terça-feira, 16 de agosto de 2011

Random Screener #0, 1 (2010)


Associado ao espaço colectivo Amalgama (em Vigo, ver Boring Europa), o artista galego Tayone decidiu unir-se à grande consciência cósmica zinesca universal e por isso editou um graphzine. Este "ecrã aleatório" é mais um zine de A5 com colaborações internacionais de quem anda a fazer este tipo de publicações. De Portugal participam André Lemos, Rudolfo, Miguel Carneiro e Pepedelrey mas há mais gente do Mundo Ocidental que cuspa ácido-arco-íris, kitsch metal, geo-porno e radioactividade animal. Nada de outro mundo para quem fizer parte deste mundo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

mensagem telepática nº1


Esquecido no meio da tralha...


FAT32 : Hard Drive (Gaffer; 2011)


Não vi este duo francês na primeira parte da visita dos Secret Chiefs 3 à ZDB mas desde o Boring Europa que tenho esta compaixão pelas bandas que andam pela estrada, e compro qualquer coisa cada vez que vou ver um concerto. Desta vez foi um vinil de 7" bem pesadinho de Noise Rock. Imaginem Lightning Bolt ou Lobster em comunhão de duo dinámico só que invés de se ser a bateria + guitarra é bateria + teclados. Se o Jean Michel Jarre fosse Punk era mais ou menos assim que iria soar - mas sem raios Lazer. O disco tem a mesma música dos dois lados, uma versão mais Rock outra mais Electrónica. A editora tem ligações aos Don Vito recentemente comentados aqui.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

domingo, 31 de julho de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

comix ANTI POP

Mais publicações que sairam ou ficaram acessíveis durante a Feira Laica. Estas dedicadas à banda desenhada e não é por serem de bd que são as mais impressionantes! Juro! Elas são bem melhores que os graphzines!

Começamos com o grande furor (inter)nacional que é o segundo número do Lodaçal Comix, um zine organizado por Rudolfo, artista da bd e do CD pirata verdadeiro chavalo hiper-activo que prometeu e cumpriu. O projecto foi anunciado como trimestral e assim está a ser, já vai no número dois e sei que o terceiro já está quase feito! 

E não ficou por aí, do primeiro número para este segundo engordou para 104 páginas A5 de autores tão diferentes como Afonso Ferreira, Natalie Andrade, Christina Casnellie + Bruno Borges, Maré Odomo, Rudolfo, Zukk Ozaki, Marco Mendes, L-EGO, Shogo Yoshikawa, Zé Burnay, Tiago Araújo, Aaron Kaneshiro, Ricardo Martins, Aviv Itzcovitz, Tetsunori Tawaraya, André Lemos, Zach Hazard, Ze Jian Shen, Tom Toye, João Cravo, Jack Hayden, Leah Wishnia, Tagas, Weja, Austin BreedJakub TywoniukMichael Deforge André Coelho.
Tal como cada vez há miúdas mais bonitas (o Ivan Brun acha que é qualquer coisa que andam a por nos cereais matinais) também cada vez a malta jovem desenha melhor. E sendo uma geração que literalmente têm tudo à sua disposição (mesmo que a maior parte do tempo seja de modo virtual) é natural que apareçam uma montanha de bds em que se cruzem referências do mundo Pop ad nauseam: "ninjas, super-heróis, mutantes, gajas nuas, elefantes, porcos, pilas, lobos, dragões, chicks (gajas galinhas!), magos, rabos, grávidas, gajos normais e retretes" como qualquer bom Cultura Pop em ebulição sugere. Estamos num planeta pós-Fort Thunder e neo-surrealista em que até Hentai que serve de crítica à energia nuclear. O futuro da bd (inter)nacional passa por aqui...

Não é de estranhar que apareça Snakebomb Comix #1 em Portugal distribuído pelo próprio Rudolfo, não partilhassem ambos títulos autores e estéticas idênticas. Tendo acesso a estes dois títulos ao mesmo tempo, coloca-se a questão onde começa um e acaba o outro. Pode-se dizer que a única diferença é que este último é feito exclusivamente por autores norte-americanos e que têm uma capa em serigrafia (e menos páginas, toma!). 
Temáticamente e estéticamente não há diferença entre eles. O Afonso Ferreira não é pior ou melhor que Pete Toms nem Ricardo Martins em relação a Zach Hazard Vaupen. Talvez seja mesmo algo na comida processada que faça a Humanidade capaz de desenhar todos os excessos gráficos que "fazem os olhos vomitar" - Le Dernier Cri dixit
Pessoalmente, espero, no entanto, por uma narrativa que convença mais do que mil imagens - e não sendo injusto, é em Afonso Ferreira e Tiago Araújo que se encontram estórias longas, separadas por capítulos, ao longo do Lodaçal. É mais uma espera...

Por fim, a Firma voltou e lança a colecção Vera Suchankova com Dark Shine (2011) do sérvio Aleksandar Opacic, autor presente no Salão Lisboa 2003 e publicado em Portugal na primeira Crica Ilustrada
A colecção que se inicia aqui é dedicada a autores dos Balcãs, sendo que poderemos considerar o livro de esboços do croata Igor Hofbauer como um "volume zero" da colecção. 
Não sendo este o seu primeiro livro de Opacic, será o segundo ambos compilam bds dispersas, curiosamente com uma bd repetida, justamente uma que usa o Batman num ambiente pós-apocalíptico. Este Dark Shine incide mais numa vez em textos (?) de Phillip K. Dick e na figura do Batman nas suas três bds claustrofóbicas. Menos gráfico e mais plástico que Tajna paukove krvi, este livro entretanto deixa as pessoas de queixo aberto devido a um "pop-up" muita mamado fazendo esquecer que as intenções editoriais e autorais não são compreensíveis.

