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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

ccc@19ªfeira.laica.internacional

cartaz de Miguel Carneiro / Oficina Arara

A FEIRA LAICA INTERNACIONAL regressa ESTE MÊS aos Maus Hábitos (Porto) para mais um evento dedicado à EDIÇÃO INDEPENDENTE.
Marquem na agenda:
dia 16 / 23h: inauguração das exposições e concertos;
dia 17 / 14h-21h : Feira de Edição Independente / 23h: concertos
dia 18 / 14h-18h : Feira de Edição Independente / 19h : Festa de Despedida (Espaço Campanhã)
ENTRADA LIVRE (excepto concertos)
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Editores presentes: Ana Torrie + Inés Cóias, Associação Chili Com Carne, Billete de 500 (Galiza / Espanha), David Peneda, Edições Côdea + Mondega Records, Edições Mortas, Faca Monstro + Marvellous Tone + Soopa, Gajos da Mula + Oficina Arara, Grût (França), O Hábito Faz o Monstro, Imprensa Canalha + Opuntia Books, Invicta Indie Arts (representando Dame Darcy, Dodgem Logic e Libri Impressi), Infektion Magazine, Leote Records, Mariposa Azual + Mia Soave, Mike Goes West, Mr. Esgar Artprints, MMMNNNRRRG, Oficina do Cego, revista Pangrama, Plana Press, Põe-te Fino Edições, revista Prego (Brasil), Prensador, Ricardo Castro, Ruru Comix, revista Stripburger (Eslovénia) e Thisco.
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Algumas Novidades editoriais:
- Aceloria (Marvellous Tone), CD
- Algorythms (Marvellous Tone), k7 de Mo Junkie
- Aspiração Horrífica / Vacuum Horror (MMMNNNRRRG), livro de bd de Aaron Shunga (EUA);
- Futuro Primitivo (Chili Com Carne) "cartazes-remix" em serigrafia de Filipe Quaresma e Margarida Borges;
- Grût & Flude #2 : Road Trip (Grût), graphzine colectivo francês;
- Lodaçal Comix #4 + Lodaçal Comix Hórs Serie #1 (Ruru Comix), zines internacionais de bd;
- Prego #5 (Prego), zine brasileiro colectivo de bd;
- Presidente Drógado (Leote Records), CD-R com produção de Bernardo Devlin;
- Red Shoes, de Inês Cóias
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Exposições: A Dama e o Unicórnio, individual de pintura e desenho de Ana Menezes; Prego, colectiva da revista brasileira; e, Fresco, colectiva de ilustração de nova geração de ilustradores do Porto com participações de Paulo Catumba, João Drumond, Daniela Fardilha, Nicolau, Miguel Ministro, André Coelho, Carlitos, Sofia Palma, Mariana Pita e Diogo Rapazote.
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Concertos (acesso: 3 euros por noite): Sexta-feira : Cró!, Rudolfo, Çuta Kebab & Party /// Sábado : Presidente Drógado, Batatas Parvas (Nuno Moura + Ghuna X), Aceloria
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Convidados estrangeiros: Alex Vieira (Brasil), Elise Hallab (França), Kaja Avberšek (Eslovénia), Nan Vaz, Pelucas e Tayone (Galiza / Espanha).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Prego a fundo!!!


É isso! VAI HAVER Festa de Despedida ao Alex Vieira da revista brasileira de "bd, punk e psicadelismo" Prego!
Dia 22 de Dezembro (Quinta), às 21h, estão convidados a irem ao bar do WIP / Rua Garett, 60 (onde esteve a CHILI ao QUADRADO) para conhecerem este convidado especial da 19ª Feira Laica - isto para quem não se pode deslocar ao Porto!
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Alex Vieira como artista gráfico participou em duas antologias da Chili Com Carne, MASSIVE e Seitan Seitan Scum mas é mais conhecido como editor da revista Prego que acaba de lançar o número 5 num evento off do Rio Comicon, dedicado ao "som" e onde entre vários autores da "nova bd de autor brasileira" também participa Marcos Farrajota. A passagem pelo tema "som" não é inocente uma vez que Alex Vieira tem uma enorme ligação ao Punk / Hardcore.



Na festa, além de copos baratos e as melhores chamuças da cidade, poderão ver os trabalhos que Alex trás do Brasil prá Feira Laica bem como zines e livros de bd. A animar a festa haverá uma exceptional sessão de unDJing com os seus piores discos para serem trocados na hora! Alguém ainda se lembra da troca de discos?

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Brasil IX

Chegou-nos mais um pacote de bizarrias editoriais do Brasil, cortesia do zine Prego que nos enviou montes de coisas e que chega ao número quatro (2010) - a ilustração da capa feita pelo editor Alex Vieira já tinha aparecido na antologia MASSIVE sim-senhora... batota, não?

Este zine está mais volumoso e completa o seu ciclo de cores CMYK para as capas. A capa deste número é negra, talvez do tipo funeral porque abandonou as colagens loucas dos primeiros números e entregou-se mais às bd humorísticas, que são o género principal na produção brasileira e que tem dado o mote a estes "posts" (vejam os anteriores). Perdeu um bocado o interesse assim... embora as bd's de Gabriel Mesquita, Guido Imbroisi e Gabriel Góes (curiosamente todos eles colaboraram no recém-premiado Seitan Seitan Scum) fazem a diferença ao resto do material. Falta a experimentação gráfica que os números anteriores tinham...
Espero que não seja o primeiro prego para o caixão!



