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sexta-feira, 11 de abril de 2025

Life Is a Simple Mess ... ultimos exemplares ... até porque a Cleanfeed berrou ...




Como as obras deste livro tornam claro, a pureza, no seu lado mais extremo, quer venha da subtracção de elementos ou da negação do contexto, é uma experiência rara. Em interacção com a simplicidade e o turbilhão, esta experiência dá-nos acesso a partes escondidas da nossa mente que contribuem para o equilíbrio, a cor e a forma como nos imaginamos a nós próprios. E tudo isto justifica e realça a nossa humanidade. É assim que Nate Wooley, autor dos textos presentes no livro Life is a simple Mess, procura exprimir o sentimento de total perplexidade e verdade que as obras de Travassos nos transmitem.

Página a página, a surpresa supera-se a si própria, a partir de um imaginário sem limites onde tudo e nada se conjugam em pensamentos que abrem o cérebro para realidades paralelas, numa perfeita comunhão entre design e física quântica. Explorando a união ou a fricção entre elementos díspares e uma crueza ou crueldade que nos atravessa a todos em algum momento da vida, Travassos apresenta, em Life is a Simple Mess, uma selecção de obras gráficas - que reflectem o seu maior investimento de trabalho da última década, dedicado essencialmente à editora Clean Feed e Shhpuma e ao festival Rescaldo.

Do livro fazem também parte trabalhos para outras editoras como a americana Sunnyside ou a alemã Why Play Jazz, bem como algumas imagens inéditas criadas especialmente para o efeito. 

O livro contém ainda um CD com 7 temas, 5 inéditos e 2 previamente editados, de onde fazem parte algumas das mais sólidas bandas de Travassos, tais como Pão, Big Bold Back Bone ou Pinkdraft entre outras relíquias.

Edição CHILI COM CARNE em colaboração com a SHHPUMA (rip). Encontra-se à venda na BdMania, Mundo Fantasma, Tigre de Papel, Utopia, Matéria Prima, Louie Louie, Linha de Sombra, Neat Records, La Bamba, You to You e 4/Quarti...





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Historial: 

 livro lançado no dia 4 de Agosto de 2017 no Jazz em Agosto na Fundação Calouste Gulbenkian após o concerto de Larry Ochs com The Fictive Five com os autores Travassos e Nate Wooley presentes 

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Festa em Setembro no Damas para lançar a coisa sem a educação institucional do Jazz em Agosto, está prometida uma DJ Battle entre Marcos Farrajota (editor) e Travassos, aceitam-se apostas!!! 

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Reportagens no Público e P3 

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Sobre os autores:

Travassos é um artista multifacetado, que se exprime sobretudo a partir do design, da ilustração e da música. Colabora há mais de 10 anos com a editora Clean Feed / Trem Azul, sendo o seu principal designer, para além de ser o mentor e criador da editora Shhpuma e do Festival Rescaldo. Actualmente já soma cerca de 400 capas de discos de músicos como Evan Parker, Mats Gustafsson, Pharoah Sanders, Peter Brotzmann, Ken Vandermark, Craig Taborn, Steve Lehman, Fred Frith, Peter Evans, Louis Sclavis, Paal-Nilssen Love, Joe Mcphee, Rob Mazurek, Jamie Saft, Wadada Leo Smith ou Bernardo Sassetti, entre outros.Recebeu já vários prémios de onde se destacam: “Ciudades Futuras” BCD – Barcelona Centro de Diseño; "Bombay Sapphire" CPD – Centro Português de Design; “MAD” - Concurso Jovens Criadores ; Best cover artwork 2008, 2009, 2010 pelo All About Jazz New York ou “Notable album covers of 2015” por Dave Hall. Já viu os seus trabalhos expostos na Experimenta Design, Cankarjev dom Ljubljana, Faculdade de Arquitectura do Porto, Universidade de Aveiro ou no BCD - Barcelona Centro de Diseño.

Nate Wooley é um dos mais aclamados e requisitados trompetistas da actualidade. É um músico transversal que tanto se movimenta nos meandros do Jazz clássico ou contemporâneo, bem como nas franjas mais ousada da experimentação. Para além de músico, Wooley desenvolveu paralelamente um reconhecido percurso na escrita, entre ensaios, poesia minimal e outros textos. Nascido nos EUA, começou a tocar trompete profissionalmente com o seu pai, um saxofonista de orquestras, com 13 anos. O tempo passado em Oregon, a sua terra natal, instigou no músico uma estética musical que influenciou toda a música por si criada nos últimos 20 anos, sobretudo a sua abordagem ao trompete.

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FEEDBACK

The Clean Feed and Shhpuma labels continues to expand and evolve, allowing us to look beyond the music and deal with other the visual aspects provided inside this impressive 64 page book. Yes, there is a CD of music/sounds which is found inside this 64 page book of assorted drawings, collages and minimal texts by Nate Wooley. Sonic specialist Travassos appeared on a few recent CDs from Clean Feed stable: Pão and Big Bold Black Bone. The disc here features Travassos playing with both of these projects as well as other assorted musicians. Travassos plays tapes, amplified objects, analogue electronics and crackle box. (...)  The often mesmerizing sound of Travassos’ electronics permeates this entire disc without him ever soloing but creating a variety of haunting scenes. The book also evokes similar mysterious images which work perfectly with the music on the disc. Another triumph for the fine folks at Shhpuma   
Bruce Lee Gallanter, Downtown Music Gallery

A fascinating book of artwork from Clean Feed visual designer and electronic improviser Travassos, with perceptive text from Nate Wooley punctuating the imagery (...)  

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Segunda vida?


Lembram-se do X-JAZZ? Duvido muito mas para dizer que a BD do André Coelho que editámos há alguns anos teve uma segunda vida com a edição do CD (e virtual) de A Schist Story, pela JACC. 

O problema é que não sabemos nada disto até recebermos hoje exemplares de uma edição de 2022 sem muitas explicações ou coisa que o valha. Nem sabemos o que fazer com isto por isso vamos oferecer a quem comprar outros livros nossos... 

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Um Domingo com rescaldo e desconto...

cartaz de Travassos

Voltamos ao Festival Rescaldo este ano só no dia 19 de Fevereiro para fazer uns descontos nos nossos livros de/sobre/com música.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Life is a simple Mess @ Le Mont en L'Air (Paris)


Picture book by Travassos + audio CD


Life is a Simple Mess presents us with an imaginary journey divided into three stages: “Life is Simple”, “Life is a Mess” and “Mish-Mash” where simple and complex forms co-exist in a natural and complementary way. Along the way the texts of Nate Wooley are giving clues and Revelations for a possible interpretation of this symbiotic scenario of the real-unreal.
Can illustrations or graphics survive to the context for which they were created for? Yes, they can, as it is a wonderful example the book Life is a Simple Mess by Travassos. What we can see in these pages was originally destined by its author for record covers released by the labels Clean Feed, Shhpuma, Sunnyside and Why Play Jazz or for the promotion of the music festival Rescaldo, of which he is the programmer, but here it all gains a second existence. Without the name of a musician or a group, without a title and without the logo of a discographic company on a specific album, each piece shows itself without the rationalizing caution of an imagetic translation of the impressions provoked by music. It’s like if the images free themselves not only from its purpose but also its cause, eventually finding in its inner force their justification and their significance, even considering the inherent undefinition in the effort not to determine our individual interpretations.
Travassos’ world sums – and usually on the same visual composition – elements from several sources. One of them is a reiterated naturalist perspective, with flowers and birds protagonizing a number of visions which transforms our reality in an alien fantasy, and that simply because the act of representation always result in a recriation (a modification) of the original. Another one offers us an understanding of the human figure owing everything to comics, and prefering a pop iconography to the centuries of Beaux-Arts’ body stylizations, though treated with a formal essentialism that plays with familiarity (a house is a house is a house) and not with strangeness, in a sort of minimalist conversion of surrealism.
Music doesn’t disappear completely from this visionaryism turned autonomous. The texts on the book never refer to it, but they were written by a musician, the trumpeter and free improviser Nate Wooley, and the invitation given to him says much about it. The publication is also complemented by music on CD, with a compilation of tracks, the most part of them unreleased, of bands having Travassos as a member in his parallel activity as sound artist, like Pão, Big Bold Back Bone and Pinkdraft. In consequence, Life is a Simple Mess leaves music to return to it. In the middle of that journey, the also manipulator of electronic audio devices finds his full identity as visual artist, a necessary condition to relate himself less obviously, less literally, with music. And that’s very, very interesting.
Published by CHILI COM CARNE with SHHPUMA - You may buy it in both sites and for now in Neurotitan (Berlin), Quimby's (Chicago), Desert Island (New York), Modo (Bologna), Le Mont en L'Air (Paris) and loads of places in Lisbon and Porto...
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Historial: released in 4th August 2017 at Jazz em Agosto Fest / Fundação Calouste Gulbenkian after a Larry Ochs + The Fictive Five gig ... 



FEEDBACK

The Clean Feed and Shhpuma labels continues to expand and evolve, allowing us to look beyond the music and deal with other the visual aspects provided inside this impressive 64 page book. Yes, there is a CD of music/sounds which is found inside this 64 page book of assorted drawings, collages and minimal texts by Nate Wooley. Sonic specialist Travassos appeared on a few recent CDs from Clean Feed stable: Pão and Big Bold Black Bone. The disc here features Travassos playing with both of these projects as well as other assorted musicians. Travassos plays tapes, amplified objects, analogue electronics and crackle box. (...)  The often mesmerizing sound of Travassos’ electronics permeates this entire disc without him ever soloing but creating a variety of haunting scenes. The book also evokes similar mysterious images which work perfectly with the music on the disc. Another triumph for the fine folks at Shhpuma  - Bruce Lee Gallanter, Downtown Music Gallery

