sábado, 28 de setembro de 2019
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
Dois anos depois...
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sexta-feira, 20 de setembro de 2019
ccc@milhões.de.feiras
Nos próximos dois meses, estaremos em muitos sítios e situações. Aqueles que não estaremos presentes in loco são estes:
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- De 20 a 28 Setembro estamos representados no Queer Market do Festival de Cinema Queer Lisboa, no Cinema S. Jorge e depois de 16 a 20 Outubro no Queer Porto.
Dos outros eventos que teremos uma participação mais activa daremos notícias em breve.
Hasta!
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terça-feira, 17 de setembro de 2019
"We can expect an extraordinary variety of genre and apparent eclecticism, but with an underlying conformity of sentiment and vision" (Tim Parks)
Outro texto que ficou perdido no tempo, viva as férias para recuperar e finalizar o artigo mas de resto como já sabem, as antigas resenhas que eram publicadas aqui foram prá A Batalha...
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Vive-se uma estranha confusão por aí, sobre o facto de "girl power" significar "feminismo". Se estamos perante alarvidades como as Spice Girls ou a Capicua ou em mulheres políticas que dizem barbaridades como a Joana Amaral Dias (ela que vá para a Índia com as suas propostas de transportes públicos com espaços exclusivos para mulheres) então estamos em modo de Neo-liberalismo tosco, que produz grandes porcas como a Margaret Thatcher (Rest In Pain!), Theresa May ou Christine Lagarde! Já temos o badalhoco do Trump neste triste mundo, não precisamos de versões femininas da mesma bosta. Na sociedade portuguesa, que nunca foi de grandes lutas sociais desde que o "Cavaquistão" se instalou, vê-se agora muitas mulheres dondocas armadas em grandes sistas e preocupadas com o status quo do seu género. Isto cheira-me a preguiça e a ignorância. Gostaria de as ver nas corajosas manifs dos queers, ou contra a tourada ou contra a empresa Monsanto, por exemplo, e não apenas em manifs de mulheres.
E há algumas que fazem isso! Elas vão a essas manifs para levar porrada cega e cobarde dos bófias-cães-de-guarda. As outras, as que ficam em casa no "Fezesbook" e só saem quando se fala de "direitos das mulheres" são um novo fascismo populista P.C. (nem os comunas terão nisto culpa, pobres diabos) que de imaginativo nada trás - só castra (ui!). Felizmente existem órgãos de comunicação com pés e cabeça, como a revista galega Revirada, que esteve presente na Zine'R'Us no Festival Feminista de Lisboa no ano passado. Mais bonita em linha do que fisicamente, mostra que em Espanha há sempre malta que junta esforços e mete-se em aventuras reais e impressas. Seja para discutir a violência ("e se as feministas usassem a força?" é o tema do #2) ou sobre identidades (#3) ou ainda sobre o desporto Roller Derby, há aqui informação para as portuguesas se informarem, afinal de contas os textos são redigidos em galego, castelhano e português. Outra surpresa dessa feira foram As Bruxas de Blergh, pela Sapata Press, com aspecto trashy e de fanzine "corta-e-cola", pretendem meter medo à antiga, quando uma mulher mais "prá frentex" era logo considerada ser uma bruxa. Já que têm a fama que tirem o proveito! Assim, estas Bruxas dão ferramentas para fazer "voodoo" sobre os políticos fachos do Brasil. Trump entra como extra, claro... Espero que resulte!
A primeira coisa quando pego nestes zines é pensar se haverá uma forma feminina de desenhar, ou de escrever, enfim de fazer BD? Claro que Anke Feuchtenberger ou Julie Doucet ou Jucifer escrevem / desenham de forma diferente do resto dos idiotas da BD comercial-mercenária mas também o fazem, os masculinos Atak, Chester Brown ou André Lemos - ou o queer Sam Wallman, já agora. São artistas e não macacos-de-imitação. Justamente por isso chateia-me ver que Irineu ao querer contar uma lamechice use desenhos e legendagens que poderiam ser de uma série comercialóide qualquer; que a Aline Lemos apesar do texto muito pertinente seja mais uma "Angeli", ou seja, a sua representação caricatural do íntimo vira para algo genérico como uma vulgar tira humorística - que continua a ser uma marca da BD brasileira - sendo queer ou straight!; e, que Ana Caspão desenhe como estivesse a fazer super-heróis ou séries de Sword & Sorcery. Talvez neste último caso, se desculpe a figuração porque Caspão faz uma BD onírica dentro de um universo "fantástico". Aliás, ela parece ser a única pessoa em Portugal que sabe desenhar este género de coisas com estilo e pujança, está pronta para ir prós "comics-books" dos gringos, se ela bem quiser. A legendagem topa-se que está deslocada do desenho e cria frieza, como é que alguém que consegue levar o leitor para tão longe numa metáfora sobre a vida (da autora? de todos nós que crescemos?) e depois deita tudo a perder com letras mecânicas, cartuxos de textos de "marca branca", onomatopeias e balões de BD vulgares? Ana, caga nas convenções da BD, (re)inventa tu outras para o teu trabalho! É um belo livrinho seja como for mas o mais belo deles todos é o da Dois Vês, talvez inspirado no filme Ama-San de Cláudia Varejão, sobre a rotina do trabalho e a respectiva anestesia alcoólica de uma mergulhadora. É um "loop" sobre o delírio que a vida pode ser, num estilo gráfico super-elegante cheio de texturas. Belo, merece uma imagem grande neste "post", tomem:
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sexta-feira, 13 de setembro de 2019
Pita Diplomatique
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Labels: manuel joão neto, mariana pita, Será a caneta mais poderosa do que a espada?
quarta-feira, 4 de setembro de 2019
"O nosso QCDA#2000 foi mencionado pela Alice Geirinhas na última edição da Revista Decadente."
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segunda-feira, 2 de setembro de 2019
""""""" Música para Antropomorfos """"" 5 estrelas no Expresso """""
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terça-feira, 13 de agosto de 2019
Satélite Zines
Deixo "as damas" pró fim porque são mais interessantes apesar deste Planeta Satélite (Dez'17) de Ricardo Baptista, não ser nada de desprezar, muito antes pelo contrário. O autor que ainda não percebi quem é (já nos cruzámos?) e o que quer fazer porque por um lado faz esta BD bem esgalhada de aventura / fantasia com um grafismo fixe como por outro tem lançado umas BDs de humor tótó e essa é a que tem tido mais visibilidade pública. Lembra o que o Zé Burnay fazia quando andava na faculdade, o que quer dizer qualidade (até rima), ou seja, boa narração com desenhos abonecados. E depois? O que acontece depois? Aconteceu alguma coisa? Acho que vamos ter de lhe perguntar para o endereço planetasatelite @ gmail . com (se o email ainda estiver activo).
Na onda BD ainda, Doctor Borrows (2016) de Bárbara Lopes é uma crítica simples e divertida à psicologia e a sua inocuidade. Lembro-me que peguei neste zine numa feira qualquer porque era o único de BD que a Bárbara tinha. Mais tarde apareceu na antologia Nódoa Negra. Isso já foi há um ano, não há mais nada entretanto? Zeus!
O meu admirável mundo novo (2016?) de Miss Inês é um livrinho quadrado de ilustração com texto do tipo manual de como viver. É uma caixinha de surpresas apesar da sua simplicidade e mensagem positiva. Giro! Sei que fez um desenho, como eu, para o single dos dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS e nem sei como o seu livro veio-me parar à mãos, para dizer a verdade...
Um, Dois (2018) de Anna B. Costa é um simples espelho narrativo com ilustrações com pinguins. Desengana-se quem pensa que está perante um graphzine parvalhão. A autora participou antes no primeiro Pentângulo. Outra para perguntar o que andas a fazer: a.b.costa @ outlook . com
Mais pérolas esquecidas, mais monografias de duas colaboradoras da Nódoa Negra: MANUELinútil (Façam Fanzines Cuspam Martelos; 2016) de Patrícia Guimarães e Go (Dor de Cotovelo; 2016) de Cecília Silveira. Sei que é tarde para falar nestes títulos até porque os colectivos que os publicaram já desapareceram mas são duas pequenas grandes obras dos últimos anos, que deixam uma nostalgia e desorientação, porque raios não apareceram mais obras com esta força nos últimos três anos? Go é uma metáfora sobre o trauma de refugiados e da emigração é contado com simplicidade mas de forma pungente, onde a simplicidade de uma BD curta mostra que vale mais que uma "novela gráfica" de 200 páginas. E o mesmo acontece no segundo livro de Patrícia, com mais páginas é certo, BD assanhada de pós-feminismo e de uma violência deselegante (a lembrar o Janus), não embelezada ou glamourisada, o contrário daquela que costuma aparecer nas BDs de rapazes idiotas (e infelizmente, nos dias de hoje também de gajas parvas). É difícil soltar um riso nesta BD, é preciso ter algum tempo para tal, são assim os melhores trabalhos em qualquer área criativa...
Creio que através da Sapata Press seja possível arranjar o Go.
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Labels: Ar.Co, bárbara lopes, cecilia silveira, patrícia guimarães, zines
sexta-feira, 9 de agosto de 2019
ccc@autobán
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Labels: eventos internacionais, imprensa canalha, rodolfo mariano
quinta-feira, 25 de julho de 2019
sobre "e se fizéssemos uma tatuagem?"
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rafael
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Labels: rafael dionísio, Sulfúria, video












