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quinta-feira, 21 de maio de 2026

CENSURAR ATÉ REEDUCAR ... BANIR QUEIMAR ABOLIR @ Lucky Lux



Censura já!!
de

tradução de Ondina Pires
Colecção THISCOvery CCChannel, vol. -11
formato 16,5x23cm, 168p.
PVP: 13,12 eur


Precisamos de censura. Censura para impedir que a rádio expele o seu vómito imparável. Censura à “imprensa livre”, a qual cria uma versão dos eventos mundiais fantasiada e o enquadramento intelectual para assassínios em massa. Censura aos livros que fazem o mesmo que a imprensa: livros de memórias de figuras políticas e celebridades que deveriam estar presas em vez de aparecerem nos circuitos literários; memórias estas, adulteradas por escritores-fantasma. Censura à indústria cinematográfica por produzir em série apologias infantilizadas e imperialistas, e pornografia pró-tortura. Censura às artes, cujo estatuto de imunidade à culpa explica e perdoa a ideologia degenerada, a qual permite que toda esta “liberdade” seja possível de existir.

(...) Estás disposto a ser visto a ler um livro chamado Censura já!! em público? (...) Sentirás o teu cérebro a bater mal enquanto tenta acomodar-se a algumas novas estratégias hilariantes, absurdas e radicais de como viver neste mundo ridículo 
Washington Post

(...) Mantêm este livro contigo e lê-o, uma palavra de cada vez.
Los Angeles Review of Books

(...) Svenonius sempre foi o mais inteligente da turma... Em livro, Svenonius é como aquele teu amigo que adoras porque, mesmo que a sua visão se divida entre humor, paranóia e ira anti-social, ele nunca dissipa a tua fascinação de como ele chegou até lá. 
SF Weekly

Ian Svenonius é mais conhecido por ser o "frontman" das bandas Make-Up e Nation of Ulysses, mas é também um brilhante crítico cultural com o talento de trazer os melhores tópicos que poderás ler. Nesta colecção, Svenonius escrever poderosos argumentos a favor da Censura, acumular livros e discos, polémicas contra a Apple e Ikea, a "yuppieficação" do Indie Rock, e a depilação de pelos púbicos.
Buzzfeed

A capacidade de disparar em direcções, mais focado na libertação dos projecteis do que no seu trajecto ou eficácia, inclina a leitura para esse registo irónico, mas a assertividade de certas afirmações aponta no sentido inverso, como quando afirma que os muçulmanos dominaram a Península Ibérica apenas porque tinham açúcar... 

Que merda é esta? (...) suspiras, recuperas o fôlego e pegas na obra (...)
Luís Rattus in Loud!

(...) é uma análise política sobre o estado da cultura de uma forma um bocado irónica. E a ironia faz-nos pensar, sobretudo quando é bem feita (...)
Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta) no Expresso



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Esta colecção de ensaios de Ian F. Svenonius reorganiza as ideias das pessoas sobre censura, Ikea, filmes documentais, o muro de Berlim, danças rock, depilação, Apple, a benevolência aparente da Wikipedia, acumulação de cultura, College Rock, as origens da Internet e muito mais...  até BD!! Foi considerado um dos melhores livros sobre Música em 2015, uma altura quando ainda havia concertos em caves nojentas e imundícies em Festivais de Verão. 

Ian F. Svenonius nascido em 1968, Chicago, EUA. Activo na música desde 1988 até ao momento presente, como músico compositor, cantor, guitarrista e escritor, nos grupos Nation of Ulysses, The Make Up, Weird War, Chain and the Gang, Cupid Car Club, XYZ, Escape-Ism. Tem vários textos escritos para revistas e fanzines, alguns são compilados em livros como Recognize, The Psychic Soviet, Keep Your Eyes Open, Supernatural Strategies for Making a Rock 'n' Roll Group e pela primeira vez em português este Censura Já!! 




Podem encontrar uma entrevista ao autor na Stress.Fm na sua visita lisboeta em 2015.

E eis uma entrevista, em 2020 poucas semanas depois de ter sido lançado, no Público sobre este livro.








PS - a Lolita já tem o seu exemplar!! Ó:



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Cartazes do Futuro Primitivo A ESGOTAR!!!

Para acompanhar a exposição do homónimo livro Futuro Primitivo foram feitas cinco serigrafias, cada uma com pequenos detalhes. Algumas já esgotaram outras faltam muito muito pouco!!!
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A primeira foi feita por Miguel Carneiro, impresso na Oficina Arara.
A primeira edição-versão-limitada de 23 exemplares foi feito para o Festival de Beja 2011 dos quais sobrou UMA deste monstro 100 x 70 cm / uma cor / sob cartolina preta.

