sexta-feira, 17 de outubro de 2025

WENDIGO na BdMania

 


O regresso de NUNSKY depois do celebrado Companheiros da Penumbra!!!!

É o 29º volume da Colecção CCC com capa semi-dura a preto e branco e 104p 16,50x23cm a preto e branco, aliás um preto digno de um Inverno Nuclear!

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Esta banda desenhada é baseada na obra de Algernon Blackwood e deixamos aqui a sinopse:

 Ao longo dos anos, a imensa floresta canadiana testemunhou inúmeras expedições de caça ao alce, com maior ou menor sucesso.

Mas a que foi liderada pelo Dr. Cathcart em Outubro de 1910, fazendo fé no relato dos que nela participaram, terá sido de todas a mais insólita.

“Cometemos um grande erro em ter vindo aqui!... A nossa presença despertou algo no coração da floresta!... Algo terrível que jamais deveria ser perturbado!...”

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Já está disponível na nossa loja em linha e na BdMania, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Matéria Prima, Mundo Fantasma, SocorroUtopia (Porto), FNAC, Almedina e Universal Tongue.


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feedback:

“Wendigo”, criatura mítica das lendas dos povos indígenas norte-americanos, surge aqui como símbolo da natureza selvagem e vingativa, despertada pelo desrespeito humano. A narrativa conduz o leitor por um crescendo de tensão psicológica, isolamento e loucura, reforçado pela arte crua e expressiva de Nunsky
 
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Um forte concorrente a um dos melhores livros do ano de autores portugueses.
Pranchas e Balões



 
Historial:
 
livro nomeado para os prémios da BD Amadora

DIAS-A-FIO na BdMania



Dias-A-Fio
 
de
 


28º volume da Colecção CCC

Obra vencedora do concurso Toma lá 500 paus e faz uma BD! (2024) cujo Júri foi constituído por Alexandra Saldanha, Ana Ruivo, José Smith Vargas, Luís Barreto e Marcos Farrajota.

80p 16,5x23cm impressas a azul, brochado

Dias-a-fio de Alexandre Piçarra é uma corrente de episódios em que várias personagens são expostas a situações que fragmentam a sua dimensão emotiva. O cenário é Lisboa entre os anos 90 e 2010 e os acontecimentos são sombras de realidades vividas, que representam as fendas na estrutura do sistema social português, que deixa emergir o julgamento, crueldade, culpa, castigo e humilhação como danos colaterais. Eis uma galeria de putos, chungas, betinhos, punks, bófia e muito tabaco.





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O livro já está disponível na nossa loja em linha e na BdMania, Kingpin Books, Snob, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Matéria-Prima, Mundo Fantasma, Socorro, Utopia (Porto) e Universal Tongue.



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Historial:
 
Lançamento no dia 26 de Abril 2025, na Tinta nos Nervos com a presença do autor, Marcos Farrajota (editor) e José Smith Vargas (autor), acompanhada por uma mostra de originais.
 
nomeado para prémio na BD Amadora



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FEEDBACK

Dias-a-fio fuma-se como um charro ou tabaco de enrolar, daqueles que se tem de reacender amiúde e que no final deixam um travo amargo nos lábios. São pequenos retalhos da infância e adolescência em ambiente urbano, ilustrados cruamente sem peneiras e em que o percurso existencial dos protagonistas é certeiramente simbolizado pelo cinzeiro que se vai enchendo de beatas.
Nunsky (via email)
 
Gostei muito do Dias-a-fio, a dislexia quanto muito ajuda a onomatopeias graficamente fantásticas. Sendo que sou de Lisboa e nascida nos 90’s não me passou ao lado, juventude tão decrépita como a capital, já na minha altura se contavam histórias de putos que tinhas ficado sem pernas por andarem à pendura nos elétricos!
Ângela Cardinhos (via email)

