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terça-feira, 16 de junho de 2026

DIAS-A-FIO na Cassandra



Dias-A-Fio
 
de
 


28º volume da Colecção CCC

Obra vencedora do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD! (2024) cujo Júri foi constituído por Alexandra Saldanha, Ana Ruivo, José Smith Vargas, Luís Barreto e Marcos Farrajota.

80p 16,5x23cm impressas a azul, brochado

Dias-a-fio de Alexandre Piçarra é uma corrente de episódios em que várias personagens são expostas a situações que fragmentam a sua dimensão emotiva. O cenário é Lisboa entre os anos 90 e 2010 e os acontecimentos são sombras de realidades vividas, que representam as fendas na estrutura do sistema social português, que deixa emergir o julgamento, crueldade, culpa, castigo e humilhação como danos colaterais. Eis uma galeria de putos, chungas, betinhos, punks, bófia e muito tabaco.





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O livro já está disponível na nossa loja em linha e na BdMania, Cult, Kingpin Books, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Cassandra, Matéria-Prima, Mundo Fantasma, Socorro, Utopia (Porto) e Universal Tongue.



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Historial:
 
Lançamento no dia 26 de Abril 2025, na Tinta nos Nervos com a presença do autor, Marcos Farrajota (editor) e José Smith Vargas (autor), acompanhada por uma mostra de originais.
 
nomeado para prémio na BD Amadora



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FEEDBACK

Dias-a-fio fuma-se como um charro ou tabaco de enrolar, daqueles que se tem de reacender amiúde e que no final deixam um travo amargo nos lábios. São pequenos retalhos da infância e adolescência em ambiente urbano, ilustrados cruamente sem peneiras e em que o percurso existencial dos protagonistas é certeiramente simbolizado pelo cinzeiro que se vai enchendo de beatas.
Nunsky (via email)
 
Gostei muito do Dias-a-fio, a dislexia quanto muito ajuda a onomatopeias graficamente fantásticas. Sendo que sou de Lisboa e nascida nos 90’s não me passou ao lado, juventude tão decrépita como a capital, já na minha altura se contavam histórias de putos que tinhas ficado sem pernas por andarem à pendura nos elétricos!
Ângela Cardinhos (via email)

Mas então o que é o Dias-A-Fio? É uma colecção de episódios ou vinhetas da vida suburbana lisboeta entre as décadas de 2000-2010, mas a precisão geográfica e temporal não são importantes. O que é relevante são as vidas das personagens e as situações pelas quais elas passam, que nos são apresentadas pelo autor como uma apresentação e exploração daquilo que elas representam. São figuras realistas, mesmo que não sejam reais, e as suas vidas são palpáveis. Mesmo não havendo uma narrativa directa entre os capítulos do livro, vemos estas personagens a crescer, a aprender, a errar e a sofrer, mas não é tudo negativo. Há um elemento quase esperançoso ao longo destas histórias que para mim enquanto leitor me fez sentir que por muito que estas personagens passassem, o sol nascerá sempre no dia seguinte e haverá sempre mais que possa acontecer. A incerteza de que esse dia seguinte seja positivo ou negativo faz parte da experiência: vai acontecer, e isso é suficiente para virar a página. 
(...) O autor acompanha as personagens nas suas decisões e hesitações sem qualquer julgamento ou vergonha. Somos incluídos nos grupos que nos são apresentados e somos cúmplices em vez de voyeurs. Este livro serve como um lembrete que não somos apenas observadores dos sucessos ou infortúnios pelos quais passamos nas nossas vidas. Quer aceitemos quer não, aquilo que une os dias das nossas vidas somos nós próprios enquanto fio condutor. E o efeito dominó que as coisas aparentemente insignificantes da nossa juventude podem ter sobre o nosso futuro não é algo que possa ser prevenido ou analisado até finalmente acontecer.

 Entre cigarros fumados às escondidas, blasfémias que se confessam ao padre e algumas sessões de pancada, os miúdos indisciplinados do primeiro episódio vão crescendo, mas não é tanto acompanhar com precisão a história de cada um que faz viver este livro; é, antes, a visão fragmentada de um conjunto de vidas que se vão desenvolvendo nos intervalos mais ou menos avariados da sociedade. (...) Quando as revistas dos anos 90 e 2000 abraçaram uma suposta modernidade e desataram a publicar longos artigos, sempre muito ilustrados, sobre as supostas tribos urbanas, esqueceram-se de confirmar que as fronteiras não estavam tanto entre os punks e os betos, os metaleiros ou os chungas, gente que tantas vezes usava a farpela para tentar amparar-se nalguma identidade colectiva; as fronteiras estiveram sempre nas classes, no acesso que cada um e cada uma tinha ou não tinha a essa ilusão chamada “elevador social”, e ainda hoje andamos a colher os restos dessa fantasia. Os grafitis nas estações, as drogas na rua, os abusos de poder policial e uma certa ideia de no future, esses ainda cá andam todos.

É impressão minha ou aparece a Boca do Inferno no livro? Ahahahah tá fixe o livro.
Rattus de Albert Fish (via email)


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Alexandre Piçarra (1990, Lisboa) formado em Escultura, tem um part-time e desenha nos tempos livres. Já fez exposições e teve múltiplos ateliers. Sofre de dislexia persistente, e por isso usa o mínimo de escrita e balões possíveis. Participou no fanzine Invasão e no jornal Carne Para Canhão.


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Outros títulos vencedores do concurso disponíveis:


Nódoa Negra (vencedor 2018) de várias autoras

All Watched Over By The Machines of The Loving Grace (vencedor 2019) de vários autores

Bottoms Up (vencedor 2020) de Rodolfo Mariano

Hoje não (vencedor 2021) de Ana Margarida Matos, com segunda edição e edição norte-americana pela Fieldmouse Press

Sinapses (vencedor 2022) de Ivo Puipo, com uma versão inglesa pela kuš!

Vale dos Vencidos (baseado no trabalho vencedor de 2014) de José Smith Vargas, com segunda edição

Partir a loiça (toda) (vencedor 2023) de Luís Barreto

quarta-feira, 21 de maio de 2025

Punk Days



Dois livros novos da Chili Com Carne com temática Punk: 

- Dias-a-fio de Alexandre Piçarra é o trabalho vencedor do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD do ano passado! Ou se preferirem, Dias-a-fio é uma corrente de episódios em que várias personagens são expostas a situações que fragmentam a sua dimensão emotiva. O cenário é Lisboa entre os anos 90 e 2010 e os acontecimentos são sombras de realidades vividas, que representam as fendas na estrutura do sistema social português, que deixa emergir o julgamento, crueldade, culpa, castigo e humilhação como danos colaterais. Eis uma galeria de putos, chungas, betinhos, punks, bófia e muito tabaco. O lançamento foi feito em Abril passado na Tinta nos Nervos com a presença do autor, Marcos Farrajota (editor) e José Smith Vargas (autor), acompanhada por uma mostra de originais.

- Corta-e-Cola : Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) de Afonso Cortez seguido de Punk Comix : Banda Desenhada e Punk em Portugal de Marcos Farrajota, é na realidade uma reedição do famoso livro de 2017. Rectificado, emendado e com posfácios a actualizar meia-dúzia de coisas, esta reedição não tem o CD Punk Comix nem tem o formato de "split" ou livro-duplo. Tem uma capa nova feita pela malta do Disgraça justamente porque a decisão de reeditar este livro é para que os seus lucros revertam totalmente para este espaço. Para quem não saiba o Disgraça encontra-se numa jornada épica para comprar o espaço onde se encontram, para que um dia destes não sejam expulsos desta Lisboa toda fodida pela especulação imobiliária, hipocrisia política e ganância dos seus cidadãos-proprietários. O livro chega esta Sexta-Feira e prá semana haveremos de o lançar! Dia 1 de JUNHO no DISGRAÇA!! (claro)

domingo, 6 de abril de 2025

ccc@autónoma.3

cartaz de Rita Mota

 Vai ser um fim-de-semana cheio por Cacilhas!  

Lá estaremos com novidades editoriais, a saber Propaganda e Dias-a-fio!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

12ª Edição do concurso "Toma lá 500 paus e faz uma BD!" - entregas fechadas

FECHOU!

24 obras de 25 autores recebidos!!

Dia 14 de Fevereiro anunciamos o vencedor!!!

 


 
A Associação Chili Com Carne lançou a ideia de um concurso para fazer um livro em Banda Desenhada para matar a modorra na cena portuguesa, tendo sido publicados já vários livros ou zines de trabalhos que participaram no concurso - como o Vale dos Vencidos de José Smith Vargas, projecto vencedor do concurso de 2014 mas que se transformou noutro livro mais complexo.

