sábado, 7 de janeiro de 2017

manual prático de uso da CCC (2/6) : edições esgotadas

Ilustração de Nunsky para o esgotado Chili Bean
E quando um livro da Chili Com Carne esgota porque fica tão caro? É para ser mitra ganancioso como aquela gente dos livros de artista!?

Nope! É verdade que aumentamos sempre o preço de uma edição prestes a esgotar a partir dos últimos 10 ou 20 exemplares mas a razão é que queremos que esses últimos exemplares sejam adquiridos por quem quer mesmo e não para um consumidor tarado qualquer que nem sabe o que está a comprar... E é verdade que também é para capitalizar um pouco mais com esses últimos exemplares porque os nossos livros se pagam as despesas de impressão, raramente fazem muito lucro - já para não falar da falta de remuneração dos autores e editores...

Mas se venderam tudo não era de reeditar?

O que acontece é que sendo uma estrutura pequena como a nossa não temos capacidade para reedição porque significa voltar a investir dinheiro num projecto em deterioramento de outros novos. Significa também ter que arranjar mais tempo e espaço para armazenar livros. O que poderiam perguntar é porque uma editora profissional não pega nos nossos livros esgotados e nesses autores que deram provas de sucesso?

O que sobra depois de acabar uma tiragem?

Tentamos que o livro ainda assim não "morra" totalmente e colocamos em formato digital (PDF) grátis para ser descarregado ou lido no nosso site ou na plataforma issuu.com e claro há sempre os arquivos públicos ou privados que tiveram o cuidado em nos dar guarida. A Biblioteca Nacional é obrigada a tal (é por isso que existe a figura do Depósito Legal, não é à toa que eles tem o super-raro MASSIVE!!!) mas podem encontrar a maior parte do nosso catálogo na Bedeteca de Beja e nas BLX (são 15 bibliotecas de Lisboa em que destacamos o acervo da Bedeteca de Lisboa por questões óbvias!), em bibliotecas de faculdades como o ISMAT (Portimão), a Faculdade de Belas Artes do PortoFaculdade de Letras do Porto (projecto Keep it Simple Make it Fast), em galerias como a Perve (Casa da Liberdade) ou projectos sociais como uma biblioteca em Oeiras promovida pela SANEST. E claro, como os estrangeiros não são nada parvos, também estamos na Fanzinoteca de Poitiers (França) e na Bedeteca de Estocolmo, por exemplo...

Há sempre hipóteses de encontrar ainda em algumas lojas os títulos esgotados, ou porque há um cuidado extremo em ter sempre tudo acessível como faz a inacreditável Mundo Fantasma, ou porque os exemplares são metidos em catacumbas-caixotes-máquinas-do-tempo como acontece com a BdMania ou Mongorhead. É de ir lá perguntar se ainda têm o Sourball Prodigy!

2 comentários:

KOE disse...

Hahaha... curiosamente arranjei o Sourball, assim como Mutate & Survive, há uns meses numa Bertrand de Coimbra...

MMMNNNRRRG disse...

sortudo!!! e aposto ao desbarato, não?