Mas então o que é o Dias-A-Fio? É uma colecção de episódios ou vinhetas da vida suburbana lisboeta entre as décadas de 2000-2010, mas a precisão geográfica e temporal não são importantes. O que é relevante são as vidas das personagens e as situações pelas quais elas passam, que nos são apresentadas pelo autor como uma apresentação e exploração daquilo que elas representam. São figuras realistas, mesmo que não sejam reais, e as suas vidas são palpáveis. Mesmo não havendo uma narrativa directa entre os capítulos do livro, vemos estas personagens a crescer, a aprender, a errar e a sofrer, mas não é tudo negativo. Há um elemento quase esperançoso ao longo destas histórias que para mim enquanto leitor me fez sentir que por muito que estas personagens passassem, o sol nascerá sempre no dia seguinte e haverá sempre mais que possa acontecer. A incerteza de que esse dia seguinte seja positivo ou negativo faz parte da experiência: vai acontecer, e isso é suficiente para virar a página. 
(...) O autor acompanha as personagens nas suas decisões e hesitações sem qualquer julgamento ou vergonha. Somos incluídos nos grupos que nos são apresentados e somos cúmplices em vez de voyeurs. Este livro serve como um lembrete que não somos apenas observadores dos sucessos ou infortúnios pelos quais passamos nas nossas vidas. Quer aceitemos quer não, aquilo que une os dias das nossas vidas somos nós próprios enquanto fio condutor. E o efeito dominó que as coisas aparentemente insignificantes da nossa juventude podem ter sobre o nosso futuro não é algo que possa ser prevenido ou analisado até finalmente acontecer.

 Entre cigarros fumados às escondidas, blasfémias que se confessam ao padre e algumas sessões de pancada, os miúdos indisciplinados do primeiro episódio vão crescendo, mas não é tanto acompanhar com precisão a história de cada um que faz viver este livro; é, antes, a visão fragmentada de um conjunto de vidas que se vão desenvolvendo nos intervalos mais ou menos avariados da sociedade. (...) Quando as revistas dos anos 90 e 2000 abraçaram uma suposta modernidade e desataram a publicar longos artigos, sempre muito ilustrados, sobre as supostas tribos urbanas, esqueceram-se de confirmar que as fronteiras não estavam tanto entre os punks e os betos, os metaleiros ou os chungas, gente que tantas vezes usava a farpela para tentar amparar-se nalguma identidade colectiva; as fronteiras estiveram sempre nas classes, no acesso que cada um e cada uma tinha ou não tinha a essa ilusão chamada “elevador social”, e ainda hoje andamos a colher os restos dessa fantasia. Os grafitis nas estações, as drogas na rua, os abusos de poder policial e uma certa ideia de no future, esses ainda cá andam todos.


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Alexandre Piçarra (1990, Lisboa) formado em Escultura, tem um part-time e desenha nos tempos livres. Já fez exposições e teve múltiplos ateliers. Sofre de dislexia persistente, e por isso usa o mínimo de escrita e balões possíveis. Participou no fanzine Invasão e no jornal Carne Para Canhão.


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Outros títulos vencedores do concurso disponíveis:


Nódoa Negra (vencedor 2018) de várias autoras

All Watched Over By The Machines of The Loving Grace (vencedor 2019) de vários autores

Bottoms Up (vencedor 2020) de Rodolfo Mariano

Hoje não (vencedor 2021) de Ana Margarida Matos, com segunda edição e edição norte-americana pela Fieldmouse Press

Sinapses (vencedor 2022) de Ivo Puipo, com uma versão inglesa pela kuš!

Vale dos Vencidos (baseado no trabalho vencedor de 2014) de José Smith Vargas, com segunda edição

Partir a loiça (toda) (vencedor 2023) de Luís Barreto

domingo, 12 de outubro de 2025

1 livro 1 disco 1 zine (10)

Depois do "grande livro" do Gato Mariano, o bichano crítico dos comportamentos culturais dos  seres humanos andou meio desaparecido do físico e largou a canga da música portuguesa publicando tudo na rede social "instagrana" - que algumas pessoas, como eu, não podem aceder. Recentemente o seu criador Tiago da Bernarda fez alguns zines - O Gato Mariano : Herói do Proletariado e O Gato Mariano contra o Mercado - talvez para sentir outra vez o cheirinho do papel e da tinta. Eis que chegamos ao O Gato Mariano : Miau de vários ofícios (2020-2025) com aspecto de "single" pois trata-se de uma compilação temática das "tiras humorísticas" do Gato. Esta primeira - com bela capa em serigrafia - por acaso anda pelo mundo da música indie e o seu mercantilismo. Humor inteligente e refinado que morde em todos mas claro que os gatos quando brincam a morder sabem controlar as dentadas para não magoar o dono. 

Compras aqui!