Curiosamente outro bicho que se destaca no último Prego com um suplemento A5, é Diego Gerlach que também apareceu no pacote que recebemos com 4 números do seu zine fotocopiado Pinacoderal da Parahyba (2009-10). Trata-se de uma bd surrealista "work-in-progress" que tem como tradição as deambulações feitas pelo Moebius - por ser uma bd em regime de escrita automática. O ponto de chegada é outro embora não se saiba muito bem qual é - não deve ser lido como algo negativo! O desenho tem vindo a refinar-se, não há piadinhas (ou pelo menos não consegui descobrir) e sabe-se lá que monstro sairá daqui. A acompanhar sob a máxima atenção de um "bongo-scope"!



Com o primeiro número de Peiote (Macacos Humanos; 2009) fico a pensar que a última coisa que chegou ao Brasil relativamente a bd de autor foi o Moebius... ou ainda o Richard Corben. As influências são óbvias - os resultados bem menores com a excepção para Law Tissot, velho da cena e como tal com maturidade para estar fora do resto da pandilha. Também é lhe realizada uma entrevista. Bem impressa e luxuosa, o pessoal da revista bem que precisa de tomar a substância que dá título à publicação. A Quase #12 (Out'09) quase tem piada... se não têm é porque exagera em textos de humor-retrete-forward, algumas bd's beisteirol-cliché... No momento ou noutro tem piada - como a fotonovela do retardado que é violado por bonecos insufláveis - mas o aspecto geral da publicação dá vontade fugir...




Por fim, um sabor contemporâneo... A Comadre do Zé (Graffiti 76; 2009) de Luciano Irrthum é um livro de bd, que podia ter sido desenhado por um francês alternativo dos anos 90 mas não é, é por um brasileiro dos anos 90. É uma estória de fadas do sertão brasileiro em que o "cumpadre" Zé ganha uma amiga chamada Morte... Graficamente pode ser julgado como um cruzamento entre Pedro Zamith e o Kapreles, não deixando de ser melhor ou pior por isso. Este livro faz parte de uma "nova tendência" no Brasil de editar autores em formato livro, sendo este título incluído na colecção "100% Quadrinhos" de onde já tinha saído um livro do Guazzelli. Por fim, a antologia Favo de Fel (2009) é composta por 160 páginas A5, um bocado mal impressas e coladas numa capa vermelho-revolução, e embalada ainda numa caixa de cartão. O interior é que desilude, como sempre com bd's piadolas brasileiras, o que safa acabam por ser os estrangeiros como a portuguesa Teresa Câmara Pestana, o sérvio Aleksandar Zogra, o italiano 81-85,... mete o Brasil nas rotas das antologias internacionais. É uma primeira tentativa...

sábado, 10 de março de 2012

Prego #5 / últimos exemplares...


Para quem não pegou a Prego em Dezembro durante a visita a Portugal do seu editor, Alex Vieira, podem adquirir através do shop da Chili Com Carne os últimos 5 exemplares!
A revista foi convidada especial da 19ª Feira Laica onde teve direito a uma mostra e lançamento português do último número (o #5) dedicado ao "som". Neste número encontram entre vários autores da "nova bd de autor brasileira" dois autores portugueses e associados da CCC: Marcos Farrajota (com uma bd) e Manuel Pereira (colagens).
A passagem pelo tema "som" não é inocente uma vez que Alex Vieira tem uma enorme ligação ao Punk / Hardcore, mas na publicação há banda desenhadas que nos contam biografias de críticos do Rock, autobiografias, celebrações Black Metal, psicadelia de luxo graças ao sempre inesperado Diego Gerlach e algum típico "besteirol" brasileiro. A revista também publica fotografia, entrevistas a autores de cartazes de concertos Punk e ilustrações variadas...
Entretanto para quem já conhecia a Prego desde sempre, este novo número está com outro papel, um razoável aumento de páginas e a capa apesar de ainda ser mole está mais dura cheia de tesão juvenil brasileira. Ainda dizem que o Punk não rende...
Por fim, deixamos aqui um excerto da bd de Marcos Farrajota publicada na revista e que mostra a sua versão da geneologia Punk. Talvez venha a integrá-la no novo livro... quem sabe...

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Futuro Prego!


 a exposição Futuro Primitivo começa a bombar no Brazzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzil .
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É nossa primeira exposição no Brasil ... e felizmente é de um projecto que apresenta a TOTALidade dos seus autores com todos os seus registos gráficos e narrativos diferenciados
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E E Estão lá as nossas serigrafias  e livros!
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É prá semana que inaugura finalmente!!!
e vai se na nova loja da PREGO!
Legal!





Até já fizerem vídeo de promoção,,,


Futuro Primitivo - Prego Espaço de Arte - Teaser from Ethos - Dialogos Visuais on Vimeo.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology na Língua nos Dentes


Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology
de
Marcos Farrajota

Oitavo volume da Colecção Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido do mundo dos zines. 80p. 15 x 21 cm. 666 exemplares. ISBN: 978-989-8363-34-3

à venda na loja em linha Chili Com Carne, Mundo Fantasma, BdMania, ZDB, Matéria Prima, Linha de Sombra, RastilhoTigre de Papel, Snob, Tinta nos Nervos, Velhotes, Língua nos Dentes e Neat Records.

Eis a terceira compilação das BD's autobiográficas de Marcos Farrajota depois de Noitadas, Deprês e Bubas (2008) e Talento Local (2010) ambos pela Chili Com Carne nesta mesma colecção. O novo livro Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology reúne material disperso em várias publicações - incluindo o livro do DVD do 15º Steel Warriors Rebellion Metalfest mas também em vários zines e revistas como Cru, Prego (Brasil), Pangrama, Stripburger (Eslovénia) e ainda antologias de países começados por "s" como a Suécia ou a Sérvia!

