sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Erzsébet @ Orbital Comics



Erzsébet
by
Nunsky

17º volume of the CCC CollectionPublished by Chili Com Carne. Edited by Marcos Farrajota. Design by Joana Pires. 144 pages black/white, 16,5x23cm, color cover. 500 copies.
ISBN: 978-989-8363-24-4

Sinopsis: Erzsébet is a graphic novel based on the life and times of the infamous sixteenth century Hungarian aristocrat Elizabeth Bathory, aka the bloody countess. The author always wanted to do something in the horror genre and this story had all the ingredients he was looking for, and better still, it really happened! Nunsky (b. 1972) tried to materialize into graphic form those ominous ice cold atmospheres and the maddening loneliness and isolation, which, combined with almost absolute power, slowly pushed that damaged character to commit the most ineffable acts of insanity.

Buy at our online shop, Quimby's (Chicago) and Orbital Comics (London)















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About the author: Nunsky is a comics artist from the north of Portugal and has published most of his work in the Mesinha de Cabeceira zine. In 1997 he made an incredible 39 page comix for the 13rd issue and the 5th anniversary of this mutant zine. Actually this was the first professional looking book that the Chili Com Carne Association made, starting an important publishing history in the Portuguese scene. The comix was entitled 88 and was a unique comix in Portuguese panorama at the time - and still is nowadays! Not only the "psycho-goth" ambience was different from all Portuguese comics but also the graphic quality was astonishing for such artist coming from nowhere. It reminded the Love & Rockets and Charles Burns but had it’s own voice. Since Nunsky is such a lone wolf, almost nobody knows about him and his whereabouts. After the 88 comix he created a rock band called The ID's and that's it. Or that’s what we thought…

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Feedback: 
Very good comic, inspiring to make logos!!! 
(Belgium artist known for this work for Metal bands logos, he is really the meister of the black art!) ... 
He gets that spirit from Jess Franco movies, where the most important is the iconography and esoteric symbols than a logic narrative, which builds a tension and insanity during the book...
(Portuguese artist and musician in Sektor 304, Méchanosphère, Pagan) 
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Best Drawing at BD Amadora 2015 
(most important Portuguese mainstream comics festival)
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Best Graphic Novels 2015 (Portugal) by Pedro Moura in Paul Gravett site : Apart from authors that have been working continually, or newcomers conquering their own turf, I’d like to mention a book by someone who made a sort of comeback in early 2015. The author known as Nunsky is somewhat of a solitudinarian, staying apart from the most visible local “comics scene”, and while he works professionally with drawing, he seldom publishes comics. After projects in the late 1990s, this is his first longer form book. Erzsebét (with English subtitles) is the biography of the infamous early 17th century Hungarian princess mass-murderer, Elizabeth Báthory, a.k.a. “The Blood Countess”. The author weaves history and fantasy into a dense portrait of the character and her deeds, creating thus a classic take on the genre of horror comics. Adapting his stark, thick lines – akin to wood-engraving, to an extent - to sober composition work and a contained palette, close to artists such as Michael Kupperman or Igor Haufbauer, the book is less dynamic and fast-paced than hieratic, taut and austere. A complete biography that focuses on the emergence of Elizabeth’s very “dark side”, one could argue that Erzsebét is also a study about evil and salvation, class divides and how madness is often the key to escape desperation. 
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First Chili Com Carne book with International Rights sold: Brazilian edition by Zarabatana Books in 2017 with DGLAB support
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(...) the drawings are outstanding and the plot is extremely interesting. I must admit that violent scenes and „ blood and gores“ are not especially my taste... nevertheless I must recognize the skills of the drawings. (...) I enjoyed reading that book.. because of the historical background… and the thrills of the drawings… a bit of gores is good now and then !

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A Segunda Vida de Djon de Nha Bia / ESGOTADO



Este livro de Nuno Rebocho é uma obra maior da literatura lusófona. É uma grande alegoria das relações de poder entre os homens. A narrativa passa-se num arquipélago imaginário, onde de tudo um pouco acontece. É uma obra que, além de muito divertida, tem um conteúdo político (no sentido nobre, aristotélico, da palavra) muito agudo. Além disso, sendo escrita num português de latitudes mais quentes, é uma lufada fresca de palavras e expressões novas. Um grande livro, sem dúvida!

sobre o autor: Nuno Rebocho nasceu em 1945; opositor do salazarismo, foi jornalista e interventor cultural antes e depois do 25 de Abril. Foi jornalista na RDP, Antena 1 e 2, durante muitos anos. Recentemente passou a viver em Cabo Verde, enraízando-se nesse arquipélago lusófono. Publicou vários livros de poesia e de crónicas. Ultimamente tem desenvolvido uma poderosa linha narrativa em que o Djon é um dos primeiros títulos a ser revelado ao público.