O finlandês Marko Turunen como já tinha escrito aqui anda a reeditar a sua obra completa para belos livros redigidos em inglês. A nova fornada de livros inclui o Der Round compilado, num formato maior e com mais páginas mas o inesperado é este Goose Step in E Minor! Escrito por um amigo da juventude de Turunen, Mika Jurva em 1992, é originalmente uma das primeiras tentativas de Turunen fazer uma BD e publicá-la, com ambição de se tornar autor de BD. A BD foi feita com o esforço da juventude e foi redesenhada há poucos anos quando Turunen aderiu às novas tecnologias de desenho - via digital - devido a problemas de vista. A BD aqui publicada foi "recuperada" como um exercício de Turunen para se habituar à maquinaria. É giro que a ideia de um detective hipopótamo seja mais tarde recriado na série Elephantmen (Image; 2006-). Topa-se - e é assumido - a influência cósmica-esotérica de Moebius quer na história (hermética) quer no traço linha-clara-yang, influência justificada porque os dois putos finlandeses estavam isolados q.b. numa terrinha - oi! Não havia internet, pá! Lê-se com frescura surrealista de outra altura da Humanidade... Resta dizer que o Mika faleceu com 30 anos, em 2003, e esta é uma forma bonita de homenagear alguém que desapareceu.

Novo disco de Vaiapraia, sim um LP!!! Alegria Terminal (Tons to Tell; 2025) é um disco limpinho, finalmente percebe-se tudo o que o Rodrigo canta e/ou berra. Assim os seus psico-dramas amorosos ou tretas do quotidiano aumentam a sua dimensão a emoção - e sim, os heteros + cis podem-se identificar com as letras não fosse o Rodrigo um escritor astuto. A parte instrumental está cada vez "experimental" mesmo que isto significa usar as matrizes gastas do Garage, Punk e Indie mas o que poderia dar em clichés chatos é justamente o contrário que acontece, este álbum brilha como uma estrela. Meu, se este não for o disco no ano, então estamos num país todo fodido.

Sei que há uns problemas com a edição, por isso, eis um aviso à population: despachem em arranjar um exemplar senão terão de comer papa digital.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Isto vai acabar em lágrimas : 30 anos SPH 20 anos Thisco - ESGOTADO

Isto vai acabar em lágrimas é o volume -13 da colecção THISCOvery CCChannel com as colaborações de André Lemos (capa), Carlos Matos (prefácio), Afonso Cortez entrevistando Fernando Cerqueira e Luís van Seixas, Marcos Farrajota com Pedro Brito (BD), Rapoon, Rui Eduardo Paes (testemunhos), DJ Balli (poema A.C.) e Joana Pires (design).

Apoio da Nariz Entupido.

144p 18x12cm (formato que homenageia as k7s da SPH) impressas a azul, capa de cartolina laranja, edição brochada, limitada a 300 exemplares. 

ESGOTADO mas ainda pode ser encontrado Matéria Prima, Snob, Tigre de Papel, ZDB, Flur, Linha de Sombra, Socorro, Vortex, Neat Records, Twice Discos e Utopia.

 

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Sobre o livro Em meados da década de 80, as editoras discográficas estavam praticamente fechadas ao que de novo se ia fazendo e o que editavam pouco ou nada interessava – o “boom do rock” tinha esgotado a paciência dos ouvintes para a música em português. 

No entanto, uma sala de espectáculos em Lisboa, de nome Rock Rendez Vous, começou lentamente a dar espaço ao que realmente estava a acontecer, à margem do mercado e da crítica. E, consequentemente, apareceram umas (poucas) novas editoras independentes, como a Dansa do Som e a Ama Romanta, que acabariam por lançar alguma da mais interessante música feita nesses anos em Portugal.


No entanto, os meios destas editoras eram parcos e os orçamentos bastante reduzidos (já para não falar do limitado poder de compra dos portugueses) e, por isso, no final dessa década, as várias cenas musicais emergentes – metal, industrial, experimental, electrónica –, passam a gravar e editar as próprias cassetes para se fazerem ouvir. Era o do-it-yourself aplicado à edição dessa nova música, autoproduzida, com total liberdade, sem qualquer tipo de censura, que a partir de agora era passível de ser gravada e facilmente duplicada em casa, desprezando qualquer ideia de direitos de autor, quase sempre embalada em capas originais feitas a partir fotocópias de imagens roubadas, activamente divulgada através de flyers e fanzines e disseminada, sem intermediários, em mão e por correio, numa rede, tornada comunidade, internacional.


Facadas Na Noite, Tragic Figures, Anti-Demos-Cracia, Pé de Porco e a K7 Pirata, foram algumas das editoras que surgiram então e que marcaram esse início da edição independente em cassete, juntamente com a SPH.


