terça-feira, 26 de novembro de 2019

Parabéns!


Já se sabem os vencedores das Bolsas de Criação Literária deste ano, são dois nossos associados: Francisco Sousa Lobo e Sofia Neto.

Sobre o livro do Francisco (imagem): Gente Remota será um livro baseado em parte numa série de entrevistas por mim realizadas com ex-combatentes das guerras coloniais, e em parte em trabalho ficcional. Segue o curso de uma rede de personagens num Portugal do presente, com interacções difíceis, sendo que três das personagens ancoram o argumento e têm primazia sobre as outras. 

O argumento de Gente Remota já se encontra totalmente finalizado, será um livro de 100 páginas, exactamente. É um projecto especialmente importante no contexto actual, em que impera pela Europa e pelo mundo um retorno a políticas de isolamento, populismo, desinformação, construção de muros, um mundo que começa a assemelhar-se às origens do totalitarismo de Hannah Arendt. 

Um ponto importante do livro será o de não se fixar numa única personagem, mas espraiar-se em várias relações, algumas felizes, mas a maioria difíceis. O título conduz à partida para o carácter remoto das relações, para um isolamento das personagens em gerações, em si mesmas, em classe e etnia. 

O título também aponta para o lado dominador e míope dos Lusíadas, postos aqui em contraste com a amplidão da lírica Camoniana. Memórias das guerras coloniais são postas em contraste com o presente português, e novas tecnologias de comunicação em contraste com a imprensa e o jornalismo tal como o entendíamos.

É com alguma expectativa que esperamos este livro, afinal, toda a exploração do tema da guerra colonial tem sido mal conduzida e insultuosa na Banda Desenhada portuguesa.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Coragem e Vingança


Escrevo aqui sobre a colectânea Godspunk volume twenty (Pumf; 2019) porque nos últimos números d'A Batalha tenho divulgado os volumes anteriores ou discos da Pumf e para que os anarquistas não pensem que estou a receber payola para falar tanto deles, eis um "post" neste blogue que em tempos tanta informação underground vos trouxe. Aproveitem! Mas ide pesquisar o que já escrevi, sff.
Sempre com uma capa de um palhaço assustador (redundância, todos os palhaços são assustadores), estas compilações são excelentes discos para quem não suporta ouvir a rádio ou os algoritmos do iutuuube ou do sepotifai. Assim sendo, é mais uma "emissão" de demência em que os estilos musicais se misturam em alegre fusão e percurso bastante harmonioso mesmo quando possa aparecer uma malha experimental ou Noise (Mutant Beatniks) ao lado dos estilos que mais dominam (ou se destacam) no CD, ou seja o Rock & Pop & Folk. Tudo soa a bizarro mesmo quando se ouve Dub ou Electrónica, não um bizarro que vem de outro planeta mas mais um bizarro da outra face da mesma moeda. 
De destacar os UNIT e a sua faixa Amery Hill School que denuncia sobre a violência dos professores nas escolas (inglesas) e o desejo dos abusados por vingança - "não sou cristão e não perdoo aquela escumalha", yes! Pela voz diria que é uma catarse geriátrica mas como se costuma dizer, mais vale tarde do que nunca! À autoridade nunca há perdão!

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Amazonas do Avant-guarde Russo, plágio, arte degenerada, churrascão Tupinamba, Heavy Metal, nada fixe,...

Já está distribuída pelo mercado livreiro esta revista de alunos, ex-alunos e professores da escola Ar.CoNa realidade a publicação está à venda, já há algum tempo, desde que foi lançado, na loja em linha da Chili Com Carne e na BdManiaGateway City Comics, Kingpin BooksLinha de Sombra, Matéria PrimaMundo Fantasma e Tasca Mastailojas estas, que estão a apoiar este projecto que tem o segundo número este ano.

Também encontram à venda na Tigre de Papel, MOB, Archi Books (livraria da Fac. de Arquitectura de Lx), Snob, ZDBYou to YouBertrand, Black Mamba, Legendary Books, LAC, FNAC, XYZ, Oficina (CIAJG), A Vida Portuguesa e Livraria do Simão (Escadinhas de s. Cristóvão, Lx),...

capa de Daniel Lima

PENTÂNGULO é uma publicação anual que mostra resultados de uma parceria entre a Escola Ar.Co e a Associação Chili Com Carne, que aqui unem os seus esforços criando um novo projecto editorial.

Este tem como objectivo conferir visibilidade ao trabalho de novos autores cuja formação tenha sido feita no curso de Ilustração e Banda Desenhada do Ar.Co. Numa relação saudável de partilha entre nomes consagrados e estreantes, a iniciativa conta com a participação de alunos, ex-alunos e professores.

