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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Kuvas e palavras da Sarja



O Festival de BD de Helsínquia já não é o que era... Ganhou potência mas perdeu o gozo... Assumiram-se como um projecto popular e comercial que monta uma tenda no centro da cidade fazendo claro que aumente o número de visitantes e consumidores. A questão é se afastou os mais interessados pela cena. Se os tarados do Cosplay fossem um bom indicador desta questão então a resposta seria positiva - não vi palhaços vestidos de Naruto. Só que também não vi Punks nem Freaks, ou então passavam despercebidos... Os zines foram parar a outra tenda mais pequena e de alguma forma, apesar da distância das tendas ser mínima (2 metros!) acho que os editores, autores e público não se misturaram.
A cena alternativa está consolidada via Huuda Huuda, Asema e jornal Kuti, parece que não vai aparecer um novo colectivo marado como aconteceu nos últimos 15 anos, é possível que a cena se cristalize e se institua - só para este evento foram lançados uns 3 "coffee-tables" sobre a cena finlandesa ou nórdica, esta última pela Fantagraphics. No meio desta demonstração de força, pergunto o que aconteceu à Napa Books que não estava presente e se há realmente novos talentos por estas terras.
De resto, vendeu-se bem... quer dizer vendemos mais cartazes do Futuro Primitivo e discos dos Kebabs que livros, coisa que não acontecia no passado, daí estas questões sobre "onde estão interessados" parecem-me pertinentes.



Seria injusto dizer que o Festival não deixa de ser um evento relaxado e divertido o suficiente. Por alguma razão a organização prepara a "Comics Battle" em que dois desenhadores têm 3 minutos para fazer um desenho e um minuto para destruir o desenho do oponente. Pelo facto do pivot do evento ser o Black Peider parecer um "wrestler" lembrei-me de saltar e lutar com o desenho do meu oponente. Ganhei claro! Não tive tanta sorte quando fiz amor com o segundo desenho e não fui às finais. O mundo está todo lixado, preferem violência ao amor... Não foi só eu que perdeu, foi também a Humanidade!



Nunca irei perceber porque uma exposição pensava há um ano foi tão mal divulgada pelos finlandeses. Não tenha sido por maldade - acho que os finlandeses são mais latinos do que parecem - tanto que se esforçaram na montagem (kiitos Joonas Lehtimäki!) e até pintaram o logotipo do Futuro Primitivo numa parede.
...
Kiitos oficiais a Kalle Hakolla e a equipa da Sociedade Finlandesa de BD. 
Fotos de Joana Pires.

domingo, 13 de julho de 2008

catálogo Napa disponível pela CCC

O colectivo finlandês Napa já faz parte da história da bd "suomi". Juntamente com outros colectivos (Asema, Boing Being,...) de edição independente nos anos 90, mudaram o panorama da bd finlandesa.
Criado em 1996, editou o zine Napa, primeiro em fotocópias com trabalhos dos seus autores e depois foi editando de forma cada vez mais profissional e internacional - como aliás aconteceu um pouco por toda a Europa e América do Norte. Na Finlândia, a título de curiosidade, é de se realçar o facto de haver uma igualdade de número entre autores do sexo masculino e feminino em quase todos estes colectivos.
No novo milénio, os interesses do grupo fragmentaram-se no fascínio da animação (como aconteceu com a exposição no Salão Lisboa 2005) e noutras áreas criativas como o Design ou fotografia, tendo no seu catálogo livros bastante ecléticos: flip-books, livros de bd, de fotografia, documentais e de ilustração. As edições de Jenni Rope (a líder do grupo?) são as que mais se destacam pela quantidade inerente ao conceito de querer "retratar uma semana", mas há mais e bom como por exemplo o livro de fotografias de pedaços não-óbvios das cidades que (o atelier) King Nosmo visitou, não faltando uma série de fotografias de tampos de esgoto de Lisboa. Continuando: o terceiro livro de Terhi Ekebom (editada no Quadrado e exposição individual no Salão Lisboa) que é uma antologia de (des)amores; o livro de estreia de Aapo Rapi (mais um grande autor da Finlândia e que fez o cartaz do Festival de Helsinquía do ano passado) que conta uma bizarra estória de teor marxista-circense (sim, sim, é verdade!); o número 6 da Napa dedicada a entrevistas dos autores do colectivo; e um livro de postais com ilustrações de mobílias imaginadas pelos elementos do grupo.