Viva Comix! Vou dormir uma sesta!

terça-feira, 26 de julho de 2011

graph ANTI POP

A 18ª Feira Laica, como já referi aqui, foi um paraíso (infernal, dado ao extremo calor!) de novidades. Não exclusivamente de edições per se, mas também de novos criadores. Muito rapidamente porque as férias chegaram, juntamente com a senhorita preguiça, eis uma lista comentada de edições que partillham a cultura Pop de formas poucos ortodoxas para além de serem todas graphzines.


Famous Tumours (Discordian Ink; 2011) é um zine de Jaime Raposo, autor que habitou em Berlim (quando estavámos de passagem com o Boring Europa) mas que voltou para Lisboa. Para a Feira preparou este zine que promete "anjos e tigres" no meio de baba, ranho e esperma. Creio que a ideia é colocar gente pública no meio de uma escatalogia semi-mutante, resultado mais do que obtido pelo virtuosismo de Jaime Raposo mas que me escapa em parte porque não tenho televisão há 9 anos e como tal há muita gente importante que não faço mínima ideia quem seja.
Admito que já ouvi falar num gajo do golfe chamado Tigers que é buéda bom a jogar e tem pipas de massa mas... who cares!?
Estejam atentos a este autor e esta sua "label". Boa apresentação e bons desenhos! Go!


Outro título / autor que pega em figuras Pop para gozar com elas é Headbanger (Paracetamol; 2011) de David Campos
Zine A5 com capas com capas de papel colorido à escolha do freguês - e já agora está à venda no sítio da CCC - recolhe uma série de ilustrações do autor em companhia com personagens de filme Holywood como o E.T., Robocop, Aliens, etc... ou pelo menos no principio do zine depois começa a desbundar. Mas essas imagens iniciais são bastante divertidas e inconscientes da mensagem que libertam - a minha favorita é o David com personagens do Planeta dos Macacos com o Cristo-Rei de Almada como pano de fundo... uma crítica sobre o Criacionismo? Bem as acompanhei durante a tour Boring Europa... Fico feliz em vê-las todas juntas. Quem for mitra e não comprar este zine pode vê-las todas no blogue do autor.

Outra compilação é Iceberg (Imprensa Canalha; 2010) de José Feitor que ao decidir acabar com o seu blogue escroque.blogspot.com (2005-2010) juntou as suas  ilustrações favoritas para um livro de autor impresso a cores.
As ilustrações apanham alguma História recente de Portugal e arredores como a queda de alguns ditadores (Saddam Hussein) e o regresso de outros (Cavaquistão II) entre outras situações mais díficeis de decifrar uma vez quea edição não inclui um índice (?) sobre os factos a que as ilustrações se reportam.  Os desenhos apesar de terem um ar desbundado são feitos com segurança de traço de quem domina há muito a ilustração de imprensa - embora, diga-se, que o autor não tenha feito assim tanta neste país pouco dado a essas coisas gráficas. Feitor abusa dos animais para serem a sua voz de crítica social enquanto o mundo abusa da sua própria estupidez.
A edição limitada finalmente está toda disponível - vários exemplares ficaram por montar desde o lançamento na 17ª Feira Laica. Aproveitem!

Por fim, do colectivo suiço Hécatombe, um trabalho a solo de Abstien Gachet, Les corps nus cornus (2011), livrinho A5 todo impresso em serigrafia, embora o miolo não pareça de tão fino que é o papel e impressão. Fino é o traço do autor. A vista também não se faz de grossa. Apanhado de desenhos de Gachet numa visita ao Berliner Medizinhistorisches Museum der Charité, onde pelos vistos estão expostas em formol uma colecção de aberrações humanas. As crianças das Stars nunca sairiam assim... Raios, não me apetece escrever mais... Amanhã é outro dia!

music ANTI POP


Somália (auto-edição; 2011?)

Nunca ouvi falar tanto na Somália!
[inserir risos enlatados de sitcom]
Primeiro foi com a participação na banda sonora do Futuro Primitivo, depois com a actuação na Festa Laica e agora em CD-R-homónimo-lo-fi-mal-parido. Na realidade não há quase nada na 'net sobre este projecto drone-noise em que por acaso sei que são dois gajos de cu pró ar com maquinaria-de-fazer-loops que resulta num xinfrim que nos envolvem obrigatóriamente para mundos oníricos. Como não se pode ficar para sempre no mundo dos sonhos alguns ruídos estridentes vão-nos levando prá Terra até que se ouve na gravação alguém do projecto a desligar o botão do "rec" num gravador de k7s - e por isso mesmo não percebo então porque isto não foi editado em k7 invés de CD-R manhoso.
[inserir risos enlatados de sitcom, umas fotos sobre mutilação feminina e créditos finais]
Ah! O Manuel Pereira é um dos gajos de cu pró ar que participa neste projecto - e para quem não sabe, é o cabeça da Narcolepsia e autor da secção Má Onda e Sujidade e das belas colagens na antologia do Futuro Primitivo. E também, quando esteve na última Feira Laica trouxe a Cérebro Morto que edita o fanzine Planemo sobre música Noise, Experimental e isso tudo. A5 fotocópia, entrevista neste primeiro número (Abr'11) Andrew Coltrane, Gianluca Becuzzi, N. e Fear Konstruktor. Escrito em inglês falta-lhe a garra editorial que a fotocópia obriga. Espera-se por um segundo número com um discurso mais incisivo!

domingo, 24 de julho de 2011

ccc@santa.cruz


as nossas edições estarão representadas pela nada-ruim-casa...