Para o Festival Crack 2011, em Roma, foi feita uma nova versão a duas cores de 66 exemplares que também só já há UMA.
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To travel along with the Futuro Primitivo book + exhibition we made five diferent silkscreens posters, each of them with small details.
The first one was made by Miguel Carneiro and printed in Oficina Arara. First edition is limited to 23 copies - most of them sold in the Beja Comics Festival. There's ONE copy of this 100 x 70 cm / one colour / black paper monster. There's also ONE of the 66 copies of the 2 colour in pink paper version made for the Crack Festival.


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The image of other four posters are made ONLY of Futuro Primitivo skrewed & chopped comix book. The comix images were REMIXED by André Coelho, Bráulio Amado, Filipe Quaresma and Margarida Borges creating brand new images in the same logic of the book. 
Printed by Lucas Almeida, there was 40 copies of each poster, most are gone!!!

 
Os outros quatro cartazes foram concebidos EXCLUSIVAMENTE com uma "REMIX" das imagens das bds publicadas no Futuro Primitivo. por quatro diferentes designers que puderam usar o "banco de imagens" do livro para criarem uma nova, seguindo o mesmo conceito do livro. 
Foram convidados André Coelho, Bráulio Amado, Filipe Quaresma e Margarida Borges. A impressão ficou a cargo de Lucas Almeida e foram feitos 40 exemplares, muitos deles já espalhados pela Escandinávia e américas e quase todos esgotados!!! 

ANDRÉ COELHO

BRÁULIO AMADO

MARGARIDA BORGES


FILIPE QUARESMA


Estas belas peças encontram-se à venda no nosso site. 
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You can find this posters in our site

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Rui Eduardo Paes: entrevista na Stress.fm

[este artigo e o podcast com a entrevista, foram originalmente publicados no site da Stress.fm]
capa a partir de ilustração da Joana Pires


Crítico de música com 30 anos de carreira, Rui Eduardo Paes define o seu oficio como um serviço público e comunitário, dirigido à comunidade musical em geral. Através da escrita, divulga música e dá pistas de audição às pessoas, de maneira a que estas possam mais facilmente entrar e compreender alguns géneros musicais que circulam nas franjas da cultura hegemónica.

"Há um certo acriticismo da parte do publico. Que acaba por receber bem as coisas e aplaude mesmo quando a música não é boa […] Quem escreve deve dar ferramentas de análise ao ouvinte"

Rui Eduardo Paes cresce rodeado de música. Das muitas referências que vai absorvendo e aprofundado ao longo da vida, destaca-se o Jazz, com que criou uma relação de grande proximidade através do seu pai.

Vive intensamente os anos 80, acompanhando de perto as mudanças de hábitos e costumes de um país que recebe tardiamente uma série de referencias. Chegam a Portugal os primeiros espectaculos, exposições, performances  e concertos que assumem o corte com o Modernismo. São os anos do ACARTE, do Jazz em Agosto, da arte contemporânea a entrar num país que, até então, se relacionava exclusivamente com a sua própria cultura fossilizada.

É também nesta década que Rui se destaca enquanto crítico de dança, performance e de música, sobretudo de Jazz e das disciplinas que daí ramificam. Torna-se parceiro (e rival) de Jorge Lima Barreto, o único crítico dedicado a estas correntes musicais até à data.

Nos anos 90, começa a lançar os seus escritos em formato de livro através da editora Huguin, até esta fechar as portas e deixar apeados uma série de autores. Edita cinco livros nesta casa: Ruínas : A Música de Arte no final do Século (1996); A Orelha Perdida de Van Gogh (1998); Cyber-Parker (1999); Phonomaton : as novas músicas do início do Séc. XXI (2001); Stravinsky morreu : devoções e utopias da música (2003). Mais recentemente, a Chili Com Carne e a Thisco, em parceria, editam Bestiário Ilustríssimo (2012) e "a" maiúsculo com circulo à volta (2013).

Actualmente, prepara um segundo volume do seu Bestiário Ilustríssimo, que também será editado na colecção THISCOvery CCChannel. Ao mesmo tempo, procura, em conjunto com os outros associados, solucionar os problemas impostos pelo actual governo ao cortar o financiamento da estrutura cultural em que faz produção e curadoria: a Granular.


"Vivemos numa fase da evolução humana e civilizacional e estética […] em que não há paradigmas que se destaquem, que imperem sobre outros, como aconteceu com o minimalismo nos Estado Unidos, nos anos 60, ou com o rock industrial na Inglaterra. Isso acabou. Não há um paradigma em emergência que vá dominar face aos outros. Não há. Isso são coisas da Era Moderna. Agora há uma mistura de paradigmas."

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Podes ouvir a entrevista feita ao Rui Eduardo Paes no estúdio da Stress.fm, aqui:


Esta conversa foi conduzida por Filipe Quaresma e Filipe Leote. Ao longo do podcast, podes ainda ouvir algumas músicas escolhidas por Rui Eduardo Paes:

Astronauta Desaparecido:Lao Tseu for Bars / Necropols 5 / Thy Sacred Breasts

4walls: The Anarchist Anthem


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Links relacionados:

Rui Eduardo Paes no Bitaites.org