quarta-feira, 3 de junho de 2009

Fotos da primeira quinta psicadélica...


Agarrados, marcianitas e público numa quinta-feira muita'quente... só não houve foi "banda de suporte". Fotos de Mike Goes West (obrigado!)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

ccc@beja.2009


O fim-de-semana "hardcore" do Festival de BD de Beja já foi mas continuam razões para ir lá espreitar o único festival de jeito português.
Da parte da Chili Com Carne estão lá as nossas edições à venda, autores das nossa fileiras tem exposições a solo (como o João Maio Pinto - imagem à dir.) ou em colectivas como a do Atelier Mike Goes West - vários autores com cartazes serigrafados expostos fazem parte da CCC ou já trabalharam connosco, como o italiano Gianluca Constantini (imagem à esq.), para além de que duas das colecções são dirigidas por Marcos Farrajota.
A nível de novas edições houve uma: o Mesinha de Cabeceira que voltou à "fórmula monográfica" com o título The gleaming armament of marching genitalia, de autoria de João Maio Pinto - para breve uma nota de imprensa e lista de locais à venda...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Hülülülü & Chili com Carne // Antologia de Ilustração

HÜLÜLÜLÜ & CHILI COM CARNE

(PT)
CONVIDAM A PARTICIPAR NUMA ANTOLOGIA INTERNACIONAL
E MASSIVA DE ILUSTRAÇÃO E DESENHO!
A SER LANÇADA EM DEZEMBRO '09
DEADLINE: 15 JULHO
TAMANHO: 210 X 297
PRETO E BRANCO

(ING)
ARE CALLING FOR SUBMISSIONS FOR A MASSIVE INTERNACIONAL
ILUSTRATION AND DRAWING EDITION!
TO BE REALEASED IN DECEMBER '09
DEADLINE: JULY '09
SIZE: 210 X 297
BLACK & WHITE

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Qualquer dúvida hulululuattack@gmail.com

quinta-feira, 28 de maio de 2009

HOJE, há Drogado na CHILI

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Clopkiller*

Estive há duas semanas em Poitiers, bela terra francesa que tem um equipamento cultural MUITO especial - não diria único mas pelo menos o mais velho - uma fanzinoteca. Fizeram 20 anos e para comemorar houve concertos, debates e isso tudo, e claro que aproveitei para fazer as minhas aquisições feitas à última da hora com um incansável e simpático "mec", vocalista dos Raxinasky - o gajo suava feito parvo, afinal montou a sua banca depois de dar um concerto onde não parou de gritar - e dono da distro Amertume. Houve trocas com livros de bd que deram nisto:

- o single de estreia autoeditado dos belgas Möse (Mösambique; 2004) com dois temas: Counting On To Zero e More Than A Bullet que não sei qual é qual porque não estão marcados no disco. Não é diferente a mil bandas Sludge no planeta que executam o que os Eye8God ou os Iron Monkey fizeram no passado. Mas o que se pode esperar de uma banda que afirma com orgulho que a escolha do nome deve-se ao facto que "möse" significa "cona" em alemão, "pântano" em dinamarquês e "lama" em flamengo? Fixe mesmo é o desenho que está no vinil, um gajo a masturbar-se e a vir-se com a mão direita e a dar um tiro nos cornos com a mão esquerda. Quando o disco anda à roda mais estranho o desenho se torna. Viva le vinil!

- um Maxi dos Api Wizz: Api Uiz De Merdre (Les Potagers Natures; 2005) se realmente for Api Wizz o nome - li na reduzida ou quase nula informação disponível na 'net que também pode ser Hapi Wizz... "Bof!"... É uma cena de Bordeaux na linha do Rock Duo - energético e rápido tal como deve ser qualquer Duo. Lembra Lobster mas mais folião, considerando que é a região dos cognaques talvez não esteja muito errado o que afirmo...

- o CD The anti-apopathodiaphulatophobicoustical Days (Skyr + Amertume + Ocinatas + Nothing Positive + Sombre Obscure + Shifty + HCB + Amanita; 2008) dos tais Raxinasky, um trio Noise-Rock produto da sociedade da hiper-informação - repararam na qualtidade de "labels" que editaram o CD à escala global? O caldeirão musical vai do Death Metal ao Math Core, dos Naked City aos Melt Banana, do Free Jazz ao Hardcore, dos Boredoms aos Fantômas, tudo é feito em progressão (improvisada?) impossivel de absorver - tal como acontece com as nossas experiências virtuais do dia-a-dia??? Bateria, guitarra, gritos com electrónica problemática à mistura são os elementos desta barulheira que se esquece da mesma forma como aquele site que vi à dois dias atrás... Gosto? Não gosto? Respostas: "Oh la la" + "bof!"

- CD La Fiévre Noire (Les Potagers Natures; 2005) dos argentinos / franceses Radikal Satan que fazem um Nu-Tango (?) longe do esquema óbvio dos Gotan Project mas sim próximo do dramatismo negro dos Von Magnet em relação ao seu (Electro)Flamenco. O som experimental e progressivo quase parece Neurosis com um acordeão. Estamos perante um novo género? Ou uma fusão de géneros? Serve a etiqueta Post-Tango ou Math-Tango? Apesar do nome idiota remeter para o Black Metal esta é banda mais interessante de todo o lote de discos que trouxe. Deixa até curiosidade para saber mais deles...

- um mini-CD'R dos franceses Ezofaj cuja a embalagem é um penso higiénico não se fosse ele intitular La souffrance ultime (auto-edição; 2007?). Este foi o primeiro disco que escolhi antes de o gajo suado começar a sugerir outros discos. Adoro o formato mini-CD e esta ideia tonta do penso fez-me lembrar os melhores momentos do saudoso zine Succedâneo . Que importa que o Metal desta banda seja manhoso? São apenas 13 minutos de tortura mongo-metaleira e que não são assim tão lineares - por exemplo a faixa 6 (sem título) é uma surpresa industrial-metal (Godflesh primitivo) no meio de grosseria Grindcore. Podia ser pior, muito sinceramente...

- Por fim, um LP colectânea "indus" (digam isto com sotaque francês para se rirem um bocado): Night on Earth 04 (Night on Earth; 2004) com projectos electrónicos "underground" como TZII, LFO Demon, Gamaboy, The Radar Threat, Man-eater Orchestra, S.Lemonon e Cham. Lado A é "mais" calmo girando pelo Ambient (TZII) e Hip-Hop Industrial (LFO Demon, Gamaboy) enquanto o lado B é mais barulhento com os restantes projectos a entrarem em experimentações lúdicas e algum Noise moderado. Longe de ser uma colectânea seminal ou original ouve-se com interesse sobretudo porque num gira-discos podemos mudar as rotações, hehehe - pena a Thisco nunca se ter metido no vinil...

Por fim, é pena já não fazer as tiras de concertos porque das comemorações da Fanzinoteca podia ter feito a actuação do Mr Marcaille, um gnomo "one-man-band" mal-criado armado com um violoncelo cheio de distorção e pedais de bateria. Melhor que ele para explicar o que se passa com a sua música: «it's some weird original brain covers... I agree some sounds like songs or thing we know in the inconcious, but I don't know myself what are they... These are my songs. Like Motorhead sounds like the Beatles sometimes... or the Rolling Stones / Chocolate Watchband... Acid Mother Temple / Gong... Ruins / Magma». Ok! Suponho que as "one-man-bands" sejam tão carismáticos como os mini-CD's. Podem sacar a actuação no seu sitío oficial: zoubroff.free.fr

*o título deste "post" é uma "private joke" entre mim e o inglês Edd do Monkey Riot / Last Hours depois de termos visto um grafitti que tinha escrito "Fuck la police"... inventar "Clopkiller" ("clop" é cigarro em calão francês) foi só mais um pequeno passo.

Pontevedra


Estive em Fevereiro no Salón do Libro Infantil e Xuvenil de Pontevedra e eis duas recordações fotográficas deste simpático evento. A primeira é um desenho incrivel de putos porque todos os anos, as escolas participam no Salão com trabalhos feitos de propósito. O tema deste ano era o "Amor". Geralmente os resultados são extravagantes misturando desenho, escultura e instalação. Gostei deste desenho não sei bem porquê, talvez as cores e composição... A segunda foto é do último livro do galego David Rubin na minha mochila, aqueles olhos da capa bateram muito bem com uma pasta feia do IPJ. O livro encontra-se na Bedeteca de Lisboa.

terça-feira, 26 de maio de 2009

School days

O ano passado, em Dezembro, fui à escola D. Leonor (Alvalade, Lisboa) falar de bd... na mediateca da escola estava uma exposição que recuperava bd's de ex-alunos da escola - que tinham participado no jornal da escola. Encontrei os ilustres André Ruivo e João Fazenda nos seus "verdes anos". Do Ruivo não conhecia este "material antigo" mas lembrava-me da personagem do Fazenda, o Picas, que eu e o Pedro Brito aproveitamos para gozar no número zero do Mesinha de Cabeceira. Fim de episódio nostálgico.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Fotos da inauguração do MGW na CHILI

 fotos: MGW

sábado, 16 de maio de 2009

Consolações gráficas na CHILI



“Absorto nestas ilusórias imagens (…) senti-me, por um tempo indeterminado, conhecedor abstracto do mundo.”
- Borges (O jardim dos caminhos que se bifurcam)
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Na CHILI a minha amiga Piggy (é uma alcunha da Ana Menezes) inaugura a sua primeira exposição a solo de Desenho. Apesar do ar miserabilista como ela se apresenta na nota biográfica para esta exposição (ver + abaixo) ela é uma grande artista que, infelizmente para mim, aproveita pouco o mundo do desenho excepto quando é coagida pelos projectos gráficos independentes que tem dinamizado as cidades de Lisboa e do Porto - falo das excelentes exposições da Feira Laica ou do Furacão Mitra
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A santa consolação é o bico da caneta a riscar no papel novelos de emaranhados. Os labirintos são mapas de se perder e andar às voltas. O desenho é o rasto da deriva entre o inconsciente e o pensamento. O resto é o tempo a passar - disse-me ela no outro dia. Creio que era um desabafo ainda dos teus tempos gloriosos do mundo do trabalho precário português (redundância bem sei) em que fez o zine Enfraskado com fotocópias manhosas - tiradas no Call Center? - embalado num... frasco!
Gosto como a Piggy mistura uma veia clássica de pintura e desenho antigo com as coisas mundanas da vida moderna. Os Anjos dela no fim acabam por ter caralhinhos e ainda bem, o que menos suporto nos dias de hoje é ver a Arte de eunucos e frígidas - que ainda assim podem aparecer na exposição para se babarem com a monotonia da Piggy...
Hum! Ela até arranja cuecas para essa gente!
Axima Bruta
RP da CHILI


Ana Menezes (1971, Lisboa) estudou Artes Plásticas nas Caldas da Rainha e em Évora, onde concluiu o mestrado em Artes Visuais. Para além do trabalho como artista plástica, a sua actividade profissional durante os últimos anos tem alternado entre o trabalho como professora, o subsídio de desemprego, e o submundo dos call-centers da PT.

RUA dos FANQUEIROS, 174, 1ºESQ.
2ª a 6ª feira das 12h30 às 20h. Sábados: 12h30 às 19h.
Encerra para almoço das 15h às 16h
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inaugurada a 2 de Maio, está patente até 16 de Maio

domingo, 10 de maio de 2009

pós-pós-SPX: Portugal

Provavelmente foi na SPX que o catálogo da exposição Divide et Impera (Montesinos; 2009) foi comercializado pela primeira vez sem ser na Galeria Second Street onde esteve patente a exposição. A edição inclui um texto do comissário Pedro Moura e várias bd's de Fábio Zimbres, André Lemos, Frédéric Coché, Warren Craghead III, Aerim Lee, Ilan Manouach e Andrei Molotiu.

Lançamento português pela terra sueca foi Heavy Metal (Bela Trampa; 2009) de Jucifer, zine A5 cheio de bd's e desenhos marados que não sei se homenageia o Metal ou não... está prometido um último exemplar para Portugal na CHILI mas até agora nada - talvez aja uma reedição... De resto, o zine não inclui o cinzeiro e o título é pintado à mão com cor assim a dar para o dourado...

Também para a SPX, Marcos Farrajota levou um sarcástico postal - a bd sobre SPX do ano anterior. O que vêem é a parte detrás, por isso quando ele vos escrever, não se admirem de apanhar com essa bd impressa... está à venda na CCC.

Voltando a Portugal, apanhei logo com coisas novas...  curiosamente com pontos em comum. O primeiro é mais um livro editado pela Plana Press: Egg & Ham in Rotterdam (2009) de Ana Carvalho e Ricardo Lafuente, que recolhe 22 estórias escritas e ilustradas em 2006, quando os autores habitaram na Holanda. Os contos são secos, pretensiosamente humorísticos mas sem sal quer no ovo quer no presunto. As ilustrações idem aspas aspas. Safa-se a edição pelo formato sempre-porreiro que é o A5, pela boa impressão bem e também pelo uso de uma "font" de texto interessante. À primeira vista é "cute", depois de lido deixa de o ser, infelizmente.
Algumas destas características podiam ir para quatro volumes da colecção Há Água em Marte (2008/09) - chama-se Caderno de Insecto? Não se percebe - editados pela Associação Cultural Lemur. Livros em formato A5 mucho sexy mas com contos que se esquecem a maior parte do tempo e ilustrações pouco expressivas. De uma colecção já relativamente grande, li quatro volumes e destaco Tipler Café de Augusto Lima (texto) e Renato Seixas (ilustrações), um conto "cyber-qualquer-coisa" divertido, as ilustrações demasiado digitais para o meu gosto funcionam como apontamentos gráficos. Porreiro!... O projecto e este livrinho em particular.