Editora de Oeiras, no activo desde 1990, a SPH pôs a circular álbuns e compilações com nomes nacionais – Ode Filípica, Croniamantal – e internacionais – Merzbow, X-Ray Pop, De Fabriek, entre outros – somando um total de cerca de oitenta cassetes de música industrial, noise, avant-garde e até synth-pop, ao longo dos seus quase quatro anos de edições contínuas. No entanto, as oscilações dos interesses e mercados – estava-se na passagem das cassetes e do vinil para o CD – fizeram com que a editora acabasse em 1993. Mas, atento, como sempre, às novas linguagens musicais de circuitos underground, no início do século XXI, Fernando Cerqueira retoma as edições, dessa vez acompanhado por Luís van Seixas, sob o nome de Thisco. Perfazendo agora 20 anos, o presente livro comemora duas décadas de existência e os trinta anos do início da SPH, inventariando as edições e reproduzindo capas de ambas as editoras assim como material promocional e outra memorabilia, devidamente acompanhadas de uma conversa aprofundada com os envolvidos.

 

 






Historial: 

 

lançado na Festa dos 30 anos da SPH e 20 da Thisco na SMUP,  22 e 23 Outubro 2021 

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Feedback: 

De livros feitos para se celebrarem efemérides na área da cultura, trate-se de uma editora de livros, do percurso de um cineasta ou de uma instituição apoiada pelo Estado, espera-se cinicamente um cozinhado hagiográfico, por vezes solipsista se o meio em questão for endogâmico e usar linguagens semi-privadas. Assim podia ser este Isto vai acabar em lágrimas. (...) A aventura sempre pessoalíssima do Fernando (...) mantém um motto muito próprio: se não os podes vencer, goza com eles.  
A Batalha

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Se a Bíblia de Gutenberg é o Alfa, Contra a Palavra Escrita é o Ómega @ Cassandra


 

Saiu no dia 3 de Janeiro de 2023 o novo livro de Ian F. Svenonius intitulado Against the Written Word! Não se irritam fãs incondicionais!! Aguentem lá os chavalos!! Uma edição portuguesa saiu pouco depois!! 

Mais uma vez com tradução de Ondina Pires e publicada na colecção THISCOvery CCChannel

Disponível na nossa loja em linha e na Snob, ZDB, Linha de Sombra, Neat Records, Kingpin, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Socorro, Flur, Matéria Prima, Vortex, Alquimia, Universal Tongue, Letra Livre, Cassandra e Utopia.


Contra a Palavra Escrita : Rumo a Um Analfabetismo Universal é o mais importante e revolucionário livro produzido desde do advento da imprensa. É um livro que irá libertar os leitores de ler, os escritores de escreverem e os livreiros de venderem os seus artigos desprezíveis.

Este livro trará uma nova era que o libertará de ter de ler e ter pensamento Iluminista e da alienação de massas forjada pelo alfabeto. Contra a Palavra Escrita será um tremendo best seller e simultaneamente o último livro que qualquer pessoa irá ler. 

Os seus 19 ensaios rasgam os bichos-papões que assombram a humanidade nos dias de hoje, Contra a Palavra escrita é obrigatório para qualquer aspirante a Radical ou pretenso Gnóstico que tenha inclinação para palavras, pensamento, moda, drogas, música, arte, etc... Até porque é apresentado de uma forma abrangente de escrita: ensaios, peça de teatro, palestra, conto de ficção científica e manifestos, com temas como "Rumo a uma Pornografia Cristã", "A Necessidade Urgente de Reformar as Nuvens" ou um workshop sobre lavagem cerebral e composição musical, e muito muito mais...

Este jeitoso e ilustrado livro irá corrigir a falta de pensamento que caracteriza a oferta nas livrarias modernas e irá vender-se praticamente por si mesmo. Sairá das estantes em estado de graça para o insuspeito rato de biblioteca que todos dias procura novidades, que ficará de tal forma agarrado que o consumirá com uma fome animalesca. Infectado por um evangelismo selvagem, o leitor irá promovê-lo  no seu círculo social de amizades. Esses novos leitores farão o mesmo e brevemente este magro e quase inócuo volume irá ditar uma época e o seu pensamento. 

O livreiro será surpreendido e satisfeito por ter finalmente encontrado o único livro que vale a pena manter em reposição. Contra a palavra escrita irá dominar o mercado livreiro de tal forma que não se via desde que a Bíblia tomou os Tops de Vendas da época medieval ou quando o pequeno Livro Vermelho do Mao empolgava os críticos da China Comunista.