As Bds que se encontram aqui são cada vez menos os episódios mundanos como noutras BDs de Farrajota para dar primazia a ensaios críticos sobre a cultura portuguesa e subculturas underground... Talvez por isso que só agora é que são compiladas as míticas tiras da série Não 'tavas lá!? que fazem crítica aos concertos assistidos pelo autor publicadas na mítica Underworld : Entulho Informativo e vários outros zines e revistas. Podem encontrar nestas tiras bandas famosas como os Type O Negative ou Peaches, de culto - Puppetmastaz, Repórter Estrábico ou Dälek - como algumas "fim-da-linha" como os Dr. Salazar (quem?), para além de ainda relatar conferências (Jorge Lima Barreto), museus e instalações sonoras (MIM de Bruxelas ou MACBA de Barcelona) mostrando um gosto ecléctico mas sobretudo amor à música.



O livro foi lançado em Outubro na exposição homónima na Mundo Fantasma  no 10 de Outubro de 2015 e lançamento sulista no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, no âmbito da exposição SemConsenso a inaugurada no dia 31 de Outubro 
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Ah! O Rudolfo participa no livro... com aquela BD sobre drogas que saiu no Prego e com o design da capa/contra-capa!



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sobre o autor: Marcos Farrajota (Lisboa; 1973) trabalha na Bedeteca de Lisboa tendo sido responsável por várias publicações e eventos como o Salão Lisboa 2003 e 2005. Faz BD e fanzines desde 1992 quando criou com o Pedro Brito o zine mutante Mesinha de Cabeceira que ainda hoje edita (26 números). Criou a editora MMMNNNRRRG "só para gente bruta" em 2000 mas antes fundou a Associação Chili Com Carne em 1995.

Participou em vários fanzines, jornais, revistas e livros com BDs ou artigos sobre cultura DIY e BD: Publish or Perish, Amo-te, Osso da Pilinha, Stereoscomics (França), Milk & Wodka (Suiça), Prego (Brasil), Cru, White Bufallo Gazette (EUA), Shock, Blitz, Free! Magazine (Finlândia), Bíblia, V-Ludo, Umbigo, Pangrama, Stripburger (Eslovénia), Pindura (Brasil), My Precious Things, Banda, Page, Biblioteca, La Guia del Comic (Espanha), Quadrado, Underworld / Entulho Informativo, Zundap, Inguine Mah!gazine (Itália), Splaft!, Kuti (Finlândia), š! (Letônia), Hoje, a BD - 1996/1999 (Bedeteca de Lisboa), Crack On (Forte Pressa), Tinta nos Nervos. Banda Desenhada Portuguesa (Museu Berardo), Boring Europa (Chili Com Carne), Futuro Primitivo (Chili Com Carne), No Borders (Alt Com), Sculpture? (Cultural Center of Pancevo), Komikazen - Cartografia dell'Europa a fumetti (Edizioni Del Vento), Metakatz (5éme Couche) e Quadradnhos : Sguardi sul Fumetto Portoghese (Festival de Treviso).

Criou e escreveu a série Loverboy (4 volumes) com desenhos de João Fazenda, tal como já escreveu BDs para Pepedelrey, Jorge Coelho e Fábio Zimbres. Tem feito capas, cartazes e BD's para bandas punks e afins: Acromaníacos, Agricultor Debaixo do Tractor, Black Taiga, Censurados, Crise Total, Çuta Kebab & Party, Gnu, Gratos Leprosos, Ideas For Muscles, Jello Biafra, Lacraus, Lobster, Melanie is Demented, Peste&Sida, Rudolfo, Sci-Fi Industries, shhh..., Sunflare, Vómito e Whit. Organizou ou fez parte de organização de vários eventos como BD & Cafeína - performance de 24h (1997), Feira Laica (2004-2012), Pequeno é Bom (2010),... Bem como de acções de formação (Ar.Co, IPLB,...), colóquios, um programa de rádio - o Invisual (Rádio Zero, 2008-09) - e sessões de unDJing tendo já "tocado" (pffffff) nos Maus Hábitos, Festival Rescaldo, Jazz em Agosto, Bartô, Sabotage Club e Damas.

Já participou em algumas exposições de BD sobretudo colectivas - sendo de salientar a Zalão de Danda Besenhada, o último salão dos independentes na Galeria ZDB (2000), LX Comics 2001 na Bedeteca de Lisboa (2000/01); Mistério da Cultura na Work&Shop (2008) e Tinta nos Nervos na Colecção-Museu Berardo (2011); bem como em vários festivais: BoDe, Xornadas de Ourense, Salão do Porto, Salão Lisboa, KomikazenMAGA e BD Amadora.

Exposições individuais só houve uma, Auto de Fé(rrajota) na Biblioteca da Universidade de Aveiro (1998), e é por isso que o autor aceitou com muito gosto e lágrima no olho ao desafio de mostrar originais seus (horríveis e em visível degradação perversamente antecipada) na galeria da loja Mundo Fantasma - um grande chi-coração ao Zé e ao Júlio!

Estava previsto um "stand up comedy" para a inauguração mas o autor não foi rápido o suficiente para preparar a peça! Shame on tha nigga!

Bibliografia: É sempre tarde demais (Lx Comics #2, Bedeteca de Lisboa; 1998), Loverboy (c/ desenhos de João Fazenda, 4 volumes, Polvo, Chili Com Carne; 1998-2001, 2012), NM2.3: Policial Chindogu (c/ desenhos de Pepedelrey, Lx Comics #9, Bedeteca de Lisboa; 2001), Noitadas, Deprês & Bubas (Mercantologia 3, Chili Com Carne; 2008), Raridades, vol.1 (c/ arg. Afonso Cortez Pinto, Zerowork Records; 2009); Talento Local (Mercantologia 4, Chili Com Carne; 2010), 15º SWR DVD (SWR inc.; 2013).