A fascinating book of artwork from Clean Feed visual designer and electronic improviser Travassos, with perceptive text from Nate Wooley punctuating the imagery (...) - SquidCo

sábado, 31 de dezembro de 2022

Brand New You're Retro


Que nome para "banda" - ou será "one-man-band"? Moon-Liters / Millennium Development Goals... Fuque duque! "No wave post jazz rock noise" seria o rótulo para a coisa e ainda faltaria algo mais a dizer. Eis um CD bizarro em 2021 pela Shhpuma mas que podia ter sido editado ontem tal é a santa javardice pós-moderna dos temas que poderia ser James Chance and the Contortions como God is My Co-Pilot, RTX, Flaming Lips e Biota. Em Nerve Agent! ouve-se tudo isto sem o ser realmente, os temas longos (média de 8 minutos) são auto-mutantes, modificam-se como um "teenager" estimulado com açúcar, videojogos e pornografia barata. No fundo era o que a Cafetra gostaria de ter feito... mas isso agora... 
De relembrar que os discos da Shhpuma são de salutar pela qualidade e pelo ar fresco. Bem que precisamos deste caso raro editorial. Bom Ano Novo!

sábado, 5 de março de 2022

ccc@Rescaldo.2022


Volta o RESCALDO e nós voltamos ao Rescaldo depois de vários anos sem irmos lá!!

Eis o plano:

- dia 2 de Março nas Damas em que tocam Carlos "Zíngaro" e Clothilde lançamos o quarto número da Pentângulo, revista co-editada com a Escola Ar.Co., porquê? Porque neste número publica-se uma entrevista exclusiva com "Zíngaro" justamente da sua faceta menos conhecida, a BD!

- dia 6 de Março na St. George Church, montamos uma mesa com uma selecção dos nossos livros mais ligados à música... Apareçam!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Mundo Pequeno



O "mil-e-uma-coisas" japonês Harukichi enviou-nos uma fotografia com o seu exemplar Life is a Simple Mess de Travassos da sua casa, no Japão (claro!) - embora, o interior da casa pareça uma portuguesa, não? Diz-nos: While checking Chili com carne catalog in the website, I noticed that I have one! (...) Clean Feed is well known to a part of the free jazz fan in Japan! 
Já agora chequem o seu novo livrinho Hero que é apenas HILARIANTE!

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

DUELO DJ ... life is a simple mess release party ... DAMAS ... 28 SET ... ai ai ai


O DUELO DJ mais improvável:

Travassos, o sacrossanto ideólogo do bom gosto, da seriedade e do minímal!
unDJ MMMNNNRRRG, a grande besta do mau gosto, da bandalheira e do "maximal"!

Depois de um lançamento frio e civilizado do livro LIFE IS A SIMPLE MESS (colectênea de capas desenhadas por Travassos + CD) no Jazz em Agosto com a presença do simpático Nate Wooley (que assina texto do livro) EIS QUE o autor (TRAVASSOS) e o editor Marcos Farrajota (é ele o unDJ MMMNNNRRRG) começaram à bengalada! Separados pelos amigos e postos em segurança (embora um deles teve de levar uns pontos nas urgências), um atirou a sua luva branca (estranho, era Verão!) à cara do outro e foi decidido um DUELO até à morte!

Armas escolhidas: discos áudio!

Local e Hora : na Capital portuguesa, mais especificamente no DAMAS, na Quinta-Feira de 28 (vinte e oito) de SETEMBRO.

São precisas testemunhas para saber quem merece a vitória justa e limpa!

ENTRADA LIVRE

o VJ Disléxico ou Pitosgas ou EXTRABIC tentará distrair as testemunhas...

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Toing Toing Toing Toing Toing Toing Toing Toing Toing

Faz parte dos prazeres maiores de ser editor, além de lançar livros bonitos pró mundo, é receber uma vez ou outra uns mimos dos artistas editados ou associados. Foi o que me aconteceu no mês passado. O Nate Wooley esteve no Jazz em Agosto e foi lançado o Life is a simple mess de Travassos onde ele participa com um texto. No lançamento do livro ofereceu-me este Seven Storey Mountain V (Pleasure of the Text; 2016), um registo ao vivo de uma massa improvisada de Noise por um batalhão de músicos sobretudo de metais / sopro. Imaginem se Ligeti e Xenakis tivessem voltado do mundo dos mortos com uma fanfarra muito muito mas muito chateada. Os quase 50 minutos são de magia sonora que só quebra quando ouvimos aplausos da audiência no final do disco e que é nos diz que infelizmente voltámos à realidade. O que parece ao calhas nesta "random music" (como é gozada a cena Improv) acaba por fazer sentido na progressão da música incluindo até "o-quer-que-seja-o-instrumento-em-agonia" que aparece no minuto 30 para a frente. Disco sólido! Sólido ou sórdido!?

Com nome de banda Rock, nada mais oposto. Big Bold Back Bone e o seu In search of the emerging species (Shhpuma; 2017) é realmente banda sonora para o fundo do mar cheio de criaturas com ar assustador e fluorescente. É um disco mesmo muito má "trip", na linha de Pão e outros projectos de Travassos - tal como se pode ter uma ideia holística  do seu trabalho no CD que acompanha o Life is a simple mess. Ah! sim, a capa também vem no livro em grande que bem merece!
Ao contrário do disco de Wooley, a música "random" é aqui assumida e é mais difícil de situarmos a narração - os guinchos de ratos a partir do minuto 12 já não vêm tarde? Já não saltámos do porão e não devíamos estar em apneia nesse minuto em concreto? Ah! O Luís Lopes entra nisto! Afastar este disco de crianças e animais...

Por fim, e provando que se há editora portuguesa atenta ao mundo essa é a Shhpuma, eis Bibrax de Raphael Vanoli, um CD de nove peças de guitarra hiper-amplificada, tanto que ao que parece Vanoli basta soprar nas cordas que obtém logo música. Esta atitude artística é inspiradora, mais que a música imaginamos logo novos horizontes musicais ou situações de acidente - olha alguém a subir ao palco dele num concerto, sacar da guitarra para tocar uma malha de Immortal e deixar a audiência surda para sempre? Mas esqueçam lá isso, a música aqui é frágil e "sunset", como se fosse um avatar de Durutti Column cagasse para ritmos, vozes e Pop. É música de sofá... e ao vivo, se o Travassos ("boss" da Shhpuma) deixar-me entrar depois de ler esta resenha. Vá lá, eu juro que não sei tocar Immortal!

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Para mais tarde recordar...


Eis um disco que limpa as pistas todas. Sabemos de onde isto vem e para onde vai mas quando se ouve, nesse preciso momento estamos a Leste. Enter Humcrush (Shhpuma; 2017) é um CD que começa com uma explosão free-jazzística, coisinha irritante e cliché que felizmente só demora um minuto e tal, assim que entra o tema-título e segundo tema do CD, deixa qualquer um perdido, o que raios é isto? Krautrock? Jazz Cósmico? Hip Hop Illbient? Industrial para pequenos e médios intelectuais? Andamos em terrenos sonoros familiares, vizinhos dos sonhos só que... é estranho e como escrevi no início, já se ouviu tudo isto mas soa a novo, como se tivesse sido imaginado mas nunca gravado.
Humbug é um duo norueguês de músicos que tocam sintetizadores e bateria, experientes que são fazem música que parece simples, ainda mais com uma gravação quentinha - parece que estão a tocar aqui mesmo ao lado. De longe que fizeram o álbum do ano, perfeito e certinho mas é daqueles que deixa espaço para lá voltar mais tarde e redescobri-lo...

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Belos pesadelos


Odeio saxofone e é por isso que não consigo ter uma higiene jazzistica. Talvez daí não aguentar uns poucos minutos da discografia da Clean Feed mas curtir (muito!) os seus discos RED Trio (quando não têm saxofonistas convidados!) ou Jorge Lima Barreto (piano). Por acaso, tropecei neste quarteto euro-americano Starlite Motel que se estreia com Awosting Falls (2016) e admito que surtiu um efeito inesperado mesmo com o Sax irritante. Acho que o segredo está nos sintetizadores de Jamie Saft que tornam todo o som mais "spacey" e "funky" sem ser pura cacofonia do Free - estilo musical que adora dizer que não quer ser idiomática mas há décadas o que se ouve e que se percebe é já um idioma do Free e Improv. Aqui há uma fusão de linguagens jazz, rock e funk sem fazer grandes concessões, conseguindo dar energia ao disco. Destaque para o contrabaixo do norueguês-texano Ingebrigt Haker Flaten que é uma sujeira linda. Ouvi dizer que a série de TV Twin Peaks voltou, bem... este grupo poderia fazer a sua banda sonora!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Evan Parker - X Jazz / ESGOTADO


Evan Parker - X Jazz
graphzine / sketchbook de André Coelho
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24p 16,5x21,5cm, papel verde
impressão a duas cores em risografia pela Mundo Fantasma
com prefácio de Rui Eduardo Paes
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edição limitada de 100 exemplares
ESGOTADO
- talvez hajam ainda exemplares na Mundo Fantasma

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Evan Parker (1944) é um influente saxofonista de Free Jazz, nascido na Inglaterra. Houve um encontro com este músico em Pedrogão Pequeno, em Agosto de 2012, com 17 músicos nacionais do jazz e da livre-improvisação no âmbito do X Jazz – Ciclo de Jazz das Aldeias do Xisto, organizado pelo Jazz Ao Centro Clube com o apoio da ADXTUR.

A residência artística durou toda uma semana, com trabalho dentro de portas durante os dias e concertos à noite em povoações localizadas nas margens do Rio Zêzere. Logo no início, Parker afirmou que não queria dirigir, que estava ali apenas para transmitir a sua experiência e as suas perspectivas da música que utiliza a intuição, a espontaneidade e a interacção de grupo, sem hierarquias, como linhas condutoras. (...) As consequências desta iniciativa têm sido enormes, pois marcou a aplicação em Portugal daquilo que o próprio Parker apresenta como «coisa utópica». Esse foi, de resto, um propósito logo ali anunciado por alguns: por exemplo, o trompetista Luís Vicente adiantou ao jornal Público que tinha de imediato decidido «transportar isto para a minha maneira de tocar e de pensar a música». 

