segunda-feira, 3 de junho de 2013

Kassumai @ Festival de BD de Beja 2013


+ fotos da exposição aqui

O video possível da apresentação aqui

domingo, 2 de junho de 2013

[R]eject'zine #4

Dona Zarzanga; Dez'12

Caramba, Andreia! Dois anos para fazer mais 16 páginas d'A Trágica tricofobia de Zulmira?
Espero ter mais dois anos de vida para ver a terceira parte? Será a conclusão? Espero bem que sim porque 4 anos ou 6 anos poderá ser demais nas contas feitas com o Universo.
A narração funciona bem mas o enredo pouco se desenvolve, os desenhos continuam numa fusão de BD tradicional e o "comix", o zine continua A4 mantendo a vontade de explorar o título para o trabalho da Andreia Rechena. Sabe a pouco, claro! Vamos lá despachar isso! Qual rejeição!?


sábado, 1 de junho de 2013

ccc@festival.de.beja.2013


Vai haver Festival de BD de Beja e o Kassumai de David Campos vai ter exposição por lá
...
Também vai haver exposições individuais dos nossos associados Andreia RechenaPedro Zamith, bem como de livros que distribuimos, nomeadamente VSAdH/ EdWB/ IpAN (uDdPL) do grego Ilan Manouach e Pedro Moura e Psicose de João Sequeira e M.C. Ferreira.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Danças macabras


Na sua visita laica a Portugal, o holandês Marcel Ruijters, arranjou-me um belo livro desdobrável intitulado Totentanz (Les Branquignoles; 2012). Impresso em serigrafia com uma tinta branca sobre cartolina vermelha trata-se uma BD de uma imagem por página em que Marcel explora o seu universo medieval-cómico com esqueletos gaiteiros e freiras armadas em mártires mas que gostam mesmo é de pecar! Já deve estar esgotado mas nunca se sabe, procurem! E já têm o Inferno ao menos?


Os Tonto enviaram coisas incriveis ainda antes de virem à Laica - e que serão comentadas na segunda parte do artigo "comix remix". Entre elas o mini-comix Natural Black (Kabinett; 2011) de Simon Hauble que lembra na figura feminina o traço dos Hernandez Bros, e nos ambientes negros da floresta o Charles Burns ou o João Maio Pinto... Tal poderia deixar pouco espaço para Hauble na sua própria BD caso esta não fosse uma BD de quem colabora no processo fragmentário e de "remistura" dos Tonto. Parece que havia montes de desenhos com temáticas idênticas e o autor misturou tudo para dar sequências mas na realidade não sabemos, só podemos desconfiar. Ah, o azulejo da fotografia acima não é meu...


Do Brasil, saiu Bukkake (Cachalote; 2012) de Pedro Franz, autor que tanto surpreendeu com Promessas de amor (...). Se tivesse a infelicidade de viver na Europa o trabalho já teria problemas de acusações judiciais de pedófilia (como Miguel Angel Martin teve em Itália) dado ao teor visual da obra que mete crianças a ritualizarem satanismos com sexo (claro, só assim que se pode captar energia mágica) e acabar em ejaculação digno de uma mangueira de um carro de bombeiros - ok, perceberam o "bukkake", certo? O papel lilás do livro lembra as procissões católicas e talvez isso tape a polémica que obra poderia gerar...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Graphzines

12 páginas circulares é o que faz o Fanzine do Sol (2012?) de Rafael Ayres, sem assinatura, título ou seja o que for... É mais um objecto artístico que outra coisa caso não tivesse reproduzido em fotocopia lazer. Também não está numerado e custou uns 0,5 cêntimos o que lhe tira, felizmente, o estatuto de livro de artista - essa coisa elistista que não interessa a ninguém. O que se passa aqui? Celebração freak do Sol? Caos criativo juvenil? Who cares! É bem fixe este grafzine!


The Freak Sons de João Guapo é justamente o contrário do "Sol", é mais lunar nas suas (também) 12 páginas A5. É uma publicação gratuita com o objectivo de promover o trabalho de Guapo, ilustrador e autor de BD. Alguns desenhos são interessantes outros não acho o mesmo, para dizer que são bastantes feios, ops, já disse... Coisa limpinha e beta!


A Plana Press é capaz de ser a editora com o melhor Design de sempre em Portugal, dá vontade de comprar todos os livros deles mesmo que o conteúdo (infelizmente) na maior parte das vezes seja um bocado "plano" - como acontece com este Vumbi (2013) de Rita Carvalho. A sinopse fala de um "mapa narrativo" que denuncia o horrível colonialismo belga no Congo nas mãos do criminoso Rei Leopoldo II mas quando tiramos o "mapa" apenas temos dois (três) retratos com texto e outras imagens à volta e uma folha volante com texto. A simplicidade das imagens e da estrutura gráfica parece apenas um exercício gráfico que nem se quer têm excessos ou violência para perturbar - isto se acharmos que uma fila de mulheres negras escravas ligadas com coleiras ou um rapaz com a mão direita cortada como castigo corporal sejam "pouco violentos"!!! Mas sobretudo o que confunde mais é porque se faz uma edição luxuosa sobre um tema político, quer dizer, cada um gasta o seu dinheiro como bem quiser mas ao criar um produto "deluxe" sobre a miséria dos outros, entra-se num paradoxo dificil de resolver e que me leva a alinhar com o cinismo de um amigo meu que diz que os temas sociais e políticos estão na moda. Ora também é verdade que não estamos perante um panfleto ou um cartaz de rua então estamos perante o quê? O pouco trabalho que é mostrado não ajuda a chegar a nenhuma conclusão.

Zoobótica (Dona Zarzanga; 2012) de Andreia Rechena parece um portfólio de desenhos dedicados a bicharada com elementos electrónicos a sairem ou a fazerem parte do seus corpos - é bicharada ciborgue, no fundo... Porreiro mas sabe a pouco nas suas simples 16 páginas A4, como muitas das produções da Rechena, falta-lhe ambição de fazer mais - e consequência inevitável, melhor. O que é pena pelo tempo que se perde. Toca lá a desenhar mais, caramba!

Já o Martin Lòpez Lam com o seu No todo lo que brilla es oro : dibujos 2009-2011 (Ediciones Valientes; 2012) mete um cagalhão na capa mas toda a gente baba com o seus podereosos desenhos do interior. Ou o Martin é parvo ou então é esta a diferença entre os portugueses e os espanhóis - embora Lam seja peruano! - os primeiros fazem meia-dúzia de coisas e acham-se os melhores do mundo, os outros fazem muitas e grandes coisas e acham-se uma merda! Vá-se lá perceber porquê... Usa também serigrafia para intervir nas páginas. Bela edição sem dúvida!

 E para acabar - e em grande - Trude Rabbit (Forte Pressa; 2012) de Bambi Kramer é uma experiência extravagante com as nove folhas soltas e dobradas em duas partes. Ao abrir todas as folhas podemos juntá-las e fazer um painel de seis metros de animalário que sofre estranhas e arrepiantes metamorfoses. 
Houve inteligência na forma como se editou este conjunto de desenhos, seja na disposição gráfica ao longo das folhas seja pelo objecto. Excelente trabalho da italiana Forte Pressa que começa agora a fugir à simples antologias do Festival Crack.

Bestiário na Atual 2117 (25/5/13)


Sim, sim: Atual sem "c" porque é suplemento do Expresso, que é a favor da javardeira do Acordo Ortográfico... Muchas gracias Sr. Morales!

domingo, 26 de maio de 2013

Ontem jantei marisco antes do concerto Punk, hoje almocei pita shuarma a ler o Mein Kampf

Endless Night

Ed. de autor; 2010

Graças ao Lodaçal Comix recuperei o "link" com Aaron $hunga, autor de BD que descobri na 'net há uns bons anos e que depois desapareceu levando consigo a impressionante BD Vacuum Horror / Aspiração Horrífica.
Em Dezembro de 2011 consegui editá-la pela MMMNNNRRRG e enquanto ia preparando o livro, fiz algumas trocas de livros com o autor e ele enviou esta antologia. São BDs curtas de recorte autobiográfico onde nos abre as portas para uma galeria de punks, losers, hipsters, "arteists" e outras criaturas urbanas desesperantes. O tom negro dos contos afasta-o das comparações à superfície de Daniel Clowes e Adrian Tomine mas também por causa do "mash-up" temático que faz de surrealismo e de escatologia. O trabalho de Aaron parece simplificado mas os discursos e relações fragmentadas das personagens são o retrato social completo deste milénio no mundo ocidental.
Ah! Para quem possa estar confuso entretanto: "shunga" em japonês significa "pornografia", e o autor como sabe que nos EUA ninguém é capaz de se lembrar de um apelido "tão pouco americano" como Kaneshiro passou a usar $hunga para ser mais fácil... Repararam na ironia do $, certo?

sábado, 25 de maio de 2013

Contos Sérios e outras estórias #2, 3

Fev'12/Abr'13

De Coimbra apareceu um zine de contos com um design impecável e aspectro gráfico exemplar. Os textos que pupulam por aqui entram na vertente "non-sense" e surrealista "light" - a lembrar Boris Vian, o que pode ser bom para quem gostar de Vian, não é o meu caso embora adore os policiais xungas do "traduzido" Vernon Sullivan!
Formato A5 e fotocopiado como manda a regra zinista, os seus editores devem-se divertir à grande a fazer isto matando o tédio da "cidade do conhecimento" (pffff!) e até convidam ilustradores locais, como o "nosso" Manuel Pereira ou o Eduardo Pécurto, para animar a coisa. Fixe!

contosserios.wordpress.com

(imagem do zine retirada por infrigir copyright de um autor anglo-saxónico paranóico)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

exposição do livro Kassumai no Festival internacional de BD de Beja


e em Beja já se começa a preparar o festival ...  deixo-vos aqui um dos painéis realizados para  a exposição do livro Kassumai da minha autoria.

Mutate & Survive 2013



O livro já esgotou mas fica aqui e agora a hipótese de o ver / ler online gratuitamente através da plataforma issuu - pela conta da MMMNNNRRRG. Foram corrigidos dois erros de paginação nas BD's de António José Lopes e Ranjith Perera. Agradecimentos ao Adriano da Porta 12 que nos rccuperou os ficheiros da tecnologia de Design de 2001 e corrigiu estes pequenos enganos.