IAN F. SVENONIUS é o autor de "best sellers underground" como Supernatural Strategies for Making a Rock ’n’ Roll GroupThe Psychic Soviet e Censura Já!! É o pivot do programa de TV Soft Focus onde entrevistou Mark E. Smith, Genesis P. Orridge, Ian MacKaye entre outros. Como músico criou mais de 20 álbuns e inúmeros singles com várias bandas de Rock and Roll como Escape-ism, Chain & the Gang, The Make-Up, The Nation of Ulysses, etc... Vive em Los Angeles, EUA.



PVP: 13,12€ Livro de 208 páginas, 16,5x23cm, todo a preto e branco, sendo que deixamos a seguinte nota d'O Comité para a Reforma Alfabética acerca da capa: irá notar que este livro está um pouco danificado, seja devido a uma dedada, a uma pequena mancha, um canto amarrotado, ou uma combinação disto tudo. Tais defeitos, embora normalmente justifiquem trocar um livro, são na verdade um aspeto integral e intencional do design de Contra A Palavra Escrita. Este livro inaugura um emocionante mundo novo de analfabetismo imposto por iletrados dedicados ao animalismo. Neste mundo, o tátil voltará a ser primordial. As mensagens não mais consistirão em letras, textos ou grafitis, mas sim em esborratadelas, arranhões e odores que as pessoas deixarão para trás, como marcas entre si. A sua cópia de Contra a Palavra Escrita pode já ter sido folheada por algum caçador curioso de emoções, por um desesperado em fuga, ou, mesmo, por um potencial amante. Os sinais não alfabetizados que eles deixaram neste livro, sejam eles cheiros, manchas ou cantos amassados, podem ser úteis para você localizar uma comunidade com a mesma opinião, na era pós-alfabetizada em que estamos a embarcar. Portanto, enquanto esse tipo de irregularidades normalmente induziria à insatisfação e garantiria um “reembolso”, neste caso particular é uma componente do livro, possivelmente a característica mais proeminente. Na verdade, se este livro não estiver ligeiramente danificado ou alterado, troque-o por um que o esteja.






Historial

lançamento no dia 18 de Março 2023 na SNOB com a última performance Rock da Ondina Pires 
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8 Junho 2023: primeiro livro roubado no stand da Chili Com Carne na Feira do Livro de Lisboa (desde 2017), it's punk!!! 
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FEEDBACK

(...) qui não há niilismos para entreter. Há ironia em doses cavalares, sim, mas o seu uso não é um mero artifício, antes um modo de nos colocar o olhar no centro de um horror, de vários horrores que nos estruturam os dias, disfarçados de quotidiano e de normalidade, que preferimos não ver.

(...) Há no livro momentos deliciosos (...) Livro para visitar espaçadamente (...) é um manifesto contracultural (...)
Mário Lopes in Público


(...) exercício de estilo em todas as acepções da palavra que ao demolir o poder da palavra, lhe concede espaço para a edificação.

CENSURAR ATÉ REEDUCAR ... BANIR QUEIMAR ABOLIR @ Cassandra



Censura já!!
de

tradução de Ondina Pires
Colecção THISCOvery CCChannel, vol. -11
formato 16,5x23cm, 168p.
PVP: 13,12 eur


Precisamos de censura. Censura para impedir que a rádio expele o seu vómito imparável. Censura à “imprensa livre”, a qual cria uma versão dos eventos mundiais fantasiada e o enquadramento intelectual para assassínios em massa. Censura aos livros que fazem o mesmo que a imprensa: livros de memórias de figuras políticas e celebridades que deveriam estar presas em vez de aparecerem nos circuitos literários; memórias estas, adulteradas por escritores-fantasma. Censura à indústria cinematográfica por produzir em série apologias infantilizadas e imperialistas, e pornografia pró-tortura. Censura às artes, cujo estatuto de imunidade à culpa explica e perdoa a ideologia degenerada, a qual permite que toda esta “liberdade” seja possível de existir.