Em Outubro de 2015 saiu a primeira obra vencedora (do primeiro concurso, de 2013) ou seja, The Care of Birds / O Cuidado dos Pássaros de Francisco Sousa Lobo - que entretanto teve uma edição em Espanha e em França. Em Outubro de 2016 saiu o romance gráfico Acedia de André Coelho, em Outubro de 2018 a antologia Nódoa Negra, em Novembro 2019 a antologia All Watched Over By Machines of Loving Grace, em 2020 Bottoms Up do Rodolfo Mariano, em 2021 Hoje não da Ana Margarida Matos - que vai na segunda edição e publicado nos EUA -, em Dezembro 2022 o Sinapses de Ivo Puiupo (com edição inglesa pela Kus!) e em Janeiro 2024 o fanzine mais caro do mundo, o número 42 do Mesinha de Cabeceira, Partir a Loiça (toda) de Luís Barreto!!

Entretanto, cá estamos de novo à espera de novas aventuras editoriais!





Instruções (não muito complicadas):
Para quem? 
Para Sócios da Chili Com Carne com as quotas em dia - não é sócio? Então é clicar neste LINK.
No caso das antologias, todos os autores devem ser sócios!
Para artistas portugueses, residentes ou não em território nacional e artistas estrangeiros residentes em Portugal.
No caso das antologias é possível participação de artistas internacionais desde que em minoria em relação aos portugueses.

O prémio é monetário? 
É sim! São 500 paus!
Para além de que o trabalho será publicado!
E, para a próxima edição, o vencedor é convidado a fazer o cartaz e a integrar o júri!

Quem decide o vencedor? 
Vanessa Alfaro (sócia da livraria e galeria Tinta nos Nervos), Marcos Farrajota (autor de BD, editor e fundador da Chili Com Carne), Alexandre Piçarra (vencedor da edição anterior) Ondina Pires (Master Punk) e Tomás Ribeiro (Direcção da Chili Com Carne).
O Júri reserva-se o direito de não atribuir o prémio caso não encontre qualidade nos trabalhos propostos.
Que projecto pode ser apresentado? 
- Uma BD longa de um autor ou com parceiros
- Um livro com várias BDs do mesmo autor (desde que tenham uma ligação estética ou de conteúdo)
- Uma antologia de vários autores com um tema comum (ver Nódoa ou All como exemplos)
 Regras de apresentação dos trabalhos
- O livro não tem limite de páginas e de formato mas porque desejamos inseri-lo nas nossas colecções já existentes como a Colecção CCC,QCDA, LowCCCost, RUBI, THISCOvery CCChannel, etc... - o projecto terá mais hipóteses de ganhar se for apresentado num formato das colecções.
- Preferimos o preto e branco mas a cor não está totalmente afastada!
- Envio do seguinte material:
a) texto de apresentação do(s) autor(es),
b) sinopse do projecto
c) planeamento por fases (com datas)
d) envio, no mínimo de 4 páginas seguidas e acabadas, e 20% das páginas BD planeada.
- Todos estes elementos devem ser entregues em PDF, em serviço de descarga em linha (sendspace ou wetransfer) cujo endereço deve ser enviado para o e-mail ccc@chilicomcarne.com
Datas?
4 de Fevereiro 2025, até às 23h59m é a entrega dos projectos!
14 de Fevereiro 2025 é anunciado o vencedor!
O livro é publicado em 2025!?

Boa sorte!
CCC

Este projecto tem o apoio da Tinta nos Nervos

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Carne para Canhão-ão #2 ESGOTADO

 

Capa-remix da Matilde Basto

 

Esperando vencer as fake news dos Direitas e projectar do seio da Chili Com Carne futuras figuras de proa na cultura - e quem sabe, na política! - eis o segundo número do Carne para Canhão-ão com as contribuições de Matilde Basto (capa), 40 Ladrões, Rodolfo Mariano, Carlos Carcassa, Inês Louro, Lucas Almeida, Luís Barreto, Martino Gallo com Alexandre Piçarra, Rudolfo, Sofia Ciente e João Carola (BD's), Tomás Ribeiro e Rui Moura (ilustrações), Hugo Almeida e Marcos Farrajota (textos).

...