«Deixem espaço para os outros»; «quando ouvirem alguém a introduzir uma ideia, calem-se, dêem-lhe oportunidade»; «toquem menos - não queiram preencher tudo, o ensemble é mais do que cada um dos seus membros»; «ouvir é mais importante do que tocar»; «entrem apenas quando tiverem algo de importante a dizer», «não cortem o caminho dos outros», «se alguém não estiver a fazer-se ouvir, retirem-se»: estas dicas chocalharam com tudo o que se julga que é improvisar, e depressa se percebeu que o alcance da filosofia musical do coordenador desta acção ultrapassava a própria música. 

(...) A memória do que aconteceu em Pedrogão Pequeno ficou registada em texto, áudio, vídeo, fotografia e desenho – o caso presente, pela mão de André Coelho. É uma memória congelada, fixada no tempo, o contrário da efemeridade dos sons que então se produziram. As recordações mentais, essas, estão vivas e continuam a ter um efeito transformador. A influência que Evan Parker nos deixou é uma construção sem fim à vista. - Rui Eduardo Paes in prefácio

Músicos retratados: Angelica Salvi, Gabriel Ferrandini, Gonçalo Falcão, Hugo Antunes, João Camões, João Lobo, João Martins, João Miguel Pereira, João Pais Filipe, Luís Lopes, Luís Vicente, Marcelo dos Reis, Miguel Carvalhais, Miguel Mira, Pedro Sousa, Rodrigo Amado e Travassos.
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A edição foi produzida pela Chili Com Carne e Thisco, sendo o sexto volume da sua colecção THISCOvery CCChannel, dedicada às dimensões (ocultas) da (contra)cultura tendo no seu leque colaborações de Hakim Bey, Rui Eduardo Paes, Critical Art Ensemble, Ewen Chardronnet (Associação dos Astronautas Autónomos), Carl Abrahamsson, The Master Musicians of Joujouka, Ondina Pires, DJ Balli, Hetamoé entre muit@s outr@s...

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Feedback :
Lançado no dia 18 de Dezembro de 2015 no Barraca Fest III com a presença do autor e intervenção de Rui Eduardo Paes
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Mais do que uma compilação de esboços do autor, os textos que os acompanham traduzem a súmula dos ensinamentos de Evan Parker, conferindo o tempo aos ensinamentos do músico e dando a ilusão da sequência narrativa dos mesmos, enquanto o leitor vai descobrindo a voz do coordenador que não quer ser ditador. 
Nuno Sousa 
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Looks great! 
Evan Parker 
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impresso a duas em risografia, sendo uma delas um belíssimo cinzento metalizado, que traz reflexos às figuras humanas. (...) Um sucinto mas claríssimo texto de Rui Eduardo Paes cria o necessário contexto para os incautos, mas igualmente para nos fornecer algumas pistas não só em compreender algumas das frases igualmente capturadas por Coelho, mas pequenos gestos subtis que poderão fazer adivinhar as tais harmonias conquistadas: as mãos pousadas sobre os joelhos e os olhos fechados de Parker ao escutar os músicos, um saxofonista a não tocar, o sobrolho carregado de um músico de electrónica, as caretas expectáveis de quem segue num transe de notas, e as misteriosas mãos em posições de mudra, em busca de navegações pelos sons 
Pedro Moura 
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my partner Caroline found it again this morning and worried if I was a bit over weight! 
Evan Parker 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

ccc@rescaldo.2014


Como já é tradição, juntamo-nos ao Festival Rescaldo para divulgar Banda Desenhada a um público de verdadeiros melómanos! E assim sendo, a exposição na Trem Azul deste ano fica a encargo da Amanda Baeza e aproveitando o facto do ano passado ter sido o Zé Burnay o contemplado com a exposição lançaremos também o GRANDA/comix/ZINE QCDA #1000! Vamos lá por partes!


Dia 20 de Fevereiro começa o Festival Rescaldo (que infelizmente, este ano, devido a problemas burocráticos da Trem Azul, o concerto de abertura do festival será na Galeria ZDB), às 17h30 na TREM AZUL, com a inauguração da exposição de Amanda Baeza (1990), autora que cresceu em dois hemisférios diferentes acabando por se estabelecer em Lisboa, onde obteve uma licenciatura em design gráfico. Faz o zine Mr. Spoqui com os seus irmãos. BD e ilustração fazem parte da sua dieta actual, tendo já publicado quatro livros, um na Letónia e os outros em Espanha. A sua estreia em Portugal será na antologia Zona de Desconforto, terceiro volume da colecção LowCCCost da Chili Com Carne, a lançar em Março.