à venda no site da CCC (com desconto de 20% para os sócios)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Uma semana com Jenni Rope

Monday ; Tuesday ; Wednesday [2ª ed.]; 3AM ; Mitä teet viikonloppuna? / Any plans for the weekend?
Jenni Rope
Napa; 2002/2006

Do colectivo finlandês Napa, uma das autoras que se destaca é Jenni Rope (publicada em Portugal no Quadrado #6), que tem publicados uma série de livros a solo. Na realidade são mais do que uma série de livros, pois o que Rope desenvolveu foi um projecto multidisciplinar em que cada dia da semana tem direito a uma publicação ou um objecto gráfico. Assim os primeiros títulos são uns livros quadrados, o terceiro é um "flip-book", o último é outra vez um livro.



Cada livro é uma experiência gráfica para Rope, em Monday existe efectivamente alguma ligação à Segunda-Feira mas de forma desengonçada, poética e não diria "non-sense" porque algures deve haver um sentido bem nórdico. Impresso a duas cores, os desenhos são quase infantis mas é em Tuesday que a infantilidade aparece em todos os aspectos. Impresso a cores, o aspecto do livro com os seus desenhos toscos, expressivos e coloridos parece que estamos perante um livrinho para crianças... mesmo a história parece contada por/para uma criança, com a sexualidade ainda a brotar. A inocência que evoca é quase embaraçosa, graficamente é brilhante.



Wednesday como todos os "flipbooks" tem uma animação simples. Neste caso, uma planta cresce, transforma-se numa cara... um bocado freak demais para o meu gosto mas como é normal nos "flipbooks" é um objecto simpático... "A Quinta-Feira" creio que foi transformado num crachá que indica as três horas. Curiosamente a leituras das "três" é sempre pensado como três da manhã e nunca três da tarde - será que todos os meus amigos e conhecidos são boémios?


Por fim, "Sábado" e "Domingo" foram despachado num livro só, Mitä teet viikonloppuna? / Any plans for the weekend?, que volta às origens do Monday e Tuesday, ou seja um formato quadrado e de conteúdo ilustrado muito colorido e vivo ligando mais uma vez à ideia da inocência infantil. Nesta obra essa associação é mais óbvia porque o livro foi impresso num cartão forte como são feitos muitos livros ilustrados para a infância.

Ah! "Sexta-Feira" creio que também é um flipbook.

Alguns destas edições encontram-se à venda no site da CCC (20% desconto para associados)

a má & as boas

É uma piada clássica: o que preferem ouvir primeiro, as boas ou más notícias?

Neste caso, é inevitável que se divulgue primeiro a má notícia: esta Quinta-Feira encerrou a Book'n'Shop, livraria de cultura alternativa em parceria com a Thisco e com a galeria Work&Shop. A razão do encerramento tem haver com o aumento desmuserado da renda da galeria...
As boas notícias são as promoções que se irão realizar no site da Chili Com Carne a partir de hoje! Estejam atentos - e não sejam portugueses, não deixem as compras de Natal ficarem lá para Dezembro!

Não havendo mais distribuição prá livraria, alguns preços de algumas edições estrangeiras baixaram bastante porque já não temos de perder 30% sobre o PVP para a loja, assim Justiça seja feita para as editoras que tinham margens mais baixas para revenda:
- o zine King Cat de John Porcellino, cromo dos zines USA: www.chilicomcarne.com/index.php?page=shop.browse&category_id=29&option=com_virtuemart&Itemid=27
- o colectivo Napa, da Finlândia: www.chilicomcarne.com/index.php?option=com_virtuemart&page=shop.browse&category_id=39&Itemid=27 (os títulos do Napa estão misturados com outras edições finlandesas nesta categoria)
- o colectivo MEGA-MEGA-escatológico de Marselha, Le Dernier Cri: www.chilicomcarne.com/index.php?option=com_virtuemart&page=shop.browse&category_id=36&Itemid=27

Os preços ficaram bastante atraentes, especialmente para os sócios da CCC que continuam a gozar o desconto de 20% sobre o PVP, tirando o King Cat mas que já está ao preço da chuva com a doce decadência do "Mighty Dollar". O Natal da Chili Com Carne nunca é em Dezembro!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

abrindo as malas da viagem...

