domingo, 23 de julho de 2006

Samizdata Club @ Velha-a-Branca - Festa da Lucrécia AMANHÃ

cartaz de José Feitor
Samizdata Club em rota de itenerância para Braga - dia 22 de Julho no "estaleiro cultural" Velha-a-Branca com a seguinte programação, a partir das 22h:

_Lançamento de Lucrécia (5º volume da Colecção CCC), (anti)romance de Rafael Dionísio;
_Live-act de Sci-Fi Industries vs Tatsumaki;
_Festa com unDJ Goldenshower;
_Feira de Zines e Discos pela Associção Chili Com Carne, Imprensa Canalha e Thisco.
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Fotos: cortesia da Imprensa Canalha. Comentários sobre o evento no OsL e no Wellenbereich (+ fotos do "live-act").

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Succedâneo # -31

J. Bragança; Abr'06

O Succedâneo comemorou 10 anos e foi-se! Depois de anos de actividade zinista completamente frenética (ritmo editorial, imaginação non-stop, criação sem limites), com várias participações de autores mas sempre com João Bragança na batuta e com uma maior percentagem de trabalho (bd, ilustração, assemblagens, fotografia, diário artístico, etc...), chegou o tempo de fechar um ciclo da vida. De referir que este número é um succedâneo do verdadeiro número, que é um carro, explicando melhor, o "verdadeiro" número do Succ # -31 é um carro de rolamentos construido em homenagem aos automóveis criados em Portugal. Os autores participantes foram convidados a enviar "peças" de forma que Bragança construísse um "automóvel". E esse era o verdadeiro número do último Succ. Mas como nem todos podem adquirir essa peça (que é única), foi feito "o succedâneo do Succedâneo" em versão papel com as versões planas/bidimencionais dos colaboradores, entre eles destaco os trabalhos de André Lemos, Rosa Baptista e José Feitor.
A acompanhar o zine ainda temos um CD-Rom que documenta a história dos "famosos" automóveis portugueses com a ajuda do 1140 tv. Talvez pelo tema ser menos "artístico" (geralmente a cutura das 4 rodas não se dá lá muito bem com a atitude artística), a verdade é que as participações habituais "afrouxaram" um bocado - em qualidade e quantidade. E se o resultado final deste número é diminuído em relação aos anteriores, ainda assim sentimos a amarga despedida de um dos zines mais originais que Portugal. «Agora chuchai no dedo!»

3,9

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Saídos do mês de Abril, 3-zines-3 que mostram que a "cena" ainda não morreu!


Depois dos já memoráveis números únicos de Paint Sucks, Lamb Haert, Hum! Hum! Estou a Ver e Estou Careca e a Minha Cadela Vai Morrer!, os editores / autores Marco Mendes e Miguel Carneiro voltam à carga roubando os autores do catálogo da MMMNNNRRRG: Mike Diana, Janus e André Lemos! Filhas-da-mãe! Mas é melhor assim do que meterem merda! Ah! E ainda contribuem Didi Vassi (esse naif de pacotilha que massacrou os Humanos no Hum! Hum! Estou a ver! - alguém tinha de o fazer!), Mário Augusto (do extinto A Mosca), Manuel João Vieira (dos Enapá 2000), Nuno Sousa e Carlos Pinheiro (ver zine abaixo), João Alves Marrucho, João Marçal e Arlindo Silva, que tal como Didi já fazem parte da equipa criativa dos zines posteriores. Sem papas na língua e com muita força gráfica, o Cospe Aqui retoma a herança do zine potente e com conteúdo polémico - nem que seja pelo óbvio texto sobre "Lusofobia" (dos brasileiros). Impresso e tudo mais, o Cospe Aqui já está a fazer história.



Do colectivo do Porto, O Senhorio, dois autores Carlos Pinheiro e Nuno de Sousa sacaram um zine quase todo a cores que é uma lufada de ar fresco! Mutantes e criaturas miseráveis pupulam o zine em ilustrações, bd's e reproduções de pinturas e esboços de desenhos num ritmo acelerado de bizarria generalizada sintonizada com o melhor que está acontecer no resto da Europa e EUA. A descobrir com urgência!!! [acsenhorio@yahoo.com]


Lançado na tasca bairro-autista Estádio, saiu este "split-zine", do lado "Dazed", o Rafael Gouveia (Carneiro Mal Morto), e do lado "& confused", a Joana Figueiredo (Na verdade tenho 60 anos) é constituído por desenhos vários sem sequência aparente em páginas de pernas para o ar e tudo. Confusão? Sim, sem dúvida. Os desenhos foram feitos em tascas, cafés e bares numa atitude free. Bonecas "dark-sexy" por parte do Gouveia, Deus, Satã e muito non-sense por parte da Figueiredo.

terça-feira, 4 de julho de 2006

Mais esforços aborrecidos... ou quantas aspas podes usar num texto?

Depois de uma Feira Laica em que se apostou forte e feio numa programação dedicada às edições independentes (zines, discos, livros, revistas, jornais ... fotocópias, edições limitadas, CD-R's, Netlabels, e tudo o mais que é paradigma do funcionamento DIY), e dado à emergência de uma nova vaga de edições portuguesas (de bd) que estavam lá todas representadas, acho que seria interessante, deixar algumas considerações e pensamentos.

Em parte o que se passa é que saíram mais umas "coisas" que remetem no "bater no ceguinho" já escrito no Dossiê 2005 do http://www.bedeteca.com/index.php?pageID=dossie§ion=fanzine&set_year=2005 (parte X. Novos Rituais de Passagem) e até em algumas "bocas" virtuais no blogue lerbd... Ser "indie" é um valor em si? Ser auto-editor, zinista, editor underground cria algum valor de qualidade per se?

- Não, há merda auto-editada tão má ou pior como o que sai pela Marvel, da Lombard ou da Universal. E vice-versa, os "grandes" também deitam cá para fora bons produtos.

- Sim, porque representa um "empowerment" para quem os faz, numa altura em que os grandes meios de comunicação submergem em oligopólios e a acção civil na sociedade vai tendo os índices de participação mais baixos de sempre.

Apesar disso, não acho que como consumidor activo (ou seja que divulga e critica) seja levado por um excesso de zelo em apoiar os trabalhos realizados destas micro-edições apenas porque são "pequenas" ou "frágeis". Posso achar "simpáticas" e apoiá-las dando alguma visibilidade pública e desejando "politicamente" (nos dias de hoje qualquer acto é um acto político) que elas cresçam e evoluam, e que sirvam de contrapoder às criações repelentes "mainstream".
O que me irrita mais no mainstream, são quando aqueles ressabiados das "boys-bands" ou aquelas escritoras lambidas dos "desculpa lá, mãe" (não sei o nome da porquita mas nem me vou dar trabalho de ir ao Google sacar o nome dela) vêem cá para fora armarem-se em artistas e/ou pessoas sensíveis. Que elas escrevam, cantem ou criem "trash", tudo bem, precisamos de nos rir de alguém mas terem o descaramento de se passarem por "artistas" é que é nojento. No mundo alternativo também há "wannabies", "arteistes" e carreiristas, mas também podes-lhe ir ao focinho porque ao contrário dos "stars", eles não tem guarda-costas, advogados, agentes e paneleiros à volta. Com um tipo de um zine ou de uma banda ranhosa sempre podemos atirar um tomate no concerto ou chamá-los de "azeiteiro" a noite inteira numa "vernisage" no Bairro Alto... Bem, o Bill Gates já levou com tartes, o que quer dizer que nem os "stars" sejam invulneráveis mas não é de violência a que me refiro. No "underground" existe este "terra-a-terra" que permite aceder a criação artística (quando é!) e quase que participar nela sem ser um mero consumidor. E esta "interactividade", ou melhor, esta capacidade de ver os projectos a aparecerem sem corrupções aparentes que faz deste mundo subterrâneo uma experiência forte, real e íntima ao contrário da produção corrupta Hollywood ou Rock in Rio onde os artistas estão em patamares de Deuses Olímpicos, a maior parte deles criaturas inacessíveis e deformadas - o Michael Jackson é um caso óbvio de uma psicopatologia vindo dos excessos Pop como ainda a Madonna que aderiu à Cabala ou o Tom Cruise à Igreja da Cientologia entre outras aberrações.

Independentemente das redundâncias que possam aparecer neste meio, sempre as prefiro, na esperança de encontrar algo genuíno e francamente poderoso, religioso, artístico, humano, e tudo mais no universo. Só assim é que explico a MMMNNNRRRG que vive de "gente bruta" como o Janus, Mike Diana, André Lemos, Christopher Webster entre outros. E que as melhores edições que sairam nos últimos meses foram edições "não-oficiais" como a revista Cospe Aqui ou os zines da Opuntia Books e Imprensa Canalha. E voltando atrás, houve outras edições de boas de intenções mas fracas de conteúdo:


24h Volta a Portugal em BD (Dr. Makete; 2006) foi dirigido por Phermad (do zine Terminal, participante do Mutate & Survive) e tem uma ideia fixe: percorrer Portugal (com autores estabelecidos pelo país) em 24h (cada autor fica com "uma hora" para desenvolver uma história / bd). Começa com Andreia Rechena (na Aldeia de Monsanto) à meia-noite e vai acabar na Serra da Estrela com Phermad, passando por Castelo de Vide (uma bela prancha de Teresa Câmara Pestana), Vilamoura (com o sarcástico José Carlos Fernandes) sem mais a acrescentar. Esta produção amadora (que até passa pelos arquipélagos da Madeira e Açores!) pouco opina (sobre as coisas, sobre eles próprios, sobre o que lhes rodeia) e pouco nos enche o olho graficamente falando. É este vazio (mental?) que me irrita nestas publicações - não me preocupa as "falhas" técnicas, seja lá o que isso quer dizer, mas sim o vazio "político" dos seus autores.
Com mais do que 24 páginas A5 bem impressas e bem paginadas - Fernando Madeira, aka Phermad, há muito tempo tem dado provas que é um bom designer - sabem a pouco. [3]


Venham +5 #2 (Bedeteca de Beja / CMB; Abr'06) está melhor que o primeiro número a começar pela capa de teor homo-erótico. Curiosamente o estilo gráfico da capa nada tem a ver com a bd no interior, do mesmo autor, Zé Francisco - menos conseguido e uma pastiche do "Traço de giz" de Miqueanxo Prado. Dizia eu que estava melhor na essência pelos grafismos mais sólidos dos seus autores, a começar pela Susa Monteiro ("davemckeanesca" mas muito bem executada), continuando por Paulo Monteiro (em registo David B assumido) e acabando no violento Pedro Amorim (Janus meets Manga? Hohohoho). Na essência pelas páginas vamos quase sempre encontrando uma "teenage angst" pouco arrebatadora. A revista neste número encontrou-se aberta a colaboradores fora do talento local (de Beja) mas não foi desta que nos conseguiu agarrar pelas mesmas razões apontadas acima no "24h". [2,8]


Space & Co. (Bedeteca de Beja / CMB; 2006) é o segundo título da colecção Toupeira, uma colecção idêntica à Lx Comics (da Bedeteca de Lisboa) por editar as primeiras bd's a solo de autores num formato "livro" - embora seja um "comic-book" de formato. Lam é o autor de uma bd pantomima, cómica e paródica à ficção científica estereotipada: naves espaciais, monstros-aliens, armas lazer, etc... Apesar de Lam ser um dos autores mais capazes da pandilha de Beja no que diz ao grafismo (de longe um amador, fazia os divertidos "Kama-sutras Obeso" n'O Fiel Inimigo), falha os seus objectivos de não usar palavras - a dada altura não pára de usar balões com números e/ou desenhos dentro dos balões - para além de ser pouco extravagante e pouco ritmado na narração. O que é mesmo uma pena! [2,7]



Allgirlzine #1 (Daniel Maia; Abr'06) é mais uma experiência de colocar em papel (de registo e de incentivo) bd feita por autoras - há uma década o Azul BD3 fez 2 números com o mesmo objectivo embora houvesse uma forte participação de autoras estrangeiras. Neste vamos encontrar bd infantiloíde e juvenil, e não é por acaso que as melhores bd's são de duas jovens adultas: Carla Pott (com texto de Alain Corbel) e Rosa Baptista. O que parece um erro, assumir que uma edição terá interesse em aglomerar uma jovem que goste de animaiznhos, outra que poderá gostar de sofrer uma depressão, e outras que já tem uma visão artística mais definida. Não faz muito sentido mesmo sobre o mote de "vamos fazer uma mostra de talentos femininos". Ficamos mais uma vez pelas boas intenções e pouco mais, para não repetir o que já foi dito no Dossiê 2005. O que aliás, me desconsola imenso, perdendo ligeiramente a fé nestas coisas dos zines. [2,8]

segunda-feira, 3 de julho de 2006

CCCuiz pela Rascunho

O site de divulgação cultural, rascunho.net promoveu um "quiz" em que alguns dos prémios foram os livros do Rafael Dionísio.
Quem ganhou a "Lucrécia" foi a Manuela Rocha (de Póvoa de Varzim) e "A sagrada família" foi João Callixto (Parede) e L. Dinis (Famões).
Parabéns, os livros seguem hoje!

sexta-feira, 30 de junho de 2006

Saudade da Laica...

foto de Rita Correia, da banca da CCC na 4ª Feira Laica
outra foto, esta sacada ao Beco das Imagens

Não se esqueçam que ficou a exposição "Tenho visto carteiristas" na sala de exposições da Bedeteca de Lisboa - estará patente até dia 24 de Julho!

flyers made by Joana Figueiredo

quinta-feira, 29 de junho de 2006

O hábito faz o monstro #5

Lucas Almeida; 2006

O hábito faz o monge ou o monstro, tanto faz, qualquer uma das opções não é muita simpática, e talvez por isso que os editores deste zine de bd foram para o formato A4 - quando sempre editaram em A5. A qualidade zinistica da coisa mantem-se sendo que o que vemos e lemos é bd amadora, como é óbvio. Mas esta "bd amadora" é daquela fresca e longe das previsibilidades que se têm observado nas últimas edições "indías" de bd que por aí andam a ser feitas. Um zine como este já é raro nos dias de burrice que vivemos, ainda por cima todo ele oubapiano softcore, psicadélico e freaky-freak.
Acho que preferia o formato antigo, algumas debilidades estéticas topam-se mais em formato maior - assim não teremos um monstro mas um monge: aarght!

3,9

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Toing!

v/a: "Antologia de Música Electrónica Portuguesa" (CD'04; Plancton Music)

Outra surpresa da Feira Laica, na sua componente da MAIOR feira de zines e edição independente, foi a tomada de existência da editora Plancton Music - que existe desde 2002. Apenas com três CD's editados prova a sua existência com um programa de reedição de música electrónica produzida em Portugal. O seu primeiro CD reeditou Música de Baixa Fidelidade de António Ferreira, originalmente pela Ama Romanta (1988), seguido de um CD (inédito?) de Jorge Lima Barreto e em 2004 esta antologia que reúne trabalhos entre 1972 e 1997 de criadores portugueses no campo da electrónica.
Dirigido por Rafael Toral (ele próprio incluído na Antologia, a solo e como integrante dos No Noise Reduction), este escolheu peças de Jorge Peixinho (1940-1995), Cândido Lima, Emanuel Dimas de Melo Pimenta, Isabel Soveral, Filipe Pires, Telectu, Carlos Zíngaro, António Ferreira, Nuno Canavarro, João Pedro Oliveira, René Bertholo, Nuno Rebelo e Anar Band. Toral afirma no texto da brochura do CD: «O meu objectivo foi o de tecer um fio histórico que ultrapasse livremente fronteiras entre os territórios culturais dos autores e documentar a maior diversidade possível de abordagens à electrónica, tanto a nível material como conceptual. É um trabalho que abordei numa perspectiva artística e pessoal. Ou seja, a antologia será uma obra em si, e as relações entre as peças representadas no disco regidas por valores musicais e não cronológicos ou outros. Quis também lançar sobre cada autor um olhar possivelmente surpreendente, tentando sempre escapar à imagem-tipo de cada um, evocando ainda subtilmente a dimensão lúdica dos processos criativos. Os excertos escolhidos foram-no pela sua importância musical e pela relevância na história (colectiva e/ou pessoal). Com esta abordagem, porém, não quis nem pôde a presente antologia ser exaustiva ou completa».
Música dura de se ouvir, tal é o ruído gerado pela maquinaria (alguma criada pelos próprios autores, como é o caso de René Bertholo), muitas vezes quase que monossilábica, provocadora de ambientes pesados e pouco lúdicos - duvido que até qualquer fitoplâncton, bacterioplâncton ou zooplâncton terá vontade de ouvir isto mais que uma vez. Um documento importante para um país que precisa de se ouvir.

Espasmos musculares

Ideas For Muscles: "Fuck the trainer" (CD-R'05; Skinpin)

Foi o sucesso (auditivo) na 4ª Feira Laica. Um tipo que conheço (muito mal) dá-me um CD-R de 6 músicas com menos de 15 minutos de duração total, vou por na aparelhagem e a malta toda pergunta o quê e se não são os Ideas for Muscles... Nem sabia que havia alguma espécie de hype com esta banda. Se há até merece algum pois é raro ouvir por estas terras barulheira de Rock sónico com uns sintetizadores ácidos à Suicide em cacofonia sincopada a uma caixa de ritmos - como se tivessemos de repente a ouvir os Big Black. Os grandes Big Black e os Suicide? Nada mal como referências / influências - no MySpace da banda assumem outras como os Wire ou os Butthole Surfers... A voz infelizmente aproxima-se demasiado a alguns modelos post-punk ultimamente extremanente abusados, seja no mainstream global Pop/Rock seja no underground nacional. Ainda assim, é de estar à coca pelos próximos desenvolvimentos.
Bom trabalho de produção, bem como a capa / embalagem do disco.

sábado, 24 de junho de 2006

Zombie Pop

cineMuerte: "Born from ashes" (CD'06; Raging Planet)

E quando as coisas correm mal? A editora portuguesa Raging Planet habituou-nos a uma qualidade bastante séria de edição de bandas portuguesas que se destacavam pelo seu profissionalismo e pela sua qualidade de produção. Embora fechada a um círculo pesado das bandas Hardcore e Metal, tem nas mãos ainda umas "aves raras" que são os [f.e.v.er.] e estes cineMuerte, bandas dificeis de catalogar a priori. Sobre os primeiros já se tem falado e brevemente escreverei sobre o interessante e recente CD-EP "Bipolar" (Raging Planet; 2006).
Os cineMuerte prometiam muito, não só por virem de uma editora de "peso" e pelo "espreitar do véu" que foi a sua participação na colectânea-tributo aos Misfits, "Portuguese Nightmare" (Raging Planet; 2005), em que nos deixaram curiosos com o seu Rock Electrónico, cheiro Pop não muito óbvio no meio de um disco de mamutes Metalcore. Se o tema escolhido dos Misfits, Where eagles dare, mostrava bom gosto e alguma delicadeza, todo este "Born of the ashes" mostra o contrário. Feito com de Rock (guitarras Metal redundantes) casado com uma electrónica simples, uma voz que se estica sem contenção e artificial ao ponto de lembrar os Evanescence (é assim que se escreve?), todo ele Nu-Goth com falta de imaginação (embora tentem disfarçar) na composição de tal forma que o nome do duo (é uma gaja e um gajo) só faz sentido por serem "mortinhos" (a capa revela logo que são Zombie Pop?) e não por serem "cinematográficos".
E o "cherry on the top" é uma versão de Entre dos tierras dos Heroes del Silencio. O que é pior: o original dos pimba-góticos dos "nostros hermanos"? Pegar no original para fazer uma versão? Esta versão? Vale a pensa neste disco a arte do Pedro Zamith para a embalagem do CD (ainda assim, os trabalhos não serão inéditos tirando a capa) e o tema Alive, virado para uma pista de dança Electro mas daquelas pistas de dança mais Abba do que Nitzer Ebb... Que pena!