Sinopse O livro conta as aventuras de um tipo que sai para fora do caixão no seu próprio velório. Desse acontecimento só há uma testemunha meio bêbeda. A partir daí, o herói desta espécie de fábula irá percorrer a sua ilha, primeiro, e outras ilhas em busca do sentido de estar morto. Nessas ilhas acontece de tudo um pouco: os mortos votam nas eleições, o diabo aparece, há um doutor que faz chantagem e até uma das ilhas tem um rei. Enquanto o herói percorre as ilhas, na sua ilha de origem desenvolve-se todo um culto em torno da sua figura ressuscitada, com templos, restaurantes, e todo um conjunto de actividades económicas associadas ao fenómeno de um local sagrado.

Excerto Quando a carapinha lhe emergiu do caixão, Djon percebeu que estava morto. Fora da sala era a rua e de lá vinha a batida da tabanka, oca e ondeada, e uma voz narradora que entretinha a comezaina aconchegante do velório. Família e demais abancavam no terreiro, digerindo a noite antecedente ao funeral, que seria pela manhã.

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Nono volume da Colecção CCC editado por Marcos Farrajota e Rafael Dionísio, prefácio de Luíz Carlos Amorim, capa de Jucifer, design de João Cunha, ISBN: 978-989-8363-01-5
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ESGOTADO
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E-BOOK: todoebook.com
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Historial: Lançado na XVI Feira Laica ... Apresentação pelo Prof. Dr. Luís Filipe Tavares (Universidade Piaget) na Cidade da Praia, Cabo Verde (08/07/10) ... Apresentação por Rafael Dionísio no Centro Interculturacidade (16/09/10)
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Feedback: 

primeiro romance da autoria de Nuno Rebocho, escritor português radicado em Cabo Verde. Trata-se de estória salgada de crioulidade, onde o mágico e as driabruras se entrecruzam em artimanhas que envolvem mortos ressuscitados em revolta e o derrube de poderes vivos, santos sem vocação, fundamentalistas irredentos e muita tropelia que fez a vivência de um país chamado Arquipélago, igual a tantos arquipélagos que são países e a países que são, por isso mesmo, arquipélagos. Com humor e ironia, o autor traduz o insólito como realidade, mas onde quaisquer semelhanças com realidades conhecidas são mal-deliberadas coincidências, numa escrita colorida e cáustica para o novo acordo ortográfico adoptado pelos países lusófonos. 
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alegoria política de quem quem quer ajustar contas com o mundo, como "Animal Farm", de Orwell, ou "Aventuras de João Sem Medo", de José Gomes Ferreira.
Os Meus Livros

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Ops! 250 sócios...



E entretanto fizemos 250 sócios...
E vamos oferecer ao nº250 aka Alek Rein aka Oriano aka Alexandre Rendeiro 250 paus em livros...
E quem quiser ser sócio é só clicar aqui...
E ler isto...
E é isso...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Os 500 paus de 2017 - DOR / Nódoa Negra



Os cinco membros do Juri desta edição do concurso interno da CCC, Toma lá 500 paus e faz uma BD já decidiram sobre o projecto vencedor!

O projecto vencedor é Dor, uma antologia de BD com as participações de doze autoras: Bárbara Lopes, Cecília Silveira, Dileydi Florez, Hetamoé, Inês Caria, Inês Cóias, Marta Monteiro, Mosi, Patrícia Guimarães, Sara Figueiredo Costa, Sílvia Rodrigues e Susa Monteiro. Será um livro de 104 páginas a sair neste primeiro semestre de 2018 na Colecção CCC.

Segundo a sinopse do projecto de Dileydi Florez, coordenadora do projecto:
No nosso imaginário a Dor pertence ao campo físico, neste pensamento associamos sempre o nosso corpo a um estado de dor físico e facilmente nós esquecemos que existem vários níveis de dor, entre eles, a dor emocional/ psicológica, que por sua vez, ocupa o mesmo peso que a dor sentida fisicamente. 

Assim, partindo da vontade de trabalhar a plasticidade da temática da dor e de querer perceber os vários entendimentos ao seu respeito, foram convidadas 10 artistas e 1 escritora, que partilham a paixão pelo desenho, a banda desenhada e a ilustração, para que através do seu olhar e desenho/ escrita, reflectissem sobre a dor. 

Ao longo da antologia, será perceptível que cada artista tento tido como ponto de partida a temática geral da dor, escolheu desenvolver graficamente uma dor específica: do parto, do confronto com o outro, dor menstrual, de amar, da solidão, de esconder a dor, da ausência, do luto, do crescimento, de alma...

Foram entregues apenas seis propostas, a mais pequena participação de sempre desde que começamos a promover este concurso em 2013, apesar de ter sido a maior ao nível de quantidade de participantes (31 autores) - como seria óbvio uma vez que este ano pedimos para serem entregues propostas de antologias de BD.

Das seis propostas, só três foram aceites a concurso porque a malta em 2018 não sabe o que significa "antologia". Eis um momento pedagógico em menos de um minuto: Antologia 1. colecção escolhida de trechos em prosa e/ ou verso do mesmo ou de diferentes autores; selecta 2. estudo das flores 3. colecção de flores; florilégio [in Infopédia]

Das três propostas, todas elas eram potenciais vencedoras da edição deste concurso, tendo vencido a Dor por maioria de um Júri... bastante dividido mas Dor no geral pareceu-nos bem coordenado e bem pensada enquanto uma antologia que possa ser interessante para todos, com histórias autobiográficas e outras com uma poética mais subjectiva.

