domingo, 25 de abril de 2021

terça-feira, 13 de abril de 2021

Haverá relação?


 

Claro que sim, ao melhorarmos a Música Portuguesa houve todo um vibe ecológico a sair daí! Efeito Borboleta, topas? O mundo vai melhorar graças à Chili e a à Rotten, acreditem! Obrigado Silas e Pipo Kimkiduk.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Será a caneta mais poderosa do que a espada?

 


A edição portuguesa do Monde Diplomatique tem publicado, sob a nossa coordenação, as respostas em Banda Desenhada por uma série de artistas. Este mês é a vez de André Pereira, artista que tem participado em vários projectos da Chili Com Carne, sendo o mais recente Querosene - a lançar este mês - uma antologia que segue a grande tradição de incendiar terrinhas em Portugal.

domingo, 4 de abril de 2021

E ao terceiro dia, o mini-CD esgotou (4:4:21)



Terceiro volume da série Música Portuguesa a Melhorar-se Dela Própria, mais uma vez pela Chili Com Carne e Rotten / Fresh (ou Trash quando se trata de melhorar a música!). Desta vez temos Vaporwave sobre quem tem complexos de Messias (isso define quase toda a população portuguesa, bem sabemos, mas neste caso falamos de um vocalista de uma banda Pop) até porque estamos aqui para salvar a Páscoa!

Re7 é dos Golfinhes, projecto que melhorou a maior banda de Cascais é demais! 

Tomem lá nota de imprensa:

Acompanhando a celebração do seu trigésimo quinto aniversário, a rotten / trash em parceria com a Chili Com Carne, na sua série Música Portuguesa A Melhorar-se Dela Própria, desenvolve um tributo magnânimo àquela que, porventura, será a maior banda de Ca$cai$ de sempre: Os Delfins e o seu arrebatador disco 7 - um disco basilar para a cultura pré-internet e revolução tecnológica do novo milénio (Y2K). 
 
Poucas são as nações que se podem orgulhar de possuir tão munificente obra no seu acervo cultural. 7 gritou de medo da internet! 7 uivou por Sharon 7tone! 7 assume a felicidade homossexual numa sociedade patriarcal neomilenar! 7 fez-se notar, ostentando-se na camisola do maior ídolo português desde a padeira de Aljubarrota: o grande CR7. 7 sofre um re7, saindo da obscuridade a que foi remetido pelos lascivos poderes da industria da memória, deixando-nos expostos a toda a genialidade lírica e instrumental destes golfinhos cascalenses – terra de onde a Chili Com Carne é natural, diga-se de passagem.
 

Desde cedo se provou a qualidade artística do vocalista do grupo, participando este não só no Festival da Canção de 1985, conquistando a última posição diante de todos os participantes - um marco! -, como também na fileira de jurados do programa Chuva de Estrelas (SIC, 1995) ou numa aparição divina na derradeira edição de Big Brother (TVI, 2000) com o tema Vive - uma singela referência à ressurreição de Cristo - Este interpretado por Miguel Ângelo – o Messias da música - na peça Breve Sumário da História de Deus, de Gil Vicente, no Teatro Experimental de Cascais, em 1994, e de onde retiramos inspiração para a data de edição deste nosso franco tributo: Os Golfinhes - re7.


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Jesus Cristo no céu, Miguel Ângelo em Cascais. Feliz Páscoa 2021. 

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Mini-CD. Edição limitada a 50 cópias - ESGOTADO!


Os Golfinhes em acção!
Os Golfinhes em acção!

sexta-feira, 19 de março de 2021

Artista visual prepara BD biográfica com pandemia em fundo


 

Lusa dixit. Os outros repetem. A vencedora dos 500 paus deste ano trabalha. Siga!

4real (escrito à lámina num braço de um guitarrista de rock xunga dos anos 90)


Parece que estou "condenado" a escrever sobre o Rudolfo mais 10 anos, dissipando assim a minha dúvida existencial no catálogo do ano passado. É que ao contrário de fenómenos estranhos cá na 'tuga, este artista não desistiu da BD e voltou algumas décadas depois em pose messiânica, ei-lo a continuar, na labuta com a qualidade de sempre. Jungle Warfare 1/2 (Palpable Press; Fev'21) não engana, é mais uma aventura de Musclechoo, ou seja, "Pikachoo-Rambo" homoerótico em porrada de meia-noite com o tema de fundo os vídeojogos fazendo interface com a realidade, e com um vilão-bué-da-xunga, bastard! Graficamente em grande forma, espera-se pelo segundo volume para fechar esta resenha e poder continuar a minha vidinha com o aval do omnipotente Rei da BD Portuguesa.

sexta-feira, 12 de março de 2021

DEIXA-ME DOrMir / Ser aceite pela FLUR é outra merda!

Jorge Calma é um fura-vidas, como aliás, qualquer músico em Portugal. Numa embalagem feita de bases de copos, o design profissional desta edição invoca a dificuldade dos nossos dias covideiros em que vida não está nada fácil. Mas não foi sempre assim? A prostituição de profissão é tal que se implorou por trocos dos bancos ou das cervejeiras, um apoiozito vendendo a imagem num outdoor ou fazendo um "product placement" em palco ou nas edições, enfim, um gajo tem de se desenrascar, né?

A Chili Com Carne e Rotten Fresh lançam gloriosamente este mini-disc no Carnaval mais calmo desde que o porco nazareno foi vomitado de uma virgem há 2020 anos atrás. Sem amigos, sem festa brava, o que nos resta é DEIXA-ME DOrMIr... Gravado pelo músico num subúrbio. A capa é da autoria de Simão Simões.

Eis o segundo volume da série Música Portuguesa a Melhorar-se dela Própria. Edição limitada a 30 cópias, teve o apoio material da Tasca dos Canários e do Walt Thisney. Lançado a 16 de Fevereiro 2021.


Feedback: 

Adormeci a meio. É mais eficiente que Xanax 

Ondina Pires (via email)

xxx

(...) (em Mini CD, cuja capa serve como base para copos e cuja editora recomenda acompanhar com uma boa cerveja ou whiskey) (...) Jorge Calma é o nome escolhido pelo misterioso músico e, como as boas mentes criativas ditam, é apreciador de trocadilhos, já que Jorge Calma parece mesmo invocar a música do quase homónimo, descendo o pitch da mesma e relembrando a época nos vídeos do YouTube onde facilmente se encontravam músicas de artistas Pop "200% mais lentas", que soavam mais a um disco de música ambiental do que a eles próprios. Deixa-me Dormir é uma peça de 20 minutos que tem tanto de fantasmagórica como tem de ébria: a voz que se ouve é arrastada, lenta, e alude tanto aos screws de DJ Screw como a uma ideia do próprio Jorge Palma perdido numa qualquer noite em Lisboa. Exagerado - no bom sentido - no reverb, a peça continua como quem deambula sozinho pelas ruas à procura de se encontrar. Pelo meio ouvem-se gaivotas, quase um sinal de como o dia está prestes a renascer e nós, como ouvintes, continuamos perdidos sem destino à vista. Dado o humor todo à volta da edição, de facto esperar-se-ia uma composição menos séria, porque a música que aqui se encontra é bonita, bem estruturada e pensada, com as cadências certas (o sub-grave que Jorge Calma coloca pelo meio do tema é arrebatador). (...)

Flur

xxx

quarta-feira, 10 de março de 2021

Isola-te com mesas (de mistura)


Não me lembro se no Maldoror há alguma referência a pianos destruídos - será que Syncope conhece Raphael Montañez Ortiz? É que entre ter um orçamento para foder um piano inteiro ou ter de usar samplers de Dissecting Table feito pobretanas há uma grande diferença. Embora não consigo deixar de achar que todo o "glitchcore" deste CorteXtureS (Meditation / UPD; 2020) soe a pianos a explodirem ou a caírem do sétimo andar - qual desenho animado da Warner Bros. A dada altura a fórmula da "explosão" repete-se e deixa de haver frescura nesta "noisalhada" que se prolonga por uma hora. No entanto não chega a atrofiar o cérebro nem o ouvido, o que já não é nada mau nos dias que correm. Há dias assim.

Gracias Conejo!

terça-feira, 9 de março de 2021

I was not a pop star in 2015

No "underground" nacional há sempre pequenas pérolas que vão sendo ignoradas (passado), redescobertas (presente) e ignoradas outra vez (futuro). Não não vamos entrar nessa que "vai tudo correr bem", bandas como os Volcano Skin não tem hipóteses contra os paus da MMP. 

Os três machos cis dos The Great Lesbian Show continuaram na música e criaram estes Volcano Skin (homenagem ao resto da pele da circuncisão do Mr. Spock!?) que lançaram um EP e dois CDs em regime de auto-edição. O EP 7" de estreia (2012) já dizia o que iria acontecer, que viajariam com os mapas errados. E é o que acontece, não é preciso invocar o Svenonius para gozar com este trio, no sentido que o norte-americano diz que as bandas Rock fazem discos em que as canções não passam de um apanhado de coisas sem coerência. É esse o pecadilho do álbum a few moments of sleeping and waking (2015) que tem momentos altos e médios sem chegar a um sítio concreto. Ouve-se restos de Great Lesbian Show, Pop Dell Arte quando era bom nos anos 80 (Constantinople Street), Jorge Ferraz (Fauno), algo tradicional, loucura Pumf, entre o Pop/Rock e o Post-punk (a capa é homenagem à Factory?), a canção e o recital musicado com textos irónicos para toda a sociedade pós-industrial, só que... Não sei acaba por ser cansativo pela falta de norte, que se suporta melhor num EP do que num "LP". Apesar de ninguém se lembrar já de 2015 este álbum deveria estar nas listas que a imprensa costuma fazer de melhores do ano. Ah! Acho que eles falam do "Blake & Mortimer" não quererem ter filhos mas se calhar não percebi bem.

Quanto ao segundo disco a solo de Karlon - o verdadeiro Carlão, não confundir com aquela putinha que se vende à McDonald's e às empresas de apostas em linha - intitulado Meskalina (Kreduson Produson; 2015) é bom apenas naquilo que se propõe, ou seja, um disco de Hip Hop. 
Como não? Karlon sempre se destacou como um MC brutal em Nigga Poison e só os hipsters branquelas que há alguns anos andaram a discutir publicamente em linha quem era o melhor rapper português, é que o poderiam esquecer - ou nem saber que ele existe! Claro! Afinal ele dá-lhe em  "krioulo" e os velhos hábitos da "inteligência" portuguesa ignora essa existência. 
Longe dos mil caminhos sonoros de Nigga Poison, Meskalina é Hip Hop puro mesmo que tenha uma boa amplitude de beats ecléticos que amortizam o cansaço que álbuns deste gênero musical comportam. Não será a despedida de Karlon ao Hip Hop mais formal, sem a abertura fantástica que fará no excelente Passaporti, ele voltará ao Hip Hop em Tinha k Ser (2020). Acho mesmo injusto quer Nigga quer Karlon não serem maiores...