É o regresso do SPX 2008 (Estocolmo) e serve este "post" para dar as novidades:

_Temos para oferta alguns exemplares do último número do jornal finlandês de bd, Kuti - já várias vezes divulgado neste blogue. É um número especial SPX, com trabalhos de autores finlandeses e suecos. Os textos estão em sueco mas com legendas em inglês.
Esta oferta é exclusiva aos sócios da CCC e que comprem qualquer artigo que seja da Finlândia ou da Suécia (Boing Being, Napa, Daada) ou que tenha participação de autores finlandeses ou suecos (Chili Bean, Mesinha de Cabeceira Popular #200, Mutate & Survive, Canicola).

_Já é uma revista que se tem escrito com alguma regularidade (o #5 e o #1) e que número para número vai crescendo em forma e conteúdo: C'est bon anthology do colectivo sueco C'est Bon, com quem a CCC partilhou mesas na SPX. Trouxemos para venda os quatro volumes da terceira série (#17/20; Ago'06/Dez'07) que marcam a distribuição mundial desta publicação através do catálogo Previews (que distribui todos os comics norte-americanos para as lojas especializadas). A revista continua a sua redacção em inglês e está com um aspecto luxuosa, gordinha e brilhante devido ao papel couché. Tem mais colaborações de autores internacionais (ou seja, "não-suecos") e mais trabalhos arrojados - uma lista de nomes explica por si só a qualidade que a revista atingiu: os alemães Martin tom Dieck (que estará este fim-de-semana no Festival de BD de Beja!) e Arne Bellstorf, o sérvio Danijel Savovic (vol.1), o português Pedro Nora, o sueco Knut Larsson, os finlandeses (que estiveram no Salão Lisboa 2005) Marko Turunen e Jyrki Heikkinen (vol.2), o francês Yvan Alagbé, os italianos Andrea Bruno e Stefano Ricci (vol.3), ou ainda a finlandesa Amanda Vähämäki ou a israelita Rutu Modan (vo.4).

_Um dos editores desta revista é Mattias Elftorp que também é autor de bd. A série Piracy is Liberation é o seu trabalho mais conhecido, que já se encontra num quarto volume editado pelo colectivo desde 2006.
Graficamente próximo de (ou demasiado influenciado por) Brian Wood e Ben Templesmith, Elftorp é menos elegante em questões de anatomia, domina as lutas do preto e branco e dá bom uso de tramas e texturas.
Cada volume apresenta entre 64 a 72 páginas, o que mostra o enorme trabalho com que o autor está lançado. A trama de um futuro não longe do nosso, passado numa megalopólis sem memória, onde piratas informáticos procuram destruir o sistema de dominio dos padres capitalistas, poderá lembrar Matrix ou a bd Invisibles de Grant Morrison (este último menos conhecido mas mais copiado - os criadores do Matrix que o digam) mas não deixa de ter ideias próprias que estão em gestação - gosto particularmente de uma cena em que duas personagens Hackers que fazem "copy'n'paste" deles próprios do mundo virtual para o real. De certa forma as cerca de 240 páginas ainda não pareceram suficientes para perceber o que se passa por aqui - lógica de Manga? À primeira vista, poderá haver uma excessiva exploração de lugares-comuns de "anarco-glamour" mas uma leitura mais atenta revelará mais inteligência do que a visão superficial. Esperando por mais volumes até 2012?

