terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Pretty Good Year


2019 was a Pretty Good Year for Chili Com Carne collective. 
We're fighting against all Portuguese garbage market and winning international recognition!
Here they go:

1) José Smith Vargas long awaited graphic novel about Lisbon gentrification had one chapter published in the important Italian Internazionale magazine - a special issue about Lisbon. Published full color it discuss about Martim Moniz plaza, built on public shame & corruption!

2) Short story A Day by Mariana Pita is the first Portuguese comix ever published in the Very Important Fantagraphics Books - taken from Outside with the cuties (co-published with O Panda Gordo, in 2017), it was published in their "zeitgeisted" magazine Now #6!!

3) Canadian TRIP anthology made a special Portuguese issue (number 10) that included brand new comix by some of our best artists, that is: Gonçalo Duarte, Francisco Sousa Lobo, Cátia Serrão, Mariana Pita, Tiago Baptista, Hétamoé, Daniel Lima, Bruno Borges and Xavier Almeida. Cover was done by José Feitor and an introduction text was written by Sara Figueiredo Costa. DGLAB gave support for this fat book!

4) Graphic Novel The Care of Birds by Francisco Sousa Lobo was finally published in Spain by Reservoir Books (Penguin Random House) after such good critic reviews by the likes such as Paul Gravett. Synopsis: "Peter Hickey is to paedophiles what birdwatchers are to hunters". Peter Hickey dixit. What is meant by this oblique statement is the crux of this graphic novel. Peter Hickey is a godless catholic perv. Peter hickey has a saint syndrome.

5 + 6) ПИКАЧОК: Истории из жизни. Козырь means Musclechoo - Side Story File 001 - Trump Card in Russian! Bloody fucking Rambo and Pikachu mash-up creation by Rudolfo saw Cyrillic second life with a regular edition and one special edition! How the hell this happens!? Crazy Comfed crew done it! Eat shit, Bob!

Also The Care of Birds will be published in France by Rackham and we're dealing with Kassumai by David Campos - about his Guinea Bissau NGO experience - for Poland. AND, our sister-label-soon-to-die MMMNNNRRRG will have W.C. by Marriette Tosel in Colombia. But all this will be in 2020! We'll have to wait!!

Thank you to all that help us to make this possible, you know who you are!

sábado, 28 de dezembro de 2019

Acedia recommended by Mattias Elftorp



Acedia it's the new graphic novel by André Coelho actually his true first solo book - Terminal Tower was a collaboration with Manuel João Neto... This book manages to strike a balance between experimentation and tradition in the "comics" field by establishing a paradox between the creative energy and the morbid atmosphere of the narrative. It can be speculated that the main character is an alter ego of the author or that some episodes should be autobiographical... but let's establish that we are in the realm of selffiction.

Acedia is this year the winner project of a graphic novel contest - Toma lá 500 paus e faz uma BD - promoted by Chili Com Carne. Other titles resulting from this contest includes The Care of Birds (2013 winner) by Francisco Sousa Lobo to be published in Spain next year, Askar, O General by Dileydi Florez and That which is Subtracted from Sight by Filipe Felizardo.





Sinopsis: Due to a strange body housed somewhere in his eye socket, Daniel suffers from perceptual deformations. Although the insistance on the urgency of medical treatments, he becomes confronted with the chance given by these hallucinations to escape towards a new perception of reality. Daniel will have to choose between facing his illness as a sign of his own mortality or accept it as life intensifier. 




Some pages:


104p., black and white, 18x24,5cm, 500 copies

Contest supported by IPDJ and all Chili Com Carne members.

Buy at Chili Com Carne online storeFatbottom Books (Barcelona), Neurotitan (Berlin), Quimby's (Chicago), Floating World (Portland), Le Mont-en-L'air (Paris)...

History Released October 2016 at Lounge Lisboa with live-acts of Smell & Quim and Rasalasad vs shhh... ...


André Coelho (b.1984, Portugal) is an Oporto based illustrator and comic book author. For 10 years he has developed fanzines, short stories and four graphic novels to date, as well as posters, record covers, merchandising and other graphics for different music scenes. This includes Amplifest, SWR Barroselas Metalfest, Lovers & Lollypops, Witchcraft Hardware and the American Industrial label Malignant Records, among many others. 

In 2016 he was awarded with the first prize of “Toma lá 500 Paus” comic book competition and was part of the Amadora Comics Festival 2014 award winning anthology Zona de Desconforto. His work ranges from traditional drawing or painting techniques and mediums to collage and digital manipulation. 

Besides Portugal, his work has been exhibited in several countries such as Brazil, Sweden, United Kingdom, United States of America, Italy or Spain.

Selected English bibliography: SWR Chronicles (SWR; 2014), Terminal Tower w/ Manuel João Neto (Chili Com Carne; 2014), Evan Parker - X Jazz (c/ prefácio de Rui Eduardo Paes, Chili Com Carne + Thisco; 2015) Colective books: MASSIVE (Chili Com Carne; 2010), Destruição (Chili Com Carne; 2010), Futuro Primitivo (Chili Com Carne; 2011), Inverno (Mesinha de Cabeceira #23, Chili Com Carne; 2012), Antibothis, vol.4 (Chili Com Carne + Thisco; 2012), PostApokalyps (AltCom, Suécia; 2014), Quadradinhos : Looks in Portuguese Comics (Treviso Comics Fest + MiMiSol + Chili Com Carne, Itália; 2014).



Feedback


I’ve always liked his art, and this was no exception, in a darkly hallucinatory story of sex and mental states.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU ... recomendado pelo EXPRESSO



RUBI é uma colecção nova da Chili Com Carne dedicada a romances gráficos à escala global. Mas sobretudo será uma selecção criteriosa de Romances Gráficos, para contrabalançar a literatura "light" que tem inundado o mercado português nos últimos quatro anos. Depois de Sírio eis

Música para Antropomorfos
de 
e


Romance gráfico e música Noise Rock nascido numa origem comum mas que se afastam cada um num trajecto paralelo. Nem o livro de Zimbres (S. Paulo, 1960) é uma adaptação das músicas de Mechanics (Goiânia, 1994) nem a música é uma banda sonora da banda desenhada.


A improvável gênese do artefacto musical/ visual que você tem em mãos é esta: uma banda de rock suja e malvada de garotos goianos (capitaneada por um fã ardoroso de Jack Kirby) criou a fagulha sonora, primitiva e ominosa para que Zimbres, o mais cortês dos quadrinistas experimentais, criasse seu grande épico. É um pequeno milagre das circunstâncias e uma grande história de origem, e quanto mais você pensa a respeito, mais faz sentido: quem possivelmente inventaria um treco desses? 

Essas pequenas instâncias de reconhecimento se repetem no decorrer das cerca de 200 páginas de leitura. Por trás de sua fachada desconjuntada, de capítulos desenhados em estilos drasticamente flutuantes, MPA tem uma narrativa sólida, com direito inclusive a toda aquela lenga-lenga de introdução, complicação e desenlace.  É como um recontar cubista e ultracondensado da história do Ocidente, com pitadas de profecia bíblica, mitologia grega e farsa borgiana. 
- Diego Gerlach 

(...) originalmente publicada em 2006 por iniciativa do grupo de rock Mechanics, comandado por Márcio Jr. A primeira edição, esgotada há muito tempo, se tornou um raro objecto de desejo dos fãs de Zimbres (...) Todos ouviram falar sobre o livro, mas poucos conseguiram um exemplar. No mundo desenvolvido por Zimbres/ Mechanics, conheceremos SP (San Paolo) e SF (San Francesco): duas cidades-robôts ou fortalezas andantes. Eles evoluem em meio a pântanos, florestas, desertos e campos povoados por jacarés musculosos, vacas amáveis e cães sem cabeça. Outras histórias paralelas se desenrolam dentro e fora das fortalezas: complôs políticos, editoras dirigidas por vacas tirânicas e fantasmas dominadores usando pessoas como títeres. Com seu traço que traz um profundo conhecimento das artes gráficas e narrativas visuais, Zimbres constrói um universo rico, complexo e coerente, aliando os quadrinhos underground à experimentação dos graffitis e artes-plásticas. Mergulhar no mundo de SP e SF é uma experiência única, onírica e caótica, regida pelos desenhos de Zimbres e pela música de Mechanics.
- Zarabatana Books




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Música para Antropomorfos foi originalmente publicado no Brasil, pela Monstro Discos em 2006, sendo reeditada recentemente na Colômbia e no Brasil (pela Zarabatana). Editado por Joana Pires e Marcos Farrajota e publicada pela Associação Chili Com Carne. Foram impressos 1000 exemplares deste livro, dos quais 300 exemplares oferecem o CD Music for Antropomorphics (em parceria com editora punk Zerowork Records) se for adquirido directamente à Chili Com Carne.