(...) Estás disposto a ser visto a ler um livro chamado Censura já!! em público? (...) Sentirás o teu cérebro a bater mal enquanto tenta acomodar-se a algumas novas estratégias hilariantes, absurdas e radicais de como viver neste mundo ridículo 
Washington Post

(...) Mantêm este livro contigo e lê-o, uma palavra de cada vez.
Los Angeles Review of Books

(...) Svenonius sempre foi o mais inteligente da turma... Em livro, Svenonius é como aquele teu amigo que adoras porque, mesmo que a sua visão se divida entre humor, paranóia e ira anti-social, ele nunca dissipa a tua fascinação de como ele chegou até lá. 
SF Weekly

Ian Svenonius é mais conhecido por ser o "frontman" das bandas Make-Up e Nation of Ulysses, mas é também um brilhante crítico cultural com o talento de trazer os melhores tópicos que poderás ler. Nesta colecção, Svenonius escrever poderosos argumentos a favor da Censura, acumular livros e discos, polémicas contra a Apple e Ikea, a "yuppieficação" do Indie Rock, e a depilação de pelos púbicos.
Buzzfeed

A capacidade de disparar em direcções, mais focado na libertação dos projecteis do que no seu trajecto ou eficácia, inclina a leitura para esse registo irónico, mas a assertividade de certas afirmações aponta no sentido inverso, como quando afirma que os muçulmanos dominaram a Península Ibérica apenas porque tinham açúcar... 

Que merda é esta? (...) suspiras, recuperas o fôlego e pegas na obra (...)
Luís Rattus in Loud!

(...) é uma análise política sobre o estado da cultura de uma forma um bocado irónica. E a ironia faz-nos pensar, sobretudo quando é bem feita (...)
Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta) no Expresso



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Esta colecção de ensaios de Ian F. Svenonius reorganiza as ideias das pessoas sobre censura, Ikea, filmes documentais, o muro de Berlim, danças rock, depilação, Apple, a benevolência aparente da Wikipedia, acumulação de cultura, College Rock, as origens da Internet e muito mais...  até BD!! Foi considerado um dos melhores livros sobre Música em 2015, uma altura quando ainda havia concertos em caves nojentas e imundícies em Festivais de Verão. 

Ian F. Svenonius nascido em 1968, Chicago, EUA. Activo na música desde 1988 até ao momento presente, como músico compositor, cantor, guitarrista e escritor, nos grupos Nation of Ulysses, The Make Up, Weird War, Chain and the Gang, Cupid Car Club, XYZ, Escape-Ism. Tem vários textos escritos para revistas e fanzines, alguns são compilados em livros como Recognize, The Psychic Soviet, Keep Your Eyes Open, Supernatural Strategies for Making a Rock 'n' Roll Group e pela primeira vez em português este Censura Já!! 




Podem encontrar uma entrevista ao autor na Stress.Fm na sua visita lisboeta em 2015.

E eis uma entrevista, em 2020 poucas semanas depois de ter sido lançado, no Público sobre este livro.








PS - a Lolita já tem o seu exemplar!! Ó:



cacanhão para cacarne #4 ESGOTADO!


 

É o 4º número para deliciar o Verão - pode ter só 16 páginas mas com os baixos índices de leitura neste país, estas páginas poderão render umas férias inteiras! 

É só + propaganda pura e dura da Associção Chili Com Carne no mundo das falsas verdades, pós-mentira e "novelas gráficas" bostex. Uma iniciativa popular de Cavalo de Tróia sobre o húmus anti-intelecual do cantinho ibérico. 

No fundo no fundo, é só um miminho!

Participam André Lemos, Carlos Carcassa, Hetamoé (com 8 anos!), Luís Barreto, Matilde Basto, Ohspital, Tetrateles, Tiago da Bernarda, Tiago Santos (BDs), Inês Louro (capa), Leonor Garcia, Marcos Farrajota, Sofia Belém (textos) e Rui Moura (ilustração).

Grátis como sempre, está na Ar.Co., BdMania, Bivar, Carbono, Casa da Achada, Casa do Comum, Flur, Kingpin, Linha se Sombra, Museu Bordalo Pinheiro, Neat Records, Snob, STET, Tigre de Papel e Tinta nos Nervos, ZDB (Lisboa), Bedeteca do Porto, Cassandra, Espaço Musas, Louie Louie, Matéria Prima, Socorro, Trama (Porto), Barlos (Barcelos), Atelier Abracadabra (Coimbra), Carmo'81 (Viseu), Meia Volta de Úrano (Cacilhas), Velhotes (V.N. de Gaia), República 14 (Olhão), Cisma (Covilhã), CAAA e Quarto das Artes (Guimarães)...

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

ccc@raia.11+feira.anarquista.do.livro


 + infos AQUI

E estaremos com uma selecção de livros na mesa do jornal de expressão anarquista A Batalha na Feira Anarquista do Livro de Lisboa: