sexta-feira, 16 de dezembro de 2022
segunda-feira, 5 de dezembro de 2022
Massa crítica?
Se o Rui mostra uma homenagem porque lhe foi parar uma CriCa nos tempos do saudoso Milhões de Festa, já a Pita trata-me como se fosse um maluquinho. É merecido! Mas o melhor dela é algures na BD que mete o fofinho a dizer isto: Curators for a zine fair? What the f**k is this? Talvez a cena mais brilhante alguma vez escrita na BD portuguesa!!! Quem achasse que a Pita era só fofuras, fiquem então a saber que ela sabe dar uma doses de realidade crítica assim nas entrelinhas.
Por fim, mandar vir este livro da Austrália é uma dor de cabeça de guita e de burocracia - as alfândegas portuguesas deveriam entrar numa BD da Cátia Serrão ou do Pedro Burgos, por exemplo... Se calhar fazia-se uma edição portuguesa disto, não?
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sábado, 3 de dezembro de 2022
Conversa com Michael Fikaris
O grande Michael Fikaris regressa a Portugal desta vez na Tinta nos Nervos.
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022
Terminal Tower - ESGOTADO / edição colombiana lançada este ano...
Com este 16º volume da Colecção CCC dá-se uma transformação na própria colecção. Se entremeávamos um livro de literatura por um gráfico logo a seguir, durante 14 anos, com quase sempre com os livros do Rafael Dionísio e quase sempre com as antologias de BD, a natureza da obra deste novo livro Terminal Tower de André Coelho e Manuel João Neto, deixa de fazer sentido a nossa lógica editorial ou até a distinção dos formatos dos livros literários dos gráficos.
Terminal Tower teve um processo criativo entre o artista e o escritor fora da lógica da banda desenhada - em que há um argumento para ser adaptado para desenho em sequência. Assim sendo, as ideias do livro foram sendo construídas em simultâneo pelos dois autores, tendo como premissa a de um homem isolado numa torre em estado de alerta.
Partindo dessa torre, Coelho foi criando alguns desenhos que despoletaram ideias narrativas e que potenciaram outros desenhos que por sua vez geriam as indefinições das narrativas que rodeiam esse contexto, numa espiral criativa.
A ideia central do livro é o delírio engatilhado pela paranóia, sem que se perceba se o despertar dos mecanismos da torre é real ou se existe apenas na cabeça do homem isolado na torre, pois nada parece funcionar, tudo parece uma ruína do futuro em que se cruzam referências decadentes aos universos de Enki Bilal, J.G. Ballard (1930-2009) e da música Industrial - não tivessem os dois autores ligados a esse tipo de música através do projecto Sektor 304.
Historial: lançado no dia 31 de Maio no Festival Internacional de BD de Beja 2014 com exposição dos originais ... seguido de outras exposições na El Pep / Imaviz Underground (Julho), Treviso Comics Fest (Setembro) e Amplifest (Outubro) ... nomeado para Prémio Adamastor de Ficção Fantástica em Banda Desenhada ... Sugestão de "leitura-a-três" (?) pelo jornal I ... edição colombiana pela Vestigio ... entrevista na revista colombiana Blast ...
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ISBN: 987-989-8363-27-5
144p. p/b + cores, 16,5x23cm
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talvez encontrem ainda exemplares na Mundo Fantasma, Matéria Prima, BdMania, New Approach Records, Utopia, Bertrand e Linha de Sombra.
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Exemplos de páginas:
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sábado, 26 de novembro de 2022
Desta vez o MAL não rima com Natal!
Vamos estar lá e até devemos entrar numa conversa com o Massacre e o Quarto de Jade, no Sábado às 17h30.
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Fotos da Laís Pereira da edição natalixa do ano passado:
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| banca da Chili Com Carne sem máscaras |
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| Massacre, Opuntia Books e Quarto de Jade com máscaras |
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| Sara Figueiredo Costa e Francisco Sousa Lobo em conversa e com máscaras |
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quinta-feira, 24 de novembro de 2022
Dois ou três pensamentos soltos
Para um anarquista ter ídolos é muito grave intelectualmente, só que o Zimbres como editor e artista influenciou-me a 100% quando era chavalo e agora nem devo fazer parte de 1% da sua vida - mas faço parte!! Admito que me rebaixo a essa percentagem para me sentir concretizado como ex-teenager. Quantas vezes nas nossas vidas podemos ter acesso e influenciar os nossos "heróis"? Ou já morreram todos por velhice ou por chutar cavalo - o Burroughs até foi aos 83 anos e ao ano de 1997, nada mal! Em 1993 estive a dois graus de separação dele, fuuuuuuck! Melhor mesmo só se tivesse feito uma capa pró Jello Biafra, oficialmente, hahaha
A Expressa é uma revista? Parece que sim, se os editores assim o afirmam para quê contrariar? Diria antes que é uma colecção de monográficos dedicados a um artista gráfico brasileiro, na essência ligados à BD, sendo este um campo alargado ao cartoon, "charge", tiras humorísticas (o pão-nosso de cada dia no Brasil), etc... O autor vivo é entrevistado, os mortos biografados. Depois a edição é enchida com BDs, tiras e ilustrações várias para fazer 120 páginas couché coloridas em A4 fechadas em capa dura. Caramba é um álbum! Mas talvez por sair mensalmente é que a consideram uma revista? Até dói! Mas se o Bestiário também é (não é) uma revista... Antes que comecem a correr com os cartões de créditos e premonições de problemas com a alfândega, existem rumores, que a "revista" irá aparecer em Portugal em breve. Rumores!
