quinta-feira, 17 de outubro de 2019
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
ПИКАЧОК: Истории из жизни. Козырь SPECIAL EDITION
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quarta-feira, 2 de outubro de 2019
Noitadas, Deprês & Bubas / ESGOTADO

«É extremamente difícil escrever um livro medíocre. O livro conseguido está na ordem do dia. Falhar em literatura é um gesto de pura rebeldia. Um péssimo romance é um acto de terrorismo. Só uma miopia extrema, ainda assim facilmente corrigível, pode conduzir ao desastre. A possibilidade de errar foi reduzida ao mínimo indispensável que mantém as aparências e evita o escândalo. Só nos resta escrever livros certos e vendê-los a um público certo. Um público obedientemente entusiástico e atento. (...) O que antes era puro empirismo ou um difuso ritual feiticista tem agora um método de infabilidade. A improvisação e o gesto institivo estão desactualizados. Pior, são nefastos. O escritor deve actuar com rigidez e concisão. O êxito é a meta. O êxito é a única saída.» - Artur Portela, filho in Feira das Vaidades (Atlântida Editora; 1959)
É com palavras da juventude de "alguém que foi para a Alta Autoridade para a Comunicação Social", que apresentamos um livro novo de Marcos Farrajota. De novo quase nada têm, a não ser uma bd inédita de 10 páginas (para o #5 do zine A Mosca que nunca chegou a sair), porque o livro insere-se na colecção Mercantologia, uma colecção da Chili Com Carne dedicada à reedição de bd's perdidas no mundo dos zines.
São bd's autobiográficas de Farrajota, publicadas entre 1995 e 1997, nos números (esgotados) 6 ao 12 do Mesinha de Cabeceira, antecedentes ao É sempre demais... (Lx Comics #2, Bedeteca de Lisboa; 1998), apresentam o grosso da exploração da autobiografia no seu trabalho. Género esse pouco habitual em Portugal, mesmo depois do "boom" e da implosão da bd portuguesa, ao qual o autor acabou por subverter e abandonar gradualmente.
E como na vida, há de tudo nestas bd's: sexo juvenil, amores de recorte Primavera/ Verão, uso de drogas leves, vida suburbana em Cascais, relações sociais (envolvendo desde vários autores de bd a músicos como os Primitive Reason), deambulações urbano-filosóficas de quem andava à toa, rapinanços de conteúdos alheios (Mão Morta, Julie Doucet, Einstürzende Neubauten, Madman) e participações alheias de amigos - como acontece na bd Die Fliege II com textos de Miguel Caldas....
volume 3 da Colecção Mercantologia ... 72p. p/b 21x22,5 cm, capa a cores, edição brochada ... com prefácio de Daniel Lopes e apoio técnico de Pepedelrey... apoio: Instituto Português de Juventude
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algumas páginas aqui.
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talvez encontrem ainda exemplares na BdMania, Fábrica Features, Matéria Prima, Mundo Fantasma e Neurotitan.
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historial: Comemoração 9 dos 10 anos da Chili Com Carne ... Lançado na 10ª Feira Laica ... Nomeado como Melhor Argumento Nacional pelos Troféus Central Comics ... Obra seleccionada para a Bedeteca Ideal ...
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sábado, 28 de setembro de 2019
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
Dois anos depois...
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sexta-feira, 20 de setembro de 2019
ccc@milhões.de.feiras
Nos próximos dois meses, estaremos em muitos sítios e situações. Aqueles que não estaremos presentes in loco são estes:
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- De 20 a 28 Setembro estamos representados no Queer Market do Festival de Cinema Queer Lisboa, no Cinema S. Jorge e depois de 16 a 20 Outubro no Queer Porto.
Dos outros eventos que teremos uma participação mais activa daremos notícias em breve.
Hasta!
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terça-feira, 17 de setembro de 2019
"We can expect an extraordinary variety of genre and apparent eclecticism, but with an underlying conformity of sentiment and vision" (Tim Parks)
Outro texto que ficou perdido no tempo, viva as férias para recuperar e finalizar o artigo mas de resto como já sabem, as antigas resenhas que eram publicadas aqui foram prá A Batalha...
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Vive-se uma estranha confusão por aí, sobre o facto de "girl power" significar "feminismo". Se estamos perante alarvidades como as Spice Girls ou a Capicua ou em mulheres políticas que dizem barbaridades como a Joana Amaral Dias (ela que vá para a Índia com as suas propostas de transportes públicos com espaços exclusivos para mulheres) então estamos em modo de Neo-liberalismo tosco, que produz grandes porcas como a Margaret Thatcher (Rest In Pain!), Theresa May ou Christine Lagarde! Já temos o badalhoco do Trump neste triste mundo, não precisamos de versões femininas da mesma bosta. Na sociedade portuguesa, que nunca foi de grandes lutas sociais desde que o "Cavaquistão" se instalou, vê-se agora muitas mulheres dondocas armadas em grandes sistas e preocupadas com o status quo do seu género. Isto cheira-me a preguiça e a ignorância. Gostaria de as ver nas corajosas manifs dos queers, ou contra a tourada ou contra a empresa Monsanto, por exemplo, e não apenas em manifs de mulheres.
