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quinta-feira, 8 de maio de 2008

abrindo as malas da viagem...

É o regresso do SPX 2008 (Estocolmo) e serve este "post" para dar as novidades:

_Temos para oferta alguns exemplares do último número do jornal finlandês de bd, Kuti - já várias vezes divulgado neste blogue. É um número especial SPX, com trabalhos de autores finlandeses e suecos. Os textos estão em sueco mas com legendas em inglês.
Esta oferta é exclusiva aos sócios da CCC e que comprem qualquer artigo que seja da Finlândia ou da Suécia (Boing Being, Napa, Daada) ou que tenha participação de autores finlandeses ou suecos (Chili Bean, Mesinha de Cabeceira Popular #200, Mutate & Survive, Canicola).

_Já é uma revista que se tem escrito com alguma regularidade (o #5 e o #1) e que número para número vai crescendo em forma e conteúdo: C'est bon anthology do colectivo sueco C'est Bon, com quem a CCC partilhou mesas na SPX. Trouxemos para venda os quatro volumes da terceira série (#17/20; Ago'06/Dez'07) que marcam a distribuição mundial desta publicação através do catálogo Previews (que distribui todos os comics norte-americanos para as lojas especializadas). A revista continua a sua redacção em inglês e está com um aspecto luxuosa, gordinha e brilhante devido ao papel couché. Tem mais colaborações de autores internacionais (ou seja, "não-suecos") e mais trabalhos arrojados - uma lista de nomes explica por si só a qualidade que a revista atingiu: os alemães Martin tom Dieck (que estará este fim-de-semana no Festival de BD de Beja!) e Arne Bellstorf, o sérvio Danijel Savovic (vol.1), o português Pedro Nora, o sueco Knut Larsson, os finlandeses (que estiveram no Salão Lisboa 2005) Marko Turunen e Jyrki Heikkinen (vol.2), o francês Yvan Alagbé, os italianos Andrea Bruno e Stefano Ricci (vol.3), ou ainda a finlandesa Amanda Vähämäki ou a israelita Rutu Modan (vo.4).

_Um dos editores desta revista é Mattias Elftorp que também é autor de bd. A série Piracy is Liberation é o seu trabalho mais conhecido, que já se encontra num quarto volume editado pelo colectivo desde 2006.
Graficamente próximo de (ou demasiado influenciado por) Brian Wood e Ben Templesmith, Elftorp é menos elegante em questões de anatomia, domina as lutas do preto e branco e dá bom uso de tramas e texturas.
Cada volume apresenta entre 64 a 72 páginas, o que mostra o enorme trabalho com que o autor está lançado. A trama de um futuro não longe do nosso, passado numa megalopólis sem memória, onde piratas informáticos procuram destruir o sistema de dominio dos padres capitalistas, poderá lembrar Matrix ou a bd Invisibles de Grant Morrison (este último menos conhecido mas mais copiado - os criadores do Matrix que o digam) mas não deixa de ter ideias próprias que estão em gestação - gosto particularmente de uma cena em que duas personagens Hackers que fazem "copy'n'paste" deles próprios do mundo virtual para o real. De certa forma as cerca de 240 páginas ainda não pareceram suficientes para perceber o que se passa por aqui - lógica de Manga? À primeira vista, poderá haver uma excessiva exploração de lugares-comuns de "anarco-glamour" mas uma leitura mais atenta revelará mais inteligência do que a visão superficial. Esperando por mais volumes até 2012?

_Nesta edição do SPX assisti, de certa forma, a saída do armário da bd sueca alternativa... enquanto os finlandeses há anos que traduzem as suas bd's para terem feedback internacional, os idiotas dos suecos sempre tiveram fechados no casulo editando livros na língua que nem os ABBA usavam para ganhar o Eurovisão. Resultado, tirando o Max Andersson e o Lars Sjunnesson (este último participou no Mutate & Survive), que vivem em Berlim, e o Gunnar Lundkvist e Joakim Pirinen (editado em Portugal pela Azul BD3), todos eles da "velha guarda" nada mais se conhece da bd sueca. Aliás, as minhas duas visitas ao país - e à SPX - não se traduziram em regressos com malas cheias de novas bd's, livros e zines... justamente o oposto do que aconteceu quando vou ao festival de bd de Helsinquía.
Saiu a antologia From the shadow of the northern lights : an anthology of Swedish alternative comics : vol. 1 (Galago; 2008), uma antologia em inglês (yeah!) que terá distribuição pela norte-americana Top Shelf. Podemos chegar à conclusão do que se passa por lá: há a "velha guarda" (já referida) mais gráfica e experimental, depois há a autobiografia chata dos anos 90 - daquela que ninguém têm nada para contar ou que saiba contar de forma interessante, havendo montes de históras sobre homossexualidade (um sucesso no mercado da bd, creio) - e por fim, o regresso do grafismo e bizarria bruta com nomes novos como Marcus Ivarsson, Marcus Nyblom (autor da capa), Knut Larsson e Kolbeinn Karlsson. Apesar das lamechices de alguns autores, vale a pena ler estas 200 páginas a preto e branco.

_E é este último grupo de autores referidos que faço um destaque porque como já escrevi, raramente há razões para comprar edições suecas por causa dos grafismos pobres e pela barreira da linguagem. As excepções são as seguintes: o livro Skissbok (Kartago; 2007) do Marcus Nyblom e os zines de Kolbeinn Karlsson: Benny Bjorn will never return e Rules of animation (com Hanna Petersson; 2007) e Harvar Vilda Vastern (2007?).
No primeiro caso coloca-se a questão se "skissbok" poderá mesmo significar "livro de esboços"... apesar da estrutura do livro apontar para isso porque os trabalhos publicados não parecem ter ligação aparente. Ora são desenhos soltos, alguns sim com aspecto de "esboço", ora são bd's mudas e insólitas como "Alice no País das Maravilhas". São as bd's que têm um ar mais esboço porque o estilo gráfico que Nyblom usa é "realista" e "certinho" bem longe das suas ilustrações que têm aquele aspecto derretido e degradado de quem está em sintonia com a ilustração deste milénio - embora as raízes deste tipo de desenho e imaginário estejam na Raw e no Fort Thunder, dos anos 80 e 90 respectivamente. É um livro "fifty/fifty".

Quanto a Kolbeinn (várias vezes pensei que ele chamava-se Cobain como o vocalista dos Nirvana ou Kobaïan, a língua inventada pelos prog-rockers franceses Magma) também está em sintonia com o tempo: degradação material e moral, fascínio pelo Pop (o Benny Bjorn para quem ainda não está bem a ver, é um dos tipos dos ABBA), monstros peludos e outras criaturas de série B. Zines fotocopiados em formato A5 com capas a cores, os dois primeiros são de ilustração em parceria com uma tal Hanna Petersson em que as autorias não são identificadas (embora as suspeitas sobre a autoria dos desenhos de Kolbeinn recaiam para os que têm mais texturas); o último é o único de bd - que está também publicada na antologia From the Shadow (...) - com uma estória violenta homoerótica do oeste norte-americano - acho.

_Por fim, material dos inteligentes finlandeses - é a segunda vez que fico com a sensação que a Suécia, ou pelo menos Estocolmo é dominada por campónios e novos-ricos.
Novidade absoluta: Supernormal (Daada; 2008) de Marko Turunen, um dos muitos autores de bd peculiares da Finlândia e também dono da editora Daada. Não é novidade mas é importante na mesma para qualquer português ignorante da cena bedéfila da Fenoscândia: Mystic sessions Vol.I (auto-edição; 2006) de Pauliina Mäkelä.
No primeiro caso são reedições de bd's de zines antigos ou ainda algumas bd's fora do padrão do universo do autor - que nos visitou no Salão Lisboa 2005. Aqui vamos encontrar bd's parvas de super-heróis criadas pelo Turunen de 1984 (de 11 anos) e redesenhadas pelo Turunen de 1998 (de 25 anos) que dão um sentimento estranho para qualquer apreciador de "nerd culture", há fotonovelas nervosas das aventuras do Sr. Pinguim (um boneco azul feito por Turunen) a interagir com patos e com um cão (hilariante!), algumas bd's "minimalistas" de coelhos ninjas ou de contos tradicionais sobre ursos broncos,... enfim, mais de 400 páginas A6 de Arte e pura diversão.
O segundo caso é um livro agrafado A3 de 16 páginas a preto e branco que foi criado pelos - e serve para quem quiser ilustrar - distúrbios e desvaneios psico-acústicos de projectos musicais como sunn0))), Earth, Burzum, Wolf Eyes, Melvins entre outros "dronemeisters".
Existe uma narração feita de imagens de uma figura feminina (uma menina) a tocar um tambor intercaladas com outras imagens de dimensões bizarras e psicadélicas, daquelas que podiámos chamar de "zona negativa" ou algo assim - quem leu os desvaneios de um tal de Kirby sabe do que falo.
Cada batida, um novo universo?

aviso: irá demorar a colocação destes artigos na nossa loja virtual, por isso quem quiser entretanto comprar poderá fazê-lo pedindo pelo e-mail ccc@chilicomcarne.com. cada número da C'est bon custa 15€ e cada volume de Piracy is Liberation custa 10€ (c/ desconto de 20% aos sócios da CCC)

terça-feira, 16 de março de 2010

Estamos bem...




In/between. The Organic Flow of Drawing : The artwork of Paulo Arraiano / YUP (Auf blank; 2010?) Olá! Sou o Rudolfo (Rude Comix; 2010) Rudolfo O Mundo num segundo (Planeta Tangerina; 2008) Isabel Minhós Martins (t) e Bernardo Carvalho (i) Salão Coboi X (Plana Press; 2010) José Cardoso

Portugal pode andar triste mas pelo menos já não é só um país de poetas - imagem deprimente, diga-se. Visualmente ganhou qualquer coisa na última década. Se na música anda sempre com os 3 anos de atraso a imitar apostas anglo-saxónicas caducas, pelo menos na ilustração está em sintonia com as novas tendências estrangeiras e sem as pancadas nas costas, como provam estas quatro edições, todas elas bastante diferentes em formatos e objectivos.
Aquele que mais se distingue desta fornada, é o Mundo num Segundo da Planeta Tangerina devido à função óbvia de ser um livro (comercial) para a infância, e devo admitir que gostei imenso de o ler quando vinha de Metro de Matosinhos para o centro do Porto, com uns gunas a berrarem e a fazerem merda - o Porto pode ter muita "gente gira" mas em compensação tem a mitragem mais xunga do país! Mas voltando ao livro, nota-se uma influência ainda europeia (Loustal vêm à cabeça, por exemplo) no grafismo e cores mas como parece em toda a produção da Tangerina, há aqui inteligência para os putos. Ao contrário de 90% da produção dos livros para a infância (por isso, 10% são da Tangerina e da Orfeu Mini) é feita a pensar no escritor "super-star", qual guitarrista balofo do Prog Rock, sem nunca pensar na imagem (o mais importante num livro prá infância?) ou até no formato do livro (para a leitura ser agradável e ergonómica?). Neste Mundo Num Segundo, percorremos o mundo pelas linhas de longitude que tanto passam por Karabuk (na Turquia «...uma encomenda chega ao seu destino») como Mértola, eventos mínimos, quotidianos e insignificantes acontecem página à página (quadradinhas e bonitas) mas que mostram (e ensinam) a magnitude do que é esta Aldeia Global. Até um trintão como eu poderá ficar impressionado ao percorrer este livro, com ou sem gunas a bombarem Techno do telemóvel enquanto socavam as paredes da carruagem para impressionarem os seus projectos de putas...
O trabalho do Rudolfo também se destaca porque é um trabalho de escola, em que o mesmo aproveitou para fazer um livrinho quadrado (um bocado superior ao formato do CD) em que sequencialmente conta o seu dia-a-dia "trash-pop", fundindo fotografia com ilustração num registo cómico. O desenho dele, tal como os de YUP e José Cardoso inserem-se numa onda global de desenho em que o excesso de desenhos animados e de bd, jogos de computador, Street Art, Tattoo Art, Design, custom / tuning / cosplay, Hip Hop, Electrónica entre outros fenómenos POPulares que são remexidos e revistos à escala global criando uma linguagem "universal" quase sem rastos de tiques nacionais. Pode isto significar algo como se José Cardoso em Salão Coboi lembra formalmente o sueco Kolbeinn Karlsson, o contrário também poderia ser dito. Trama-drama da Aldeia Global que deixa um certo impasse nas questões de originalidade e criatividade - que se calhar só é resolvido com um trabalho completamente diferente de Cardoso editado pela Imprensa Canalha no ano passado, Satanic Holidays/ Days of Celebration.
Já YUP não tendo eu referências sobre o estilo gráfico que aborda, diria que poderia estar nas páginas da Juxtapoz ou Rugged ou qualquer outra (boa) revista de novas tendências. Talvez por isso que tenha sido uma companhia alemã de malas / roupa que tenha editado este livro de retroespectiva do seu trabalho: seja na componente mais decorativa funcional (vestuário e acessórios) seja numa onda mais free de cartaz em serigrafia.

Só falta agora os discos que ainda são editados serem ilustrados, que as capas dos livros dos best-sellers também o sejam, bem como os bares, restaurantes e cafés, e claro os jornais, revistas e tudo o mais...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O último fósforo em Lisboa

Lisboa recebe da Letónia O Último Fósforo (The Last Match), uma exposição de ilustração e banda desenhada de 200 autores de todo o mundo e que cabe em sete caixas de fósforos! Como disse? Mas está tudo doido?

Não propriamente! A crise, a famosa crise, fez e continua a fazer estragos, e por isso a revista Kuš! e o Latvian Center for Contemporary Art, entre 12 e 19 de Setembro, em Riga, criaram no âmbito do projecto Survival Kit, a maior pequena exposição de ilustração e banda desenhada com participantes de toda a parte do mundo – de Hong Kong à Finlândia, de Portugal aos EUA, do Líbano à Estónia – e que cabe em sete caixas de fósforos. Com nomes conhecidos como os do polémico Mike Diana, passando pelos famosos Jeffrey Brown, Roberta Gregory e Tom Gauld ou ainda pelo reconhecido japonês Daisuke Ichiba, a Associação Chili Com Carne tinha de trazer esta mostra para Lisboa!!!
E é o que acontece entre 16 de Janeiro e 8 de Fevereiro no novo espaço de Arte Urbana lisboeta, a Artside, que inaugura as suas paredes com 200 fósforos a segurarem 200 trabalhos minúsculos e minuciosos com um porto de honra às 16h30, gentilmente cedido pela Embaixada da Letónia, sendo o evento aberto com a presença do Sr. Embaixador Artis Bertulis.
E no meio deste frenesim visual ainda aproveitamos para lançar a antologia MASSIVE, que reúne ilustração de vários autores espalhados pela Europa e Américas, muitos deles coincidentes na exposição como Ilan Manouach ou André Lemos. São cerca de 100 páginas em papéis coloridos editados pela Chili Com Carne em colaboração com o colectivo Hülülülü. Espera-se a presença de todos os autores nacionais que participaram nesta orgia de desenho.

Por aqui não há crise criativa, obrigado!

Participam na exposição os seguintes autores (em “bold” os mais conhecidos pelo público português): Afra Katastrofa (CH), Aistė Mo (LT), Aivars Baranovs (LV), Aleksandar Zograf (SRB), Alex Baladi (CH), Allison Cole (USA), Amanda Vähämäki (FI), Ana Albero (D), André Lemos (P), Andrej Štular (SI), Andy Leuenberger (CH), Anete Melece (LV), Anna Anjos (BR), Anna Maria Łuczak (PL), Anna Sailamaa (FI), Ben Katchor (USA), Brecht Vandenbroucke (B), Chihoi (HK), Dace Sietiņa (LV), Daisuke Ichiba (J), Daniel Cantrell (UK), Daniela Witzel (D), David Collier (CA), David Sandlin (UK), diceindustries (D), Dunja Janković (HR), Edda Strobl (A), Eikantas (LT), Emelie Östergren (S), Ernests Kļaviņš (LV), Fahad Faizal (IND), Fede Pazos (AR), Filipe Abranches (P), Frau Franz (D), Gabriella Giandelli (I), Gatis Šļūka (LV), Gašper Rus (SI), Geneviève Castrée (CA), Giacomo Nanni (I), Gorand (MK), Gustė Poc (LT), HAZ (E), Helmut Kaplan (A), Henriette Vogtherr (D), Hironori Kikuchi (J), Ilan Katin (USA/H), Ilan Manouach (GR), Ines Christine Geißer (D), Ingrīda Pičukāne (LV), Isabel Seliger (D), Itzik Rennert (IL), Jan Solheim (DK), Janek Koza (PL), Jari Vaara (FI), Jeffrey Brown (USA), João Chambel (P), Jochen Schievink (D), Jorge Perez-Ruibal (PE), Juanita (D), Jucifer (P), Juhyun Choi (ROK), Kai Pfeiffer (D), Kaja Avberšek (SI), Kaspars Groševs (LV), Katja Tukiainen (FIN), Kavi (LV), König Lü. Q. (CH), Keisei Kanamachi (J), Kerascoët (F), Klungel (NL), Knut Larsson (S), Kolbeinn Karlsson (S), Lai Tat Tat Wing (HK), Laura Jurt (CH), Laura Kenins (CA), Laurent Cilluffo (F), Léo Quiévreux (F), Liesbeth De Stercke (B), Lilli Carré (USA), Lisa Röper (D), Lorcan White (ZA), Lovatto (BR), Luis Henriques (P), Luka (LT), Līga Koklače (LV), Maija Kurševa (LV), Maija Līduma (LV), Malin Biller (S), Marcos Farrajota (P), Margarida Borges (P), Mark Newgarden (USA), Marko Turunen (FIN), Markus Häfliger (CH), Martin Ernstsen (N), Massimo Milano (CH), Matey Lavrencic (SI), Matthew Thurber (USA), Matti Hagelberg (FIN), Max Andersson (S), Michael Jordan (D), Michael Meier (D), Mike Diana (USA), Milorad Krstić (H), Milva Stutz (CH), Minoru Sugiyama (J), Miriam Katin (USA), Māris Bišofs (LV), Mārtiņš Zutis (LV), Nick Abadzis (UK), Nicolas Mahler (A), Nicolas Robel (CH), Nicolene Louw (ZA), Olegti (RUS), Olislaeger (B), Olive Booger (F), Oskars Pavlovskis (LV), Paul Paetzel (D), Peggy Adam (F), Rajiv Eipe (IND), Reinis Pētersons (LV), Remo Keller (CH), Ricardo Martins (P), Rita Fürstenau (D), Roberta Gregory (USA), Rokudai Tanaka (J), Roman Maeder (CH), Roni Fahima (IL), Ruedi Schorno (CH), Rui Tenreiro (MOC), Rutu Modan (IL), Rūta Briede (LV), Sara Varon (USA), Sekhar Mukherjee (IND), Sergio Ponchione (I), Shaun Tan (AUS), Shintaro Kago (J), Shinya Komatsu (J), Silvia Rodrigues (P), Takeshi Tadatsu (J), TeER (D), Tetsu Kayama (J), The Stamm (D), Tiemo Wydler (CH), Till D. Thomas (D), Till Hafenbrak (D), Tinet Elmgren (S), Tom Gauld (UK), Ulli Lust (A), Vladan Nikolić (SRB), Yoshi (LT/UK) e Zeina Abirached (RL).

E ainda: Aleks Deurloo (NL), Boris Peeters (NL), Christian G. Marra (I), Fermín Solís (E), Gregor Hinz (D), Irkus M. Zeberio (E), Jeroen Funke (NL), Kriebaum (A), Matt Broersma (USA), Oskars Weilands (LV), Pascal Girard (CA), Polina Petrouchina (RUS), Sam Peeters (NL) e Sunaina Coelho (I).

...

imagens das participações portuguesas:



Artside, Art Gallery / Urban Art Shop
Rua São João da Mata Nr. 53
Santos-o-Velho
1200-846 Lisboa
Horário: 2ª/6ª das 14h às 20h, Sáb das 14h às 18h

sábado, 10 de janeiro de 2009

Kuš! #3, 5

Komiksu Kultūras žurnāla; Nov'07/Abr'08

Eis uma revista vinda da Letónia que apesar de vir de um país que teve um regime soviético que erradicou esse "lixo capitalista" que era a bd, em poucos números já se posicionou no mapa internacional da bd com a estratégia mais simples do mundo: publicando uma revista de bd em que misturam autores nacionais (a maior parte deles ainda amador) com internacionais já conhecidos e até profissionais. Daí que apareçam nas páginas autores "nórdicos-vizinhos" (como a Suécia e a Finlândia) Knut Larsson, Kolbeinn Karlsson e Marko Turunen, ou o alemão Mawil ou ainda o esloveno Jakob Klemencic.

Antes de avançar mais, é melhor rectificar, esta é a PRIMEIRA e ÚNICA revista que há da História da Letónia... Creio que é difícil imaginar um país que nunca tenha tido bd no seu meio cultural mas para dizer a verdade também não perderam muito neste tempo todo. Pelo menos até aos anos 50 não perderam nada de especial...
Sendo a bd uma linguagem nova para os criadores desta nação, é natural que o material que eles apresentem seja mais "estético" do que narrativo, sendo na maior parte dos casos humorístico ou caricatural. Tenho a sensação que a maior parte dos autores que participam devem ser Designers a experimentarem a fazer bd (imagem horrível, bem sei!), a maior parte com resultados pobres ou verdes. A excepção será Anete Melece (publicada no último número da Stripburger) que parece ter um domínio narrativo (digo, sem poder ler as bd's que não estão traduzidas para línguas mais acessíveis) e equílibro gráfico - próximo até de alguma bd alternativa francesa vinculada à L'Association.

O #3 é um número em que há autores nacionais e estrangeiros, no #5 o material é 80% "caseiro". A acompanhar mais desenvolvimentos para aqueles lados...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

åbroïderij! HA! – International Graphic Arts Exhibition - até 15 de Setembro!

cartaz da exposição de José Feitor


Exposição åbroïderij! HA! – International Graphic Arts Exhibition na Bedeteca de Lisboa com trabalhos de André Lemos, João Rubim, José Feitor, Jucifer, Ilan Manouach (gr), Guillaume Soulatges (fr), Fabio Zimbres (br), Bruno Borges, Joanna Latka, Nuno Neves, Richard Câmara, Miguel Carneiro, Cátia Serrão, Luís Henriques, Rosa Baptista, Daniel Lima, Zé Cardoso, Rui Vitorino Santos, Júlio Dolbeth, Joana Rosa Bragança, Lucas Almeida, Pedro Zamith, João Maio Pinto, Teresa Amaral, Pedro Lourenço, Bráulio Amado, Christina Casnellie, Lucas Barbosa, Sérgio Vieira, Artur Varela, Ana Menezes, João Fazenda, Rafael Gouveia, Stevz (br), Christopher Webster (uk), Filipe Abranches, Marco Mendes, dice industries (ale), Kolbeinn Karlsson (sue), Gianluca Costantini (it), Daniel Lopes, MP5 (it), Andrea Bruno (it), Igor Hofbauer (cro), Kai Pfeiffer (ale) e Ulli Lust (ale).