_Nesta edição do SPX assisti, de certa forma, a saída do armário da bd sueca alternativa... enquanto os finlandeses há anos que traduzem as suas bd's para terem feedback internacional, os idiotas dos suecos sempre tiveram fechados no casulo editando livros na língua que nem os ABBA usavam para ganhar o Eurovisão. Resultado, tirando o Max Andersson e o Lars Sjunnesson (este último participou no Mutate & Survive), que vivem em Berlim, e o Gunnar Lundkvist e Joakim Pirinen (editado em Portugal pela Azul BD3), todos eles da "velha guarda" nada mais se conhece da bd sueca. Aliás, as minhas duas visitas ao país - e à SPX - não se traduziram em regressos com malas cheias de novas bd's, livros e zines... justamente o oposto do que aconteceu quando vou ao festival de bd de Helsinquía.
Saiu a antologia From the shadow of the northern lights : an anthology of Swedish alternative comics : vol. 1 (Galago; 2008), uma antologia em inglês (yeah!) que terá distribuição pela norte-americana Top Shelf. Podemos chegar à conclusão do que se passa por lá: há a "velha guarda" (já referida) mais gráfica e experimental, depois há a autobiografia chata dos anos 90 - daquela que ninguém têm nada para contar ou que saiba contar de forma interessante, havendo montes de históras sobre homossexualidade (um sucesso no mercado da bd, creio) - e por fim, o regresso do grafismo e bizarria bruta com nomes novos como Marcus Ivarsson, Marcus Nyblom (autor da capa), Knut Larsson e Kolbeinn Karlsson. Apesar das lamechices de alguns autores, vale a pena ler estas 200 páginas a preto e branco.

_E é este último grupo de autores referidos que faço um destaque porque como já escrevi, raramente há razões para comprar edições suecas por causa dos grafismos pobres e pela barreira da linguagem. As excepções são as seguintes: o livro Skissbok (Kartago; 2007) do Marcus Nyblom e os zines de Kolbeinn Karlsson: Benny Bjorn will never return e Rules of animation (com Hanna Petersson; 2007) e Harvar Vilda Vastern (2007?).
No primeiro caso coloca-se a questão se "skissbok" poderá mesmo significar "livro de esboços"... apesar da estrutura do livro apontar para isso porque os trabalhos publicados não parecem ter ligação aparente. Ora são desenhos soltos, alguns sim com aspecto de "esboço", ora são bd's mudas e insólitas como "Alice no País das Maravilhas". São as bd's que têm um ar mais esboço porque o estilo gráfico que Nyblom usa é "realista" e "certinho" bem longe das suas ilustrações que têm aquele aspecto derretido e degradado de quem está em sintonia com a ilustração deste milénio - embora as raízes deste tipo de desenho e imaginário estejam na Raw e no Fort Thunder, dos anos 80 e 90 respectivamente. É um livro "fifty/fifty".

Quanto a Kolbeinn (várias vezes pensei que ele chamava-se Cobain como o vocalista dos Nirvana ou Kobaïan, a língua inventada pelos prog-rockers franceses Magma) também está em sintonia com o tempo: degradação material e moral, fascínio pelo Pop (o Benny Bjorn para quem ainda não está bem a ver, é um dos tipos dos ABBA), monstros peludos e outras criaturas de série B. Zines fotocopiados em formato A5 com capas a cores, os dois primeiros são de ilustração em parceria com uma tal Hanna Petersson em que as autorias não são identificadas (embora as suspeitas sobre a autoria dos desenhos de Kolbeinn recaiam para os que têm mais texturas); o último é o único de bd - que está também publicada na antologia From the Shadow (...) - com uma estória violenta homoerótica do oeste norte-americano - acho.

