sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Noitadas, Deprês & Bubas / últimos 4 exemplares



«É extremamente difícil escrever um livro medíocre. O livro conseguido está na ordem do dia. Falhar em literatura é um gesto de pura rebeldia. Um péssimo romance é um acto de terrorismo. Só uma miopia extrema, ainda assim facilmente corrigível, pode conduzir ao desastre. A possibilidade de errar foi reduzida ao mínimo indispensável que mantém as aparências e evita o escândalo. Só nos resta escrever livros certos e vendê-los a um público certo. Um público obedientemente entusiástico e atento. (...) O que antes era puro empirismo ou um difuso ritual feiticista tem agora um método de infabilidade. A improvisação e o gesto institivo estão desactualizados. Pior, são nefastos. O escritor deve actuar com rigidez e concisão. O êxito é a meta. O êxito é a única saída.» - Artur Portela, filho in Feira das Vaidades (Atlântida Editora; 1959)

É com palavras da juventude de "alguém que foi para a Alta Autoridade para a Comunicação Social", que apresentamos um livro novo de Marcos Farrajota. De novo quase nada têm, a não ser uma bd inédita de 10 páginas (para o #5 do zine A Mosca que nunca chegou a sair), porque o livro insere-se na colecção Mercantologia, uma colecção da Chili Com Carne dedicada à reedição de bd's perdidas no mundo dos zines.

São bd's autobiográficas de Farrajota, publicadas entre 1995 e 1997, nos números (esgotados) 6 ao 12 do Mesinha de Cabeceira, antecedentes ao É sempre demais... (Lx Comics #2, Bedeteca de Lisboa; 1998), apresentam o grosso da exploração da autobiografia no seu trabalho. Género esse pouco habitual em Portugal, mesmo depois do "boom" e da implosão da bd portuguesa, ao qual o autor acabou por subverter e abandonar gradualmente.

E como na vida, há de tudo nestas bd's: sexo juvenil, amores de recorte Primavera/ Verão, uso de drogas leves, vida suburbana em Cascais, relações sociais (envolvendo desde vários autores de bd a músicos como os Primitive Reason), deambulações urbano-filosóficas de quem andava à toa, rapinanços de conteúdos alheios (Mão Morta, Julie Doucet, Einstürzende Neubauten, Madman) e participações alheias de amigos - como acontece na bd Die Fliege II com textos de Miguel Caldas....
volume 3 da Colecção Mercantologia ... 72p. p/b 21x22,5 cm, capa a cores, edição brochada ... com prefácio de Daniel Lopes e apoio técnico de Pepedelrey... apoio: Instituto Português de Juventude
...
algumas páginas aqui.
...
Últimos 4 exemplares à venda no site da CCC, BdMania, Fábrica Features, Matéria Prima, Mundo Fantasma, Tigre de Papel e Neurotitan.
...
historial: Comemoração 9 dos 10 anos da Chili Com Carne ... Lançado na 10ª Feira Laica ... Nomeado como Melhor Argumento Nacional pelos Troféus Central Comics ... Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ...

feedback: 

Os meus sinceros parabéns por teres sempre conseguido pôr a alma a nu, sem concessões nem comiseração! Ondina, The Great Lesbian Show 
...
É excelente sem favor! Belo trabalho! João Chambel, co-autor de Heróis da Literatura Portuguesa ... 
os registos variam, da autobiografia à crítica ou ensaio sarcástico, a fantasias sexuais. Também em termos formais ultrapassa o desenho para explorar a colagem, faz citações a partir do uso de fotografias, bocados de outras b.d.’s (caso do período gigante da Julie Doucet ou capa do Kill Your Boyfriend), letras de música, cartões da J.S., que cruza com apontamentos do seu diário gráfico. Afonso Cortez-Pinto in Umbigo [ler aqui artigo completo] 
...
é o delírio, mesmo! excelente a tua ideia de compilares tudo e editares. dei comigo a rir sozinho enquanto via o teu livro (e a rever-me em algumas das situações ;) tens ali um documento de grande fôlego (e talvez seja o livro de BD menos pretensioso que alguma vez vi ;) e isso dá-lhe uma força brutal. agora é pensares numa compilação "não tavas lá?!" e coleção de discos UnDj... daqui por mais um 10 anitos!! Nuno Moita, Grain of Sound





+ feedback: 
Acho que agora te fiquei a conhecer perfeitamente! Eh, eh, eh! Tiago Guillul, FlorCaveira 
... 
é necessário tomar em conta que os acontecimentos retratados nestes pequenos episódios, alguns solitários – a própria criação dos trabalhos, a masturbação, as migalhas, as paranóias dos charros, as fantasias mentais, as reflexões sobre a vida – outros colectivos – saídas à noite, festas, concertos, passeios, férias, conversas – vivem em torno de uma cultura noctívaga, de um certo grau de rebeldia em relação à imposição da “normalidade social”, de uma ansiedade em relação ao futuro e àquilo a que nos parece obrigar, que se revela no próprio modo de trabalhar a banda desenhada: os traços nervosos, a flutuação dos estilos, as complicadas ou grotescas composição de página, as inclusões de material alheio (...), as diatribes contra a “normalização” aventada acima, etc. Pedro Moura in Ler BD 
... 
Gostei muito, irmão! Bacana! Jakob Klemencic, autor esloveno de férias em Curitiba! 
... 
O livro está do caralho!! Lembro-me de uma ou outra coisa mas ler tudo de uma só vez é completamente diferente. Li aquilo em duas vezes e a meio já ganhava o hábito de andar a rodar o livro para ler as letrinhas no fundo e referências. Acho que as histórias funcionam bem melhor num todo do que fragmentadas! Gostei particularmente da do ano 2000, o pesadelo da droga (ainda sonho com isso!!) e aquela sobre nosso Portugal está brilhante (mesmo que tenhas gamado o texto!). A do Salão do Porto fez-me lembrar montes de coisas dessa altura, acho que esse foi o melhor festival que fizemos cá! Está tudo muito porreiro, desde a história das calinadas (hehe) até às desventuras amorosas. O problema da BD autobiográfica é o de se descobrirem os podres todos: vodka na cona é naquela... mas cartões do PS?? arrggghh Hei, quando é que sai o próximo?? Rui Ricardo, ilustrador 
...
parecem polaroids dessa década. muito fumo de charros, mão morta, fantasias na carreira do 414? sem guita, música em altos berros, existencial. um trabalho interno rico e muito interessante que não começa nem acaba com este livro. in thefootballer-vs-thepugilist.blogspot.com 
...
  it's crazy. I liked it. It is something in between Andrea Pazienza and Edika MP5, ilustradora italiana
...
...
  gostei do livro, acho que foi mesmo boa ideia compilar tudo numa mesma edição. Apanhei uma valente gripe (...) e as primeiras gargalhadas, foram provocadas pela leitura de tiradas tuas decorrentes das vicissitudes da tua lúgubre existência. A “tua dor de braço” ser uma possível doença psicossomática resultante da tua timidez, quase que me deslocava os maxilares. Paulo, Division House 
...
MAS COM RESPEITO AO TEU LIVRO, ESTA LIDO E DIGERIDO. (...) FIQUEI COM BOA IMPRESSAO DO AUTOR. UMA PESSOA HUMILDE, QUE DEMONSTRA CUIDADOS MUITO HUMANOS NO TRACTO COM OS OUTROS, ESPECIALMENTE COM AS MULHERES; QUE DEMONSTRA INTERESSES ALTRIUSTAS PARA ALEM DO CULTO DA POPCULTURE, UMA GRANDE QUALIDADE EM DEGENERAÇAO NOWADAYS; QUE DEMOSNTRA SABER COMUNICAR-SE COM O MEIO FISICO E SOCIAL INTERCAMBIADO AS SUAS FRAILIDADES E DEBILIDADES (UMA VEZES MELHOR OUTRAS VEZES PIOR É CERTO), O QUE O MANTEM NUM PROCESSO CONSTRUTIVO DE AMADURECIMENTO E CRESCIMENTO EXISTENCIAL MUITO VALIOSO; ESSENCIALMENTE DEMONSTRA GRANDES QUALIDADES PARA DOMINAR UM TIPO DE DESENHO LIVRE QUE EU PARTICULARMENTE APRECIO EM CONJUNTO COM O SEU GREEDY MEAN WAY EM QUE SE AUTO-CRITICA TORNAM O TEMA "EGOCENTRISMO" MUITO INTERESSANTE IN A FUNNY WAY, E ATÉ EDUCATIVO, E A LEITURA VIVA, RICA E ...ESSENCIAL! VERA SUCHANKOVA 
... 
Gostei muito do teu livro, o periodo em que foram escritas as tuas histórias corresponde à altura em que vivi em Lisboa e identifico-me com muitas das coisas de que falas(música, timidez, charros, copos, filmes....) André Ferreira, Ao Sabor da Leitura / Goran Titol 
...
  Back then, the guy was young; he thought important to write down the names of fave bands as many times as possible (the way less creative colleagues do on schoolbags and tables (...) occasional innovative solutions in using and combining words and pictures, that several times reach across the standard comic language in Stripburger #48
...
  Bom, o pacote chegou (...) Caí primeiro no seu porque foi uma surpresa, não esperava por isso, não sabia que você estava preparando um livro e é realmente muito bom, ainda estou nele. (...) parabéns pelo livro. Fábio Zimbres 
...
  Entretanto o pessoal começou a contar histórias de "coincidências das nossas vidas" que acho hilariantes - ler aqui a primeira e mais recentemente esta.
...
Só coisa fina. Weaver Lima