Também pesou o facto de ser livro de autoras de BD, que têm menos visibilidade no mercado nacional para discussão politica, emocional e social em Banda Desenhada. Esta antologia apesar de ter uma estrutura temática comum não cairá na repetição de uma única narrativa. Será uma bela colecção de flores, sem dúvida, como aliás acontece sempre nas outras antologias da Chili Com Carne.

Curiosamente e historicamente esta poderá ser a primeira antologia de autoras coordenado exclusivamente por autoras. Isto é, apesar de alguns números especiais de revistas, fanzines ou livros de "BDs no feminino" que apareceram nos anos 90 (G.A.S.P. ou Azul BD3) e no novo milénio (Quadrado #3 / 3ª sérieAllgirl'zine e QCDA #2000) estas publicações não foram organizadas pelas próprias autoras como acontece no presente projecto vencedor.

Ficam aqui algumas páginas:

A Associação Chili Com Carne agradece a todos os sócios que participaram nesta iniciativa, em especial aos que pagaram a sua quota anual e permitiram o prémio monetário - há mais de dois anos que as quotas anuais dos sócios tem como objectivo financiar o concurso "Toma lá 500 paus!" invés de serem apenas um mero "investimento" para o consumo das nossas publicações.

Esta iniciativa tem o apoio do IPDJ e relembramos que graças a este concurso foram já publicados quatro livros, a saber: O Cuidado dos Pássaros / The Care of Birds (vencedor de 2013) de Francisco Sousa Lobo, Askar, O General de Dileydi FlorezO Subtraído à Vista de Filipe Felizardo e Acedia (vencedor de 2015) de André Coelho.

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Sobre as autoras: Há autoras (re)conhecidas como a Marta Monteiro ou a Susa Monteiro, há a jornalista Sara Figueiredo Costa que a lemos no Expresso ou na Blimunda, há autoras que estão a começar e outras que andam cá há algum tempo mas afastadas do olho público... Dada a grande quantidade de autoras neste de Dor não iremos agora aborrecer os leitores com biografias e links. Esperem para quando sair o livro! Até lá podemos constatar que a maioria delas já participaram em vários livros nossos. Nas antologias MASSIVE (2009), Destruição ou BDs sobre como foi horrível viver entre 2001 e 2010 (2010), Boring Europa (2011), Futuro Primitivo (2011), Mesinha de Cabeceira #23 : Inverno (2012), QCDA #2000 (2014), Malmö Kebab Party (2015), QCDI #3000 (2015), Maga : Colecção de ensaios sobre Banda Desenhada e afins (2015), Lisboa é very very Typical (2015) e na recente revista com a Escola Ar.Co., Pentângulo, cujo primeiro número sairá a 27 de Fevereiro. A Hetamoé também participou com ilustrações no livro Anarco-Queer? Queercore! (2016) de Rui Eduardo Paes; e a solo temos Askar, o General (2015) de Dileydi Florez.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

FuTuRo prImItIvO ESGOTADO ... fucking mutants!


UMA antologia ____________de BANDA DESENHADA
$$$  de artistas da Associação CHILI COM CARNE
€€€ a saber : :: Lucas Almeida, Ana Ribeiro, Manuel Pereira, João Ortega, Inês Cóias, Daniel Seabra Lopes, Marco
Moreira, João Chambel, Ana Menezes, André Coelho, João Maio
Pinto, Andreia Rechena, Bruno Borges, Rafael Gouveia, David Campos, Sílvia Rodrigues, Pepe

delrey, José Feitor, ________Natália Andrade com Christina Casnellie, Uganda Lebre, André Lemos, Bráulio
Amado, Gonçalo Duarte, Jucifer, Ana Menezes, Afonso Ferreira, Marcos Farrajota, Rudolfo, Ricardo Martins e Pedro Brito, e ainda participações CADÁVERES-ESQUISITOS com Mattias Elftorp
+ Sofia Lindh (SUÉCIA), Cláudia Guerreiro, Filipe Quaresma, Nevada Hill (EUA), Pedro Zamith, Margarida Borges, Jarno Latva-Nikkola
(FINLÂNDIA), Silas, André Ruivo, Rita Braga, Susa Monteiro (BEJA!) e Valério Bindi + MP5 (ITÁLIA)... mis

turados por unDJ MMMNNNRRRG.
\\\
Lançamento e Exposição dos originais no Festival de BD de Beja (28 Maio a 12 de Junho 2011);  CRACK 3D 2011 & HELSINGIN 26. SARJAKUVAFESTIVAALIT (5TH SepTemBER - 1ST OCtoberrr) then M¨¨älmo /ISV (14th October - 4th November) ; TEXXXXXXXXXXXAS ... 666 de April 2012 :;:;:;:;:;:;: PORTLAND at floating world comics 777 june 2012;; BReiZZZIL (808 2012 na PREgO); Barcel0na at FATbottom Books  (marÇho 15thmarch a 11 maio 2013) y SS. paulo no UGRA zine FesT (6-7abril2013).

...
... 160 p.
16,5 x 23cm p/b, capa a cores ... Capa & Design: Margarida Borges ...
Retratos mutantes dos __________________ autores: João Paulo Nóbrega ... apoios da Bedeteca de Beja, Instituto Português de Juventude, Sociedade___________Finlandesa de BD, Sociedade Sueca de BD,
Wormgod e You Are Not Stealing Records.


!!!) talvez ainda haja exeMPLares  § na, Munddo Fantasma, na zzzzzDB) und neuroTITAN y RRRRastilhuuu e BLACK_MAMBA_vegan_metal


§
EX

Foi feita uma banda sonora (inicialmente para a exposição
entretanto extensível ao livro) com as colaborações de André Ruivo, Somália, J. Ortega, TendaGruta, Te Voy
a Matar, John P-Cabasa,
J
M
P
, Marte &&&&&&&&& Stealing Orchestra, zZZOUNDZZz, Pepedelrey, Rita Braga, Pedro Sousa, Ondina Pires, Cospe,
 _________ Chiby Shit Plan e Assinante 35278/TW ### é gratis e pode ser descarregada em
You Are Not Stealing Records


valerio bindi + mp5


uganda lebre
ana menezes
lucas almeida
daniel lopes
andré coelho
João Chambel

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

O livro não morreu


Todos os nossos livreiros favoritos estão a editar livros!!! E bons livros! 

Depois da Snob, Leituria e Tigre de Papel (incluindo um livro de BD da Júlia Barata), agora a Linha de Sombra junta-se a este fenómeno editorial com O Cinema Não Morreu : Crítica e Cinefilia à Pala de Walsh, uma colectânea de textos de um sítio em linha de referência para quem ainda gosta de Cinema com o "C" maiúsculo, claro. Ou de Crítica com "C" maiúsculo, já agora, porque não é só nas salas de Cinema que se despeja baba e ranho com a oferta limitada das distribuidoras de filmes, entre a bosta de Hollywood e a borreguice dos Sundances. Também nos jornais já pouco se aprende com a actual crítica betinha dos suplementos culturais. Resta-nos estes gestos editoriais, cada vez mais importantes. 

Claro que não é um livro perfeito - temos de desconfiar dos livros perfeitos, eles só trazem desgraças, olha a Bíblia ou o Alcorão - e é natural que não o seja porque as antologias nunca são perfeitas. Aqui reúnem-se vários textos de vários colaboradores do À Pala... Logo, há sempre alguns melhores que outros, alguns poderão ser vistos como redundantes e outros como importantes ou originais. Senti esses desequilíbrios nos capítulos "Textos do eu" (demasiado mundano e saudosista) e "Grandes Autores", este último talvez importante para cinéfilos neófitos mas até para para espectador ligeiro como eu, achei-os demasiado "b, a, bá". 

Falta uma linha condutora na selecção dos textos, seja lá qual for que os "walshianos" pudessem ter escolhido - cronológica? temática? outra? Não é pedir ao À Pala... que crie um manifesto (estamos em 2018, caramba, quem sabe o que isso é?) ou um cânone mas há ocasiões em que parece que vale tudo do Cinema como nos filmes contemporâneos do capítulo "O Cinema Não Morreu". A dada altura perdi-me na informação, se calhar da mesma forma como quando "surfo" pela 'net, embora, a vantagem de um livro é que se pode localizar a informação passado algumas semanas, enquanto que na 'net só com muita disciplina, paranóia e sorte é que se recupera o que se viu/ leu/ ouviu anteriormente. O quero dizer é que não basta ter os temas & títulos dos capítulos para balizar a informação, mesmo que o melhor do livro seja os guias (inconscientes) que são os capítulos "Cinema a (re)descobrir" e "Visita ao cinema português". Há nestes capítulos um corpo bem definido de obras a descobrir, diria até, por uma militância bem assumida dos cronistas que acabam por criar uma espécie de filmografia séria para quem não sabe o que ver, por exemplo, no caso do ignorado Cinema nacional. 

A Linha de Sombra deu-nos uma bela prenda cultural e bem embrulhada! Obrigado!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Mystery Park ::: ÚLTIMOS 2 exemplares / LAST 2 copies




Mystery Park, de André Ruivo é o 14º volume da Colecção CCC, edição em parceria com The Inspector Cheese Adventures e com o apoio do Instituto Português de Juventude e Desporto.
ISBN: 978-989-8363-14-5
96p. p/b 16x23cm, capa preta sobre cartolina Pop pistachio 240gr.
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À VENDA na loja online da Chili Com CarneMatéria PrimaFábrica FeaturesMundo Fantasma, Staalplaat (Berlim), La Central (Espanha), McNally Jackson (EUA), Orbital Comics (Inglaterra), Neurotitan (Berlim), Rastilho, Objectos Misturados (Viana de Castelo), STET e LAC (Lagos).
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sobre o livro: pianistas bêbados, patinadores, cães e donos, pássaros, carros, leitores de jornais, polícias-crianças, chá, guitarristas, peixes, rádio a pilhas, fumadores, táxis, mergulhadores, fotógrafos, walkman, robots, índios, gémeos, gatos, namorados, casais, bichos de estimação, semáforos, sem-abrigo, detectives.

Historial: lançamento no dia 1 de Abril nas seguintes coordenadas de GPS: +38° 41' 46.11", -9° 12' 13.04" (Pavilhão Tailandês, Jardim Vasco da Gama em Belém, Lisboa) ...

Feedback: (...) personagens desproporcionadas e pelas linhas mirabolantes do contorno, carateriza-se também por um singular gesto de humor e ironia. “Mystery Park”, que reúne esquissos e desenhos produzidos pelo autor durante o ano de 2006, em Londres (...) são marca de um longo período de trabalho do autor, mas o traço define-lhe um estilo próprio. Este é um livro com histórias alucinadas em imagens e figuras do quotidiano: ora temos carros aerodinâmicos conduzidos por senhores engravatados e homens com múltiplos chapéus replicados, ora temos músicos, crianças-polícias, patinadores, todos com mãos disformes, muitos com semblantes carrancudos e geometricamente narigudos. Gatos e cães e pássaros, detetives e robôs e outras figuras do nosso imaginário partilham páginas com pianistas amargurados e alguns subliminares e provocantes jogos de palavras. Simples, divertido e muito inteligente, “Mystery Park” é um bom exemplo da qualidade da ilustração que se faz no nosso país e também uma boa oportunidade para introduzir um público mais juvenil a este tipo de desenho menos convencional. - Op Doodles ... Sublinhemos a ideia de “passeio”, e atente-se à forma como quase todas estas personagens, viaturas ou outras criaturas parecem ser captadas a meio de um qualquer movimento, acção, como se interessasse transmitir acima de tudo algo que apenas vislumbramos mas se distende num tempo impossível de capturar. Talvez seja parte do mistério anunciado no título. - Pedro Moura / Ler BD 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Corta-e-Cola / Punk Comix ESGOTADO



 Dois livros em um, ou seja um split-book, bem à punk!

No ano em que se “celebram” os 40 anos do punk em Portugal, a Chili Com Carne, em parceria com a Thisco, edita o (duplo) livro sobre este fenómeno: 


Corta-e-Cola : Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) de Afonso Cortez 
Punk Comix : Banda Desenhada e Punk em Portugal de Marcos Farrajota.

Escrito a partir de um levantamento exaustivo de fanzines, discos e demo-tapes, ao longo de 256 páginas, os autores dissecam todo esse material para tentarem perceber como através de uma ética - do-it-yourself - se conseguiu criar uma (falta de) estética caótica e incoerente que hoje se identifica como punk. Através da produção gráfica desse movimento se fixaram inúmeras estórias - até agora por contar - de anarquia e violência; de activismo político, manifestações e boicotes; de pirataria de discos e ocupação de casas; de lutas pelos direitos dos animais; de noites de copos, drogas e concertos...

Corta-e-Cola / Punk Comix é ilustrado com centenas de imagens, desde reproduções de capas de discos a páginas de fanzines, cartazes, vinhetas e páginas de BD, flyers e outro material raramente visto.

E porque punk também é música, o livro vêm acompanhadas por um CD-compilação com 12 bandas de punk, rock ou música experimental actuais como Albert Fish, Dr. Frankenstein, The Dirty Coal Train, Presidente Drogado, Putan Club, Estilhaços Cinemáticos... As bandas ofereceram os temas, todos eles inéditos, sobre BD na forma mais abrangente possível, sobre personagens (Batman, Corto Maltese), séries (O Filme da Minha Vida), autores (Vilhena, Johnny Ryan) ou livros (V de Vingança, Caminhando Com Samuel). Alguns mais óbvios que outros mas tendo como resultado uma rica mistura de sons que vão desde o recital musicado ao Crust mais barulhento.





Volume -8 da colecção THISCOvery CCChannel publicado pela Associação Chili Com Carne e Thisco com o apoio da Zerowork Records, editado por Marcos Farrajota com o arranjo gráfico de Joana Pires. Capas por Vicente Nunes com 9 anos (Lado C-e-C) e Marcos Farrajota (Lado P-C) sacado da BD do disco Raridades (Zerowork; 2008). 256p 16,5x23cm impressos a 540U, capa a duas cores.


O livro é acompanhado por um CD que reúne faixas exclusivas de Grito!, Mandrake, Albert Fish, Melanie Is Demented, Dr. Frankenstein, The Dirty Coal Train, Putan Club, Presidente Drógado com Banda Suporte, FDPDC, GG Allin´s Dick, dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS e Estilhaços Cinemáticos (Adolfo Luxúria Canibal, António Rafael, Henrique Fernandes e Jorge Coelho). Devido a constrangimentos logísticos apenas os exemplares deste livro comprados directamente às editoras é que são acompanhados por um CD. No entanto, esta compilação, intitulada de Punk Comix CD (ZW057) pode ser escutada e descarregada futuramente e gratuitamente em thisco.bandcamp.com.

Talvez ainda hajam exemplares à venda na Glam-O-Rama, Letra Livre, BdMania, Louie Louie (Lx e Porto), Rastilho, Tasca Mastai, Mundo Fantasma, Tortuga (Disgraça), Matéria-PrimaMOBLinha de Sombra e La Bamba.






Historial : Saiu no 10 de Junho na Feira do Livro de Lisboa 2017 ... Obra selecionada para a Bedeteca Ideal ... Lançamento oficial no Disgraça a 30 de Junho com apresentações de José Nuno Matos, Diogo Duarte e Nônô Noxx, concertos de Presidente Drogado e Scúru Fitchádu ... sessão de autógrafos no LAR / LAC (Lagos) a 5 de Agosto ... Apresentação na Louie Louie (Porto) com exposição e karaoke Ramones a 16 de Setembro ... sessão de autógrafos na Feira do Livro do Porto, 17/9/17 ... Apresentação no dia 3 de Fevereiro de 2018 na Casa da Cultura de Setúbal (antiga casa okupada entretanto higienizada pela Câmara) ...

















(...) it looks really cool! But goddammit your Punk book seems at first glance to be entirely in portugese, I will check out both books now and listen to the music and maybe I have to learn some portuguese 😊 I don't have that much nice things in my life, so this was fun! 
Melanie is Demented (via e-mail) 
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Corta-e-cola, de Afonso Cortez, e Punk Comix, de Marcos Farrajota, são dois livros unidos pela mesma lombada que sistematizam informação e recordam, de forma cronológica, quem foram os protagonistas do punk em Portugal que deixaram discografia e como o movimento foi representado na BD. "O punk não foi um movimento contínuo, mas fragmentado, esporádico, dissolvido entre outras propostas, em permanente mutação, como aliás qualquer movimento juvenil", afirma Afonso Cortez na introdução. (...)  Depois de mais de 150 páginas, Afonso Cortez conclui que ao longo daqueles vinte anos (1978-1998) o grafismo foi entendido "apenas como um pormenor. E que a falta de cultura visual, ou mesmo de estudos, se reflecte de forma catastrófica na falta de qualidade do que é produzido". Embora os Faíscas e os Minas & Armadilhas sejam referenciados como os iniciadores do punk na música portuguesa, Afonso Cortez assume "Há que violentar o sistema", de 1978, dos Aqui d'el Rock, como o primeiro disco punk português. A partir daí, faz um levantamento dos discos editados, comenta a vertente gráfica das capas, mapeia os locais de concertos e a crítica na imprensa e complementa com testemunhos de músicos recolhidos pelo próprio. Mata-Ratos, Crise Total, Kus de Judas, Cães Vadios, Censurados, Nestrum, Desarranjo Cerebral, Renegados de Boliqueime, Vómito, Peste & Sida, X-Acto são algumas das bandas referidas no livro (...) Já sobre a BD, Marcos Farrajota explica o mote do livro: "Serve como uma base de referência para quem quiser pegar na BD para relacioná-la com o punk, subculturas urbanas, música, cultura DIY, artes gráficas e editoriais". (...) Farrajota recua a finais dos anos 1970 para encontrar as primeiras referências ao punk na BD portuguesa. Surgem na revista Tintin, assinadas por Fernando Relvas e Pedro Morais, "mas são situações em que os punks são apenas paisagem urbana". Será Fernando Relvas a assinar, em 1983, no semanário Se7e, "o primeiro trabalho de corpo inteiro" sobre punk, "sob a forma de uma personagem forte e feminina" chamada Sabina. Marcos Farrajota faz ainda referência à atitude "militante e amadora" de publicação, da auto-edição, dos fanzines, das colectâneas e da tecnologia da fotocópia e enumera vários autores que desenharam sobre o punk (...) Quanto à ideia de um livro-duplo sobre punk, Marcos Farrajota afirma que é somente "um modus operandi punk que fortalece o espírito de comunidade e de entre-ajuda, opondo as ideias tontas de competição selvagem que dominam todos os aspetos das nossas vidas".  
Lusa / DN 
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O livro está fixe, gostei sobretudo da ideia sociológica que associa o movimento punk a uma cena local que envolve fotocopiadoras, fanzines, salas de concertos, demos, ou seja, um conjunto relativamente pequeno de infraestruturas e dispositivos técnicos que acabam por contribuir para aproximar fisicamente as pessoas. Isto ter-se-á passado com qualquer movimento musical underground, do metal ao punk, do hardcore ao grunge... Hoje em dia, a Internet é tudo isto no mesmo pacote, com o resultado de que já não há movimentos -- nem musicais nem políticos... ou, se calhar, somos nós que estamos a ficar velhos...
D.L. (via e-mail)
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De leitura rápida, Punk Comix não deixará de ser um instrumento de leitura obrigatória para compreender alguma da história da banda desenhada moderna e contemporânea em Portugal. 
Pedro Moura in Ler BD
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(...) ambos os estudos são preciosos e sumarentos, revelando uma investigação criteriosa e mais intensiva do que exaustiva. O resultado é um brilhante mapeamento historiográfico do punk e da sua relação com a banda desenhada em Portugal.
Professora Marcivânia / A Batalha
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O Afonso tinha-me deixado boa impressão e para o encontro levara Candy Diaz, baterista dos saudosos Les Baton Rouges. Yaay! (...) O texto dele é uma catadupa de informação: estão lá Faíscas, Minas & Armadilhas, Crise Total, Ku de Judas, Corrosão Caótica, Mata-Ratos, Estado de Sítio, Anti-Porcos, Kristo Era Gay, Caos Social, Censurados, Bastardos do Cardeal, e muito mais. (...) É informação em bruto, não digerida. Só lhe recrimino isso, o não haver mais reflexão sobre os factos. Mas se calhar é mais um problema meu do que dele, pois até os sentimentos intelectualizo. Quanto à prosa do Marcos (...) falei, fiquei a perceber que o jeito dele para a narrativa não se fica pelos quadradinhos das suas BDs. Dá gosto seguir-lhe as palavras. 
Rui Eduardo Paes in Bitaites

Tentámos não abusar em sugestões acima dos dez euros, mas o recém-lançado livro duplo Corta-e-Cola: Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) ; Punk Comix: Banda Desenhada e Punk em Portugal, respectivamente de Afonso Cortez e Marcos Farrajota, com o seu grafismo divertido e um CD contendo faixas exclusivas de várias bandas, talvez justifique os 15 euros que lhe pedem no P13 (Matéria Prima e White Studio). Uma edição Chili Com Carne. 
Luís Miguel Queirós in Público

Dos poucos livros existentes no mercado nacional em termos de abordagem ao universo do Rock feito em Portugal ao longo dos anos, há dois livros que sempre foram os meus preferidos: A arte eléctrica de ser português: 25 anos de Rock’n Portugal de António Duarte e o Escrítica Pop de Miguel Esteves Cardoso. Desde há duas semanas tenho mais um como preferido: Punk Comix/ Corta-e-Cola (...). Quando pensas que já não há surpresas, ou até pessoas com interesse para agarrarem de forma inteligente e com alguma prudente distância analítica, um período da história de um subgénero do Rock em Portugal, como é o Punk, situado num tempo específico (1978-98), eis que levas, qual murro no estômago, com uma agradável surpresa com este livro precioso. O que esta obra tem de diferente e de excelente, não é tanto a análise cronológica e meticulosa das bandas dum certo universo Punk nacional e seus intervenientes, bem como a sua ligação à banda desenhada que se foi e se vai fazendo aqui pelo burgo, mas sim o mote que direciona todo o livro e que é essencialmente isto: se és Punk, controlas todos os meios de produção da tua arte (Do It Yourself - DIY), assim só tu és responsável por aquilo que dás a conhecer publicamente, sem manipulações de outros, e se falhares (porque se falha quase sempre), falhaste gloriosamente, o que é sempre melhor do que nada fazer. Se ganhares algo, sabes que mais tarde vais perder, por isso não vale a pena fazer a festa antes do tempo. Não entrando em muitos pormenores (até porque este deve ser um livro lido por todos os melómanos nacionais, independentemente de gostos musicais), este está muito bem redigido, é agradavelmente informativo e formativo q.b, sem ser chato; é graficamente interessante dentro de uma estética Punk, mas sem entrar nos seus lugares comuns; há nele uma personalidade própria. (...) É desde já, um livro para o futuro, daqueles que mais cedo ou mais tarde, as novas gerações, amantes da música underground, terão de se socorrer para se informarem sobre… 
Guilherme Lucas (GG Ramone)

Se o punk não fosse ateu diria que estava aqui uma bíblia do punk (...) Indispensável.
Luís Rattus in Loud

Dois estudos muito completos e estimulantes sobre o punk, centrado em Portugal, e com uma extensa recolha bibliográfica e iconográfica (...) um relato vivido da edição independente (...)
Portuguese Small Press Yearbook 2017

domingo, 4 de fevereiro de 2018

5º concurso interno de Banda Desenhada da Chili Com Carne : Toma lá 500 paus e faz uma antologia de BD!

A quinta edição do concurso 500 paus já começou 
e a entrega deverá ser feita até dia 
4 de FEVEREIRO de 2018



 A Associação Chili Com Carne lançou no ano de 2013 a ideia de um concurso para fazer um livro em Banda Desenhada para matar a modorra na cena portuguesa da altura.

Lançou até agora vários resultados como Askar o General de Dileydi Florez e O Subtraído à vista de Filipe Felizardo, trabalhos que participaram no concurso. Em Outubro de 2015 saiu a primeira obra vencedora (do primeiro concurso, de 2013) ou seja, The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros de Francisco Sousa Lobo, que terá uma edição espanhola. No dia 6 de Outubro de 2016 foi a vez do romance gráfico Acedia de André Coelho, obra vencedora do concurso de 2015. Para o ano prevê-se o lançamento do livro de José Smith Vargas, vencedor de 2014, e o do último vencedor, Tiago Baptista.