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FEEDBACK: 
Toast!!!And the Jamaican use of the word refers to "extemporary narrative poem or rap" like in reggae music, but toast also means a call to drink's at somebody's health or good news. In our case, the release of the Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology book !!! 
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 UAUH..... respect.... 666 exemplares? o must :-) 
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FINALMENTE!!! O livro do ano!!! 
Gamão (Traumático Desmame, Putman was the bastard) 
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já li o free dub modafoca seguido de bué géneros musicais hauntology (...) o Rudolfo fez pra lá umas tripalhices bem giras. as que curto mais são "punk e hardcore", o especial swr, o cristão colorido e o como enviar livros pelo correio. já tinha lido quase tudo mas tudo compilado é outra coisa! devias fazer mais cenas sobre o Zaire,os desenhos de infância foi alta jogada. 
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Gostei muito da péssima critica aos Boris no teu livro. Fez-me sentir menos sozinho no meu desdém por essa bandazeca tão estranhamente hype e sem consequência que felizmente desapareceu do mapa. 
Pastor Gaiteiro 
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ah, já chegou o livro, altamente!! lá foi de uma acentada. morro a rir com o teu humor-caricatura-psico. para não falar nos desenhos, sempre descomprometidos e podres. do caralho como se diz aqui pelo norte. 
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Curti o teu livro, especialmente a parte do festival de Barroselas. Devias fazer aquilo todos os anos, deve ter cenas hilariantes, mas realmente deve ser duro, haha! 
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no seu conhecido estilo de borrifamento universal, e as suas figuras rapidamente rabiscadas em esferográficas ou canetas o mais à mão possível, e sobre restos de papel, senão mesmo páginas descartáveis de Bíblias impressas (o autor respiga vinheta de histórias umas para as outras, ou constrói uma prancha final a partir de vinhetas rasgadas noutro local), Farrajota transforma sempre qualquer oportunidade para, ao aparentemente querer dar conta de um evento de modo objectivo, ou partilhar uma opinião de maneira descontraída, acaba por revelar traços dessa tal identidade que faríamos bem em questionar. Daí que o uso do vocábulo filosoficamente prenhe de “hautologia”, de Derrida, não seja um rodriguinho, mas um caso sério. A visão particular sobre o dito mercado independente de edição de livros ou música, o estado da arte e as suas misturas com os negócios camarários, a forma como interesses comerciais rapidamente co-optam, como se costuma dizer, movimentos culturais que poderiam ter sido alternativos, são alguns desses elementos. Mas acima de tudo está uma certa bonomia e complacência da “cultura média burguesa” para com a nossa própria história, o que nos leva poucas ou nenhumas vezes a pormos em causa aquilo que achamos que faz de Portugal “um grande país”, ou dos portugueses “um povo nobre”, e coisas quejandas. Algumas das sendas das histórias enveredam pela autobiografia, mesmo rebuscando o passado, dando continuidade a uma das linhas que o autor mais cultivou, em larga medida, quase isoladamente no nosso país. Há ainda uma divertida participação de Rudolfo, que ilustra um aviso sobre os perigos da droga aos mais jovens. Muito pedagógico. Seguramente que seria um ganho para o PNL. 
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  Não conheço ninguém que tenha como maior ambição piorar em vez de melhorar, só esta ave rara. Coisas bonitas são para betinhos, acha. Presumo que seja um trauma, pois o rapaz cresceu em Cascais. O certo é que deixou já uma marca. Basta ver uns quadradinhos com aqueles garatujos para saber que estamos perante uma obra de Marcos Farrajota, figura incontornável da BD nacional underground (não o irão ver no Canal 180!) e, deixem-me acrescentar, um dos autores da dita com mais sentido narrativo. O gajo sabe contar uma história. Neste livrinho conta algumas, tendo-o a ele próprio como protagonista, e não se preocupa em sair bem das ditas. Ou melhor, como qualquer punko-descendente que se preze, e como autor de banda desenhada que quer mexer com as consciências dos leitores, ele sabe que o pessoal prefere seguir as ridículas atribulações de um Robert Crumb do que os relatos de um tipo certinho e dado a intelectualices como Will Eisner. O curioso é que, quando entra neste registo, a nossa personagem torna-se umas vezes num jornalista e outras num crítico musical. Daqueles que fazem juízos de valor peremptórios e não medem as palavras, tipo Lester Bangs. O giro é que, se o virulento Bangs contribuiu para a fama dos Black Sabbath e dos Jethro Tull cascando neles, os grupos que Farrajota arrasa também acham graça. As suas bedês críticas e jornalísticas são mais acutilantes do que os textos sobre música que escreve para o blogue Mesinha de Cabeceira e a blogzine da Chili Com Carne. Nelas está na sua água, boiando à grande, e nestes é como se vestisse pele alheia. Nas primeiras é simplesmente um mamado de cerveja na mão, um aficionado que só não segue os princípios científicos da dúvida metódica ou o cepticismo filosófico do taoismo porque até estas fabricações mentais interferem comas reacções epidérmicas, as únicas em que devemos confiar. Nas prosas, pelo contrário, e quando o desagrado estala, adopta inadvertidamente o tom de deploração condescendente que têm os académicos quando observam a vida real. Algo, de resto, que me leva a mim, escrevinhador profissional, a constantes autovergastadas…
Rui Eduardo Paes in Bitaítes
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Obra seleccionada pela Bedeteca Ideal
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Já li o Hauntology e tenho que te dar os parabéns. As resenhas de concertos do início já conhecia várias e são bem divertidas - porra, nunca dizes bem de nada! Mas quando chegas ao Barroselas a coisa muda de nível - análise acutilante e sem piedade. Acho que tens toda a razão e pões o dedo na ferida. Até me ajudou a perceber o que me desagradava tanto no metal de hoje, e agora tenha a desculpa perfeita para nunca mais ir a nenhum festival. Imagino que quem te encomendou isso tenha ficado furioso!
Pedro B. (Damage Fan Club, Baby Boom, Stuka)
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Coisa linda de Jesus! Já li os seus. Excelente cobertura METAAAAAAAAAAAALLLLLL! Faltou falar das bandas. Se os metaleiros te pegam...
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Lista Laica-Brasileira



Boy, não dá para escrever tudo! Aqui vai uma lista de zines que o Alex Prego deixou ainda:

- Amarelo, Laranja, Vermelho (Samba; 2008-10), 3 atraentes zines de LTG (participou no Seitan Seitan Scum) juntos numa manga. BDs e desenhos em registo de esboço - incluindo a bd do SSS a preto e branco. Apresentação exemplar!
- Bananas! (2011), um falso “splitzine” de duas autoras brasileiras com poder vaginal da finlandesa Kati Kovács. É bilingue porque repetem as mesmas bds em português de um lado e em inglês do outro. Chiquinha e Cynthia B. são as miúdas do zine, a última também edita o zine Goldenshower (#1, 2011), antologia que mostra que as mulheres são mais podres do que os homens no que diz a humor sobre sexo!
- Resenha Monstra #01 (2011) de Pedro D'Apremont é um zine A5 de um gajo que tenho sonhos bem estranhos... Ainda bem que ele lembra-se deles! Depois é mais um de bd "besteirol"...
- A Zica #0, 1 (2010-11) zine antológico de desenhos, é um graphzine de sexo e morte... fraquito!

Não se esqueçam que ainda há várias edições da Prego, Kowalski, etc... que pode ser adquirido pelo e-mail ccc@chilicomcarne.com. Como fazemos sempre promoções e ofertas loucas mais vale perguntar o que querem!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Quadro Negro Verde


O pessoal dos zines não têm pressa... Ainda este ano o Guido Imbroisi, através da Prego, lançou o Vulgar Manual, teoricamente um zine seu e alguns meses atrás sai este Q.N.V. com tamanho (e impressão) idêntico... Este podia ser o Vulgar Manual #2 mas não é. Quem ler as bds de Guido talvez perceba a sua incoerência. O tipo muda de estilos gráficos constatemente (ver Seitan Seitan Scum), as suas bds em geral andam pelos campos surrealistas da escrita automática mais próxima da vertente europeia de Moebius do que a norte-americana de Robert Crumb...
Talvez seja a mais bela edição da Prego mas o Guido tinha de fazer besteira, numa das duas bdsque compõe o monográfico, ele usa uma font para legendar deixando com um ar feio e amador à bd - que ainda por cima, seja a nível de texto seja de imaginário, é a sua melhor bd que já fez até hoje. Porra, vê se atinas, boy!

Para adquirir esta publicação é preciso escrever para o nosso e-mail ccc@chilicomcarne.com. Cada custa 6 euros (desconto de 50% para sócios da CCC).

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Infecção Punk

Acho que gosto de apanhar banhadas... Encontrei-me num final de tarde com o gajo da Zerowork, porque queria-lhe dar o zine brasileiro Prego onde o tinha colocado numa bd e… mais cerveja menos cerveja lá troquei alguns livros bonitos de bd por discos feios de Punk / Hardcore. Como disse, gosto de apanhar banhadas… A questão da bd, onde o gajo aparece, era justamente sobre edição e consumo “elitista” da cultura Punk. O facto do Punk (tal como todo subgéneros do Rock) ter-se transformado num código de folclore urbano, questionava-me porque se dão ao trabalho de editar, por exemplo, apenas 24 exemplares de um disco.

- Não percebeste. Editei apenas 24 discos porque aquilo é muita xunga, o som é uma merda. Têm piada por ser deste ou daquele gajo, e assim a malta pode ouvir a cena em condições invés de uma k7 manhosa... respondeu-me o gajo da Zerowork, enquanto folheava o Prego. Ah! Agora percebo a lógica mas continuo a achar que se trata de mera fetishização por objectos para meia dúzia de saudosistas. Com isto, no entanto, não quero fazer julgamento morais porque acho que todos nós somos livres de escolher, editar e consumir o que quisermos - nas quantidades que quisermos ou podermos. Pelo facto de alguns destes artefactos virem a público é que acho que merecem alguma reflexão crítica

Voltando, à “vaca fria”… Esta questão das edições (ultra-)limitadas dos Punks ainda assim é estranha porque fico a pensar porque raios alguém com 30 anos queira ouvirr coisas que foram da sua puberdade/ juventude!? E porque raios um CD ou vinil hão de ser mais nobres que uma k7? Para começar, alguém que tenha 16 anos é capaz de passar um mês inteiro a ouvir o mesmo “disco” (em k7 ou em CD ou em vinil) vezes sem conta. A pancada de descobrir algo que nos diz muito nesse período da vida leva-nos a ouvir um “disco” em “loop”… Por isso, a k7 ficará desgastada, o CD estragado e o vinil riscado. É um facto! Só me pergunto se tal poderá acontecer com os gadgets modernos como os leitores de mp3, Ipads e afins? O objecto sonoro – ou melhor, o objecto com o registo sonoro – ficará degradado do uso e fará parte de uma experiência de vida passada, onde ela deveria ficar “lá para trás”, como um facto do passado. Como se sabe não se consegue voltar ao passado a não ser que se tenha síndromes de Peter Pan. A verdade é que não há sonho infantil e juvenil que nenhum trintão não possa cometer nos dias de hoje: rever a sua banda favorita há muito acabada (mas que voltou para um festival de verão); vestir uma t-shirt dos Motorhead com o logótipo de 1981 (à venda no e-bay ou feita numa loja de t-shirts da esquina); encontrar uma imagem ou uma versão ao vivo de uma canção (através do inesgotável mundo das reedições fundo de catálogo, oficial ou pirata, ou ainda desde dos tempos P2P aos tempos actuais do youtube e torrents); querer ter um boneco Johnny Rotten articulado no altar em casa ao lado do Noddy; querer ver uma banda que juntasse o gajo X, o tipo Y e o individuo Z (de bandas diferentes a tocarem num projecto)… Falta mais alguma coisa?