E há algumas que fazem isso! Elas vão a essas manifs para levar porrada cega e cobarde dos bófias-cães-de-guarda. As outras, as que ficam em casa no "Fezesbook" e só saem quando se fala de "direitos das mulheres" são um novo fascismo populista P.C. (nem os comunas terão nisto culpa, pobres diabos) que de imaginativo nada trás - só castra (ui!). Felizmente existem órgãos de comunicação com pés e cabeça, como a revista galega Revirada, que esteve presente na Zine'R'Us no Festival Feminista de Lisboa no ano passado. Mais bonita em linha do que fisicamente, mostra que em Espanha há sempre malta que junta esforços e mete-se em aventuras reais e impressas. Seja para discutir a violência ("e se as feministas usassem a força?" é o tema do #2) ou sobre identidades (#3) ou ainda sobre o desporto Roller Derby, há aqui informação para as portuguesas se informarem, afinal de contas os textos são redigidos em galego, castelhano e português. Outra surpresa dessa feira foram As Bruxas de Blergh, pela Sapata Press, com aspecto trashy e de fanzine "corta-e-cola", pretendem meter medo à antiga, quando uma mulher mais "prá frentex" era logo considerada ser uma bruxa. Já que têm a fama que tirem o proveito! Assim, estas Bruxas dão ferramentas para fazer "voodoo" sobre os políticos fachos do Brasil. Trump entra como extra, claro... Espero que resulte!
A primeira coisa quando pego nestes zines é pensar se haverá uma forma feminina de desenhar, ou de escrever, enfim de fazer BD? Claro que Anke Feuchtenberger ou Julie Doucet ou Jucifer escrevem / desenham de forma diferente do resto dos idiotas da BD comercial-mercenária mas também o fazem, os masculinos Atak, Chester Brown ou André Lemos - ou o queer Sam Wallman, já agora. São artistas e não macacos-de-imitação. Justamente por isso chateia-me ver que Irineu ao querer contar uma lamechice use desenhos e legendagens que poderiam ser de uma série comercialóide qualquer; que a Aline Lemos apesar do texto muito pertinente seja mais uma "Angeli", ou seja, a sua representação caricatural do íntimo vira para algo genérico como uma vulgar tira humorística - que continua a ser uma marca da BD brasileira - sendo queer ou straight!; e, que Ana Caspão desenhe como estivesse a fazer super-heróis ou séries de Sword & Sorcery. Talvez neste último caso, se desculpe a figuração porque Caspão faz uma BD onírica dentro de um universo "fantástico". Aliás, ela parece ser a única pessoa em Portugal que sabe desenhar este género de coisas com estilo e pujança, está pronta para ir prós "comics-books" dos gringos, se ela bem quiser. A legendagem topa-se que está deslocada do desenho e cria frieza, como é que alguém que consegue levar o leitor para tão longe numa metáfora sobre a vida (da autora? de todos nós que crescemos?) e depois deita tudo a perder com letras mecânicas, cartuxos de textos de "marca branca", onomatopeias e balões de BD vulgares? Ana, caga nas convenções da BD, (re)inventa tu outras para o teu trabalho! É um belo livrinho seja como for mas o mais belo deles todos é o da Dois Vês, talvez inspirado no filme Ama-San de Cláudia Varejão, sobre a rotina do trabalho e a respectiva anestesia alcoólica de uma mergulhadora. É um "loop" sobre o delírio que a vida pode ser, num estilo gráfico super-elegante cheio de texturas. Belo, merece uma imagem grande neste "post", tomem:
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Labels: ana caspão, cecilia silveira, Dois Vês, livros, zines
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
Pita Diplomatique
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Labels: manuel joão neto, mariana pita, Será a caneta mais poderosa do que a espada?
quarta-feira, 4 de setembro de 2019
"O nosso QCDA#2000 foi mencionado pela Alice Geirinhas na última edição da Revista Decadente."
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Labels: amanda baeza, hetamoe, QCDA, silvia rodrigues, sofia neto
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
""""""" Música para Antropomorfos """"" 5 estrelas no Expresso """""
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Labels: fábio zimbres, RUBI, sara figueiredo costa