_Por fim, material dos inteligentes finlandeses - é a segunda vez que fico com a sensação que a Suécia, ou pelo menos Estocolmo é dominada por campónios e novos-ricos.
Novidade absoluta: Supernormal (Daada; 2008) de Marko Turunen, um dos muitos autores de bd peculiares da Finlândia e também dono da editora Daada. Não é novidade mas é importante na mesma para qualquer português ignorante da cena bedéfila da Fenoscândia: Mystic sessions Vol.I (auto-edição; 2006) de Pauliina Mäkelä.
No primeiro caso são reedições de bd's de zines antigos ou ainda algumas bd's fora do padrão do universo do autor - que nos visitou no Salão Lisboa 2005. Aqui vamos encontrar bd's parvas de super-heróis criadas pelo Turunen de 1984 (de 11 anos) e redesenhadas pelo Turunen de 1998 (de 25 anos) que dão um sentimento estranho para qualquer apreciador de "nerd culture", há fotonovelas nervosas das aventuras do Sr. Pinguim (um boneco azul feito por Turunen) a interagir com patos e com um cão (hilariante!), algumas bd's "minimalistas" de coelhos ninjas ou de contos tradicionais sobre ursos broncos,... enfim, mais de 400 páginas A6 de Arte e pura diversão.
O segundo caso é um livro agrafado A3 de 16 páginas a preto e branco que foi criado pelos - e serve para quem quiser ilustrar - distúrbios e desvaneios psico-acústicos de projectos musicais como sunn0))), Earth, Burzum, Wolf Eyes, Melvins entre outros "dronemeisters".
Existe uma narração feita de imagens de uma figura feminina (uma menina) a tocar um tambor intercaladas com outras imagens de dimensões bizarras e psicadélicas, daquelas que podiámos chamar de "zona negativa" ou algo assim - quem leu os desvaneios de um tal de Kirby sabe do que falo.
Cada batida, um novo universo?

aviso: irá demorar a colocação destes artigos na nossa loja virtual, por isso quem quiser entretanto comprar poderá fazê-lo pedindo pelo e-mail ccc@chilicomcarne.com. cada número da C'est bon custa 15€ e cada volume de Piracy is Liberation custa 10€ (c/ desconto de 20% aos sócios da CCC)

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Maravilhoso coração de máquina

v/a: "Marvellous Tone - sampler CD 2007" (Marvelous Tone; 2007)
Depois de bulhas por causa do Acid da Semana até pensava que nunca iria mais ter amigos no Porto, convicto que o pessoal de lá é ou provinciano ou arrogante ou ainda atrasado-mental... E no entanto, não é bem assim, o Augusto Sou Eu enviou-me a última produção da editora / colectivo Marvellous Tone. Trata-se de mais uma excelente antologia que segue o "Kix Shake, vol.1" (ver Underworld #20).
Em menos de meia-hora, 7 projectos conseguem investir nas coordenadas de electrónica contemporânea. Começa com um Acid renovado pelo Acid da Semana com Gonçalo Moreira e Pedro Santos (seja lá quem forem...) muito mais cool e trabalhado que o CD-R homónimo. Segue-se Ambient Glitch de Napa, que serve de entrada para os breakbeats de Coex e Último. Ghuna X & Hermitage quebram o ritmo com uma faixa cerebral q.b. até que... uma cantinela do Projecto Gentileza baralha tudo ao vir cantar de... sopa! Resta-nos o caos electrónico de Tonkee para esquecermos o que ouvimos.
A capa é serigrafada com corres berantes tirando o partido desta técnica de impressão, e pode-se dizer que a Marvellous Tone está-se a tornar numa das editoras de música electrónica portuguesa de eleição. A Thisco que se cuide!!!

quarta-feira, 13 de outubro de 2004

Napa box

Napa; 2004

O colectivo finlandês Napa editou uma caixinha (no formato de uma caixa de cigarros) com 60 autocolantes feitos por 6 dos autores ligados ao colectivo. Cada um dos autores criou sequências não necessariamente narrativas uma vez que cada autocolante pode ser lido isoladamente. Destaque para a "série" de Jenni Rope, autora que continua a desenvolver trabalhos intitulados com os dias da semana - ver http://gentebruta.blogspot.com/2004_04_01_gentebruta_archive.html">Arquivo - desta vez é "(as pessoas que conheci numa) Quinta-Feira".
Ideia porreira. Bem produzido.

4,5