É este precisamente o mal da sociedade contemporânea que infectou até o Punk – o género que deveria ser “anti” e “iconoclasta”. Estas edições são apenas uma cristalização de um pedaço da “juventude Punk”. Uma memória transformada num objecto que não existiu na altura e que se materializa agora como um “objecto de colecção” (o vinil) ou de consumo banal como o CD. A ironia é máxima, porque muitas das bandas não conseguiriam editar um disco nos anos 80 ou 90, ou porque eram demasiado débeis ou porque há 20 anos era mais difícil editar seja o que for – já ninguém imagina como o mundo era antes da ‘net, DTP, Macs, etc…

Não foi o que aconteceu com os Corrosão Caótica porque tiveram um single União & Okupação (de 1992, considerado o primeiro vinil 7” de Hardcore português) e um CD em 1995. Saiu agora o CD 2 live shows in 92 (Kontra-Diction + Your Poison + Zerowork; 2011) que reproduz dois concertos desta carismática banda de Hardcore portuguesa, em dois dias seguidos de Abril (11 e 12) que tem “sets” 99% iguais. Ou seja, é quase como estarmos literalmente nos anos 90 e como se tivéssemos colocado o CD em “repeat” na aparelhagem. Hardcore “puro, duro e directo” como dizem no livrinho do disco. Nem mais nem menos. A edição é manhosa porque só inclui uma foto da banda, a capa é sacada ao tal single acima referido (imagem do início deste "post") e umas curtas linhas de texto sobre a banda em tom nostálgico fecham esta peça museológica. Devo alertar que apesar do aroma nostálgico da edição e da música, as letras de 1992 continuarem a fazer sentido em 2012! Acho que foram feitas 50 cópias deste CD!


As bandas White Flag e Crise Total partilham um culto em cada país, uma data de nascimento idêntico e agora um split-EP de 7" (Can I Say + Your Poison + Zerowork; 2011). Os White Flag é punk melódico todo “sing-a-long”, estilo californiano, tocado com energia por gajos com mais de 40 anos em cima - parece quanto mais velho for o Punk mais energia têm – hei, hei, os melhores concertos Rock dos últimos anos, foram dados pelos velhadas D.R.I., Mudhoney e Monotonix!!! Nesse aspecto é impressionante! Os Crise Total são anarco-punk e anti-capitalistas, fazem um Hardcore pesado e rápido, partido por membros antigos (voz + guitarra) e gajos novos da cena (membros de Simbiose e Albert Fish). Bem gravado e tudo o mais, nada a declarar. Não sei quantos discos forma feitos mas não deve haver muitos…

Por fim, ainda edição da Zerowork, o single Sex, Drugs & Reggae dos The Ratazanas, que se apresenta sem capa tal como era na Jamaica em 1963 ou algo assim (o que deu origem ao que se chamam hoje de “white-labels” na cultura DJ). Banda ska / early-reggae é editada por uma editora Punk porque desde que os punks portugueses perceberam que em Londres de 1976 ouvia-se som jamaicano nos concertos Punk (porque ainda não haviam suficientes discos de Punk para passar nos intervalos das bandas), de repente os Punks curtem desta importante ilha – foi dela que saiu quase toda música urbana que se ouve hoje: ska, reggae, dub, dancehall, hip hop, electrónica, etc... Mas os punks só ouvem o que seja “early reggae” ou “roots”, depois disso é moderno de mais para esta malta! The Ratazanas emulam todo o género de forma que teríamos poucas certezas se o disco é de 1970 ou de 2010 (data da sua edição). Talvez por serem uma “ratazana in vitro”, que a banda foi reconhecida internacionalmente, com discos lançados pela editora alemã Grover e anda a fazer tournês europeias. É estranho querer-se fazer uma recriação perfeita do passado – outro fenómeno bizarro da nossa cultura contemporânea, vide o Metal com o regresso ao Trash, por exemplo. O que é fixe mesmo é colocar o disco em rotações erradas, em 33rpm e ouvir como se fossem versões Dub dos temas, funciona melhor com o tema do lado B, Sewer Stomp. O single é limitado a 300 cópias, já não deve haver!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Guerra estrangeira

Continuando o relato do Alt Com, ficam agora alguma divulgação de autores estrangeiros que por lá passaram exoticamente numa cidade que ainda há algumas semanas tinha um "serial-killer" a matar estrangeiros com armas de fogo. Sobretudo havia muitos dinamarqueses - afinal em 20 minutos consegue-se apanhar um comboio Copenhaga para Mälmo que passa pelo meio do mar numa ponte. A cena dinamarquesa é tímida mas tem vindo a ser divulgado ao mundo através da revista sueca C'est Bon, e nota-se uma peculiar fusão entre o desenho realista e alguma experimentação.


O brasileiro Nik Neves estava presente com o seu trabalho Inútil (auto-edição), o zine Picabu (do seu colectivo Bestiário) e ainda com o Prego. O primeiro é um livro que colecciona trabalhos seus que se divide em dois tipos, um do tipo "mudo" e movimentado que podemos meter Chris Ware ao barulho e outro mais "retro-sud-américa" que podia lembrar algo de Hernandez bros. Bom tratamento gráfico do livro! A "questão brasileira" que se tem reflectido neste blogue emerge sempre mas ao encontrar mais um artista gráfico como Neves vamos juntando um massa de autores que se deslocam do "besteirol" e do humor para outros campos mais artísticos e experimentais mas sem nunca abandonar essa tradição "cartoonesca". É o caso do zine Picabu, regressado 17 anos depois do último número, mostra autores que se expressam, sem papas na língua, em vários estilos gráficos (do mais "podre" ao mais hiper-realista) mas que piscam sempre para a "sacanagem". Felizmente a maior parte das bd's tem piada q.b. e são bem feitas para não irritar. 