Justamente por esse volume dessa colecção de livros de viagem «para quem gostar de viajar de forma económica» não estar pronto para o Rescaldo, aproveitamos para lançar nesse mesmo dia e mesma hora, o QCDA #1000, um livro de tamanho grande cheia de badalhoquice Pop/Metal realizada pelos "quatro chavalos do aPOPcalipse", Rudolfo, André Pereira, Zé Burnay e Afonso Ferreira. Sendo o Rudolfo dos arredores do Porto, contamos apenas com a presença dos outros três "chavalos".

Sabemos que está a chover muito mas há aqui programa para sair!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Eu quero que o Fado se foda! (mas os portugueses são mesmo uns deprimidos)

Recentemente a Clean Feed reeditou Estilhaços de Steve Lacy (1934-2004), primeiro disco de Jazz editado em Portugal. O quinteto do saxofonista norte-americano inclui Irene Aebi que toca violoncelo e manipula um rádio. É Fevereiro de 1972 Ano do Senhor e a primeira coisa que Aebi apanha é logo um programa religioso do espectro radiofónico nacional, o que mostra muito o que era o nosso país - ou aquilo que ele ainda é passadas xxx gerações após o 25 de Abril. Tenho eu 38 anos e continuo sem perceber porque este país é tão parado em quer que seja... Nas artes é sintomático: o cinema de animação que não se mexe, o cinema do Oliveira paradinho, idem idem aspas aspas prá dança, rock e BD... Tudo sempre estático, como se houvesse uma preguiça genética de 500 anos de exploração colonial. Ou então é porque ainda temos medo da PIDE (hoje, da ASAE) nos caia em cima por acelararmos demasiado o passo.

Não que as edições que daqui escrevo mais abaixo sejam más por serem "paradas" - na verdade estão cheio de dinâmicas - mas na essência são projectos experimentais, e experimental em Portugal significa "calmo", sem fazer "barulho" ou agredir o ouvinte. Até na Pop/Rock isto acontece, daí que os géneros preferidos em Portugal sempre foram as chachadas dos Indie Rock, Post-Rock, Goth Metal e agora Post Metal, Drone Metal,... tudo muito triste e calmo de preferência, mostrando que Salazar-depois-de-Salazar conseguiu que o Fado fosse o melhor exemplo do nosso fascismo triunfante...

O mês passado apareceu uma nova editora de música experimental, a Shhpuma, orientada pelo fantástico Sr. Travassos e impulsionada pela Clean Feed / Trem Azul. A estratégia é editar discos que não cabiam nas balizas do Free / Jazz da Clean Feed, assegurando que toda uma nova geração de músicos (sobretudo improvisadores) portugueses não ficassem esquecidos por falta de registos fonográficos - como aliás, é bastante vulgar neste canto europeu. O nome não deixa ficar dúvidas que será uma catálogo de música sem "beats" e movimento, claro está! Shh... nada de levantar a voz!

A primeira edição - são CDs meus senhores, são CDs - é Guitar Soli for the Moa and the Frog de Filipe Felizardo, terceiro disco deste jovem guitarrista que não tenho dúvidas que foi umas das muitas vítimas que sucumbiram a ouvir o regresso dos Earth com Hex; Or Printing in the Infernal Method (Southern Lord; 2005). Felizardo cria uma paisagem Americana que foi extremamente bem gravada numa peça (história?) de 46 minutos. Para além de Earth somos também levados para Dead Man Walking de Neil Young (a musicar o filme de Jim Jarmusch) sem que estas comparações feitas sejam maléficas ou castradoras. Felizardo livrou-se de pedais de "loops" e vozes telúricas e exigiu mais à guitarra enquanto instrumento. Com esta exigência Felizardo provou que terá muitas cartas (de Saloon?) para dar no futuro. Um músico para observar os seus próximos passos!

O segundo disco é a estreia dos Pão, encontro improvável de três músicos: Travassos (que organiza o Festival Rescaldo), Tiago Sousa e Pedro Sousa - sem relações familiares conhecidas. O primeiro usa maquinaria (circuit-bending, fitas magnéticas, etc...), o segundo tecla e o terceiro sopra sax. Nada que junte isto a nenhuma formação clássica de Jazz ou outro género. Improvisam, montam estruturas melódicas (dentro do que se pode considerar melódico para quem usa sons ásperos e ruídosos numa veia ambiental "pós-industrial"), sempre à beira do silêncio e contenção como bons portugueses que são. Aqui nunca há explosões e euforias como acontece sempre na cena Improv / Free. Há desabrochares imprevistos como é normal no crescimento biológico das plantas trepadeiras - a capa é ilustrativa do som. Só não se percebe porque raios arranjaram um nome tão estúpido como Pão... Se fosse "Desabrochar" soaria muito melhor.