REVISÃO : Bandas Desenhadas dos anos 70 .......... ESGOTADO

Capa de Isabel Lobinho e títulos por João Maio Pinto
2016 marca 40 anos do fim da icónica Visão, uma revista improvável num país com graves problemas económicos mas que se apresentava nas bancas com ar luxuoso, cores ácidas e brilhantes, temáticas políticas e libertárias.

 Quisemos comemorar esta publicação que fez uma ruptura com a BD tradicional portuguesa mas sobretudo recuperar um conjunto de BDs esquecidas dos anos 70 cheias de frescura, rebeldia e prazer criativo, vindas de outras experiências editoriais como Evaristo, O Estripador ou &etc.

Contem com António Pilar, Bruno Scoriels, Carlos BarradasCarlos "Zíngaro", Fernando Relvas (1954-2017), Gracinda, Isabel Lobinho, J.L. Duarte, João Manuel BarrosoNuno Amorim, Paralta & Zé Baganha, Pedro Massano, Pedro Potier, Tito, Zé Paulo (1937-2008), Zepe e ainda António Pinho, Carlos Soares, Jorge Lima Barreto (1949-2011) e Mário-Henrique Leiria (1923-1980) para muita BD psicadélica, urbana, cósmica, mórbida, erótica, pessimista, ácida, crítica, tão yin & yang tal como foi a década de 70 neste país periférico.

Nova paginação! 
Vintage Free! 
Completista!
Uma delícia!!!

(((o)))

9º volume da colecção Mercantologia 
editado por Marcos Farrajota 
arranjo gráfico de Joana Pires
184 páginas a cores 23,5x34cm
Capa com uma bandana


(((o)))

talvez ainda encontrem exemplares na Mundo FantasmaBdManiaLinha de SombraVida Portuguesa, Bertrand, Fatbottom Books (Barcelona), Stet, LAC (Lagos) e Utopia



Historial: Apresentação no Festival de BD de Beja (29 de Maio) ... Notícia no P3 ... Lançamento no dia 9 de Julho, às 16h na Feira Morta na Bedeteca de Lisboa com as presenças de Marcos Farrajota (editor) e António Pilar, Carlos BarradasCarlos "Zíngaro", Fernando Relvas, J.L. Duarte, Nuno Amorim, Pedro Massano e António Pinho (autores) ... Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ... Notícia no jazz.pt ... Artigo na revista Visão por Sílvia Souto Cunha ... Artigo n'Observador ... Artigo na Umbigo ... Vencedor do Prémio Clássicos da 9ª Arte pela BD Amadora 2016 ... Exposição no Festival de BD da Amadora entre 27 de Outubro a 12 de Novembro ... Nomeado para Melhor Publicação Clássica pelos Troféus Central Comics 2017 ... 























Feedback: 

Visão looks like an AMAZING magazine - a bit like a Portuguese GARO?! So important that people today see this pioneering work from 40 years ago and BUILD on it and push comics still further. Bravo (...) I see the relationship to Pilote/Metal and of course US comix underground too. As you say daring, radical for the times and politics. This work needs more exposure in Portugal and outside too 
Paul Gravett (via e-mail) 
... 
A Revisão é fascinante, principalmente porque para mim não é revisão nenhuma que só conhecia as bds do Pedro Massano (e o Fardeta do JL Duarte se não me engano). As histórias são algo insubstanciais, mas os desenhos, a diversidade de estilos são um festim. Muito bom. E o livro está muito bem produzido, palmas para os dois. 
M.R. (via e-mail)
...
Parabéns pela edição, tá do caralho! Até podes perder dinheiro com a brincadeira, mas o prestígio ninguém te tira! 
Nunsky (via e-mail)
...
4 estrelas na Time Out Lisboa
...
5 estrelas no Expresso
...
Revisão não pretende reinventar a história, nem reescrevê-la, mas pretende sim que se a repense, num contexto em que há sempre tão pouco pensar.
Pedro Moura / Ler BD
...
Melhores Livros de 2016 no Expresso