Alguns exemplares com CD já  devem estar no Porto - Black Mamba, Matéria Prima, Mundo Fantasma - e Lisboa: Livraria da Fac. de Arquitectura de Lisboa, Tigre de Papel, Linha de Sombra, Tasca Mastai, Kingpin Books, Megastore by Largo, XYZ, Glam-o-Rama, BdMania, FNAC, Bertrand, RastilhoSnob, Utopia e Kazoo.

Procurem estes elementos:


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Fabio Zimbres, ou FZ, nasceu em 1960, em São Paulo, e vive em Porto Alegre. Estudou arquitectura e se formou em artes, é designer gráfico, organiza exposições, pinta, faz histórias em quadrinhos e ilustrações.

Fez parte da equipe fundadora da revista Animal que editou até seu final, em 1991.

Em Portugal só se encontram pedacinhos do seu trabalho, nos fanzines A Mosca (1997) e Mesinha de Cabeceira - Seitan Seitan Scum (2010), com uma BD escrita por Marte (do Loverboy) -  e no catálogo Divide et Impera (Montesinos; 2009).








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FEEEEEEEEEEEEEEEEEDBACK

Uma referência na BD do Brasil
Paulo Monteiro / Festival de BD de Beja
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Fábio Zimbres: Um "animal" inconformista
Rui Cartaxo in Splaft!
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Sendo já considerado dois dos mais importantes acontecimentos do ano (...) a criteriosa edição, por Farrajota e Joana Pires, do livro / zeitgeist sonoro (...) e a exposição de Zimbres no XV Festival Internacional de BD de Beja
André Azevedo in Splaft!
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Reportagem na TODAS AS PALAVRAS na RTP
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5 ESTRELAS
Expresso
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(...) neste tipo de colaborações intermedia, e segue, conscientemente ou não, o procedimento que a parceria entre John Cage e Merce Cunningham definiu noutros domínios: a banda-sonora e a coreografia não dizem o mesmo, são autónomas e valem por si próprias, ainda que os movimentos dos bailarinos se refiram ao ouvido e o compositor tenha presente que a sua partitura se destina a um espectáculo de bailado. 
Esta referência “erudita” não é, de todo, descabida, ainda que a edição agora em causa tenha uma proveniência cultural popular. Cage, Cunningham, Jr. e Zimbres partilham uma perspectiva que é de suma importância: a experimentação. O rock implosivo dos Mechanics e a BD “belo horrível” de Fabio Zimbres são tão experimentais e exploratórios quanto o que conhecemos da dupla de John Cage e Merce Cunningham. Podem partir de pressupostos diversos, provavelmente até opostos, mas procuram o mesmo nível de libertação relativamente aos paradigmas estabelecidos para as artes e para a combinação destas. Com vantagem, inclusive, para este projecto que, reivindicando um estatuto de emancipação estética em áreas (BD, rock) que ainda hoje o vêm negado e derrubando as clássicas divisões entre “alta cultura” e “cultura de massas”, acabam por ter implicações sociais e políticas mais específicas e focadas do que confiar ao acaso as estruturas e os conteúdos do conceito indeterminista de criação dos dois norte-americanos. (...)
Rui Eduardo Paes in A Batalha

Recomendado pelo Expresso - livros 2019

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

E3 - convite



Depois de um ano cheio de actividades relacionadas com o eclipse de 1919, eis mais uma iniciativa desta vez com uma edição da Chili Com Carne.

Para já, é um convite triplo, para dia 19 de Dezembro, as 17h, no Atrio do C6, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Será lançado um livro com um ensaio de Ana Simões e uma Banda Desenhada de Ana Matilde Sousa (mais conhecida pela Hetamoé) e serão inauguradas as exposições "E3" e "The Eagle has Landed. Viagens a Lua" (comissariada por Maria Paula Diogo).

O livro será apresentado por Sara Figueiredo Costa!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

E3 a chegar...


segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Chili do Inferno ou Clube Com Carne? MAGA ESGOTA!

