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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Nerve cabrão vamos-te queimar o caseirão!


Nerve: "Eu não das palavras troco a ordem" (Matarroa; 2008)

Já estava na hora de aparecer um sacanita assim: provocador e divertido. Já estava a ficar farto dos padrecos do Hip Hop ou dos "apenas talentosos" (que me perdoem!). Nerve sabe o que faz, seja pela base instrumental rica em mudanças sonoras (grande trabalho de samplagem!) e pelas letras que conseguem ir para um domínio fantasista irónico longe dos óbvios queixumes dos tais "padrecos e apenas talentosos".
É certo que o Hip Hop resgatou a língua portuguesa para a música urbana/pop ultrapassando a seníl Pop/Rock mas infelizmente faltava uma figura não alinhada e que fugisse de uma certa média - embora nomes já hajam alguns nomes como XEG (onde pará este?) ou Sam the Kid... A verve de Nerve é acompanhada pelo seu "anjinho" (boa conciência) e "diabinho" (má fila) que resulta muitas vezes em frases mal-comportadas e de mau-gosto conseguindo chocar o ouvinte mais desatento.
Quem se der ao trabalho de ir ouvindo as deambulações "white trash" de Nerve em Alter-Ego (usando um jargão super-heroístico), Sacana Nervoso (um mash-up de um agente secreto com esquizofrenia urbana), O Serviço (gangsta-tripeiro), Preguiça e Vizinho de cima (críticas à vida pendular suburbana) vai descobrir inteligência escondida pela pretensa verborreia de quem é um troca-tintas que das palavras não troca.
Da rapaziada "branquela" da Matarroa é bem capaz de ser o melhor álbum desta editora!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Escolhe a tua máscara!