Depois de estar uma tarde de Sábado toda na venda de livros, a um ritmo lento, houve festa à noite com várias bandas, que quase não vi e a que queria ver, os palestinianos Team Darg mais conhecidos por "Da Arabian Revolutionary Guys", perdi-os. Comprei o CD-R na onda de apoiar a causa - a banda encontra-se retida na Suécia porque perdeu os bilhetes de regresso (?). O Hip-Hop tornou-se há muito tempo o género predilecto para recuperar a língua e origens musicais misturando com uma roupagem urbana. Tal como o Hip Hop português passou no final dos anos 90 como a única música urbana que cantava em português (enquanto meia-dúzia de parolos tentavam a internacionalização cantando em inglês), estes Team Darg cantam em árabe(-palestiniano?) que soa bem, com samples de música árabe que soam bem, e tudo isto podia soar a uma fabulosa bomba musical caso os tiques do Hip Hop & R'n'B e outras manhosices-lamechices não dessem sinal de vida, arruinando as músicas e o respeito pelos músicos. Em seis músicas consegue-se ouvir umas duas (ou três se formos menos exigentes) e felizmente, não sei árabe para ouvir o que eles dizem porque receio que no final se descubra que fossem mais umas tretas moralistas como acontece com o Hip Hop aborrecido pelo mundo fora (com raras e poucas excepções).

domingo, 12 de dezembro de 2021

O belga e a monstra

 

A grande Parangona - graças ao Tasco do Natxo - pariu um rato de público. Infelizmente e que fazer quando a razão do evento é a que sofre por causa da sua animação paralela? Triste...

Positivo só algumas compras feitas no evento como este El Hoebrelobo & La Momia (Mamá Press; 2021) do brasileiro Eduardo Belga. Um "split-book" de pura escatologia e auto-mutilação Gore de quem sabe desenhar o que lhe apetece incluíndo humilhações sexuais e um atropelamento violento contra um carro, por exemplo. Impressiona à primeira vista e à segunda.

A distribuição está a cargo do nosso amigo Prego. Perguntem-lhe por este título editado em Espanha e redigido em castelhano



Outra que impressiona é o primeiro número de Incandescente (2021) de Mariana Pita. Por duas razões, a primeira porque ela revela um estilo de desenho que poderia (pode!) desafiar a qualidade de qualquer "comic-book" americano - Image bullshit, etc... - e porque por isso mesmo, habituados ao estilo "fofinho" e naive de Pita, de repente somos confrontados com um estilo "realista" de uns X-Men do século XXI - só falta o estúdio de cor digital para ficar tal e qual.

Deve-se a mudança - não é mudança! - de estilo porque como já escreveu o Tommi Musturi a forma ou estilo deve acompanhar a mensagem / conteúdo da ideia. Como Pita quer fazer uma BD de uma "Magical Girl" então desenhou de forma mais naturalista. 

Nota negativa apenas são as poucas páginas que deixam saliva no leitor e se a Pita não concluir a "série" toda tenho a certeza que vai haver revoltas nas ruas, quedas de governo e carros incendiados! A sério!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

ccc@feira.do.gado


e levamos o Alex Vieira da revista Prego!

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Agradecimentos à BD Amadora 2017

A Chili Com Carne agradece publicamente ao Festival de BD da Amadora de 2017 por nos ter acolhido e por continuar a dar-nos prémios, epá!  Mostrando que há, sem dúvida, uma vontade deste festival em chegar ao público que não seja dos habituais "bedófilos" reaccionários.

Aproveitamos também as presenças do australiano Michael Fikaris e o brasileiro Alex Vieira (da Prego) em Portugal para apresentações públicas dos seus projectos. Obrigado a ambos. E também à Sílvia Rodrigues, Clube do Inferno e Sapata Press por terem aparecido com os seus zines...

Recuerdos dos dias passados:

...é o rap! Fikaris e Farrajota numa "battle" porcalhota

Fikaris e as fikarettes!

Vendendo a Alma ao comercialismo bacoco! Ga-ga-ga-ga...

Thanks Fikaris for the wonderful time in the Festival and outside the festival!!!




Garfield, o fofinho cínico com a Dama Fofura Mariana Pita... YEAH!!!!


Pato & Xavier a fazerem merda no autógrafos...

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Brasil XII

Vulgar Manual #1
Guido T. Imbroisi
Prego; 2011

Pô! Quem percebe brasileiro? O Guido faz trabalho danado mas quando foi pró Seitan Seitan Scum fez abaixo das suas capacidade, home!
Verdade, basta folhear as páginas desta brochura e percebe-se que os ácidos e os surrealismos pós-underground batem forte por aquelas bandas com desenhos fortes e curiosos esquemas de composição. Mas a qualidade dos trabalhos é quando o autor quer... Há algumas bds e desenhos abaixo da média tal como tinha acontecido no Seitan Seitan Scum.
Depois do deslumbre que esta edição (muito) atraente nos suscita vamos descobrir que está mal planeada - páginas duplas que podiam estar no centro do livro, material demasiado disperso, há material que se calhar mais valia estar na gaveta e desconfio que há material da gaveta que não saiu nestas páginas.
É um pequeno cartão de apresentação do autor - um bipolar provavelmente! Ou achavam que no Brasil todos são saudáveis à pala do sambinha e da praia?

Este zine vai estar disponível na Feira Laica deste fim-de-semana!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Brasil VI

Continua a senda por uma bd brasileira mais artística e menos "besteirol". A última tentativa chama-se Prego que contem "Quadrinhos, Arte Punk e Psicodelia"... menos mal para começar e nada mal depois de ler o zine.
Mantêm a "Alma Sacana" do zine brasileiro e da tradição safada da saudosa Animal (até recuperam o Jaca!!!) e Chiclete com Banana (referências imortais) mas estão no Espírito do Tempo com as suas  bd's porcas e mal-criadas e desenhos loucos espalhados pelo Design Punk (eles chamam Diagramação no Brasil!). Gostei especialmente da bd "brut" de Guido Imbroisi (no #2) e as colagens de Alex Vieira (cabeça do projecto) e Mário de Alencar - comparações a Max Ernst são inevitáveis porque ele foi o primeirão! 
Só as entrevistas é que são um bocado secantes mas deve ser o único ponto negativo deste projecto que desde do Outono de 2007 lançou cá para fora três números, onde se assiste a evoluções e crescimento - tanto que agora até já edita "flipbooks" e um "comic", Gente Feia na TV - este último tem um grafismo e ideias tão coladas ao Peter Bagge (e não só) que não me apetece bater no ceguinho.

à venda no site da CCC

sábado, 6 de abril de 2013

Ugra primitiva



Depois do Prego, o Futuro Primitivo chega a S.Paulo pela organização do III Ugra Zine Fest!

sábado, 22 de abril de 2023

Contra o bloqueio: 39ml de MdC!



Chega-nos o novo Mesinha de Cabeceira do Tomás Ribeiro, intitulado Artblock
É o número 39 (#2 do vol.XVII) do vosso zine mutante preferido! Sim, mudou de formato outra vez! Quer dizer, mais ou menos... continua quadrado, só um coche maior! 36 páginas 15x15cm todo a preto e branco como qualquer bom fanzine deveria ser! Zim! 
Para quem 'tá com bloqueio artístico, Tomás safa-se com muita pinta neste "comix" que é uma verdadeira passerelle de estilos gráficos e narrativos onde se exibe escalotogia underground (o "comix" foi de propósito!), infografia clínica e filme de animação bué gonzo. Tudo isto em pouquíssimas páginas!
O Mesinha desde sempre que procurou novo talento por aí. E desde 2021, quando voltámos às raízes do fanzinato, que temos tido descobertas incríveis de novos artistas, será vulgar dizer que este é só mais um? É que não queremos provocar um artblock a ninguém! 

Este trabalho foi desenvolvido em estágio via ESAD, Caldas da Rainha, entre Outubro 2022 e Janeiro 2023.

Foram impressos 100 exemplares que podem ser adquiridos na nossa loja em linha



FEEDBACK: 
 É um prazer ver autores de banda desenhada que gostam efectivamente de desenhar, isto é, que vêem o desenho e a banda desenhada como formas de exploração técnica e formal, e não apenas como uma tarefa a executar para se atingir um fim narrativo ou expositivo. Inevitavelmente, o instagram está cheio disso e, por consequência, as editoras, que começam a recrutar autores pela métrica do número de seguidores, também. No momento em que escrevo isto, Tomás Ribeiro ainda tem poucos seguidores no instagram (249, mas desmintam-me: @tom.made.a.comic). No seu zine inaugural, cortesia de um estágio profissional na Chili Com Carne, o autor vira o bico ao prego e transforma o vazio do Artblock em matéria de criação artística, quebrando com as regras da realidade conhecida ao ser capaz de gerar qualquer coisa a partir do nada. Para perceber de onde vem o bloqueio artístico, o zine tem que o tornar tangível para lhe seguir o rasto, experimentando com várias matérias para o enformar. É uma mosca, é uma caixa negra, é um espaço em branco no centro da prancha deixado intocado enquanto um turbilhão de formas orgânicas (talvez o narrador?!) o cercam ameaçadoramente. A forma é importante, não só porque é o que o Artblock só pode ter por empréstimo, mas também porque o autor tortura a figura humana para lá do reconhecível, e porque a procura de uma forma para o Artblock resulta num apontamento sobre as convenções formais da banda desenhada: uma vinheta continua a ser considerada uma vinheta quando o representado não é o que ela encerra, mas sim o que a encerra? Curiosamente, todo o exercício parece o reverso de uma questão milenar que preocupou artistas e poetas (e, infelizmente, também aos seus fãs): de onde vem a inspiração? Será que estivemos a fazer a pergunta errada este tempo todo? Estamos perante uma estreia auspiciosa. 
Mao (via email)

Entrevista ao autor no Bandas Desenhadas

domingo, 9 de setembro de 2018

NECROmilhones2018 - 6 a 9 SETEMBRO - dia 7 é NOITE FINLANDESA

cartaz de Ana Caspão

Como já acontece há buésdatempo lá vamos ao MILHÕES de FESTA implantar uma feira de edição independente, a NECROMANCIA EDITORIAL!
V
i
n
d
e
!

e vai haver surpresas do caraguuuu, como a presença da revista brasileira PREGO 
mas
o mais importante será a noite de dia 7 de SETEMBRO que será dedicada à Finlândia, além dos espantosos CIRCLE tocar serão lançadas dois livros da futura defunta editora
MMMNNNRRRG!
e
n
a
!
Falamos do novo livro de Tommi Musturi : Antologia da Mente, uma loucura visual-narrativa que parece ter sido feita por 37 autores diferentes
e
Maximum Troll-On de Benjamin Bergman, compilação total da sue série de "Conanes" minados com cogumelos alucinogénios!
O
M
G
!
moi moi!