA LAICA INTERNACIONAL regressa ESTE MÊS aos Maus Hábitos (Porto) para mais um evento dedicado à EDIÇÃO INDEPENDENTE.
Marquem na agenda:
dia 16 / 23h: inauguração das exposições e concertos;
dia 17 / 14h-21h : Feira de Edição Independente / 23h: concertos
dia 18 / 14h-18h : Feira de Edição Independente / 19h : Festa de Despedida (Espaço Campanhã)
ENTRADA LIVRE (excepto concertos)
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Editores presentes: Ana Torrie + Inés Cóias, Associação Chili Com Carne, Billete de 500 (Galiza / Espanha), David Peneda, Edições Côdea + Mondega Records, Edições Mortas, Faca Monstro + Marvellous Tone + Soopa, Gajos da Mula + Oficina Arara, Grût (França), O Hábito Faz o Monstro, Imprensa Canalha + Opuntia Books, Invicta Indie Arts (representando Dame Darcy, Dodgem Logic e Libri Impressi), Infektion Magazine, Leote Records, Mariposa Azual + Mia Soave, Mike Goes West, Mr. Esgar Artprints, MMMNNNRRRG, Oficina do Cego, revista Pangrama, Plana Press, Põe-te Fino Edições, revista Prego (Brasil), Prensador, Ricardo Castro, Ruru Comix, revista Stripburger (Eslovénia) e Thisco.
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Algumas Novidades editoriais:
- Aceloria (Marvellous Tone), CD
- Algorythms (Marvellous Tone), k7 de Mo Junkie
- Aspiração Horrífica / Vacuum Horror (MMMNNNRRRG), livro de bd de Aaron Shunga (EUA);
- Futuro Primitivo (Chili Com Carne) "cartazes-remix" em serigrafia de Filipe Quaresma e Margarida Borges;
- Grût & Flude #2 : Road Trip (Grût), graphzine colectivo francês;
- Lodaçal Comix #4 + Lodaçal Comix Hórs Serie #1 (Ruru Comix), zines internacionais de bd;
- Prego #5 (Prego), zine brasileiro colectivo de bd;
- Presidente Drógado (Leote Records), CD-R com produção de Bernardo Devlin;
- Red Shoes, de Inês Cóias
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Exposições: A Dama e o Unicórnio, individual de pintura e desenho de Ana Menezes; Prego, colectiva da revista brasileira; e, Fresco, colectiva de ilustração de nova geração de ilustradores do Porto com participações de Paulo Catumba, João Drumond, Daniela Fardilha, Nicolau, Miguel Ministro, André Coelho, Carlitos, Sofia Palma, Mariana Pita e Diogo Rapazote.
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Concertos (acesso: 3 euros por noite): Sexta-feira : Cró!, Rudolfo, Çuta Kebab & Party /// Sábado : Presidente Drógado, Batatas Parvas (Nuno Moura + Ghuna X), Aceloria
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Convidados estrangeiros: Alex Vieira (Brasil), Elise Hallab (França), Kaja Avberšek (Eslovénia), Nan Vaz, Pelucas e Tayone (Galiza / Espanha).

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Rodrigues Palmtree Zine




Rodrigues Palmtree Zine
Venda exclusiva no site da Chili Com Carne!
Zine colectivo produzido como oferta ao Sr. Rodrigues
do Restaurante Palmeira pela sua reforma ao fim
de 57 anos a nos servir as melhores imperiais e
batata frita salgada.
Edição única de 30 exemplares.
24 páginas.
Miolo impresso a laser em papel Navigator 90 gr/m2.
Capa impressa em serigrafia pelo Atelier Mike Goes West.
Dezembro 2010.
Participantes:
André Lemos, Bruno Borges, Diogo Tavares,
Filipe Abranches, João Chambel, José Feitor,
Jucifer, Luís Henriques, Marcos Farrajota,
Miguel Frazão e Piggy.
Organizado, editado e impresso por André Lemos.
ESGOTADO

sábado, 23 de outubro de 2010

Imprensa Freak (2)


A redação do jornal alemão Jungle World esteve em Portugal (que como todos sabem resume-se a Lisboa, Porto e Fátima) e fez um apanhado dos nossos temas contemporâneos. Mas para estarmos aqui a falar deste periódico maroto de esquerda? Por duas simples razões:
1) foi dada exposição à ilustração/bd portuguesa e à Chili Com Carne nas suas páginas. Conhecemo-nos em Berlim durante a tournê da CCC e rapidamente perceberam a importância do nosso trabalho, daí que nas páginas centrais publicaram bd's de Filipe Abranches, Marco Mendes e Ana Biscaia (autores que já publicámos em antologias) e ilustrações de Ana Ribeiro, David Campos, José Feitor, Ricardo Martins e Ana Menezes.
Mas mais importante: 2) foi o único jornal no mundo (!) que tratou do fecho e destruição da casa ocupada lisboeta SPCC. Apesar da Chili Com Carne ter enviado e-mails para a sua lista de contacto de imprensa (que não é de desprezar, diga-se) não houve nenhum interesse da parte dos meios de comunicação ou dos jornalistas - até a nível pessoal - pelo assunto.
Ambos assuntos mostram a total ignorância e falta de interesse pela cultura alternativa da parte dos meios de comunicação que cada vez mais agem como animais domésticos. Dóceis e desinteressados para tudo que seja fora da casa e do quintal, aliás, um gato ou peixinho dourado não sabe ler os e-mails ou as facturas da EDP dos donos. Um dia quantos os donos são expulsos de casa com uma mão à frente e outra atrás, ou um dia sem dinheiro para ração, lá vão eles pró meio da rua ou pela sanita abaixo! Um gato ou um piriquito ainda se safam... um jornalista precisará de uma casa para dormir! Infelizmente será tarde demais, para encontrarem ou montarem uma casa ocupada porque não ligaram aos e-mails da CCC. É um final de estória triste, terão de dormir com os papeis do jornal que os abandonou...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O Último Fósforo (continua...)


A exposição O Último Fósforo seguiu para outras paragens - esta semana estreia-se em Linz (Aústria) depois irá para Lípsia (Alemanha), ou seja, de preferência cidades começadas por "L" - e segue com acrescentos de trabalhos de autores de bd, ilustradores, artistas plásticos e Designers portuguses, que ainda poderam ser vistos cá em Lisboa, a saber: Pedro Zamith, João Maio Pinto, Catarina Aguiar Lassi, Meireles de Pinho, Kastro, Ricardo Frutuoso, Filomena Nascimento, Charles Sagnoir, Du e DanMak. Mas mais autores de bd portugueses irão participar nesta exposição, estando ainda semana a enviar os seus trabalhos para a organização: Rudolfo, Daniel Seabra Lopes, Carlos Zíngaro, Lucas Almeida, André Coelho, Paulo Monteiro, Câtia Serrão, Daniel Lima, Ana Menezes e Afonso Ferreira. 
Entretanto, o simpático Carlos Zíngaro enviou-nos o seu trabalho e a título de curiosidade vários esboços. Dada a qualidade (e quantidade) achámos engraçado publicar esses desenhos. Pois é, são tão fixes que dá vontade de dizer que é isto que separa um Homem dos meninos! ;)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Dildo memories


Fotos do Pepedelrey da exposição Dildo Doodles