Encontra-se em Lisboa (que cheira mal por todo o lado) na Ar.Co., BdMania, Carbono, Flur, IPLuso, Kingpin Books, Linha de Sombra, Neat Records, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos e ZDB; e no Atelier Abracadabra (Coimbra), Carmo'81 (Viseu), SMUP (Parede), Espaço Musas, Louie Louie, Senhora Presidenta (Porto), Paperview (Leiria) e CAAA (Guimarães).

Este número está para esgotar - e irá esgotar no Festival de Alpiarça e Feira Anarca de Lisboa - por isso despachai-vos a sacar a vossa cópia!!!


feedback:



Os desenhos do Piçarra já serviram para um puto anarquista expressar os sentimentos pelo seu prof de HGP (seja lá que merda é essa...). Excelente! E já agora, porque isto veio de um workshop de fanzines do José Smith Vargas, o mesmo escreveu por email: Parabéns (...), está um granda jornal. Da capa até à desforra do Lucas na última página (óptima opção). Até o texto do lixo, muito útil para uma pesquisa que ando a fazer...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Vencedor 500 paus 2024 - "Dias a Fio" de Alexandre Piçarra



Foram entregues 18 propostas e os cinco membros do Júri desta edição do concurso interno da CCC Toma lá 500 paus e faz uma BD decidiram por maioria como projecto vencedor:

Dias a Fio
de 
Alexandre Piçarra

Será um livro de cerca de 60 páginas a sair este ano - provavelmente na colecção Mesinha de Cabeceira... ou talvez não, poderá sair como um título sem colecção! O Futuro é sempre incerto!


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Segundo a sinopse do projecto:

É um livro com várias Banda Desenhadas curtas, cerca de 10 histórias de caráter social que reflete experiências de vida maioritariamente passadas numa Lisboa ficcional por volta dos anos 2000. Apresenta uma coleção de situações e histórias, inspiradas em factos verídicos, ou testemunhados, que procuram provocar um subtil sentido de incredulidade. São vivências que coexistem entre o imaginário e a realidade. As diferentes histórias, separadas por capítulos, expõem o mundo interno de diferentes personagens através das suas vivências, explorando algumas questões morais ou de confronto entre ideais e a realidade. Há chungas, punks, betinhos e também outras personagens e situações reconhecíveis. O formato temporal das bandas desenhadas é semi-rizomático, em que todas as histórias são fechadas mas interligam-se através das personagens cujo caráter se vai desenvolvendo à medida que surgem em diferentes situações, deixando o mais possível em aberto para o leitor a sugestão de conexão entre narrativas.


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Comentários do Júri:

"(...) a onda urbana e desenho "feio" é um bom casamento!"

"(...) uma excelente comunhão entre desenho e o texto, tanto em forma como conteúdo."

"(...) a proposta mais honesta e hábil."


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Ficam aqui algumas páginas:






A Associação Chili Com Carne agradece a todos os sócios que participaram nesta iniciativa, em especial aos que pagaram a sua quota anual e permitiram o prémio monetário
- há mais de oito anos que as quotas anuais dos sócios têm como objectivo financiar o concurso "Toma lá 500 paus!" ao invés de serem apenas um mero "investimento" para o consumo das nossas publicações.


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Esta iniciativa tem ainda o apoio da Tinta nos Nervos e relembramos que graças a este concurso foram já publicados 11 livros:

O Cuidado dos Pássaros / The Care of Birds (vencedor 2013, com edição espanhola pela Penguin-Random House e francesa pela Rackham) de Francisco Sousa Lobo
Askar, o General de Dileydi Florez
 O Subtraído à Vista de Filipe Felizardo
 Acedia (vencedor 2015) de André Coelho
 Nódoa Negra (vencedor 2018) de várias autoras
All Watched Over By The Machines of The Loving Grace (vencedor 2019) de vários autores.
Bottoms Up (vencedor 2020) de Rodolfo Mariano
Hoje não (vencedor 2021) de Ana Margarida Matos
Sinapses (vencedor 2022) de Ivo Puipo
Vale dos Vencidos (baseado no trabalho vencedor 2014) de José Smith Vargas com segunda edição para breve
Partir a Loiça (toda) (vencedor 2023) de Luís Barreto


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Sobre o autor: 

Alexandre Piçarra nascido em 1990 vive em Lisboa, formado em Escultura, tem um part-time e desenha nos tempos livres. Já fez exposições e teve múltiplos ateliers. Sofre de dislexia persistente, e por isso usa o mínimo de escrita e balões possíveis. Participou no fanzine Invasão.