quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Corta-E-Cola seguido de Punk Comix (edição benefit Disgraça) ESGOTADO




Corta-e-Cola : Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) de Afonso Cortez seguido de Punk Comix : Banda Desenhada e Punk em Portugal de Marcos Farrajota é na realidade uma reedição do famoso livro de 2017. Rectificado, emendado e com posfácios a actualizar meia-dúzia de coisas (mais um esboço de capa do 1º LP de Mata-Ratos de Nuno Saraiva e actualização do punk na BD portuguesa),  esta reedição não tem o CD Punk Comix nem tem o formato de "split" ou livro-duplo. Tem uma capa nova feita pela malta do Disgraça justamente porque a decisão de reeditar este livro é para que os seus lucros revertam totalmente para este espaço. Para quem não saiba o Disgraça encontrou-se numa jornada épica para comprar o espaço onde se encontram, para que um dia destes não sejam expulsos desta Lisboa toda fodida pela especulação imobiliária, hipocrisia política e ganância dos seus cidadãos-proprietários.  
 
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ESGOTADO

pode ser que ainda arranjem na FlurRastilhoSnobTigre de Papel, Tortuga (livraria da Disgraça), Letra Livre, Mundo FantasmaNeat Records, Trama, Louie Louie (Porto)Utopia, ZDB e Socorro.
 
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 Sobre o livro (2017) 

Saído no ano em que se “celebram” os 40 anos do punk em Portugal, a Chili Com Carne, em parceria com a Thisco, edita o (duplo) livro sobre este fenómeno: 

Corta-e-Cola : Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) de Afonso Cortez 
Punk Comix : Banda Desenhada e Punk em Portugal de Marcos Farrajota.

Escrito a partir de um levantamento exaustivo de fanzines, discos e demo-tapes, ao longo de 256 páginas, os autores dissecam todo esse material para tentarem perceber como através de uma ética - do-it-yourself - se conseguiu criar uma (falta de) estética caótica e incoerente que hoje se identifica como punk. Através da produção gráfica desse movimento se fixaram inúmeras estórias - até agora por contar - de anarquia e violência; de activismo político, manifestações e boicotes; de pirataria de discos e ocupação de casas; de lutas pelos direitos dos animais; de noites de copos, drogas e concertos...

Corta-e-Cola / Punk Comix é ilustrado com centenas de imagens, desde reproduções de capas de discos a páginas de fanzines, cartazes, vinhetas e páginas de BD, flyers e outro material raramente visto.

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Volume -8 da colecção THISCOvery CCChannel publicado pela Associação Chili Com Carne e Thisco

editado por Marcos Farrajota com o arranjo gráfico de Joana Pires

Capa por saal, contra-capa de The ol idiot’s bastard son e desenho na ficha técnica por Dani G.

256p 16,5x23cm impressos a 540U, capa a duas cores.


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HISTORIAL

Saiu no 10 de Junho na Feira do Livro de Lisboa 2017 ... lançamento oficial no Disgraça a 30 de Junho com apresentações de José Nuno Matos, Diogo Duarte e Nônô Noxx, concertos de Presidente Drogado e Scúru Fitchádu ...  sessões de autógrafos e apresentações no LAR / LAC (Lagos), Louie Louie (Porto), Feira do Livro do Porto e na higienizada Casa da Cultura de Setúbal ... reedição em 2025 ... lançamento da reedição no dia 1 de Junho 2025 no Disgraça com conversas e concertos de Vaiapraia e Bas Rotten ...
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FEEDBACK
 