O Departamento de Ilustração/BD do Ar.Co tem vindo a por em prática um modelo pedagógico que privilegia as aplicações específicas da ilustração e banda desenhada em relação ao mercado editorial, tendo para o efeito realizado parcerias com várias entidades ao longo dos seus 18 anos de existência. A Chili Com Carne - e a sua "irmã" MMMNNNRRRG - foi um dos parceiros com quem o departamento colaborou, como o atestam as publicações Brincar com as palavras, Jogar com as palavras, em 2002, e mais recentemente O Andar de Cima de Francisco Sousa Lobo, álbum realizado no âmbito do Ano Europeu do Cérebro, em 2014.

É na sequência destas colaborações que estas duas associações se juntam novamente, para afirmarem os seus lugares próprios na produção de banda desenhada nacional.

Neste primeiro número colaboram Amanda Baeza, Anna Bouza da Costa, Cecília Silveira, Carolina Moreira, Daniel Lima (capa), Dileydi Florez, Francisco Sousa Lobo, Gonçalo Duarte, Igor Baptista, João Carola, João Silva, Luana Saldanha, Martina Manyà, Mathieu Fleury, Pedro Moura (como argumentista e crítico), Rafael Santos, Rodolfo Mariano, Sara Boiça, Simão Simões, Stephane Galtier, colectivo Triciclo e Vasco Ruivo.

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Exemplos de páginas:
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Historial: Lançamento oficial no dia 27 de Fevereiro de 2018, na Ar.Co, com presença especial de Francisco Sousa Lobo que lança também o seu livro Master Song, 65º volume da colecção mini kuš! (da Letónia) ... nomeado para Melhor Fanzine na BD Amadora 2018 (???) ... nomeado para Prémio de BD Alternativa no Festival de BD de Angoulême 2019 ... Ilustrações de Dileydi Florez seleccionadas para BIG - 2ª Bienal de Ilustração de Guimarães 2019 ...

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Feedback  o que me bateu mais foi a bd da Cecília [Silveira] Churrascão tupinamba tá foda sim! o Rodolfo Mariano não desenha bds, na verdade o que ele faz é abrir portais cósmicos para outras dimensões, gosto bastante do imaginário que construiu e da ideia de a morte ter andado com o tempo ao colo. Também curti especialmente da parte do João Carola sobre abstraccionismo, e acho a primeira página do Nada fixe [da Luana Saldanha] muito muito fixe. A segunda também 'tá fixe mas a primeira 'tá demais. não sei quem é o João Silva mas granda maluco, faz me lembrar algumas bds portuguesas que lia em fanzines nos anos 90... será? e claro as duas ultimas bds [de Stephane Galtier e Francisco Sousa Lobo] estão um mimo. David Campos (por email)

(...) Neste primeiro gesto, o tema foram as mulheres artistas dos vários movimentos das vanguardas estéticas do início do século XX, sobretudo russas. Mas haverá igualmente oportunidade para envolver ainda, como é o caso, os professores ou antigos alunos, que poderão ir conquistando maior ou menor espaço na paisagem editorial destes campos. Com efeito, encontrarão aqui trabalhos de autores como Rodolfo Mariano, Cecília Silveira (com uma peça a um só tempo divertidíssima e politicamente forte), Vasco Ruivo, Dileydi Florez (uma peça visualmente soberba), (...) e Igor Baptista, cujos nomes têm já lugar nos circuitos de fanzines ou da edição independente, e conhecidos dos leitores mais atentos. Francisco Sousa Lobo, antigo aluno, dispensará apresentações, dada a sua fortíssima presença e produção na "cena" nacional. (...). Procurem! Pedro Moura in Ler BD

Esta BD do João Silva no Pentângulo é um luxo! sensacional André Ruivo (por e-mail)

A malta que faz banda desenhada é claramente o lumpenproletariado da literatura portuguesa: não têm consciência de classe e pouco contribuem para fazer mexer a economia (uns são académicos, outros são funcionários públicos; uns recebem o certificado de artista oficial do regime, outros andam à procura de chapas de zinco para o seu projecto musical pós-industrial; uns fazem zines e alimentam-se a médias no Banco, outros banqueteiam-se alarvemente à quinta-feira no Cais do Sodré), prescindiram do seu potencial revolucionário para transformar a sociedade (preferem ir a mais uma feira de edições independentes do que picar o ponto em mais uma manif pela habitação), são indisciplinados (há dois anos que anda a ser prometido um livro de bd sobre a anarqueirada do 18 de Janeiro e nem vê-lo) e, claro, são desprezados por marxistas. 
Talvez por ter sido guetificada e marginalizada pelo mercado editorial em Portugal, forçada a pedinchar por um cantinho nas livrarias e nas feiras do livro generalistas, a banda desenhada é o género literário mais vivo cá no burgo. Alguns leitores atentos poderão dizer: «Companheiro Russo, que tens a dizer sobre as ilustrações que têm saído na _______ (completar com o título de qualquer revista medíocre de poesia)? Ou aquela banda desenhada que saiu no aborrecido, porém vanguardista, Le Monde Diplomatique versão tuga? E estás a esquecer-te das participações nos jornais de grande tiragem?» Compas, tudo isso são adornos e adereços que servem para enriquecer a palavra pobre, arrastando a banda desenhada para uma condição subserviente, retirando-lhe a sua legitimidade enquanto género literário autónomo. Como se os mortos-vivos quisessem comer a carne aos vivos, arrastandoos para a sua condição cadavérica. 
A edição deste primeiro Pentângulo mostra que a vitalidade de um género literário passa pela sua renovação, por dar espaço à publicação da malta nova. Mas não se trata de editar os novos só porque são novos, mas principalmente porque têm um olhar sobre o mundo que é deste tempo. Isso percebe-se logo pelas bds do João Carola sobre a desconstrução estética do supermatismo e construtivismo russos ou as do Simão Simões e da Amanda Baeza que exploram a imagética do informe. Desta antologia saiu também o desdobrável «faça você mesmo o seu ditador», do Mathieu Fleury (...) Ah, e ainda levam com um bónus em forma de bd do Francisco Sousa Lobo! Quem diria que seriam os déclassés a abanar a chafarica provinciana dos literatos? Russo in A Batalha

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Amigo, adivinha o que anda por aí nas boas livrarias e discotecas?


O Gato Mariano : Críticas Felinas (2014-2018) 
 de 





 A música portuguesa sob o escárnio de um gato desbocado.

Peludo, porte médio, língua afiada. É assim que Tiago da Bernarda descreve o seu alter-ego, mais conhecido como Gato Mariano, o crítico felino que vagueia os confins da Internet. É nesse lugar amorfo e amoral que, desde 2014, tem vindo a discutir sobre os mais recentes projectos da música alternativa portuguesa.

 O que começou como webcomic vira agora uma antologia que reúne as melhores tiras dos últimos quatro anos, num intenso volume de  144 páginas, muitas delas a cores (18x25cm) e uma super-capa com cortante de gato assanhado!

 O Gato Mariano é uma das grandes criações da década (estimativa conservadora) em Portugal. Possivelmente nunca lhe será feita devida justiça, até porque um dos encantos que tem é a "subterraneidade", o traço e as reflexões como nos grandes mestres de apelo clandestino na BD do final do século passado. Não é um Kochalka português, nem um Tony Millionaire português, nem um Mike Diana português; é um Tiago da Bernarda português. 
Samuel Úria

...

Volume 13 da Colecção Mercantologia, dedicada à recuperação de material perdido no mundo dos fanzines e afins. Editado por Marcos Farrajota, design de Joana Pires e publicado pela Associação Chili Com Carne, o presente volume apresenta uma selecção de várias BDs da série O Gato Mariano publicado originalmente em várias plataformas em linha, desde 2014, com o nome Críticas Felinas (actualmente em instagram.com/ogatomariano_), no sítio Rimas e Batidas, nos zines O Gato Mariano Não Fez Listas em 2015O Gato Mariano não fez listas e confrontou um fã que disse não perceber as suas reviews em 2016 e O Gato Mariano não fez listas em 2017 e nos dois números do fanzine Mariano (2016-17).

Esta edição teve o apoio do IPDJ, Lovers & Lollypops e Thisco.


pode ser adquirido na loja em linha da Chili Com Carne, Flur, BdMania, Tigre de Papel, Tasca Mastai, Linha de Sombra, Sirigaita, Kingpin, Poetria, Mundo Fantasma, Archibooks (Fac. de Arquitectura de Lx), Black Mamba, Megastore by Largo, Glam-O-Rama, RastilhoMatéria Prima, FNAC, Leituria, Bertrand, LACUtopia, A Vida Portuguesa, Snob e Universal Tongue.