Ex-peão : Máscara (Banzé / Compact; 2006)
É estranho ouvir o álbum original depois de ouvir o de remisturas... mas o mais estranho é perceber como um álbum deste passou despercebido pelos media (mais sobreviventes do que iluminados) como o Ipsilon ou o Blitz, quando se trata um dos álbuns portugueses mais importantes da década - ao lado dos Mão Morta (Nus), Stealing Orchestra (The Incredible Shrinking Band) e algumas produções da Matarroa (MatoZoo, Nerve, XEG) e FlorCaveira (Tiago Guillul). Desconfio que houve "lobby" do Rui Miguel Abreu que impingiu as tretas que editou pela Loop Recordings, uma vez que ele acumulava as funções de dono da extinta editora e como jornalista (Op, Ipsilon, Blitz) desacreditando o movimento Hip Hop, o fenómeno mais importante da música portuguesa desde o "boom" do Pop / Rock português nos anos 80 e a militância do Punk / Hardcore nos anos 90.
Mesmo que o Hip Hop tenha-se tornado mole e cristalizado como aconteceu com os géneros "libertários" como o Punk, Industrial e Electrónica, o facto é que só o pior do Hip Hop é que foi promovido, os que tinham a imagem limpa pelas editoras comerciais e pseudo-alternativas. O que é bom está nas margens, como sempre, como o caso de Máscara, um álbum que merece o estatuto de "clássico" que apenas peca pelo tema A História, a luta que inclui coros femininos fúteis R'n'B mas como o Ex-Peão canta de forma tão estranha até parece que está a gozar com algo... será uma "private joke"?
Mas vamos por partes, as letras de Ex-Peão são das mais lixadas que ouvi, mais que o "white-trash" do Nerve ou o neo-realismo de XEG, não tendo pejo em fazer acusação política - quero ter imunidade política como o Soares para poder trazer joias de África (...) quero candidatar-me à presidência da câmara / fugir para o Brasil para voltar com mais fama (...) quero fazer parte da Maçonaria para passar à frente a burocracia no tema homónimo que abre o CD - observação social (quase todo o álbum), alucinação religiosa (Guerra dos Anjos, O Amanhã) e ainda com direito a uma ode romântica-urbana (Noites frias).
O que é fabuloso neste álbum é que foge aos clichés irritantes que o Hip Hop português se foi entregando (masturbação e elitismo, excesso de duração dos álbuns, "beats" pouco imaginativos, ausência de personagens ou personalidades fortes mas quase todos com egos inchados). Consegue cumprir a regra pós-moderna de piscar para o passado (homenageando os Táxi com Bairro ou com a versão "up-grade" escondida de Pós-Modernos dos GNR) e a celebração do presente (Guerra dos Anjos tem a mão de HHY que consegue ser demolidor na produção entrando em Dub Industrial a lembrar o tratamento de Limb Shop dos Mécanosphère). Considerando o que foi feito depois com o disco de remisturas, em que se deve esquecer algumas javardices Transe e Dance, e já sendo a parte instrumental simultaneamente Hard e Groove, está bem longe do anacronismo de maior parte da produção portuguesa. Quase dá vontade de fazer um "best of" dos dois discos - no sentido de escolher as melhores remisturas para substituir os originais e passar a ter o álbum perfeito. Num artigo na Rua de Baixo: Ex-Peão não faz batidas que suportam as suas rimas, faz músicas, dando igual atenção às letras, às melodias e instrumentalização. (...) «Gosto de tocar, cada vez mais. Cada vez mais me interessa a produção musical, não só produzir batidas, mas também gravar as vozes, os instrumentos, misturar… Toda a produção musical». No mesmo artigo revela-se ainda que o músico (mais conhecido por integrar os Dealema): o percuso musical de Ex-Peão não se inicia no hip-hop, constituindo o metal, o industrial, o punk-hardcore, o techno e o drum’n bass referências estilísticas que foram incorporadas em “Máscara”; e ainda: «Eu não sou hip-hop tuga!», afirma.
Estupidamente orelhudo ao mesmo tempo que trata de temas sobre o desgaste dos nossos tempos, a selva urbana documentada por Ex-Peão tem a mesma relevância que teve o álbum de estreia dos Mão Morta, com a agravante que sabemos que (realmente) os (nossos) tempos pioraram. Portugal acompanha a maior tendência da "brasilificação" na Europa, ou seja o aumento cada vez maior do fosso entre ricos e pobres, e sendo Ex-Peão do Norte deve sentir mais na pele onde essas diferenças são mais nítidas.
Um disco obrigatório para os 00. Ei!

domingo, 2 de julho de 2017

The nerve!


Vamos a este mercado - antigamente conhecido pela Feira das Almas - no espaço Anjos 70 e vamos aproveitar a estreia para despachar livros manuseados (do Festival de BD de Beja e Feira do Livro de Lisboa) a preços bem aliciantes!

Vai ser só no Domingo, dia 2 de Julho!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Parte de todo esto


Martín Lòpez Lam
De Ponent; 2013

As pessoas são burras, estúpidas, egoístas, complicadinhas, fodidas da carola seja em Lisboa, ou no Porto, em Barcelona ou Valência, Lima (no Perú) ou Ponte de Lima já agora. Este é um livro sobre isto. Quer dizer, não é... é sobre pessoas, as suas relações com outras e o meio que as rodeiam. Se calhar nem é isso, na realidade é uma forma do autor falar sobre a sua relação com o seu país-natal, o Peru - Martin emigrou para Espanha, para a cidade de Valência, há uma década e tal.
Talvez as suas histórias em Lima poderiam ser as mesmas que se fossem em Lisboa - as pessoas são as mesmas em todo o lado, a diferença é que em Lima de vez enquando explodiam bombas implantadas pela Sendero Luminosa, uma organização terrorista de teor marxista que operou no Perú entre a década de 80 e 2000. Não havendo feridos dessas bombas nem se querendo um retrato jornalístico ou antropológico, é a forma como se vive e como se conta que faz a diferença, dentro de uma tradição de raiz latina-americana na BD onde vamos encontrar os irmãos Hernandez e o mestre José Muñoz. Martin apesar de novinho e só com este livro já se meteu ao lado destes! Só lhe falta a fama e respeito que os outros têm! Como é possível?
O livro é pesadão com as suas 200 e tal páginas cheias de tinta da china à pincelada - a lembrar o registo gráfico do belga Joe G. Pinelli - num tamanho de álbum que deverá meter inveja a muito francês tosco. O livrão junta várias BDs - algumas ensaiadas no seu zine Kovra - que são fragmentos autobiográficos e auto-ficções de Martin na sua juventude nos anos 90 no Peru. O texto é tão pesado como o livro porque não obedece à regra comercial da BD do pouco texto mais imagem tão em voga nos dias de hoje mas também não escreve para ser redundante - o texto não repete a imagem. O teor literário desta obra pode ser encontrado em outros autores de BD que também partilham a autobiografia como Eddie Campbell (o seu trabalho com Alec), Fabrice Neaud e o referido Pinelli ou a auto-ficção como Adrian Tomine nos bons velhos tempos do Optic Nerve. Não se sabe onde está o Martin nas várias personagens que aparecem nas BDs, não sabemos se ele é tão cínico nas suas opiniões pessoais - tudo diria que sim a julgar pela sua participação no Boring Europa - ou se é tão tarado pelo sexo oposto (idem idem aspas aspas) como se vê e lê com as personagens do livro.
A beleza do livro é como todos os pensamentos dessas personagens, alter-egos de Martin, vão criando um sentido e uma resposta final sobre o que Martin pensa sobre o seu passado. Se ele alguma vez o Martin voltar a Portugal para alguma feira de edição independente (esteve duas vezes na extinta Laica) não lhe perguntem pelo Peru mas comprem-lhe este livro, sff.

Este é para mim já um dos livros de BD de 2013. E não é à toa que é um livro que serve para várias interpretações. O próprio autor já tratou até disso publicando o Dote de poto a tres (Ed. Valientes; 2013) descrito como um «zine improvisado e realizado a partir de desenhos e vinhetas da BD "Parte de todo esto", do mesmo autor junto a outras imagens encontradas».
Trata-se de um "comix-remix" sofisticado de reaproveitamento de imagens com um texto completamente novo. As estruturas narrativas de Parte de todo esto não influenciam em nada este novo trabalho, o uso é exclusico sobre o(s) desenho(s) para contar algo diferente, tanto que a "literatura" de Martin prevalece sem ter-se de vergar à figuração humana para avançar o texto. Obra independente do "livrão", não é preciso o grandalhão para "perceber" este. Genial!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Gunas e mitras


Aparato / Harshcore (Kicking Lolypops; 200?)
Expeão : Maskhara, reconstructed versions (Faca Monstro + Banzé / Compact; 2009)
Ghuna X : Rokscape (Marvellous Tone; 2009)
v/a: Folk War, Fuck the Bastards Broadcast Sessions, vol.2 (Fuck the Bastards; 2008)

Rokscape é a primeira edição da Marvellous Tone que é "industrial" – não no som mas na embalagem, que infelizmente não cumpriu a promessa de fazer capas em serigrafia, o que é uma pena. Mas quem vê capas não vê corações e o que interessa é mesmo a rodela de plástico que debita uma espécie de Dubstep não assumido durante quase meia-hora tirando na faixa Triplets and Drive que se solta para o Drum’n’Bass. Ao que parece a coisa é feita de forma analógica mas não sei pormenores técnicos, excepto quando recebi o e-mail do Ghuna:
«o nome remete-se a rock and roll landscape, foi uma performance que fiz em Dezembro no Festival Quadros de Dança, (...) este foi o resultado... a performance tinha a ver com um gajo, eu, a tocar tipo banda rock, isto resolvido tecnicamente com amps e routing de sinais sonoros para diversas fontes. É uma cena muito basica, meia duzia de instrumentos e de estrutura simples. A "Triplets and drive" é realmente a mais complexa, era mais antiga mas que eu na altura decidi adaptar a performance e depois incluir neste cd».
É um EP que se ouve bem... ao contrário de Maskhara que é uma salganhada de remisturas de vários estilos electrónicos funcionais (House, Dubstep, Transe, Drum'n'Bass), tanto que muito exceptionalmente a faixa 6 é a pior do disco - não é normal uma faixa 6 ser má!!! Bom mas até há pior como as remisturas de DJ Case e The Dead:Lees que também andam pelo Mongo Dance / House - ou a ainda a Transe de Illow. As melhores misturas são as destructivas, claro, a cargo de HHY, Ghuna X, 1Way, DJ Order e Sírius que metem Drum'n'Bass, Grime, Breakcore e Dub Urbano, tudo isto ao barulho sobre as rimas sem papas na língua do Expeão. Infelizmente não conheço o álbum original, só posso analizar algumas letras pela primeira parte deste CD que é mais dado à remistura com letras - do que a segunda parte que segue por um caminho mais instrumental em que a voz é um complemento sonoro sem importância. Talvez o álbum original seja uma treta a nível instrumental como acontece com a maior parte dos discos de Hip Hop portugueses, talvez se safem as letras lixadas (de alguma forma, lembra a agressividade "white-trash" do Nerve) mas sinceramente não tenho minima ideia. Mas uma coisa é certa, se eu fosse o Expeão passava a usar os préstimos desta malta barulhenta para definitivamente entrar no século XXI e cagar para os paradigmas do Hip Hop anos 90 que já chateiam!


Na Mula Ruge (que acaba este Sábado!), ou melhor na sua inauguração havia para lá espanhóis extremistas - uns bebiam como uns loucos outros nunca tinham bebido na vida! -... bom... troquei CD's com os que bebiam, acho... Um dos CD's é um "split" com uma embalagem em serigrafia em cartão vermelho canelado tão mitra que não se percebe um caralho do que está lá escrito. Com dificuldade e ajuda da 'net lá descobri que era portanto um "split" de Aparato (de Espanha) e dos Harshcore (de Itália) e que a editora, Kicking Lolypops se calhar chama-se antes No dejare que salves este mundo mas tudo bem... o que importa? É mais um pedaço de música livre solta pelo mundo fora. Não sei quais são as faixas de Aparato e quais dos Harshcore mas a primeira é bastante "sexy" (Electrónica a roçar o Dubstep) e que se mantem numa onda electrónica mais ou menos calma até à quinta faixa, onde que suponho entram os italianos com "loops" irritantes "ma non troppo"... não é grave mas também não é bom.
O Folk War é uma compilação do programa "Fuck the Bastards" transmitido na rádio pirata Bronka (de Barcelona). São sessões ao vivo no programa onde pelos vistos vale tudo: Ambient (Hillary Jeffery de Inglaterra), Noise (Justice Yeldham & the Dinamic Ribbon Device da Austrália), Breakcore (The Toilet da Suécia, a lembrar o Otto), Folk, Blues - estes últimos géneros quase a servirem mais como "separadores" ou "interlúdios" para os extremos electrónicos, o que aliás suaviza a viagem sonora do disco especialmente depois de faixas longas e potentíssimas como a de Dave Phillips (da Suiça). Aliás, esta é sem dúvida a faixa mais potente e estranha como já não ouvia há muito muito tempo! Em 14 minutos um ambiente Dark Drone que podia ser mais uma chatice registada em áudio transforma-se numa demência sonora com latidos de cães e urros de humanos,... Tenho de "checar" este tipo...

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

«Dentes de ouro e flow de platina»

Eis uma ressaca sonora da 5ª Feira Laica, que reuniu algumas das principais editoras de livros, zines e discos. É impossível não afirmar que dada à recessão da indústria fonográfica (auto-infligida, nunca esqueçamos!) são as pequenas editoras que tem feito o trabalho todo de apostar em novos nomes e tendências nacionais com boas edições e artistas interessantes ou projectos coerentes. O que é «Nacional é bom!» é um obtuso dogma - diria antes que na maior parte dos casos que «não é mau» - e enquanto estes editores não venderem discos de platina como os bostas dos "David Fonseca's & Mariza's" merecem todo o nosso respeito por arriscarem capital em excelentes discos - muitas vezes a música é capaz de não maravilhar mas como objectos são sempre bastante cuidados e bonitos, o mesmo não se pode dizer das "majors" em que a música e a embalagem são igualmente vulgares.

Começo pela colectânea Bota'sentido! 1995-2014 (Matarroa; 2006) que foi lançada para comemorar os 5 anos de existência da editora de Hip Hop Matarroa. Hip Hop? Não só, na realidade a editora tem apostado em mestiçagens de sons Black através da edição de artistas angolanos (Verbal, Crewcial, Conjunto Ngonguenha) e ritmos jamaicanos (Prince Wadada, Bezegol) em que se ouve crioulo (Factos Reais) ou a "pronúncia do Norte (MataZoo).
Para uma colectânea de comemoração - em que os limites temporais foram esticados para a pré-história da editora e para o futuro - temos uma selecção um bocado preguiçosa (não há raridades ou versões alternativas) nem bota-tanto-sentido-como-isso (nem tudo o que foi editado é reapreciado). Realmente parece que o que se ouve aqui é pensado para 2014 e não para 1995. A tendência da Matarroa é cada vez mais o Reggae / Dancehall / Ragga do que propriamente o Hip Hop - parece-me! Entretanto as escolhas de Hip Hop neste disco (curiosamente) tratam mais de temas sobre gajas e noitadas do que as habituais diatribes da cena - embora também haja no tema (sacado para o título deste "post") de Pródigo & Virus. Faixa porreira é do(s) Nerve com uns samples Jazz bem esgalhados. O futuro são fumaradas jamaicanas o que me deixa curioso do que vai ser a Matarroa de futuro... PS: e como sempre: excelente trabalho gráfico do Chemega.

No campo do Rock pesado (Metal, Hardcore), o especialista do momento é a Raging Planet do qual a última novidade é o álbum Volume II: The hollow dos More than a Thousand. Após um CD-EP de estreia com um título engraçado como Trailers are always more exciting than movies (Raging Planet; 2004) dá vontade de dizer que o segundo registo desta banda Emocore deveria ser Don't judge a record by it cover porque é a melhor capa dos discos da Raging (que o Zamith me perdoe!) autoria do norte-americano Sam Weber mas sem o correspondente musical. Igual a mil e uma bandas do género Emocore - tipo as últimas edições da Victory - com tudo certinho e no lugar, melodioso & orelhudo até à medula, sem emoção apesar das letras serem consideradas "negras", voz plástica e aborrecida como o mundo ocidental... Não temos aqui nem Lynch ou o selecionado do ano do Festival de Sundance mas sim um filme vindo de Holywood com tudo previsível do príncipio ao fim. Foda-se, o que se passa com os putos de hoje?

Surpresa foi a edição de Sucess in cheap prices (Bor Land; 2006) do projecto Most people have been trained to be bored, aka, Gustavo Costa, aka, papa-bandas e colaborações (Genocide, Stealing Orchestra, Três Tristes Tigres, John Zorn, ...) . Este novo projecto começa com Noise inesperado - da Bor Land espera-se as melodias-mais-melodias de índios e alt.countreiros - e revela-se pelos campos do Improv electro-acústico, Jazz não-purista, Glitch e lixo sónico cheio de fantasmas, ready-mades e peças de composição clássica contemporânea entre outras mil-e-uma fontes. O que se sente ao ouvir todo o álbum é que se concentrou quase todos restos mortais das vanguardas do século XX sem nunca parecer colocá-lo num cânone. Música Experimental? Sem dúvida, agora se começarem com as sub-variações, a coisa complica-se e ainda bem.