quinta-feira, 14 de junho de 2018

Marcos Farrajota @ Jornadas de Editores e Livreiros Independentes @ Tigre de Papel

Na TIGRE de PAPEL, às 18h30, entrada livre
– Pequenos editores: diversidade e autonomia

Tanto a actividade livreira como a actividade editorial têm, nos últimos tempos, sido objecto de inúmeras discussões. Por um lado, a crescente tendência para a concentração em dois grandes grupos tem determinado cada vez maiores dificuldades em manter, em condições de sustentabilidade, muitos projectos livreiros e editoriais, com consequências óbvias para a diversidade que necessariamente deve caracterizar este sector.

Nos últimos anos, também em consequência das profundas alterações que têm ocorrido no tecido económico e social das grandes cidades, as notícias de encerramento de livrarias vêm-se sucedendo. O mesmo tem acontecido com algumas editoras emblemáticas que, recusando-se a ser engolidas pelos grandes grupos, deixam de ter condições para manter a sua actividade. Por outro lado, também é verdade que, apesar de tudo, há hoje no panorama livreiro e editorial um conjunto de projectos independentes que se mantém, com assinalável dinamismo, furando a lógica da concentração.

Tendo como pano de fundo a complexa intersecção destes fenómenos, a livraria Tigre de Papel propõe estas jornadas com o objectivo de juntar editores e livreiros independentes para discutir o estado da arte do sector, identificar problemas, trocar experiências, etc.

Juntamo-nos no dia 14, na Tigre de Papel, em dois painéis:

- 18h30 – Pequenos editores: diversidade e autonomia. Com a participação de Rui Lopo (investigador e um dos tradutores de O Negócio dos Livros, de André Schiffrin), Mariana Pinto Dos Santos (Pianola Editores e Edições do Saguão), Marcos Farrajota (Chili com Carne) e Lurdes Afonso (Antígona - Editores Refractários). PODCAST AQUI



- 21h30 – As livrarias independentes e o negócio dos livros. Com a participação de Bernardino Aranda (Tigre de Papel), José Tavares (Círculo das Letras), João Coimbra Oliveira (Livraria Linha de Sombra) e José Ribeiro (Espaço Ulmeiro e um dos dinamizadores da recente Carta Aberta para Sair da Crise no Sector do Livro e da Leitura)

quarta-feira, 13 de junho de 2018

O regresso do ano!





Chili Com Carne, Pierre von Kleist Editions, Serrote e STET
juntos repetem a
Feira do Livro de Lisboa


Quatro projectos editoriais lisboetas juntaram forças o ano passado e reptem-no este ano!

De 25 de Maio até 13 de Junho, poderão encontrá-los no pavilhão C41 da Feira do Livro de Lisboa. Unidos sob o nome PvK editions.STET.Serrote.MNRG, o pavilhão estará situado na zona laranja, à direita de quem sobe o Parque Eduardo VII.

Esta união deve-se ao facto de serem entidades que produzem um corpo de trabalho único, sempre com uma postura independente, mas com uma intenção de abranger um publico maior, fora dos nichos tradicionais. Muitos dos livros que editam ou comercializam são transversais a gerações, continentes e culturas, daí que sejam tão bem recebidos a nível internacional e pelo publico nacional dentro das suas áreas especificas de edição (Fotografia, BD, ilustração), mas mais desconhecidos no contexto editorial "mainstream".
                                                                                                                                                                                                                           
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A Associação Chili Com Carne e a sua irmã MMMNNNRRRG são as enfant-terribles da banda desenhada nacional, não deixando se serem reconhecidas com prémios. Se os títulos dos seus livros poderão trazer os momentos mais hilariantes nos altifalantes Parque Eduardo VII os seus livros não deixam de ser menos sérios por tal.

Este ano a maior aposta será na apresentação da antologia co-editada com a Escola Ar.co., a Pentângulo que publica trabalhos de alunos, ex-alunos e professores desta instituição. Dia 31 de Maio na Praça Laranja estarão presentes Daniel Lima (professor), Pedro Moura (investigador) e Jorge Nesbitt (Director de Departamento de BD e Ilustração ) para falar sobre o projecto.

Haverá três sessões de autógrafos, uma de Xavier Almeida com o Pato Bravo (B Fachada) no âmbito de Santa Camarão no dia 27 de Maio, uma com André Ruivo dia 2 de Junho e outra do nosso escritor favorito Rafael Dionísio no dia 9 de Junho. Todas estas acções serão sempre às 18h.

A MMMNNNRRRG lança ainda sem pompa nem circunstância, dado ao anonimato da autoria, o Baralho (de cartas) d'AcontorcionistA do Grupo Empíreo, Sociedade Anónima de Recreio e Prazer. Este é o quarto objecto erótico-lúdico desta série como sempre revolucionando os hábitos íntimos da vida de todos os seus utilizadores. A edição é limitada a 200 exemplares. Devido ao seu conteúdo erótico, o melhor é perguntar por elas para serem vendidas "debaixo do balcão"...


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A Pierre von Kleist Editions é um dos nomes mais relevantes na edição de fotografia portuguesa contemporânea. Liderada pelos fotógrafos, André Príncipe e José Pedro Cortes, têm feito um importante trabalho na divulgação da fotografia nacional, dentro e fora do país. Desde a reedição do clássico Lisboa, Cidade Triste e Alegre de Victor Palla e Costa Martins até a autores contemporâneos como António Julio Duarte, Pedro Costa, André Cepeda, Daniel Blaufuks ou dos próprios editores.


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As Publicações Serrote começaram em 2004 pela mão de Nuno Neves e Susana Vilela, quando rumando contra a maré de fecho das tipografias produziram vários cadernos com temas tradicionais e divertidos. Mas não se ficaram por aqui e em 2008 começaram a surgir  livros ilustrados  juntando as tradições Portuguesas com o design contemporâneo, a primeira destas edições é sobre a região do Minho, transformando o desenho do Ponto Cruz  em pixéis. Alargando ao longo dos anos a temática de algumas das edições ao universo didáctico – infantil. Contam hoje com mais de 15 publicações editadas, além de cadernos e cartazes impressos em tipografia.


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A STET – livros & fotografias é uma livraria especializada em livros de fotografia e edições de autor, aberta em 2011 que participa regularmente em feiras de edições nacionais e internacionais apostando na divulgação de autores Portugueses fora do país. 

sábado, 9 de junho de 2018

Talento local ###### ESGOTADO


Para quem queria ler mais depois do Noitadas e É sempre tarde demais (Lx Comics #2, Bedeteca de Lisboa; 1998) e perdeu zines, revistas, jornais e exposições com trabalhos do Farrajota: My Precious Things, BoDe, Bíblia, Inside, Cru, Publish or Perish, Zalão de Danda Besenhada, Amo-te, Osso da Pilinha, V_Ludo, Stereocomics Special SPX (França), Milk+Wodka (Suiça), LxComicsZine, Mistério da Cultura, Crack On e Combate... agora fica tudo compilado!

Mais uns inéditos, poucos!

Este livro fecha um ciclo de produção em que toda a BD autobiográfica de Farrajota se encontra em 3 livros! O quotidiano suburbano desinteressante fica para a posterioridade! Que venha uma bomba atómica para cima da Biblioteca Nacional para que se perca o rastro deste infeliz ser humano!

Há ironia com um título como "Talento Local". Mais quando se junta o pastor protestante estrela roque do Senhor Tiago Guillul no prefácio - um bom livro de um escritor de Domingo tem sempre alguém da paróquia para prefaciar! E ainda mais quando o autor de bd sérvio Aleksandar Zograf se junta para uma bd a meias (inédita).

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quarto volume da Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido do mundo dos zines. 80p. 15 x 21 cm. 500 exemplares. ISBN: 978-989-8363-08-4. Lançado na 17ª Feira Laica (Dez'10)
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alguns últimos exemplares ainda na Fábrica Features, Matéria Prima, Mundo Fantasma, Neurotitan, Artes & Letras, Ugra Press (Brasil), Rastilho, Tigre de Papel e nas Bertrands.
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Feedback: 
é bom rever alguns conceitos famosos dos 90’s: em Londres é que se faz teatro 
... 
Tenho dúvidas que se possa dizer (querendo ser retórico) o Marcos não desenha nada. O desenho é uma escrita e a escrita implica reflexão, inteligência entre outras coisas mais subtis. 
... 
Ainda estou a ler o teu último trabalho (onde estás bem) e, por exemplo, o pénis cansado será um exemplo maior 
A. de Silva O. 
... 
Genial! 
Dr. Gamão (Traumático Desmame)
 ... 
curti a onda 90's da coisa
Boris (dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS) 
... 
Gostei da história de tentares partir a garrafa na cabeça dum espanhol. Todos devíamos ter essa oportunidade, pelo menos, uma vez na vida. 
... 
Niiice!
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Estive a ler o livro, está muito fixe!
Orlando Cohen (Peste&Sida, Censurados,...) ...

exemplos de bd's:


originalmente publicadas no Inside (1998), Cru (1999), Stereoscomic (2001) e Milk+Wodka (2003)

quinta-feira, 7 de junho de 2018

We never talk, we message*

Jorge Ferraz: Machines for Don Quixote et Viva la Muerte (Cobra Discos; 2018)

Há pouca coisa estimulante na música portuguesa actual. A maior parte da produção é betinha e disciplinada porque a crise (eterna?) obriga a todos serem profissionais e acertarem no seu público-alvo sem falhas. Tirando um Allen Halloween que acertou em todos porque se estava marimbando ou os Plus Ultra (porque... são os Plus Ultra!), tudo é triste. Mesmo que Ferraz tenha algumas faixas melancólicas, o seu regresso às lides fonográficas é de salutar e fora do baralho da betalhada "pro". Só um comentário antes de mais: triste neste CDs só a capa, uma das mais feias de sempre - um feito difícil de suplantar dada a maioria das capas de discos portugueses serem horrorosas - enfim, ninguém é perfeito.

Errático, ecumémico, descomprometido e narrativo, Ferraz volta a solo, dez anos depois do venenoso África mecânica de metal, em que junta todas as suas experiências desde Santa Maria, Gasolina em teu Ventre a Fatimah X, ou seja guitarras em feedbacks melódicos e electrónicas selvagens, tudo embalado com conceitos de uma arrumação estética bastante irónica. É claro, que as classificações rebentam logo pelas costuras da forma como a música de Ferraz é tão mal-comportada.

Mal-comportado não significa saloiice e os títulos das músicas (quase todas elas instrumentais) mostram que Ferraz está atento ao mundo, não se fechando em peças solipsistas, bitaítes reaccionários ou pior, exercícios de nostalgia barata com ruralismos neo-fascistas - lembro-me da Antologia de Música Atípica Portuguesa, vol.1: O Trabalho (Discrepant; 2017) como exemplo.

Ferraz era OVNI em 1989 na estreia de Santa Maria. Vinte e nove anos depois permanece nesse estatuto marginal e... celestial. Talvez seja menos surpreendente porque o mundo passou a girar bem mais depressa que os seus habituais 1,7 mil km/h depois da web 0.2. Não é fácil surpreender a toda a mil/hora. Por isso é que convém estar atento à música que realmente interessa e saber de cor e salteado a letra Don't believe the hype dos Public Enemy.


*Olivia Lonsdale in Possessed

domingo, 3 de junho de 2018

Apoiamos MERDA!


YEAH! 
Tour portuguesa desta banda brasileira de Hardcore 
que inclui o Camarada Alex Vieira (da revista Prego).

Punkis, olhem as datas: 

30/05: Faro - Rrusttyk Bar 
 31/05: Caldas da Rainha - Associação A062 
 01/06: Lisboa - Disgraça 
 02/06: Porto - Woodstock 69 
 03/06: Braga - Projéctil

quarta-feira, 30 de maio de 2018

sexta-feira, 25 de maio de 2018

pentângulo@festival.de.beja


Estaremos neste festival de BD com uma exposição do Pentângulo, ou seja, originais de BD publicadas nesta antologia co-editada com a escola Ar.Co.
Algumas edições estarão lá no mercado e é isso...

quarta-feira, 23 de maio de 2018

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Moules music


O Tremor, meu!... no meio das arrumações em casa reparo que me esqueci de fazer uma resenha ao belga Manu Louis que na edição do ano passado do festival deu um espectáculo todo-público num restaurante pipi assim, tipo gourmet e tal. Louis vestido com um avental, com ar de precário, na matinê de jovens talentos da escola de hotelaria (entre isto e os da FNAC venha o Diabo e escolha) foi super-divertido e good vibe. Provou que um "one-man-band" não precisa ser só Blues farçolas, pode ser um gajo com dois computadores, um para mostrar vídeos de patos e outro para despejar sons, voz e guitarra com montes de pedais a fazer música de feira antes da música de feira ser só martelos ou kizomba. Cabaret absurdo da geração empreendedora, convenceu-me a deixar o meu e-mail na sua "mailing-list" e a comprar um single 7" com duas musiquinhas catitas - editado pela New Pangea (2015). Passado um ano, eis uma bela recordação dos Açores...

sábado, 5 de maio de 2018

ccc±@feira.morta@village.underground


Nem sabemos o que nos metemos mas um representante nosso vai estar numa Feira Morta na Festa dos 4 anos do Village Underground (nunca lá metemos os pés, é só betos?) em Alcântara. Será apenas uma pequena selecção dos nossos livros, nada de especial...