FEEDBACK

Num livro cheio de Críticas Felinas, o Gato Mariano arranha, mas faz rir
P3

"O Gato Mariano", o felino que arranha a música nacional
Sapo 24

O Tiago da Bernarda rapidamente se desencantou com a crítica em geral e a musical em particular. Criou uma linguagem e um espaço próprios para fazer e simultaneamente não fazer nem crítica de música nem tiras cómicas. (...) Não faz listas, não faz críticas, não faz tiras… E produz tanto? Aqui há gato!
Bandas Desenhadas

Este gato arranha bem (e a crítica musical já não é o que era)
Ípsilon / Público



HISTORIAL:  Lançado no dia 19 de Janeiro de 2019 na Casa Independente com Hip Hop nulo ...





Tiago da Bernarda [n. 1990] Ilustrador freelancer, autor da webcomic “O Gato Mariano”. Licenciou-se em Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e, posteriormente, tirou o curso de Ilustração para Novos Media na ETIC. Colaborou com festivais como Milhões de Festa, Zigurfest ou Black Bass – Évora Fest. Ocasionalmente com o site Rimas e Batidas.

sábado, 16 de novembro de 2019

ccc@raia.4

O melhor cartaz da Raia! Culpa do André Lemos!
Vamos lá!

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Xavier Diplomatique



Como tem acontecido, de dois em dois meses desde Janeiro, eis na edição deste mês a participação de Xavier Almeida (Santa Camarão) no Le Monde Diplomatique com uma banda desenhada segundo a seguinte premissa: Será a caneta mais poderosa do que a espada? Nestes tempos assanhados, desafiamos autores de Banda Desenhada a reagirem a esta pergunta. Nos próximos meses, a edição portuguesa do Le Monde Diplomatique vai publicar as suas respostas...

sábado, 9 de novembro de 2019

LÁ FORA COM OS FOFINHOS de Marina Pita n'A Vida Portuguesa



Mariana Pita transforma o ordinário em extraordinário. As suas histórias são sobre pequenas aventuras e dias de praia onde situações e personagens familiares se misturam com pormenores estranhos e inesperados. Lá Fora com os Fofinhos é como um sonho que distorce memórias de verões passados. 
- Joana Estrela

Ler o trabalho de Pita é como ter um daqueles sonhos em que tudo é perfeitamente normal e completamente surreal ao mesmo tempo. Enigmáticas e doces, estas bandas desenhadas vão avançando de forma incerta conduzidas pelo movimento do desenho. Uma força misteriosa em acção! 

- Disa Wallander


Co-edição Chili Com Carne + O Panda Gordo 
com o apoio do IPDJ

112p. a cores, em papel Inaset de 100 g/m2. (48p com menos 1 cm de largura no miolo), capa a cores em papel Inaset de 250 g/m2

Lá fora com os fofinhos compila várias BDs de Mariana Pita - como música também é conhecida por Moxila - entre 2013 e 2017, algumas publicadas em vários fanzines e na Internet, outras não...

Algumas BDs estão em inglês com legendas em português e vice-versa


à venda na loja virtual da Chili Com Carne, BdMania, Mundo Fantasma, Linha de Sombra, Utopia, Matéria Prima, Tigre de Papel, Kingpin Books, Ugra Press (Brasil), LAC, Gateway City ComicsYou to You, FNAC, Bertrand, A vida Portuguesa, Livraria do Simão (Escadinhas de s. Cristóvão, Lx) Black Mamba.







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Historial: lançamento na PEQUENA NOTÁVEL a dia 15 de Dezembro 2017, iniciativa D'arraste ... nomeado como Melhor Fanzine (!?) na BD Amadora 2018 como "improvized zine 1.5." (we shit you not!) ... obra incluída na exposição És meu amigo ou meu fã?, colectiva CCC#5 na BD Amadora 2019 ... 





Feedback

 Num primeiro plano, e até devida à própria estratégia do título, parecerá estarmos perante um universo de variadas criaturas “fofinhas”, queridas, inócuas, que nos seduzirão de imediato pela sua natureza delicodoce e linda e infantil. Mas rapidamente nos aperceberemos estar mais próximos de usos tão distintos quanto aqueles de Jolies Ténèbres ou Madoka Machina, isto é, em que uma superfície cute e estilizada serve antes para explorar territórios mais incómodos, angustiantes ou mesmo tenebrosos. (...) Pita agrega trechos que poderão ser devedores, possivelmente, da autobiografia, dos apontamentos diários de trabalhos e funções sociais, das relações humanas (casais, familiares, de amizade, etc.) para criar estes pequenos mundos distintos. (...) Mas se essas criaturas nos parecem queridas, “fofinhas”, afinal de contas, a autora não parece ter qualquer interesse em nos ofertar universos narrativos seguros e inócuos, e antes a revelar as fragilidades dessas mesmas fantasias, ou até a sua incapacidade em responder ao desconsolo da vida mortal.
Pedro Moura in Ler BD

(...) Pita’s drawing is fascinating, an attractive warbling woolly mess. (...) the whole comic feels spontaneous and alive. (...) In “A Day” we see two young people spend time at the beach before going off to do a job that defies explanation. Both comics are imaginative and wistfully fun, setting the stage for a book that is cute and weird. (...) her work exudes a sense of mystery and unfamiliarity. Outside With The Cuties is an odd physical object (...) The effect is like finding a zine wedged inside of a larger book, an effect I found charmingly appropriate. (...) Overall I am enchanted by Mariana Pita and her work. These comics are joyful and strange, like a flower blooming at night. (...) introduces English-speaking readers to a cartoonist whose work feels essential and timely; I recommend this initial collection to you wholeheartedly. 
Sequential State


domingo, 3 de novembro de 2019

ccc@bd.amadora.2019

cartaz de Jorge Coelho


A Chili Com Carne volta à BD Amadora com um stand cheio de edições independentes e com neurónios... este ano teremos lá uma exposição de originais de banda desenhada intitulada És meu amigo ou meu fã?, colectiva CCC#5 com Mariana Pita, Tiago Baptista e Xavier Almeida
... 
será apresentado também o livro que venceu este ano o concurso interno Toma lá 500 paus e faz uma BD! 
... 
eis o programa:

1 Novembro 
sessão de autógrafos de Tiago Baptista
às 15h

sessão de autógrafos de Tommi Musturi e Benjamin Bergman
às 16h

2 Novembro 
apresentação do trabalho de Tommi Musturi
às 15h30
sessão de autógrafos de Tommi Musturi e Benjamin Bergman
às 16h
apresentação de All Watched Over by Machines of Loving Grace (vencedor do concurso 500 Paus deste ano) com a presença dos autores João Carola, Dois Vês, Félix Rodrigues, Cláudia Salgueiro, André Pereira e André Santos,
às 18h15

3 Novembro
sessão de autógrafos de Mariana Pita
às 15h
apresentação do trabalho de Benjamin Bergman
às 16h30
sessão de autógrafos de Benjamin Bergman
às 17h

exposição "És meu amigo ou meu fã?, colectiva CCC#5" @ BD AMADORA 2019 / 24 outubro - 3 novembro



Esta colectiva de Banda Desenhada apresenta três autores da Chili Com Carne com vozes únicas no panorama português, sendo que à primeira vista, nada as une...

Reflectindo sobre as suas obras vamos descobrindo autobiografias mais ou menos encobertas, como Xavier Ameida (1980) com Santa Camarão relata um excerto da vida de José Santa "Camarão" (1902-1963), que foi um dos maiores boxistas do mundo, esquecido pelo tempo, Almeida adapta uma biografia baseada num caderno escrito pelo próprio Santa que relata a primeira parte da sua vida: da sua infância em Ovar à juventude em Lisboa, onde culmina com o inicio da sua vida profissional. O tom melancólico confunde-se com a experiência de Almeida, também natural de Ovar e migrado para Lisboa.

Berlim : Cidade Sem Sombras de Tiago Baptista (1986) conta a sua estadia entre Fevereiro e Abril de 2013, na residência artística Culturia em Berlim. Esse Inverno foi o menos luminoso em décadas e isso ressentiu-se na sua estadia, nos seus hábitos, nas suas impressões sobre a cidade, no seu trabalho e no resultado deste livro sobre fantasmas. Fantasmas de memórias e de uma cidade que já não existe, de um sistema que desapareceu mas que está ainda tão presente, nos edifícios, na História, no turismo, nas pessoas...

Lá fora com os fofinhos de Mariana Pita (1990) compila várias BDs da autora feitas entre 2013 e 2017, algumas publicadas em vários fanzines e na Internet, outras não... Suspeita-se que quase tudo que é contado sob a máscara de criaturas fofas e um imaginário inocente se esconde pedaços de vida da autora, aliás como prova este diálogo:

- Não me lembro de ti. És meu amigo ou meu fã? 
- Não, eu não te conheço...

moxinho @ porcalhota CCCosplay

Marcos Farrajota, Moxinho e Éme na BD Porcalhota 2019! Yeah!

O dinamarquês Peter Snejbjerg foi hipnotizado pelas ondas do Moxinho!

Moxinho come pipoca!