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Outside with the cuties @ Sequential State



Reading Pita's work is like having one of those dreams where everything is totally normal and completely surreal at the same time. Secretive and sweet, the comics shift with uncertainty driven by the movement of the drawing. A mysterious force is at work! 
Disa Wallander

Mariana Pita turns the ordinary into the extraordinary. Her stories are about small adventures and days at the beach where familiar situations and characters get mixed up with strange and unexpected details. Outside with the Cuties is like a dream that twists memories from past summers. 
Joana Estrela 

Mariana Pita makes drawings, paintings, comics, music, and animation. She has been developing some incredible work in the last few years, followed by a small but enthusiastic group of people. Her comics may look cheerful and lighthearted at first sight but her characters and narratives are often quite deep and odd, sometimes even dark. 

OUTSIDE WITH THE CUTIES is an attempt to present Mariana Pita's best work to a bigger audience. It collects comics produced from 2013 to 2017 originally published in various outlets as well as several unpublished works.


Co-published with O Panda Gordo and support of IPDJ







  • 112 pages, 
  • 17,30x24,3 cm 
  • offset printing, 
  • hardcover, 
  • all content in English and Portuguese


  • Buy at Chili Com Carne online shop, O Panda Gordo (UK), Quimby's (USA), Neurotitan (Germany), Ugra Press (Brazil), Desert Island (New York), Orbital Comics (London), Le Bal des Ardents (Lyon)...





    FEEDBACK: (...) Pita’s drawing is fascinating, an attractive warbling woolly mess. (...) the whole comic feels spontaneous and alive. (...) In “A Day” we see two young people spend time at the beach before going off to do a job that defies explanation. Both comics are imaginative and wistfully fun, setting the stage for a book that is cute and weird. (...) her work exudes a sense of mystery and unfamiliarity. Outside With The Cuties is an odd physical object (...) The effect is like finding a zine wedged inside of a larger book, an effect I found charmingly appropriate. (...) Overall I am enchanted by Mariana Pita and her work. These comics are joyful and strange, like a flower blooming at night. (...) introduces English-speaking readers to a cartoonist whose work feels essential and timely; I recommend this initial collection to you wholeheartedly. Sequential State

    terça-feira, 14 de agosto de 2018

    I Like Your Art Much / ESGOTADO em Portugal


    Francisco Sousa Lobo fez um livro de banda desenhada sobre o trabalho de Hugo Canoilas
    Chama-se I Like Your Art Much, é um trabalho singular de simbiose entre banda desenhada e artes plásticas, tem 44 páginas, e foi lançado em Dundee (Escócia) no dia 5 de Março de 2015 na sala principal da Cooper Gallery
    .
    As galerias de Hugo Canoilas, a Associação Chili Com Carne e a Universidade de Goldsmiths apoiaram este projecto seleccionado pela Bloomberg New Cotemporaries - de mais de 1600 candidaturas de alunos das escolas de arte do Reino Unido, o júri dos Bloomberg New Contemporaries escolheu 37 artistas. O júri é composto por Simon Starling, Jessie Flood-Paddock e Hurvin Anderson. Os artistas escolhidos são ora estudantes ora recém formados de cursos de artes plásticas.

    Normalmente não são aceites candidaturas de artes gráficas, comunicação ou ilustração e BD. I LIke Your Art Much é uma excepção. A exposição esteve patente em várias galerias de Nottingham e ao Institute of Contemporary Art, em Londres.
    .
    Vieram 78 exemplares para Portugal deste livro redigido em inglês acessíveis EXCLUSIVAMENTE no site da Chili Com Carne que esgotaram hoje
    .




    Francisco Sousa Lobo has a new comic book coming out, on the work of artist Hugo Canoilas
    .
    It's called I Like Your Art Much, it's in English and printed in the UK, has 44 pages, and was released on the 5th of March 2015 at the Cooper Galley in Dundee, Scotland, with an exhibition - both exhibition and book form a singular symbiosis between comics and fine art
    .
    Hugo Canoilas' galleries, Goldsmiths University of London and Associação Chili Com Carne supported the project.

    segunda-feira, 13 de agosto de 2018

    LOVE HOLE / SOLD OUT



    After almost two years of being serialized in LODAÇAL COMIX, and shocking some readers with it’s ego-tripping-misogyny-homophobia-hate-fueled character Josh, Afonso Ferreira's LOVE HOLE gets a disgusting treatment and is compiled into a book.
    This is a Chili Com Carne and Ruru Comix co-edition, the 6th volume of Mercantologia collection, dedicated to reprinting lost material from the zine world. Supported by IPDJ 

    IN ENGLISH
    Two color cover + one (red) color 48pages. 
    Offset edition of 666 copies. 
    ISBN: 78-989-8363-17-6

    last copies maybe @ Mundo FantasmaNeurotitan (Berlin), Fábrica FeaturesUgra Press (Brazil), BdManiaQuimby's (Chicago), LAC (Lagos), La Central (Spain), Sarvilevyt (Lahti), Fatbottom Books (Barcelona), Orbital (London), Dead Head (Edinburgh), Modern Graphics (Berlin) and Seite Books (Los Angeles).

    feedback: 
    Afonso Ferreira é sem dúvida um dos mais talentosos, e estranhos, autores nacionais. 
    André Azevedo / BD no Sotão 

    Love Hole is pretty crazy shit (...) The style is pretty cool, too! 

    I really enjoyed Love Hole. Great artist! 

    Esta história mistura vários géneros, mas acima de tudo é uma desvariada combinação de ficção científica, horror gore, slacker e pornografia humorística. (...) os eventos em catadupa, encadeados de forma quase mecânica, lançam-no em novas acções cada vez mais absurdas e estrambólicas, envolvendo pickles de partes de corpo humano, canibalismo, e monstruosidades capilares com habilidades psicocinética. Mas acima de tudo, o que está no centro da história é uma fantasia sobre o desdobramento de si-mesmo, com vários graus de variação, e a experimentação sexual que isso poderia implicar. Fôssemos adeptos de psicanálise biografista barata, haveria algo a dizer sobre essas fantasias acabarem por abordar uma espécie de homofobia que não vela assim tanto o seu próprio homoerotismo, o que é revelador tanto do humor como do tormentoso que Love Hole provoca. 

     En ese aspecto el texto brilla por una estética amable con la que el autor juega para hacer un texto escabroso sobre los recovecos de la degradación humana, porque Love Hole no deja de ser un viaje a lo que el protagonista cree que es humillante. 

    Publicação controversa, Love Hole foi acusado de homofobia (...) e mal lida por gente que tinha obrigação de saber comportar-se. Para rolar com a bola, Love Hole, ao deslindar peripécias dum gajo que tem oportunidade de se foder a si próprio, era literalmente homofóbico. Atenção que o Oxford Dictionary acabou recentemente com a distinção entre literal e figurativo, tão corrupto é o uso que fazemos dos dois termos. Literalmente homofóbico quer dizer que enfrentava a coisa de frente, e punha em cena um fantasma do heterossexual, enquanto ria de barriga cheia. 

    Fucking awesome 
    Monad
      ...

    Historial : exposição na Purple Rose Erotic Shop em 2013 ... trabalho escolhido para a exposição de BD portuguesa em Treviso 2014 ...

    sexta-feira, 3 de agosto de 2018

    Uma Guerra perdida mas uma nova Batalha para vencer!


    Pois amigos, fartei-me de escrever para este blogue. Esperava para já que houvesse mais participação na divulgação de objectos editoriais underground e que não fosse o único a fazê-lo. Isso poucas vezes aconteceu, quase ninguém contribuiu... Sinais dos tempos? Não se critica, não se pensa, divulga-se para ter mil "likes" e "followers" e está feito, é? 
    Então que sa foda, mais vale regressar para o mundo real, físico e analógico. 
    A minha participação no jornal A Batalha passou a ser mais do que umas BDs. Aquilo que vocês estavam habituados a ler neste blogue (resenhas de zines, livros, k7s e discos fora do olho público) passa para as suas páginas impressas! 
    Yes! Devo dizer que estou excitado em voltar ao papel e cagar de alto para a 'net. Aconselho-vos a assinarem A Batalha se curtirem Arte sem corantes e bitcoins: jornalabatalha@gmail.com

    Boas férias!
    Marcos Farrajota

    quinta-feira, 2 de agosto de 2018