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domingo, 17 de janeiro de 2010

The Split of Duos


The Sound of Typewriters / Lobster (Rock it / Sleep City; 2009)


Um single, dois lados, uma banda instrumental para cada lado. O Som da Máquina de Escrever (baixo e bateria) em estado de melancolia plana com um tique nervoso algures, os Lagostas (guitarra e bateria) voltam à vida num loop de maniaco-depressivo, começa agressivo entra quase em "drone-calmaria" para voltar à mesma agressividade. É um exercício curioso e uma boa faixa, faz render o vinil cor-de-rosa choque.

à venda na Chili Com Carne tal como o álbum de estreia dos Lobster (descontos para sócios CCC)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Freaks Lx

Älforjs: Jengi (Silent Water + BurroDiscos; 2016)

Este trio de freaks limpinhos foi uma das surpresas deste ano, quer dizer, vi-os ao vivo e já fazem parte das boas recordações de concertos de 2016 que achei surpreendentes. Isto num ano que ainda nem vai a meio e já ofereceu prestações maravilhosas de Plus Ultra, HHY & Macumbas, Putan Club, Jucifer ou Sly & Family Drone... O difícil é bater o som ao vivo numa audição domiciliaria senão é que é impossível. Acho que em Portugal falta sempre aquele "oomph" que os bifes e gringos conseguem fazer nas suas produções fonográficas e basta ouvir Cut Hands dentro do mesmo universo de "voodoo-noisers" para perceber as diferenças.
O projecto também pode ser comparado aos Macumbas, só que estes bons selvagens dos Älforjs não querem o pessoal de tanga feita de cânhamo lá em casa a derrubar cinzeiros. Propõem levar-nos mais para o sofá fumar a tanga (já que é de cânhamo) e ver um canal de cabo com uma paisagem exótica no ecrã. Disco composto por dois temas, um para cada lado no vinil, é de referir que o primeiro, Natura Ruidosa, tem quatro momentos dedicados a personagens literárias que discutem as relações entre civilização e o selvagem: Papalagi (os leitores deste blogue devem de certeza conhecer a edição ilustrada por Joos Swarte, certo?), Próspero, Crusoé e Marlow (d'O Coração das Trevas de Joseph Conrad). Será em jeito de homenagem ou são apenas referências de coordenadas culturais para estes neo-nativos da capital portuguesa?
Os nativos são Bernardo Álvares (de Zarabatana, ao qual se pode fazer também comparações entre as bandas), o Mestre André (o gajo da loja!?) e Raphael Soares (The Sound of Typewriters e Sunflare) que prometem outro álbum dia destes. Até lá aproveitem que este mês eles andam na estrada a promover este Jengi, ide lá vê-los!

domingo, 27 de setembro de 2009

Destruição em Cascais

A Chili Com Carne prepara uma nova antologia de banda desenhada para lançar ainda este ano - a ideia foi apresentada ontem, no Jardim Visconde da Luz em Cascais, no meio do caos das actuações de VRBLS e Feedback My Homeboy - concertos que decorreram pelas 18h. Desde as 16h, a CCC esteve no Jardim com as suas edições e dos seus associados (Bela Trampa, El Pep, Hülülülü, Imprensa Canalha, MMMNNNRRRG, Opuntia Books) para mostrar trabalho feito e explicar de forma pessoal o que se pretende desta nova antologia.



E foi "destroy"! No meio de uma feira de Eco-biológico da treta - pouca ecologia muito artesanato urbano vulgar - conseguimos as gentes de bem em Cascais contra nós, tendo até alguns chamado a polícia para investigar o ruído que se tocava no jardim Visconde da Luz. Como tudo foi feito nas maiores das legalidades, com todas as licenças exigidas, as tias tiveram de engolir. Assim conseguimos um público de gente estranha que nunca pode ver coisas estranhas numa vila dedicada ao turismo e cultura "clean". O começo desta sessão de fotos de tlm deste "post" começou por causa de um casal em euforia de narcisismo. Ele começou a tirar fotos da namorada em posições "sexy do calendário da oficina" com os VRBLS por detrás. Estranho? Mais virá...



Os Feedback my Homeboy em acção, pedais e distorção!



o seu público incluia os muito respeitáveis homens do lixo, o poeta Dionísio, uma velhota "freak-chic" que adorou as duas actuações (um concelho não pode viver só de Pimba e Rego), o Vice-Presidente Martins (da CCC! posto desta forma poderia ser da Junta de Freguesia bem sabemos), a Vogal Borges, um elemento dos The Sound of the Typewriters e...



um puto tótó mas com uma impressionante t-shirt dos Motorhead! Desconfiamos que ele não conheça os Motorhead nem que o possamos considerar público porque ele estava sempre a passar de bicla à frente da banda e em círculos pelo jardim...



eis uma foto com parte da Feira, da nossa banca e do Dionísio, um pai e filha (ela está escondida por detrás dele nesta foto) que se interessavam por bd e zines:



Os VRBLS em acção - ah! é verdade, os concertos como já repararam não foram acústicos, afinal, se o conceito é "Destruição" tinha de ser eléctrico, certo?



O público inclui uma bifa trintona, uma família montada em bicicletas, alguns junkies e uns betos que começaram à estalada. Cascais é demais!!! De certa forma, para mim, senti que tinha sido um regresso (com 10 anos de distância) a isto.



Resta dizer que apesar de esta acção de divulgação da Destruição ter sido pouco produtiva, já começaram a aparecer autores interessados na antologia, a saber: José Smith, Silas, Afonso Ferreira (com Nuno Saraiva?), André Coelho (com David Soares?),... esperamos pelos trabalhos!!!