Claro quando chegamos a ao disco de Heu{s-k}ach & Pedro Sousa, intitulado I know not what tomorrow will bring (Resting Bell; 2011), em que é quase impossível não comparar a Pão - porque o Pedro Sousa também participa com o seus sax sussurado, porque também é um trio e porque há semelhanças no som. Só que a diferença é que nesta parceria, uma das partes é estrangeira (um duo suiço), logo é mais barulhenta que os portugueses. Não que haja aqui situações espásmicas e estriónicas, pelo contrário continuamos tal como em Pão na experimentação improvisada criadora mais de ambientes do que funções físicas mas é verdade é que esta gente estrangeira toca uma "beca" mais alto que os Pão de Portugal, ponto final. Não que isso seja um ponto em favor mas mostra como nós somos...

Por fim Forever & One Day (ed. de autor; 2012) de Jorge Amador é um exercício de 24h editado em CD-R. 24h para tocar e gravar (para além de realizar as imagens do livrinho do disco) no espírito da improvisação sem acrescentos ou diminuições de edição e pós-produção.
Loops e electrónicas longe de serem lineares acompanham uma guitarra lunar... Mais conhecido como ilustrador, este "amador da música" mostra uma face oculta sem envergonhar. Com toques de psicadelismo e "dronice" que se entrelaçam bem, acabam por provocar algum cansaço por ser demasiado extenso - não fazemos as 24 horas com o Jorge nos cerca de 70m de disco mas é quase... Missão cumprida?

terça-feira, 17 de abril de 2012

ccc@rescaldo.2012


17 a 21 Abril na Culturgest e Trem Azul Jazz Store

O Festival RESCALDO é um encontro de nomes e projectos musicais que se destacaram na cena nacional em 2011, focando a sua programação na fêrtil diversidade das movimentações emergentes da Electrónica, Improvisação, Electroacústica, do Rock e do Jazz. Tem como objectivo enfatizar e dar a conhecer linguagens, e também músicos, menos divulgados que merecem destaque pela qualidade, importância e contributo para a vitalidade criativa da música feita em Portugal. Presente na capital desde 2007, a 5ª edição de RESCALDO conta com 9 concertos, um lançamento de um livro, 2 exposições, um DJ Set, e um lançamento de uma nova editora que visa abrir mais uma porta de forma a impulsionar e dar visibilidade a este panorama.
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A Chili Com Carne irá participar com o lançamento do livro Bestiário Ilustríssimo de Rui Eduardo Paes.
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LANÇAMENTO: Dia 17 de Abril na Trem Azul.

- Intervenções faladas de Rui Neves (curador dos festivais Jazz em Agosto e Jazz im Goethe Garten) e António Branco (crítico de música)
- Intervenção musical de Maria Radich (voz, movimento) acompanhada por João Camões (viola) e Carlos Santos (electrónica), com base no texto “Paganini e a Melancolia”, incluído em Bestiário Ilustríssimo.
- Exposição de serigrafias dos desenhos de Joana Pires incluídos no livro.

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Bestiário Ilustríssimo é uma nova colectânea de textos sobre música de Rui Eduardo Paes: O melhor jornalista de música em Portugal. Um musicólogo reconhecido entre alguns músicos portugueses e virtualmente desconhecido do grande público. É fiel à sua integridade, porque só escreve sobre música que considera merecedora de atenção: por a considerar esteticamente bela, mas também porque a sua imensa cultura musical lhe permite adivinhar e percorrer novos caminhos no preciso momento em que estão a ser trilhados pelos músicos. Contudo, nada tem de elitista.

O livro é lançado na colecção THISCOvery CCChannel, projecto das associações Chili Com Carne e Thisco, que levam mais longe o seu compromisso na disseminação de conteúdos literários anticonformistas e normalizados, de onde brotam as ideias mais desafiadoras e contagiantes, vindas de personalidades tão distintas quanto Hakim Bey e os membros do Critical Art Ensemble. Na colecção foram já publicados três volumes da antologia Antibothis (com participações de Masters Musicians of Joujouka, Lydia Lunch, Fernando Ribeiro), e monográficos de Vadge Moore (dos lendários Dwarfes) e Ondina Pires (ex-Pop Dell Arte, ex-The Great Lesbian Show).

O livro é ilustrado por Joana Pires dedica-se de momento ao Cinema de Animação, participou nas antologias de banda desenhada Boring Europa e Futuro Primitivo. Desde 2009 que colabora com a Chili Com Carne e a MMMNNNRRRG no design de várias edições.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ccc@rescaldo.2011


lá estaremos com uma mesa cheia de edições da CCC e outras nacionais e internacionais - e Sábado, o unDJ MMMNNNRRRG vai assustar a malta do Jazz...

«Um festival que retoma os nomes e projectos que tiveram relevância no decorrer do ano anterior, ao mesmo tempo permitindo uma perspectiva do que dos mesmos se poderá ouvir futuramente. Focado nas movimentações emergentes da electrónica, da improvisação, do rock e do jazz, o Rescaldo enfatiza ou dá a conhecer as linguagens e os músicos que merecem destaque devido ao contributo que vêm dando à vitalidade criativa das músicas feitas em Portugal.» + info AQUI

PROGRAMAQUI. 20 JANEIRO
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SUBTERMINAL // TEATRO A BARRACA // 23h00
JOANA SÁ / MARCO FRANCO // TEATRO A BARRACA // 00h00

SEX. 21 JANEIRO
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NUNO TORRES // SOL E PESCA // 19h30
PÃO // TEATRO A BARRACA // 23h00
PEDRO GOMES / GABRIEL FERRANDINI // TEATRO A BARRACA // 23h00

SÁB. 22 JANEIRO
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DAVID MARANHA / MANUEL MOTA // TREM AZUL JAZZ STORE // 22h00
FILIPE FELIZARDO // TREM AZUL JAZZ STORE // 23h00
SUNFLARE // TREM AZUL JAZZ STORE // 00h00
unDJ MMMNNNRRRG (DJ SET) // TREM AZUL JAZZ STORE // 01h00

sexta-feira, 25 de junho de 2010

XVI Feira Laica


cartaz de Salão Cauboi

Nos jardins da Bedeteca: concertos, segunda mão, workshops de tipografia e claro editores independentes e artistas gráficos: A Estante, Ana Oliveira, Associação Chili Com Carne, Atac, Averno, zine B74, Blam Blam + Toys Are Evil, Dr. Makete, zine É fartar vilanagem + Dedomau + Antónia Tinturé, grupo Entropia, Fade In - Associação de Acção Cultural, discos F.Leote + Ana Menezes, Os Gajos da Mula + revista Detritos, Imprensa Canalha, Mike Goes West, Mini Orfeu, MMMNNNRRRG, autor Nevada Hill (EUA), Noori, Oficina do Cego, Opuntia Books, Pedranocharco, Quarto de Jade, Raging Planet, Reject'zine, Ruru Comix + Latrina do Chifrudo, Soft Porn Coloring Book, Thisco e zine Znok.

Novidades editoriais:
- Comboio da Noite (Mike Goes West), serigrafia de Jakob Klemencic
- Detritos 04, revista com o tema Terror / Terrorismo
- É fartar vilanagem! #3, zine de Alexandre Esgaio
- Grimm Portraits of Doom (Ruru Comix), zine de Conde Rudegrarrr
- Mass #3, zine de Nevada Hill
- O Pénis Assassino (MMMNNNRRRG, 2ª edição), livro de bd de Janus
- Putan Club (Mike Goes West), serigrafia de Igor Hofbauer
- A Segunda Vida de Djon de Nha Bia (Chili Com Carne), romance de Nuno Rebocho
- serigrafia de João Chambel (Mike Goes West)
- Simplesmente Rudolfo #1 (Ruru Comix), fanzine dedicado ao Rudolfo
- Soft Porn Coloring Book, zine de ilustração
- Souffle au Coeur, serigrafia de Miguel Carneiro
- To A stranger (Opuntia Books), graphzine de Tommi Musturi

Concertos:
Sábado:
Filipe Felizardo + Rudolfo nos jardins da Bedeteca de Lisboa durante a tarde;
Nevada Hill (violino + electrónica) com Pedro Sousa (saxofone), Nuno Moita (electrónicas) e Gabriel Ferrandini (bateria + percussão) na loja Trem Azul às 22h. DJing: unDJ MMMNNNRRRG (a confirmar)
Domingo:
Filho da Mãe + Nevada Hill (violino + electrónica) com R- (electrónicas), Travassos (electrónicas) e Manuel Gião (guitarra) nos jardins da Bedeteca durante a tarde.

domingo, 24 de janeiro de 2010

o rescaldo do rescaldo...


Apesar do Rescaldo dar algum sono para quem trabalha das "9 às 5", foi um evento super-simpático, cortesia do divertido e dinâmico sr. Travassos. Ainda assim o máximo que fiz para tirar o sono foi tirar esta foto da mesa-dupla das edições da CCC e afins, até porque o público interessado não parava de intervir na mesa.

Um dos bons momentos - daqueles que vi mais de 10 segundos, admito - foi o Rodrigo Amado Motion Trio que inclui na bateria o Gabriel Ferrandini, um puto de 23 anos que toca como um velho de 32 anos - aliás já tinha ficado surpreendido com ele quando foi o Sonic Scope em que tocava nos Red Trio (a primeira vinheta no link anteriror são as mãos do rapaz). Trocamos de "galhardetes" e fiquei com o disco editado pela European Echoes (2009), que é a "label" de Rodrigo Amado. Boa produção, bom Free Jazz se gostasse disso!

Notas finais: perdi Whit feito estúpido - também mudaram a ordem das "bandas" na Sexta sem saber... No Sábado a surpresa foi outro puto (este de 21 anos) Tiago Morgado, também me pareceu bom embora só tenha visto um bocado de nada! E já me esquecia de mencionar a malta do bar da Barraca, uns brincalhões ad nauseam... Até à próxima!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

ccc@rescaldo


vamos estar presentes com uma mesa cheia das nossas edições, de associados e de amigos pelo planeta fora... + info sobre o festival aqui