Seja como for, a relação luso-brasileira ainda tem muito para se falar e estudar. Ao que parece não foi de toda pacífica logo com os dois "pais da BD/ HQ" de cada lado do Atlântico a ofenderem-se mutuamente e publicamente, Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) e Angelo Agostini (1843-1910). O primeiro até foi atacado à facada (não por Agostini, atenção!), razão para deixar o Brasil e produzir o original No Lazareto (1881) - ao que parece 20 anos depois eram amigos outra vez! Mais pacífica e produtiva foi a emigração de Jayme Cortez (1926-87) em 1947, não só criou uma "escola" brasileira como ainda co-organizou, em 1951, a primeira exposição de BD brasileira ou de BD mundial - as fontes divergem. O autor foi esquecido por cá até ser recuperado graças às exposições organizadas pela Bedeteca de Beja. As Ditaduras não favoreceram contactos mas lá se descobria o Ziraldo em Portugal no jornal Lobo Mau, por exemplo. Nos anos 90 é a grande explosão de revistas brasileiras a chegarem cá: Chiclete com Banana, Piratas do Tietê, Níquel Náusea e Animal (feio, forte formal). A explosão acabou em implosão graças ao plano Collor mas o mal já estava feito, Angeli e Laerte eram estrelas. Segue-se a primeira década do milénio de costas voltadas com alguns encontros fugazes, sendo o Seitan Seitan Scum o mais consubstanciado objecto ou a participação de Fábio Zimbres na exposição "Divide et Impera". Desde 2013 a editora Polvo edita muitos livros de autores brasileiros contemporâneos, destacando-se Marcelo D'Sallete ou Marcello Quintanilha. As migrações acontecem também, André Diniz vem para Lisboa e Puiupo para S. Paulo. A história aos quadrinhos ou aos quadradinhos continua... Sendo que esta Expressa será o local de encontro para saber tudo sobre os artistas entrevistados.
Este fim-de-semana vai haver o Mercado Aberto do Livro pela segunda vez. No ano passado lá andei a fazer "digging" no espaço da D. Ajuda cheia de tralha que já ninguém quer. Sem querer, claro, encontrei um belo monográfico dedicado ao grande Robert Crumb - com este tive também com dois graus de separação e até falei com o senhor que me mandou passear de forma assobiante, hehehe - escrito por Marjorie Alessandrini (1946-2020) e editado pela Albin Michel em 1974!
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sexta-feira, 18 de novembro de 2022
Coil Necro Felatio Platinum
Mêne, sou parvo, pá! Na outra noite gozei com o Rochinha (o puto de UNITEDSTATESOF e sócio dos nossos queridos parceiros Rotten\\Fresh) e admito que fiquei com remorsos de "kota" porque lembrei-me que ainda não tinha escrito nada sobre a sua segunda k7, Selections 2, lançada este ano. No entanto, desde que saiu tenho ouvido este álbum constantemente, ora em casa ou no carro (pela k7) ou no trabalho via bandcamp - é que os bacanos da Rotten não metem limites sem aparecer aquele anúncio de "vamos lá abrir a carteirinha que já ouviste demasiado". Fogo, o gajo merece um coche de "hype" com carne!
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quarta-feira, 9 de novembro de 2022
Será a caneta mais poderosa do que a espada?
A edição portuguesa do Monde Diplomatique tem publicado, sob a nossa coordenação, as respostas a este desafio em Banda Desenhada por uma série de artistas. Este mês é a vez da Ângela Cardinhos, que não curte nem bios nem pubs, iá!, por isso ficámos por aqui...
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sábado, 29 de outubro de 2022
Sudarium-Wearing Thugs & Krakens (The Inner-Ear Tales - One) ESGOTADO
This is oddball coming from Portugal, by the hands of illustrator André Lemos. Surrealistic saturated collage of rhythms, vocal samples and random odd sounds that form a wide and sometimes playfull pallette through which Lemos crafts a sonic version of his uncanny illustrations. While listening to this I cannot refrain from thinking about Nurse With Wound as well as some French old school projects such as Brume or Negativland. More akin to musique concréte than to "noise", expect moments of highly unsettling intensity and frantic complexity.
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sábado, 22 de outubro de 2022
Mesinha de Cabeceira faz 30 anos
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