Eis a parceria diabólica entre a Chili Com Carne e o Clube do Inferno em 2015!!!
A Maga já estava prometida à muito tempo, é uma antologia de textos ou como se sub-intitula: Colecção de Ensaios sobre Banda Desenhada e afins

Inclui textos de Tiago Baptista (entrevista), Marcos Farrajota, João Machado, João Sobral (que realizou o design da publicação) e Ana Matilde Sousa, e ainda umas BDs de Tiago de Bernarda, que nos oferecem artigos sobre BD, Indíos, Depressão, Manga, Cultura Pop, Anime, Zines, Comix e DIY a rodos...

É o volume -5 da colecção THISCOvery CCChannel, parceria da Chili Com Carne e Thisco para a edição de livros sobre "Ocultura" onde a BD se insere facilmente. 
São 122 páginas que ESGOTARAM mas quem ainda se encontre algum exemplar perdido na Mundo FantasmaMatéria-Prima, Linha de Sombra, BdMania, STET e Tasca Mastai.

Melhor Publicação Relacionada pela Central Comics 2016



O QCDI não se deveria chamar QCDA!? Será gralha da rapaziada?  Não não não! É que estes chaval@s são do Inferno e não do aPOPcalipse! Apesar de André Pereira, Astromanta, Hetamoé e Mao disfarçarem a sua "chavalice" com barbas", sorrisos e pactos de sangue!

Fear of a Capitalist Planet
Tamanho A3! 16 páginas impressas em azul petróleo! Capa a cores!

à venda ÚLTIMOS 30 EXEMPLARES AQUI e na Matéria-Prima, ZDB, Black MambaLinha de Sombra, BdMania, STET, Tasca Mastai e LAC (Lagos).





QCDI #3000, integrado na colecção de banda desenhada QCDA da Chili Com Carne. Alguns de dos membros do Clube do Inferno já tinham participado nos números anteriores — o André Pereira no 1000, a Hetamoé no 2000 —, mas este novo volume é Clube do Inferno de uma ponta à outra.

Com o subtítulo "Fear of a Capitalist Planet", as quatro histórias operam em diferentes matizes, entre o fantástico, o político, e o onírico. Dragões, polícias e pizzas deformadas fazem parte da iconografia deste projecto em que continuam uma ideia já presente na exposição Lightning Riding Waves of Fire (na El Pep em 2014): a de que vivemos depois da catástrofe. Colocam-se de fora, no futuro, na realidade paralela, para obter tangentes que se querem alienígenas mas não alienantes.

Feedback: 
Parece haver um princípio comum, indicado pelo título e por uma nota final. Uma reflexão sobre o tardo-capitalismo actual, cujo prometido estertor tem sido sentido pela forma como se tem imiscuído em esferas várias (começando pelo da política, como temos testemunhado na Europa, não nos escusando de sentir as vibrações em Portugal). O título baseia-se num ensaio [os autores garantem "estar lá tudo"], mas se o medo é sobre algo que ainda não sucedeu, aqui é infundado, pois estamos já nele. O título parece ser já uma citação em segundo grau de um famoso álbum dos Public Enemy. 
Pedro Moura / Ler BD 
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"Quatro Chavalos do Inferno" (...) colectivo que tem desenvolvido um trabalho relevante e renovador na cena portuguesa de BD (...) questionam, desmontam, apoucam e ironizam o presente com cheiro a fim de civilização que vivemos. 
Sara Figueiredo Costa / Expresso 
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Nomeado Melhor Fanzine na BD Amadora 2015 
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Lista dos Melhores Livros de 2015 no Expresso 
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uma história de André Pereira que podia figurar igualmente numa qualquer publicação da editora britânica 2000AD. Já em Fantastic Proliferation seguimos de perto (demasiado perto) o abuso do poder por parte de Cosimo, uma personagem digna de um qualquer filme de Pasolini, cuja história, da autoria de Mao, prima não só pelo conteúdo, mas por todo o experimentalismo
Melhores de 2015 pela Deus Me livro
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Nomeado para Melhor BD Alternativa 2015 nos Prémios do Festival de Angoulême 
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Best Portuguese Graphic Novels por Pedro Moura no sítio de Paul Gravett: QCDI 3000 is actually the third volume of an ongoing project to highlight new, young comics artists who are willing to push the envelope of the art of comics-making. This particular issue is concentrated on a collective called Círculo do Inferno, a little like the Hellfire Club, and they’re no gentlemen either. The authors are Astromanta, Hetamoé, Mao and André Pereira (...). This oversized, tabloid-like anthology presents four-page pieces by each artist, not necessarily narrative: Astromanta presents a sort of science fiction essay on precariousness; Hetamoé crunches shojo manga with post-Marxist politics via high fantasy tropes; André Pereira creates a seemingly light story that actually focuses on the current political-economic crises of Portuguese society (with absolutely brilliant page compositions); and Mao brings together two distinct narrative tracks, an unclear palace intrigue and the slow progress of an oozing pizza-monster (but also an exercise in experimental composition). Weird, creative, dynamic, indeterminate in their moral but surefire in their humour and politics, this collective has not only produced top-notch contemporary comics that go well beyond classic genres and forms, but also provide much food for thought, and not only about comics themselves. 
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Nomeadas BDs de Mao e André Pereira para Melhor Obra Curta no Central Comics 2016

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Parabéns!


Já se sabem os vencedores das Bolsas de Criação Literária deste ano, são dois nossos associados: Francisco Sousa Lobo e Sofia Neto.

Sobre o livro do Francisco (imagem): Gente Remota será um livro baseado em parte numa série de entrevistas por mim realizadas com ex-combatentes das guerras coloniais, e em parte em trabalho ficcional. Segue o curso de uma rede de personagens num Portugal do presente, com interacções difíceis, sendo que três das personagens ancoram o argumento e têm primazia sobre as outras. 

O argumento de Gente Remota já se encontra totalmente finalizado, será um livro de 100 páginas, exactamente. É um projecto especialmente importante no contexto actual, em que impera pela Europa e pelo mundo um retorno a políticas de isolamento, populismo, desinformação, construção de muros, um mundo que começa a assemelhar-se às origens do totalitarismo de Hannah Arendt. 

Um ponto importante do livro será o de não se fixar numa única personagem, mas espraiar-se em várias relações, algumas felizes, mas a maioria difíceis. O título conduz à partida para o carácter remoto das relações, para um isolamento das personagens em gerações, em si mesmas, em classe e etnia. 

O título também aponta para o lado dominador e míope dos Lusíadas, postos aqui em contraste com a amplidão da lírica Camoniana. Memórias das guerras coloniais são postas em contraste com o presente português, e novas tecnologias de comunicação em contraste com a imprensa e o jornalismo tal como o entendíamos.

É com alguma expectativa que esperamos este livro, afinal, toda a exploração do tema da guerra colonial tem sido mal conduzida e insultuosa na Banda Desenhada portuguesa.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Coragem e Vingança


Escrevo aqui sobre a colectânea Godspunk volume twenty (Pumf; 2019) porque nos últimos números d'A Batalha tenho divulgado os volumes anteriores ou discos da Pumf e para que os anarquistas não pensem que estou a receber payola para falar tanto deles, eis um "post" neste blogue que em tempos tanta informação underground vos trouxe. Aproveitem! Mas ide pesquisar o que já escrevi, sff.
Sempre com uma capa de um palhaço assustador (redundância, todos os palhaços são assustadores), estas compilações são excelentes discos para quem não suporta ouvir a rádio ou os algoritmos do iutuuube ou do sepotifai. Assim sendo, é mais uma "emissão" de demência em que os estilos musicais se misturam em alegre fusão e percurso bastante harmonioso mesmo quando possa aparecer uma malha experimental ou Noise (Mutant Beatniks) ao lado dos estilos que mais dominam (ou se destacam) no CD, ou seja o Rock & Pop & Folk. Tudo soa a bizarro mesmo quando se ouve Dub ou Electrónica, não um bizarro que vem de outro planeta mas mais um bizarro da outra face da mesma moeda. 
De destacar os UNIT e a sua faixa Amery Hill School que denuncia sobre a violência dos professores nas escolas (inglesas) e o desejo dos abusados por vingança - "não sou cristão e não perdoo aquela escumalha", yes! Pela voz diria que é uma catarse geriátrica mas como se costuma dizer, mais vale tarde do que nunca! À autoridade nunca há perdão!

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Loverboy na Feira das Vanessas --- últimos exemplares!





Não estamos a vender bonecos!

Já várias dezenas de pessoas nos abordaram com esta nossa promoção do livro Loverboy na Feira das Vanessas a pensar que estamos a fazer bonecos do Loverboy (em vestimenta de beto e outra de grunge), Leonardo e Astarot.
Errado!

É um novo e último livro com BDs da emblemática série Loverboy. As fotos tem uma história antiga é certo. Eis uma ficha técnica que resolve alguns dos problemas colocados:

Sétimo volume da colecção Mercantologia; Publicação da Associação Chili Com Carne; Edição de Marcos Farrajota; Design de Joana Pires; Capa e fotos de olhos(«Ä»)zumbir realizadas no estúdio da União Artística do Trancão e em Sede Adres, com apoio à produção de xoscx e Adres. Bonecos realizados por Miguel Rocha e Alex Gozblau para a exposição "Loverboy Store: Liquidação Total" no Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada 2001, na Cordoaria Nacional.


O livro Loverboy na Feira das Vanessas está à venda no site da Chili Com CarneFábrica FeaturesMundo Fantasma, BdMania, Matéria-Prima e A Vida Portuguesa.


Se os Black Sabbath podem... E os Sex Pistols, Blondie, Rage Against the Machine, Faith No More, Ornatos Violeta, Bauhaus, Zen!!! E até os Queen, Dead Kennedys, Doors, Christian Death, etc... Mau! Se tudo que é gato-sapato de banda pode voltar porque não o Loverboy & cia.?
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Que se lixe os 80, eu quero a minha vida de volta dos anos 90!

A cultura que vivemos é de "retromania" como demonstrou o excelente livro de Simon Reynolds, e é curioso que existem vários fenómenos de revivalismos noutros países apesar de estarem sobre o jugo do do imperialismo anglo-saxónico.

São os fenómenos locais, como por exemplo, Portugal que não tinha uma tradição de Pop eis que 20 anos depois do aparecimento dos execráveis Resistência ou das popularuchas digressões “Portugal ao vivo”, ei-las a reaparecerem nos últimos meses para oferecer um conforto nostálgico à primeira geração 100% Pop portuguesa.

Onde fica a série de BD Loverboy no meio disto? Não sabemos mas esperemos que não fique entre o sem-pescoço do Tim e as moustaches-de-quem-precisa-de-sair-do-armário dos Pólo Norte! Iiiiirc....

Entretanto... os cromos não percebem que este livro é a gozar com eles e sonham com séries de TV e atribuem Troféus!!! Go get a fucking life!!!

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

AcontorcionistA : Baralho @ A Vida Portuguesa



Eis o quarto volume da AcontorcionistA, uma Rapsódia Erótica de autoria do Grupo Empíreo, Sociedade Anónima de Recreio e Prazer, publicada pela MMMNNNRRRG e promovida e comercializada pela Associação Chili Com Carne. 

Desta vez, trata-se de um jogo apolíneo para jogadores dionisíacos, contendo um baralho original composto por 68 cartas, com regras para descobrir ou criar. Foram feitos apenas 200 exemplares.


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AcontorcionistA / The ContorcionisT is an erotic rhapsody consisting of a series of multi-format illustrated books authored by a mysterious collective called Empireo. 

 This is the forth issue of AcontorcionistA this time disguised as an Apollonian card-game for Dionysian players, containing an original 68 units deck with rules to be discovered and created. 


 There's only 200 copies of this fabulous object.

 


Lançado debaixo do balcão durante a Feira do Livro de Lisboa, o Baralho encontra-se à venda na loja em linha da Chili Com CarneLinha de Sombra, ArchiBooks (Fac. Arquitectura de Lx), Matéria PrimaTigre de Papel, Livraria do Simão (Escadinhas de S. Cristóvão), MOBTasca Mastai, Senhora PresidentaA Vida Portuguesa e mais algumas lojas atrevidas. You can buy @ Chili Com Carne online shop and at 4/quatri (Bologna), Le Mont-en-L'air (Paris), Quimby's (Chicago), Freedom Press (London).

E se fizéssemos uma tatuagem? n'A Vida Portuguesa


novo livro de contos de Rafael Dionísio
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com ilustrações de João Silvestre
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uma co-edição Chili Com Carne e Sulfúria
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E se um livro de "short stories" nos levasse de volta aos mil novencentos e noventas?
 E se Alcindo Monteiro ainda fosse vivo?
E se Timothy Leary pairasse sobre a serra de Sintra?
E se este fosse o novo livro de Rafael Dionísio?
 Pois é.

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à venda na nossa loja em linha e na Leituria, SirigaitaMatéria PrimaUtopia, Oficina (CIAJG), A Vida Portuguesa e LAC (Lagos)
brevemente na Tigre de Papel, Linha de Sombra e FNAC.

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Historial:
lançado a 13 de Julho 2019 no Espaço Misturado com apresentação de Ricardo Nunes ... 





fotos de Afonso Cortez

Amazonas do Avant-guarde Russo, plágio, arte degenerada, churrascão Tupinamba, Heavy Metal, nada fixe,...

Já está distribuída pelo mercado livreiro esta revista de alunos, ex-alunos e professores da escola Ar.CoNa realidade a publicação está à venda, já há algum tempo, desde que foi lançado, na loja em linha da Chili Com Carne e na BdManiaGateway City Comics, Kingpin BooksLinha de Sombra, Matéria PrimaMundo Fantasma e Tasca Mastailojas estas, que estão a apoiar este projecto que tem o segundo número este ano.

Também encontram à venda na Tigre de Papel, MOB, Archi Books (livraria da Fac. de Arquitectura de Lx), Snob, ZDBYou to YouBertrand, Black Mamba, Legendary Books, LAC, FNAC, XYZ, Oficina (CIAJG), A Vida Portuguesa e Livraria do Simão (Escadinhas de s. Cristóvão, Lx),...

capa de Daniel Lima

PENTÂNGULO é uma publicação anual que mostra resultados de uma parceria entre a Escola Ar.Co e a Associação Chili Com Carne, que aqui unem os seus esforços criando um novo projecto editorial.

Este tem como objectivo conferir visibilidade ao trabalho de novos autores cuja formação tenha sido feita no curso de Ilustração e Banda Desenhada do Ar.Co. Numa relação saudável de partilha entre nomes consagrados e estreantes, a iniciativa conta com a participação de alunos, ex-alunos e professores.

O Departamento de Ilustração/BD do Ar.Co tem vindo a por em prática um modelo pedagógico que privilegia as aplicações específicas da ilustração e banda desenhada em relação ao mercado editorial, tendo para o efeito realizado parcerias com várias entidades ao longo dos seus 18 anos de existência. A Chili Com Carne - e a sua "irmã" MMMNNNRRRG - foi um dos parceiros com quem o departamento colaborou, como o atestam as publicações Brincar com as palavras, Jogar com as palavras, em 2002, e mais recentemente O Andar de Cima de Francisco Sousa Lobo, álbum realizado no âmbito do Ano Europeu do Cérebro, em 2014.

É na sequência destas colaborações que estas duas associações se juntam novamente, para afirmarem os seus lugares próprios na produção de banda desenhada nacional.

Neste primeiro número colaboram Amanda Baeza, Anna Bouza da Costa, Cecília Silveira, Carolina Moreira, Daniel Lima (capa), Dileydi Florez, Francisco Sousa Lobo, Gonçalo Duarte, Igor Baptista, João Carola, João Silva, Luana Saldanha, Martina Manyà, Mathieu Fleury, Pedro Moura (como argumentista e crítico), Rafael Santos, Rodolfo Mariano, Sara Boiça, Simão Simões, Stephane Galtier, colectivo Triciclo e Vasco Ruivo.

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Exemplos de páginas:
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Historial: Lançamento oficial no dia 27 de Fevereiro de 2018, na Ar.Co, com presença especial de Francisco Sousa Lobo que lança também o seu livro Master Song, 65º volume da colecção mini kuš! (da Letónia) ... nomeado para Melhor Fanzine na BD Amadora 2018 (???) ... nomeado para Prémio de BD Alternativa no Festival de BD de Angoulême 2019 ... Ilustrações de Dileydi Florez seleccionadas para BIG - 2ª Bienal de Ilustração de Guimarães 2019 ...

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Feedback  o que me bateu mais foi a bd da Cecília [Silveira] Churrascão tupinamba tá foda sim! o Rodolfo Mariano não desenha bds, na verdade o que ele faz é abrir portais cósmicos para outras dimensões, gosto bastante do imaginário que construiu e da ideia de a morte ter andado com o tempo ao colo. Também curti especialmente da parte do João Carola sobre abstraccionismo, e acho a primeira página do Nada fixe [da Luana Saldanha] muito muito fixe. A segunda também 'tá fixe mas a primeira 'tá demais. não sei quem é o João Silva mas granda maluco, faz me lembrar algumas bds portuguesas que lia em fanzines nos anos 90... será? e claro as duas ultimas bds [de Stephane Galtier e Francisco Sousa Lobo] estão um mimo. David Campos (por email)

(...) Neste primeiro gesto, o tema foram as mulheres artistas dos vários movimentos das vanguardas estéticas do início do século XX, sobretudo russas. Mas haverá igualmente oportunidade para envolver ainda, como é o caso, os professores ou antigos alunos, que poderão ir conquistando maior ou menor espaço na paisagem editorial destes campos. Com efeito, encontrarão aqui trabalhos de autores como Rodolfo Mariano, Cecília Silveira (com uma peça a um só tempo divertidíssima e politicamente forte), Vasco Ruivo, Dileydi Florez (uma peça visualmente soberba), (...) e Igor Baptista, cujos nomes têm já lugar nos circuitos de fanzines ou da edição independente, e conhecidos dos leitores mais atentos. Francisco Sousa Lobo, antigo aluno, dispensará apresentações, dada a sua fortíssima presença e produção na "cena" nacional. (...). Procurem! Pedro Moura in Ler BD

Esta BD do João Silva no Pentângulo é um luxo! sensacional André Ruivo (por e-mail)

A malta que faz banda desenhada é claramente o lumpenproletariado da literatura portuguesa: não têm consciência de classe e pouco contribuem para fazer mexer a economia (uns são académicos, outros são funcionários públicos; uns recebem o certificado de artista oficial do regime, outros andam à procura de chapas de zinco para o seu projecto musical pós-industrial; uns fazem zines e alimentam-se a médias no Banco, outros banqueteiam-se alarvemente à quinta-feira no Cais do Sodré), prescindiram do seu potencial revolucionário para transformar a sociedade (preferem ir a mais uma feira de edições independentes do que picar o ponto em mais uma manif pela habitação), são indisciplinados (há dois anos que anda a ser prometido um livro de bd sobre a anarqueirada do 18 de Janeiro e nem vê-lo) e, claro, são desprezados por marxistas. 
Talvez por ter sido guetificada e marginalizada pelo mercado editorial em Portugal, forçada a pedinchar por um cantinho nas livrarias e nas feiras do livro generalistas, a banda desenhada é o género literário mais vivo cá no burgo. Alguns leitores atentos poderão dizer: «Companheiro Russo, que tens a dizer sobre as ilustrações que têm saído na _______ (completar com o título de qualquer revista medíocre de poesia)? Ou aquela banda desenhada que saiu no aborrecido, porém vanguardista, Le Monde Diplomatique versão tuga? E estás a esquecer-te das participações nos jornais de grande tiragem?» Compas, tudo isso são adornos e adereços que servem para enriquecer a palavra pobre, arrastando a banda desenhada para uma condição subserviente, retirando-lhe a sua legitimidade enquanto género literário autónomo. Como se os mortos-vivos quisessem comer a carne aos vivos, arrastandoos para a sua condição cadavérica. 
A edição deste primeiro Pentângulo mostra que a vitalidade de um género literário passa pela sua renovação, por dar espaço à publicação da malta nova. Mas não se trata de editar os novos só porque são novos, mas principalmente porque têm um olhar sobre o mundo que é deste tempo. Isso percebe-se logo pelas bds do João Carola sobre a desconstrução estética do supermatismo e construtivismo russos ou as do Simão Simões e da Amanda Baeza que exploram a imagética do informe. Desta antologia saiu também o desdobrável «faça você mesmo o seu ditador», do Mathieu Fleury (...) Ah, e ainda levam com um bónus em forma de bd do Francisco Sousa Lobo! Quem diria que seriam os déclassés a abanar a chafarica provinciana dos literatos? Russo in A Batalha