quinta-feira, 22 de junho de 2006

4ª Feira Laica

A Associação Chili Com Carne e associados (MMMNNNRRRG, El Pep, zine Aqui no canto, Imprensa Canalha e Opuntia Books) vão estar na MAIOR feira de fanzines e edição independente!

+ uma vez na Bedeteca de Lisboa! Não faltem!!!

Última hora:
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sessões de autógrafos dos nossos associados Pepedelrey e JCoelho (16h30) e Rafael Dionísio (às 17h30), do dia 24 (Sábado) no auditório da Bedeteca.
- a Opuntia Books do associado André Lemos lança Animalia de Frederico {4 Anos/4 Years Old) e João Rubim, o Aquinocantinho - o primeiro zine para crianças(?).
- paralelamente a esta iniciativa inaugura também a exposição de artes gráficas Tenho Visto Carteiristas com trabalhos de André Lemos, Joana Figueiredo, José Feitor, João Maio Pinto, e ainda Janus entre outros.
- de André Lemos também poderão encontrar uma serigrafia minha para venda no stand de Mike Goes West, do projecto Comércio Tradicional, e uma parede site-specific pintada por Lemos.

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A Feira Laica é uma iniciativa que resulta do trabalho de uma associação informal de artistas e novos artesãos interessada na organização de eventos onde se possa apresentar e vender trabalhos a preços justos. A organização privilegia artistas gráficos e publicações independentes, incluindo sempre na estrutura da Feira uma exposição e venda de originais. A feira serve como espaço de encontro entre os criadores e o público, numa lógica que permita a aquisição de bens culturais e criações artísticas ou artesanais, sem a existência de intermediários.

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Nesta lógica, o Samizdata Club participa neste evento com concertos dos seguintes projectos:
KATSUMOTO Após ter lançado sobre o pseudónimo Roland Fiege / Nanospeed / Spacetank os albums "Kopernicus" (STRIKE007), "Membram Tracks 1-4" (STRIKE013) e "Membram Tracks 5-8" (STRIKE018) pelo selo alemão Shitkatapult, Fernando Fonseca começou a explorar os caminhos do minimal puro lançando pelo selo alemo Source-Code o longa-duração "molo domo moto" (SC004). A este projecto decidiu chamar "Katsumoto" ou "Vento Local", baseado na lenda de um Samurai que se torna em um senhor de guerra, continuando assim, uma lógica muito pessoal nos nomes que coloca nos projectos em que está envolvido. (ClarkKENT, Torsion e b1-66ER). Após o lançamento de "molo domo moto", "Katusmoto" começou a ser convidado para actuar quer como live-act quer como DJ em várias salas de Berlim, inclundo a lendária Tresor bem como o Maria entre outras. Actuando ao lado de artistas como Frank Martiniq, Yen Elek, Kero, Ellen Alien ou Lontano em clubes, quer na Alemanha quer em países como Holanda, Espanha e Suiça o produtor português mudou-se para Barcelona onde o seu som foi ouvido no Sonar de 2004 e 2005 bem como em festivais como Sonde Monde und Sterne, FIB, Electrosplash, etc. Em Espanha "Katsumoto" assegurou residências, que ainda mantem, no Bar Zentraus em Barcelona e no Club Bigornia em Valencia. Motivos familiares ditaram o regresso de Fernando Fonseca a Lisboa, no ano de 2006, continuando a preparar o novo album a sair pela selo alemão Source-Code em Junho, e realizando quer live-acts quer sessões de Dj, em diversos locais em Portugal. O som de "Katsumoto" não se consegue definir em termos simples pois o som continua a evoluir medida que as diversas influências diárias entram no mundo do produtor tendo-lhe Phillipe Petit, do selo Bip-Hop, chamado de "um mimimal que electro e um electro que minimal". As suas sessões de Dj são marcadas pelo uso do seu inseparável Laptop, um uso cuidado de loops e efeitos e por sonoridades que podem partida ser estranhas ao público mas que as cativa fácilmente.

BEEPER Arquitecto de formação, Bruno Mendes é o homem por trás do pseudónimo Beeper e produtor de sonoridades que são o resultado de uma complexa e desconcertante arquitectura sonora, feita de ritmos oblíquos e melodias assimétricas que acabam por se conjugar num todo coerente e funcional. Trabalhando a partir do laptop, Beeper cruza influências várias e referências dispersas, manipulando cuidadosamente loops e samples aparentemente desconexos que, umas vezes, colidem ruidosamente e, outras voezes, se entrelaçam com inesperada ternura. O trabalho de Beeper é música de cidades com vista para paisagens verdejantes e com o pensamento em horizontes amplos [o mar?].

Urb Músico e produtor profissional, Miguel Urbano explora há vários anos as potencialidades das novas ferramentas de produção e edição musical no âmbito da música electrónica no seu projecto a solo Urb. Genericamente, a música de Urb poderá incluir-se no vasto leque da IDM [intelligent dance music], com piscadelas de olho ao experimentalismo por via de intrincadas teias rítmico-melódicas e um pé na pista de dança por via das batidas contagiantes que vão surgindo nos seus temas. Partindo das melhores experiências electrónicas desenvolvidas nos anos 90, os temas de Urb absorvem algumas linguagens em expansão nos anos mais recentes e desenvolvem-se com base num trabalho de "corte e costura" ao nível da mais requintada e inventiva alta-costura musical. Urb é sinónimo de experimentalismo elegante e dançável.

quarta-feira, 14 de junho de 2006

40075km Com os Dias Contados

40075km Com os Dias Contados
(para primeira antologia)

Site belga que convidou todos a participaram com bandas desenhadas em que o tema seria a narrativa da deslocação de alguém ou alguma coisa. Da chili penso que só participei eu e o Marcos Farrajota, e se estiver enganado, corrijo.

Ficam aqui os links para os dois trabalhos:

Rubim
(este trabalho está no aquinocanto #3 em versão portuguesa, que é muito melhor)
Farrajota

(para verem os outros carreguem lá em cima no "rechercher")

A selecção dos trabalhos para a primeira antologia vai acabar no dia 10 de Julho.

terça-feira, 6 de junho de 2006

keres 1 tiro?

K.U.T. + Sekramaggg + Frahku = "A(n)trop(ofob)hic" (Useless Poorductions; 2002)

Os portugueses são tímidos. Até fazem coisas, e bem feitas. Já mostrar ao mundo... isso é que é lixado. Não sei se tem a ver com a herança salazarista de ser isolado mas é muito complicado ver as obras saírem das gavetas. O João Gama, o tipo que se esconde nestas três identidades já podia ter-se mostrado mais, caramba! Porquê? Porque com os diferentes projectos que já fez e que compilou neste CD-R, mostra que não há nada assim no espectro electrónico nacional. Com K.U.T. (Kero Um Tiro - mais um excelente nome das profundezas do underground português!) explora o Digital Hardcore com Metal, ou seja os ensinamentos terroristas de Alec Empire a serem postos em prática – finalmente! Pensava que cá nunca iria haver trashada electrónica. Com títulos como "Rosa murcha cor de pus" e os Cynic samplados é impossível dizer que isto seja mau! Com Sekramaggg temos uma veia experimental à base de loops explorados até à exaustão e com Frahku temos Illbient limpinho ainda assim de ouvir com atenção. Esta foi a única "maquete" (in)decente que ouvi desde que entrei pró Entulho Informativo (em 2003) e que só chegou agora... demorou um bocadinho para todos, não?

Ah! A edição "oficial" inclui uma seringa dentro da caixa do CD (naquele espaço à esquerda!). Genial!!!

domingo, 4 de junho de 2006

CCC666

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Aqui no canto [#4] boxing number

J. Rubim; Jan'06

A juventude é abismada pela velocidade. É natural e é ela que cria coisas como o Death Metal ou o Drum'n'Bass e tudo o mais que seja mais rápido do que o cérebro e o corpo possam absorver. Nesta linha de pensamento, talvez seja esta a razão que o corrente número (especial Boxe) do Aqui no canto seja construído apenas com "porrada" a toda a velocidade dividida (e auto-dirigida) entre os seus autores responsáveis: João Rubim e Manuel Brito. Tratam-se de sequências de imagens (bd) de uma luta de boxe entre os autores - ou os seus avatares? - e que estilisticamente contracenam as vinhetas sujas (de Rubim) com as (esteticamente próximas) de uma Pop-Art (de Brito).
O zine é também acompanhado por um CD-R com um filme de animação de cerca de 2 minutos realizado pelos mesmos autores (que frequentaram a ETIC e este filme é o seu trabalho final). Mais violência e velocidade presentes em duas sequências desalinhadas e exibidas paralelamente.
O preço desta velocidade toda é que é pouca simpática...

3,9

à venda no catálogo da Chili Com Carne - secção zines.

sábado, 27 de maio de 2006

Samizdata Club @ Cinema Paraíso (Festa da Lucrécia) HOJE

Samizdata Club em rota de itenerância para Leiria - dia 27 de Maio no Cinema Paraíso com a seguinte programação, a partir das 22h :
_Lançamento de Lucrécia (5º volume da Colecção CCC), (anti)romance de Rafael Dionísio;
_Live-act de Sci-Fi Industries;
_Festa com unDJ Goldenshower;
_Feira de Zines e Discos pela Associção Chili Com Carne e Thisco.

Sobre os intervenientes:

Rafael Dionísio nasceu em 1971 e é autor de uma já bastante razoável produção literária. Publicou recentemente "A Sagrada Família" (2002) e "textos mais ou menos poéticos" (2000) ambos pela Associação Chili Com Carne. Além da sua produção literária reparte-se pelo Estudo Crónico e ministrando cursos de Escrita Criativa na "Tuatara Atelier Aberto". Rafael Dionísio é senhor de vastos recursos estilísticos/literários apresentando uma obra com um carácter multi-dimensional e proteico.
Sci-Fi Industries ainda em divulgação do terceiro álbum "The Air Cutter" e após elogiosas palavras aos dois anteriores trabalhos em praticamente toda a crítica especializada europeia, Luís van Seixas apresenta-se mais uma vez ao vivo com ritmos electro-industriais e drum´n´bass. Destaca-se a assinatura muito pessoal do projecto que combina beats produzidos à velha escola e ambientes de cariz orgânico.
unDJ GoldenShower queria ser um DJ panilas do Electro mas como também gosta de Metal decidiu continuar heterosexual e passar toda a espécie de música que gosta. Entre as várias festinhas e barzinhos por onde tem posto música só foi expulso uma vez, o que não é mau. Junto com Ovelha Negra organizaram as violentas noites Industrial XXX. Vive com Axima Bruta e a gata Deus, embora só com a primeira escreve no www.chilicomcarne.blogspot.com e na revista Entulho Informativo. Está integrado nos OSAMAsecretLOVERS, um colectivo de un-dj's - pessoas que a) gostam de música b) que tem uma colecção considerável de boa música c) que gostam de partilhá-la em espaço virtual e físico d) fazem DJihad ao Bairro Autismo!

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Néscio, revista portuguesa de idâias

Imprensa Canalha, Mai'06

«Não há país que fale mais dele próprio que Portugal. E digo isto com causa de conhecimento. Só nos rivalizam os EUA, esse Império Romano que tem esse Direito.» - Marte in Néscio

E de resto está tudo dito, parte da equipa editorial do extinto Zundap, lembrou-se de fazer um zine dedicado a Portugal e a sua envolvente psico-social, e infelizmente, quase como se podia esperar é bater um bocado no ceguinho... Mesmo quando os colaboradores são, sem dúvida, de qualidade acima de qualquer média zinista sente-se uma certa desinspiração. Há momentos altos, como o "texto-polaroid" de Adolfo Luxúria Canibal, as ilustrações "mondo bizarro" de Joana Figueiredo, as bd's "oubapos" de José Feitor e Bruno Borges, e os textos gráficos de Bárbara Róf.
«Long live Zundap!» porque nesse zine os criadores estavam à vontade!
De resto, a "Amálgama Sonora Nacional" (CD-R que acompanha este zine), são 17 minutos de bizarria sonora sobre e de Portugal bastante divertida - especialmente a voz à la BBC sobre o santuário de Fátima (essa Eurodisney dos católicos!). Registos do 25 de Abril, tekno-pimba, Taveira remix e Marco Paulo também estão no saco... upa-upa! Bom trabalho do compilador-remisturador Filipe Leote!

À venda na CCC com desconto 20% para sócios CCC.

domingo, 21 de maio de 2006

Canalhas!!!

Depois do do lançamento do terceiro livro de Rafael Dionísio, intitulado de Lucrécia, e dos títulos da Imprensa Canalha, neste fim-de-semana, no Monte, aproveitamos para informar que um dos títulos da Canalha, o zine Néscio, tem colaborações dos associados Joana Figueiredo, Marcos Farrajota e João Maio Pinto, os mesmos tem os originais dessas participações expostos na mostra orPugatl que está patente até dia 27 de Maio, também no Monte.

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Porquê é que toda a gente odeia Hip Hop?


Factos Reais: "Plano B" (CD'05 ; Matarroa / SóHipHop)

Agora que o Entulho Informativo ficou mesmo careta e burro de vez, já não aceita resenhas críticas de HipHop, o que me obriga a divulgar este género urbano, alternativo e contemporâneo com alguma fúria.

Factos macro-reais:
a) o HipHop é a cena musical do momento no mundo inteiro.
b) um CD comporta 80 minutos de informação áudio.
c) o HipHop é um movimento que mexe com várias “raças” e estratos sociais e canta-se em português no HipHop português.
d) os limites estéticos do HipHop ainda estão a ser explorados.

Factos micro-reais:
a) apesar do nível bastante alto das produções nacionais e do talento dos seus protagonistas parece que ainda não apareceram figuras com uma personalidade invulgar, de tal forma que quase todos os MC's parecem iguais no tom da voz e/ou na mensagem a transmitir.
b) um CD não precisa de ser entulhado de música só porque pode - um álbum passa pela contenção.
c) as faixas em crioulo deste “Plano B” são as mais fixes porque em português já ouvimos (quase) as mesmas coisas noutros discos - excepto para a arrepiante autobiográfica última faixa (escondida) que nos relata um episódio de violência.
d) aqui há beats muito viciantes embora não fuja à regra de um (bom) álbum de HipHop.