Laica de Latão
Este ano as "prendinhas sonoras" que se foi arranjando na Feira Laica foram um bocado chochinhas - até porque até já tinha adquirido o que era/é muito muito muito bom!
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Este ano as "prendinhas sonoras" que se foi arranjando na Feira Laica foram um bocado chochinhas - até porque até já tinha adquirido o que era/é muito muito muito bom!
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MMMNNNRRRG
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10:50:00
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Labels: discos, ricardo martins
Desde 2006 que o colectivo Habeas Corpus edita o zine Soap Comics. Coincidência ou cópia descarada o projecto lembra o Spon do colectivo L'Employ du Moi que também sendo do Bruxelas todos os meses editava um zine fotocopiado com bd's dos seus elementos.
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Labels: zines
Alexandre Esgaio (Maria Macaréu; Jan'09)
É um "zine revival"? De repente apareceram uma série de zines de bd - tal como de Metal e Hardcore... o que se passa? O pessoal chegou aos 30 e quer completar o sonho de fazer o zine que não fez quando tinha 20 e tal anos? Mucho weird...
Este senhor é conhecido por já ter zines e participado com uma das bd's mais violentas e divertidas no Mutate & Survive. Pelos vistos ainda anda com o "bichinho da bd" (imagem horrível!!! o bichinho da bd será o quê? uma ténia?) e lançou este zine gratuito 12 páginas A5 impressas em papel azul - que dão uma grande pinta ao zine, diga-se.
O humor é a chave das bd's, num estilo de desenho e argumento "todo o público" (se não fosse alguns palavrões podia ser "7 a 77"), divertido o suficiente e bem executado tecnicamente. Podia ser editado profissionalmente que não haveria nada contra mas aposto que o problema do autor foi o típico "aonde?" ou "que editora?"... Talvez por isso um zine? Seja quais forem os motivos, venham mais números do É fartar vilanagem!! - lembra algumas frases da Imprensa Canalha... - e sobretudo mais páginas e trabalhos que isto soube a pouco!
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Labels: zines
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Labels: livros
A 15ª Feira Laica será entre 19 e 20 Dezembro 2009 no espaço Fábrica Braço de Prata (Rua da Fábrica do Material de Guerra, nº1, Lisboa) no seguinte horário: Sáb (19) das 18 às 24h ::: Dom (20) das 15h às 21h
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Labels: feira laica, joão maio pinto
Gnu : Quem tem pressa come cru
Norman
(Skinpin; 2009)
Não escrevo mais para revistas, não compro mais CD's, não sei o que se passa pelo mundo a nível de música. É triste e mais triste é que só tenho acompanhado edição nacional - e isso não seria uma coisa propriamente má se a edição portuguesa não tivesse quase desaparecido - falo da Bor Land, da Matarroa e da Thisco, por exemplo. Entretanto parece que este foi o ano da Skinpin Records que anda toda lançada em edições baratas mas de qualidade Rock assumida, independentemente de depois gostar-se mais deste ou daquele género.
Mas não é por o animal andar no deserto português que os Gnu merecem pancadinhas nas costas... ehm... no dorso? Não, não! Para começar há uma coisa que esta banda tem e que raramente podemos ver isso, que são três gajos que curtem tocar ao vivo - e não há nada mais penoso que ver bandas nacionais por causa daquele ar de frete que costumam ter. À parte, por acaso tive a sorte de os ver quando fiz um cartaz para os tipos sem os conhecer, e daí posso afirmar que esta é uma banda para se ver ao vivo mesmo! Os Gnu fazem música instrumental com uma bateria, dois sintetizadores, baixo e guitarra eléctrica, estes últimos quatro instrumentos são divididos por dois músicos, e que assenta em bandas como Aavikko (felizmente menos histérico e circense), Messer Chups (menos electrónico e experimental) e Man...or Astro-man? ou já agora os nacionais Dr. Frankenstein (pelo exotismo/ surf). Sem ficar numa situação de desconforto das comparações, esta música é para curtir sem ser linear ou preguiçosa, tendo sido feita uma boa gravação que capta a energia desta besta tricéfala.
Vai ser bom voltar a ver esta banda ao vivo desta vez na Feira Laica - ok, ok lembrei-me agora: há uma coisa afinal que a banda não é boa! Andaram a tirar poderosas fotos homoeróticas vestidos de talhantes "serial-killers" para depois colocar uma "fotografia-encontrada" bastante parva e pouco atraente para a capa do disco. Acho melhor o gnu meter-se com a cadela-zombie-soviética e perguntar-lhe o que deve fazer para a próxima edição!
Já a capa fotográfica dos Norman tem uma qualidade e definição suficiente para funcionar como capa. Sendo uma banda que se espera melancolia instrumental por estar metidos lá todos Lobos - Norberto à cabeça - acaba por impressionar pelo seu universo rico de psicadelismo lúdico e difícil de colocar nas caixas dos "géneros". É um disco que poderá agradar um "nerd" do Jazz, um pedante da Electrónica, um falhado pós-rock (os Slint não estão na moda? ou isso foi no ano passado?), o novo-frique pseudo-intelectual e toda uma multidão de gente odiosa e pseudo-elitista, que infelizmente vou ter de os gramar a todos se quiser ver um concerto dos Norman. Outro grande disco! Talvez haja Esperança para a música portuguesa sem ter de ir queimar uma vela em Fátima.
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Labels: discos
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andré lemos
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Labels: eventos
2227 : Sarlo, budi nezan (Stripcore; 1995)
The Oppressed : Fuck Fascism (Anti-Fascist Records; 1995)
Os Fascistas e os neo-nazis em portugal são burgueses chateados com a vida mundana pós-moderna - lá fora dizem que é proletariado ralado mas é dificil de acreditar numa sociedade cuja a população activa acenta em maioria no sector dos serviços, que tal os Skins dos Recibos Verdes? Mas voltando aos porcos: os Skins sabem que ser racista ou anti-semita é imbecil mas também sabem que não há muito mais para fazer nos dias de hoje, aborrecidos tomam o caminho que é a última aventura do homem moderno, o "hooliganismo" e o tribalismo bacoco. Optam pela falta de identidade num ideal colectivo para cobrir a falta de imaginação quando são jovens, depois ficam adultos arranjam emprego e quando se reformarem serão aqueles velhos caquétidos e nojentos que andam nos eléctricos a dizerem em voz alta barbaridades "dê-mos a democracia aos pretos e olha o que eles fizeram...". Daqui mais uma geração espero que desapareça essa sub-cultura juvenil idiota que andou na moda este tempo todo.
Mas o pior ainda são os tipos que são os S.H.A.R.P.'s ou Redskins que querem limpar a imagem dos Skinheads, querem eles relembrar que o Skins não eram racistas - muito pelo contrário - bla bla bla, tão rídiculo como os Satánicos que querem manter o "bom nome do Satanismo" (ver os estatutos da Associação Portuguesa de Satanismo para uma boa barriga de riso). Para quê recuperar algo que já foi corrompido? Para quê obrigar uma sub-cultura perdida a remediar-se? Novamente a resposta é só uma: falta de imaginação. Daí que ao ouvir este EP dos The Oppressed é o desprezo total, mesmo sendo uma banda de culto, influente na cena dos anos 80 e 90 graças à sua militância anti-fascista e anti-racista. A sua mensagem é directa - não há lirismos possíveis - e a música é aquela cena básica de Punk - eventualmente os especialistas dirão que é Street-Punk ou Oi ou ... - mas quem, a não ser mentecaptos, poderá se interessar por isto? Eu não... se é para ficar como o gajo da capa deste EP prefiro ser fascista!
Bom, no mesmo ano de 1995 na Eslovénia, o Hardcore e o vinil tinham outro colorido, pelo menos era azul na rodela que é uma caixinha de Pandora quando se põe a tocar na aparelhagem. O primeiro tema é Hardcore simples que acaba por se transformar em Ska, cantado em língua nativa que só lhes fica bem, segue-se uma versão do tema Innocent when you dream do Tom Waits que não está má excepto pela voz vulgar mas o melhor vem no lado B em que temos Techno-Dub misturado com a matriz "Hardcore + violino" que caracterizava a banda. Estes dois temas já eram conhecidos do álbum de estreia No Brain No Tumors sendo que o tal último tema aqui aparece remisturado pelos Borghesia - uma banda electro-industrial dos anos 80 que apesar de conhecer esqueci-me completamente de investigar quando estive em Ljubjiana,... é o que dá pensar só nos Laibach.
o vinil dos 2227 (e os seus CD's) pode ser aquirido à CCC (20% desconto para sócios).
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Labels: discos
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MMMNNNRRRG
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Labels: discos