quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

manual prático de uso da CCC (6/6) : projectos

Desenhos de André Ruivo in CapitãoCriCa Ilustrada (2005)
Sendo uma associação sem fins lucrativos e perfeitamente legalizada, a Chili Com Carne de dois em dois anos elege uma nova Direcção que põe em marcha os planos que são apresentados na Assembleia Geral - ou seja segundo a vontade dos associados que se apresentam nesta reunião.

Geralmente a Chili Com Carne publica projectos de novos autores mas sobretudo de trabalhos que desafiam a modorra literária e artística. Procuramos a hibridação de estilos e talvez por isso que dá prioridade a livros colectivos como aliás está tão bem registado desde 2001 com o seminal Mutate & Survive, passando pelo extremamente bem-sucedido MASSIVE (2010), pelo "omnívoro" Futuro Primitivo, e ainda em projectos especiais como a digressão europeia Boring Europa ou a antologia Lisboa é very very typical. O que não impede de publicar livros "a solo" de autores que temos muito orgulho como Nunsky, Rafael Dionísio, Marcos Farrajota, André Ruivo, Ondina Pires, Francisco Sousa Lobo, Rui Eduardo Paes, Nuno Rebocho, Lucas Almeida, Afonso Ferreira, Filipe Felizardo, Dileydi Florez, André Coelho, David Campos...

Não sendo a Chili Com Carne uma editora profissional ou comercial, como é óbvio não nadamos em dinheiro mas quando fazemos livros é porque queremos e inventamos formas de financiar o projecto! Dependemos das quotas dos associados, subsídios do estado mitra e das vendas, tudo isto permite ir trabalhando com algum desafogo mesmo que implique sacrifícios pessoais para fazer livros quase a custo zero - tirando a gráfica, raramente os autores, designers, tradutores e editores são remunerados nos projectos. Tentamos fazer parcerias com outros editores para amortizar custos de impressão, armazenagem e partilhar know-how tal como já fizemos com a Bicicleta, El Pep, Faca Monstro, MMMNNNRRRG, The Inspector Cheese Adventures, Thisco, You Are Not Stealing Records e a nível internacional com os festivais Alt Com (Suécia) e Crack (Itália) e o colectivo Stripburger (Eslovénia).

Actualmente a Direcção é oficialmente composta por Margarida Borges, Marcos Farrajota, Afonso Ferreira, Amanda Baeza e Rudolfo, havendo mais seis elementos da Associação que funcionam como consultores nas decisões da Direcção. Gostamos de ser desafiados no entanto nem vale a pena tentar se não tiver capacidade de autocrítica, perceber em que mundo é que está (dica grátis, espreite a Internet no seu melhor e no seu pior!) e se não conhecer bem o nosso catálogo, não vale a pena tentar meter o seu trabalho à força.

Já agora, se encontrarem o nosso nome em directórios de editoras (o que permite pessoas enviarem propostas ridículas sem verem para onde estão a enviar), façam um favor, tentem apagar o nosso nome, não queremos ser massacrados por desesperados!

Sem comentários: