A apresentar mensagens correspondentes à consulta cynthia ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta cynthia ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Lista Laica-Brasileira



Boy, não dá para escrever tudo! Aqui vai uma lista de zines que o Alex Prego deixou ainda:

- Amarelo, Laranja, Vermelho (Samba; 2008-10), 3 atraentes zines de LTG (participou no Seitan Seitan Scum) juntos numa manga. BDs e desenhos em registo de esboço - incluindo a bd do SSS a preto e branco. Apresentação exemplar!
- Bananas! (2011), um falso “splitzine” de duas autoras brasileiras com poder vaginal da finlandesa Kati Kovács. É bilingue porque repetem as mesmas bds em português de um lado e em inglês do outro. Chiquinha e Cynthia B. são as miúdas do zine, a última também edita o zine Goldenshower (#1, 2011), antologia que mostra que as mulheres são mais podres do que os homens no que diz a humor sobre sexo!
- Resenha Monstra #01 (2011) de Pedro D'Apremont é um zine A5 de um gajo que tenho sonhos bem estranhos... Ainda bem que ele lembra-se deles! Depois é mais um de bd "besteirol"...
- A Zica #0, 1 (2010-11) zine antológico de desenhos, é um graphzine de sexo e morte... fraquito!

Não se esqueçam que ainda há várias edições da Prego, Kowalski, etc... que pode ser adquirido pelo e-mail ccc@chilicomcarne.com. Como fazemos sempre promoções e ofertas loucas mais vale perguntar o que querem!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

América perdida



Love You and Witchcraft Me (Fantasma; 2012) de Juan Echeverry é um livro / zine impresso a azul com BDs minimalista deste autor colombiano residente em Berlim. Pequenas poesias urbanas com algumas mudanças de estilo e narração que provam que ainda se irá ouvir falar deste autor - mesmo que não se possa saber dele em lado nenhum na 'net: o blog editorialfantasma.blogspot.de não funciona, ninguém consegue atinar com o título da publicação, etc... Vai ser mesmo de estar atento neste tipo!


Raio que te parta! (Trip; 2011) é de Carlos Santos (canadiano nascido em Portugal) é um livro de desenhos cheio de caveiras em decomposição ácida que faz ponte entre Posada, Giger e Moebius. Também lembra outro suiço, o Alex Baladi... Interessante mas não surpreendente como o prefácio do livro nos tenta vender. Pelo menos faz cadáveres esquisitos e não álbuns sobre Portugal como o menino-da-moda do momento, também ele luso-qualquer-coisa, Cyril Pedrosa... A Trip é mais um selo editorial que mostra movimentações na BD do Quebec.




Se a vida fosse como a Internet (Belebéu; 2012) de Pablo Carranza é uma compilação de tiras humorísticas e BDs cujo título já explica tudo... O melhor do livro são as piadas gráficas do próprio livro enquanto objecto - as fichas técnicas que imitam o ambiente de trabalho Windows ou quando uma personagem vai parar a um fax, o papel do livro torna-se nesse tipo de papel (lustroso e de impressão manhosa). O livro acaba em beleza com uma BD em que a escritora Clarice Inspector volta à vida para matar o Mark Zuckerberg... De resto, é aquele humor brasileiro que não aquece nem arrefece.
Ofensa Gratuíta #1 é um minizine feita a meias entre Allan Sieber (um veterano cheio de pica) e Cynthia B (uma rapariga dos zines) com 16 páginas A6 impressas em papel amarelo em que cada autor mostra o seu melhor vocabulário... O zine é grátis, né?

quarta-feira, 16 de março de 2016

Brasil XIX

A Ugra (loja + distro + anuário de zines) enviou mais algumas edições deles, desta vez são livrinhos A6 na mesma lógica de muitas outras colecções do passado espalhadas pelo planeta: Quadradinho, miniTonto, Patte de Mouche, O Filme da Minha Vida, etc... Nunca é tarde reactivar este formato editorial, boa iniciativa este Ugrito com os seus primeiros quatro números.
O único que me tocou foi Germes da Cynthia B porque separa-se dos autores-rapazes e as suas fantasias bobas. Não é que ela fuja assim tanto como isso, pois o seu registo continua a ser o caricatural e o humorístico mas sente-se uma energia diferente mesmo que se possa encontrar nesta mini-BD uma tradição que vem das autoras dos anos 90 - mais especificamente aquela BD do "período gigante" pela canadiana Julie Doucet, que a tantos rapazes impressionou. Talvez venha a tornar-se um chavão daqui uns anos mas até lá ainda é verdade que as narrativas sobre a diferente fisiológica feminina tem o "twist" para renovar a cultura, humor incluído. Por isso, em 2016 é melhor o humor feminino brasileiro que o humor masculino brasileiro, se ainda existissem dúvidas, por isso, meninas, mexam-se e passem por cima desses vossos compatriotas cona-moles!


Calma, nem tudo está perdido! Existe também no Brasil, um tal de Luis Aranguri que pode ainda dar esperança. Chegou-me às mãos dois zines seus em A5 impressos em risografia (? pela Meli Melo?) que devido ao teor experimental fogem completamente à produção de BD daquele país - sendo possível juntá-lo às produções de Pedro Ivo Verçosa.
Remake remonta o livro Akte : Studien, kompositionen und visionen numa BD com a estrutura de duas vinhetas em três tiras por página. Feita com as fotografias desse livro de arte, tem uma sentido narrativo fluído que parece os momentos descritivos de um "mangá" de samurais ao mesmo tempo que os ângulos das imagens (recortadas) têm um drama cinematográfico tal como as colagens de Una Biografia (1973) de Chumy Chumez (1927-2003). Re/Forma (imagem) também tem o seu je ne sais quoi dos anos 70 vindo à cabeça o "famoso" La Cage (1975) de Martin Vaugh-James (1949-2009). Também nesta uma BD sem personagens humanas observa-se uma perturbação metafísica do espaço (um apartamento) acabando numa degradação, ou melhor, no seu desaparecimento. São espelhos ou efeitos especiais ou vinhetas que invadem a representação do espaço? Uma coisa é certa, não se paga renda aqui...