terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Scorpio feedbacking
Este fim-de-semana tivemos duas inesperadas resenhas do livro Scorpio Rising : Transgressão Juvenil, Anjos do Inferno e Cinema de Vanguarda, escrito pela Ondina Pires e publicado este ano no âmbito da "Anger-mania" na colecção THISCOvery CCChannel, trata-se de um "post" no blogue do escritor David Soares e uma leviandade na revista Os Meus Livros (imagem) deste mês - em que nem se quer colocaram o nome das editoras do livro.
Obrigado a todos! Já era tempo alguém reagir...
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Scorpio Rising : Transgressão Juvenil, Anjos do Inferno e Cinema de Vanguarda / ESGOTADO
eis um livro que deveria ter saído, na colecção THISCOvery CCChannel, antes de Maio de 2009 por causa de uma verdadeira "Kenneth Anger-Mania" (de repente toda a comunidade artística de Lisboa conhecia este autor!!), graças ao ciclo dedicado ao autor na Cinemateca de Lisboa, Fundação de Serralves e Galeria ZDB, onde o artista norte-americano esteve presente.
Ondina Pires (ex-Pop Dell'Arte, The Great Lesbian Show), faz neste livro ensaístico uma reflexão riquíssima sobre vários aspectos da cultura underground do século XX. Embora se centre numa análise de um filme do mítico realizador este livro é muito mais do que isso, uma vez que todos os aspectos invocados no seu filme são explorados a fundo por esta autora. Temas como os gangues, a violência, o Cristianismo, o Nazismo, a máquina, a civilização motorizada, os Estados Unidos, a apropriação de imagens, o cinema, a banda desenhada, a velocidade, o século XX, são tratados de forma fecunda e multilinear. Este livro cativará todos os que se interessem pela cultura enquanto local de aparição de fenómenos extremos.
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capa de João Maio Pinto, design por Ecletricks, prefácio por Carlos Vidal
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versão e-book na Todoebook
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
duas sugestões pra quem fica em Lisboa (e não vai a Beja!)
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domingo, 5 de julho de 2009
Scorpio falling


Agora que a "Anger-mania" está a morrer - mais um mês e acabou-se a programação - eis um "recuerdo" dos dias mais excitantes: o nosso livro em destaque na entrada da Cinemateca!
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quarta-feira, 25 de julho de 2012
Electrónica oferecida...
Nos últimos meses ofereceram-me discos de forma inexplicável, se calhar da mesma forma quando ofereço livros, zines e discos quando aparecem encomendas ou vendas nas "feiras laicas"... Apenas porque gosto de divulgar coisas "diferentes" e porque (mais especificamante) farto de as ter em casa paradas. Arte e Cultura são para seguir em frente ao encontro de alguém!
Usando o termo científico "autopoiesis" para realizar a música deste disco - mais tarde reeditado em formato CD - as quatro faixas são "auto-organizadas" nelas próprias, isto as suas estruturas repetem-se ou excertos de umas encontram-se noutras, sendo a separação entre "produto" e "produtores" quase ténue. No fundo pretende-se mostrar a "música" como um organismo vivo, auto-suficiente e autónamo.
Este organismo mostra-se tão psicadélico e mutante como a rodela que o abriga. Mostra que música Drone não precisa ser chata como tanta gente faz.
Dankas very muchas ao camarada Fernando Cerqueira, mestre Antibothis por esta bela peça fonográfica.
O Amigo Fom Fom andou pelo Oriente e não ficou doente. Descobriu que os orientais, pelo menos prós lados chineses não ouvem música a toda a hora como cá. Um bálsamo diria... Tentem encontrar uma esplanada que não se tenha de gramar com a porra dos Gotan Project ou House - enviem-me um e-mail a precisar onde fica esse paraíso, sff! Ele bem queria trazer-me um disco de Macau mas era tarefa díficil... lojas de discos é coisa do passado se é que alguma vez houve naquelas bandas. O pouco que se vê em algumas lojas tem aspecto tão vomitante que ninguém merece levar com aquilo. Já não me lembro em que circunstâncias encontrou o CD-single Sleepinghead (auto-edição, 2010) do Scorpio-L mas sempre encontrou algo. Lembra Gary Numan sem o groove mas com mais glitches e glam... São apenas dois temas no disco, o tema-título e a versão instrumental. Sabe a pouco, claro...
Por fim, o grande Travassos deu-me O art, where Art thou? (Divis Slovakia; 2010) dos eslovacos Voice Over Noise - um trio de "laptroopers" que seguem as direcções "phunderphonics" fundadas pelos Negativland e John Oswald com as suas devidas distâncias. Aqui não se chega à crítica social e política dos Negativland nem à repetição dos loops de Oswald - embora hajas mais semelhante com este do que os primeiros, basta ouvir o "loop" minimalista do Lemmy dos Motorhead em So what is with you para lembrar Oswald. Há "culture jamming" de ter astros Pop misturados com os altos estetas da música "erudita", como dizem algures Madonna com Varèse ou a banda sonora de um videojogo com Bach. Nada que provoque choques na Era do "Cut/Paste" sem no entanto de deixar de ser divertido e ter capacidade de criar ambientes peculiares.
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Música de Natal
Trata-se sem dúvida de um disco com potência como poucos são feitos em Portugal mas obrigava a ter uma bomba acoplada pronta a fazer vítimas dada à equipa de alto calibre (além do habitual Adolfo Luxúria Canibal, temos elementos dos Sektor 304 e entre eles os "nossos" André Coelho e Manuel João Neto) e à ausência discográfica tão prolongada... Sei que me bate pouco porque sou um "freak má onda" que só fica satisfeito ao testemunhar um gajo a desmaiar no meio do público com o barulho da "banda" no seu recente concerto lisboeta... Pela lógica magnética, má onda com mais má onda não se atraem e assim se explica com rigor científico esta minha falta de afectividade com o disco. Vejam vocês o que vos acontece...
Coincidência cósmica foi quando no lançamento do graphzine Evan Parker relativo à acção principal do X Jazz, pensava eu que a Chili Com Carne seria a primeira e única a editar um produto cultural envolta deste ciclo de programação que combinava Jazz e Aldeias de Xisto e afinal... afinal havia outra! Outras! Duas rodelas chamadas CDs! São gravações por alguns dos músicos que fizeram parte da residência artística com Parker. O quinteto Pedra Contida apresenta Xisto (JACC; 2014) num processo de pica-miolos soft em que se experimentam várias parelhas à procura de barulhinhos num ambiente rural. Concentric Rinds (Cipsela) é o encontro entre Marcelo dos Reis (guitarra) e a harpista Angélica V. Salvi - ambos de também de Pedra Contida - depois de terem tocado pela primeira vez durante essa residência com Parker. Fazem um diálogo dócil e sóbrio apesar do grafismo do CD e até os títulos parecerem antes de um projecto Harsh Noise nórdico! Só no final do disco é que decidem entrar pela estridência ruidosa mas tudo bem, tudo se perdoa pelos anteriores bons momentos. É fixe ver coisas a acontecerem devido ao X Jazz, apesar da morte de comunicação entre a CCC com a JACC e a ADXTUR sabe-se lá porquê...
A melhor prenda de Natal que qualquer melómano 'tuga poderá oferecer a si próprio é a k7 Akusekijima (Tapes She Said) dos 'nocas Kufuki. É "apenas" o melhor disco estrangeiro editado em Portugal - é certo que também merece o título de "pior capa portuguesa 2015" mas é para isso que aqui estamos nós para ajudar o braço armado-da-k7 da Lovers & Lollypops.
Imaginem uma música para um jingle de uma esfregona ou de rebuçados de anis feita pelos Legendary Pink Dots mas que foi raptada por hackers japoneses doidos varridos (eu sei que é estereótipo achar todos japoneses malucos mas caramba, eles são mesmo "fora"!) que a prolongaram até ao caldeirão sonoro do psicadélico Kraut & Folk & Freak. Temos neste disco os sons exploratórios para quem quer viajar pelos Cosmos a preço low cost mas tendo como guia uns cosmonautas sábios. É que isto de explorar o Universo não é para ficar a babar-se a contemplá-lo, não, meus amigos, é preciso também mexer o cu... pelo menos sete vezes!
O colectivo Cafetra organiza todos os anos um evento cultural lisboeta incontornável para quem acredita em DIY e independência artística à séria. Lançaram uma colectânea em formato k7 (sim, 2015 é definitivamente o ano do "regresso" deste formato áudio) com todas as bandas e projectos que tocaram nesse dia, o que se transforma num documento histórico para investigadores no futuro (nunca se sabe, há doidos para tudo) como uma recordação sentimental para quem lá esteve. É o meu caso, que ao ouvir a k7 recorda-me os melhores momentos - e os piores e os medíocres - dessa maratona na Caixa Económica Operária.
Há um pouco de tudo nesta colectâncea o que a torna excitante de ouvir porque os géneros musicais estão todos misturados, sem uma ordem, por isso só para dar alguns exemplos, salta-se do cantautorismo iconoclasta de Lourenço Crespo para tortura de chips dos Calhau acabando o Lado A com a Virgem Maria do Techno que foi a grande revelação profética Bleiddwn - mais uma vez foram as mulheres a tomarem conta do recado tal como no ano passado.
Pró ano há mais? Festival + k7? Digam que sim... pleeeease!!!
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