Este ano, temos novos moldes, estejam atentos, porque queremos livros colectivos!!!



...

Instruções (não muito complicadas):
Para quem? 
Para Sócios da CCC com as quotas em dia!
- não é sócio?  Então clique neste LINK.

O prémio é monetário? 
É sim! 500 paus! Quinhentos Euros!
O trabalho será publicado.
E, para a próxima edição, os vencedores são convidados a fazer o cartaz e a integrar o júri!

Quem decide o vencedor?
Uma parte da actual Direcção da Associação Chili Com Carne, o vencedor da edição passada e alguns outros associados, a saber: Ana Biscaia (ilustradora - Prémio Nacional de Ilustração 2013), Isabel Carvalho (artista e docente, autora de Allen), Marcos Farrajota (editor), Sofia Neto (autora de BD e docente) e Tiago Baptista (artista e vencedor da edição anterior).
O Júri reserva-se o direito de não atribuir o prémio caso não encontre qualidade nos trabalhos propostos.

Datas?
4 de Fevereiro 2018 é a entrega dos projectos!
14 de Fevereiro 2018 é anunciado o vencedor!
O livro é publicado em 2019!? (Os autores é que sabem o que deverão se comprometer)

 Regras de apresentação dos trabalhos
- O livro não tem limite de páginas e de formato mas porque desejamos inseri-lo nas nossas colecções já existentes - Colecção CCC, QCDA, LowCCCost, MercantologiaTHISCOvery CCChannel - o projecto terá mais hipóteses de ganhar se for apresentado nessas colecções.
- Preferimos o preto e branco mas a cor não está totalmente afastada.
- Envio do seguinte material: a) texto de apresentação do(s) autor(es), b) sinopse do projecto, c) planeamento por fases com datas, d) envio de 20% do total do livro, sendo que o mínimo serão 4 páginas seguidas e acabadas e 16 planeadas.
- Todos estes elementos devem ser entregues em PDF, em serviço de descarga em linha (sendspace ou wetransfer) cujo endereço deve ser enviado para o e-mail ccc@chilicomcarne.com

Que projecto pode ser apresentado? 
Não parece haver limites de conteúdo, o que interessa-nos é desenvolver laços entre vários autores. Este Novo Milénio além de nos ter oferecido fascistas no governo dos países e das pessoas, também trouxe egoísmo DIY e a imposição da "novela gráfica" (mais uma designação saloia que a BD conseguiu recriar) como formato editorial.

São as seis páginas de "Here" de Richard McGuire de 1989 que interessam e não "Here" de 2014, uma balofa "graphic novel" de 300 páginas. São as antologias e os colectivos que incentivam a criação, a Liberdade, a inovação, a cooperação, a solidariedade e a experimentação. Todos eles, valores que o neo-liberalismo despreza e que até propõe o seu contrário, privilegiando a corrida de ratos!

Podíamos dar aqui mil exemplos de antologias - vários autores com um tema comum, uma convocatória louca como a seminal Mutate & Survive, etc... - MAS o melhor conselho para vencerem este concurso é este: reúnem malta para uma jantarada, discutam ideias, a melhor surgirá quando lavarem os pratos... Será a mais preciosa e extravagante de certeza! Assustem-nos!

Boa sorte!
CCC
Este projecto têm o apoio do IPDJ

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Cortez & Farrajota @ Casa da Cultura de Setúbal

3 FEVEREIRO | SÁBADO | 21H30 - SALA JOSÉ AFONSO 

APRESENTAÇÃO DO LIVRO CORTA-E-COLA: DISCOS E HISTÓRIAS DO PUNK EM PORTUGAL (1978-98) de Afonso Cortez e Marcos Farrajota

A Chili Com Carne, em parceria com a Thisco, edita o (duplo) livro sobre este fenómeno: Corta-e-Cola: Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) de Afonso Cortez e Punk Comix: Banda Desenhada e Punk em Portugal de Marcos Farrajota. Escrito a partir de um levantamento exaustivo de fanzines, discos e demo-tapes, ao longo de 256 páginas, os autores dissecam todo esse material para tentarem perceber como através de uma ética – do-it-yourself – se conseguiu criar uma (falta de) estética caótica e incoerente que hoje se identifica como punk.

Através da produção gráfica desse movimento se fixaram inúmeras estórias – até agora por contar – de anarquia e violência; de ativismo político, manifestações e boicotes; de pirataria de discos e ocupação de casas; de lutas pelos direitos dos animais; de noites de copos, drogas e concertos… Corta-e-Cola / Punk Comix é ilustrado com centenas de imagens, desde reproduções de capas de discos a páginas de fanzines, cartazes, vinhetas e páginas de BD, flyers e outro material raramente visto. (...) Organização CMS


Tédio Boys a servir de ilustração para o nosso evento!

Ainda não tinha começado a apresentação e o Farrajota já discutia porque a Méribérica fodeu a BD portuguesa

O puto da frente estava bem impressionado com as imagens anti-tourada e vegan dos X-Acto,... YES!