(...) dois livros unidos pela mesma lombada que sistematizam informação e recordam, de forma cronológica, quem foram os protagonistas do punk em Portugal que deixaram discografia e como o movimento foi representado na BD. "O punk não foi um movimento contínuo, mas fragmentado, esporádico, dissolvido entre outras propostas, em permanente mutação, como aliás qualquer movimento juvenil", afirma Afonso Cortez na introdução. (...) Depois de mais de 150 páginas, Afonso Cortez conclui que ao longo daqueles vinte anos (1978-1998) o grafismo foi entendido "apenas como um pormenor. E que a falta de cultura visual, ou mesmo de estudos, se reflecte de forma catastrófica na falta de qualidade do que é produzido". Embora os Faíscas e os Minas & Armadilhas sejam referenciados como os iniciadores do punk na música portuguesa, Cortez assume "Há que violentar o sistema", de 1978, dos Aqui d'el Rock, como o primeiro disco punk português. A partir daí, faz um levantamento dos discos editados, comenta a vertente gráfica das capas, mapeia os locais de concertos e a crítica na imprensa e complementa com testemunhos de músicos recolhidos pelo próprio. Mata-Ratos, Crise Total, Kus de Judas, Cães Vadios, Censurados, Nestrum, Desarranjo Cerebral, Renegados de Boliqueime, Vómito, Peste & Sida, X-Acto são algumas das bandas referidas no livro (...) Já sobre a BD, Marcos Farrajota explica o mote do livro: "Serve como uma base de referência para quem quiser pegar na BD para relacioná-la com o punk, subculturas urbanas, música, cultura DIY, artes gráficas e editoriais". (...) Farrajota recua a finais dos anos 1970 para encontrar as primeiras referências ao punk na BD portuguesa. Surgem na revista Tintin, assinadas por Fernando Relvas e Pedro Morais, "mas são situações em que os punks são apenas paisagem urbana". Será Fernando Relvas a assinar, em 1983, no semanário Se7e, "o primeiro trabalho de corpo inteiro" sobre punk, "sob a forma de uma personagem forte e feminina" chamada Sabina. Marcos Farrajota faz ainda referência à atitude "militante e amadora" de publicação, da auto-edição, dos fanzines, das colectâneas e da tecnologia da fotocópia e enumera vários autores que desenharam sobre o punk (...)
Lusa / DN
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De leitura rápida, Punk Comix não deixará de ser um instrumento de leitura obrigatória para compreender alguma da história da banda desenhada moderna e contemporânea em Portugal. 
Pedro Moura in Ler BD
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(...) ambos os estudos são preciosos e sumarentos, revelando uma investigação criteriosa e mais intensiva do que exaustiva. O resultado é um brilhante mapeamento historiográfico do punk e da sua relação com a banda desenhada em Portugal.
Professora Marcivânia / A Batalha
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O Afonso tinha-me deixado boa impressão e para o encontro levara Candy Diaz, baterista dos saudosos Les Baton Rouges. Yaay! (...) O texto dele é uma catadupa de informação: estão lá Faíscas, Minas & Armadilhas, Crise Total, Ku de Judas, Corrosão Caótica, Mata-Ratos, Estado de Sítio, Anti-Porcos, Kristo Era Gay, Caos Social, Censurados, Bastardos do Cardeal, e muito mais. (...) É informação em bruto, não digerida. Só lhe recrimino isso, o não haver mais reflexão sobre os factos. Mas se calhar é mais um problema meu do que dele, pois até os sentimentos intelectualizo. Quanto à prosa do Marcos (...) falei, fiquei a perceber que o jeito dele para a narrativa não se fica pelos quadradinhos das suas BDs. Dá gosto seguir-lhe as palavras. 
Rui Eduardo Paes
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Dos poucos livros existentes no mercado nacional em termos de abordagem ao universo do Rock feito em Portugal ao longo dos anos, há dois livros que sempre foram os meus preferidos: A arte eléctrica de ser português: 25 anos de Rock’n Portugal de António Duarte e o Escrítica Pop de Miguel Esteves Cardoso. Desde há duas semanas tenho mais um como preferido: Punk Comix/ Corta-e-Cola (...). Quando pensas que já não há surpresas, ou até pessoas com interesse para agarrarem de forma inteligente e com alguma prudente distância analítica, um período da história de um subgénero do Rock em Portugal, como é o Punk, situado num tempo específico (1978-98), eis que levas, qual murro no estômago, com uma agradável surpresa com este livro precioso. O que esta obra tem de diferente e de excelente, não é tanto a análise cronológica e meticulosa das bandas dum certo universo Punk nacional e seus intervenientes, bem como a sua ligação à banda desenhada que se foi e se vai fazendo aqui pelo burgo, mas sim o mote que direciona todo o livro e que é essencialmente isto: se és Punk, controlas todos os meios de produção da tua arte (Do It Yourself - DIY), assim só tu és responsável por aquilo que dás a conhecer publicamente, sem manipulações de outros, e se falhares (porque se falha quase sempre), falhaste gloriosamente, o que é sempre melhor do que nada fazer. Se ganhares algo, sabes que mais tarde vais perder, por isso não vale a pena fazer a festa antes do tempo. Não entrando em muitos pormenores (até porque este deve ser um livro lido por todos os melómanos nacionais, independentemente de gostos musicais), este está muito bem redigido, é agradavelmente informativo e formativo q.b, sem ser chato; é graficamente interessante dentro de uma estética Punk, mas sem entrar nos seus lugares comuns; há nele uma personalidade própria. (...) É desde já, um livro para o futuro, daqueles que mais cedo ou mais tarde, as novas gerações, amantes da música underground, terão de se socorrer para se informarem sobre… 
Guilherme Lucas (GG Ramone)

Se o punk não fosse ateu diria que estava aqui uma bíblia do punk (...) Indispensável.
Luís Rattus in Loud

(...) não é possível escrever uma história do Punk, mas é certamente possível escrever muitas histórias do punk. Diria que tantas quantas quem decide escrevê-las ou tantas quantas as experiências individuais de quem o vive ou viveu
Diogo Duarte in Mapa

Estive a folhear e de repente um blast from the past: no inicio dos 90's um tipo da minha turma na secundária da Maia conhecia os Kristo Era Gay e convidou-me para ir assistir ao ensaio da banda na garagem do baterista, que era muito perto da escola. Cheguei lá e perguntei que som é que eles tocavam; ficaram meio à toa a olhar uns para os outros, até que o vocalista (Fino) lá se descoseu - "pá, sei lá... É rock português..." Seja como for, adorei a experiência e a partir daí a ideia fixa de formar uma banda nunca mais me largou.
Nunsky via email

(...) regressa com a força do activismo, reforçando intenções com a prática: a própria decisão de o reeditar vem no sentido de entregar todo o lucro das vendas à Disgraça (...) Mas, tal como antes, não doura o panorama, nem o da época coberta (1978-1998) nem dos oito anos após a edição original. Antes pelo contrário, Cortez lamenta a falta de continuidade no mapeamento desta(s) história(s) e talvez tenha de ser ele mesmo a dedicar-se a outros aspectos do punk e hardcore em Portugal. A leitura fluída da implantação do punk no país, os diferentes períodos, definidos por diferentes grupos e atitudes, são de apreensão fácil mesmo para quem é forasteiro na cena. A lógica seguida é a dos discos, com comentário muitas vezes pormenorizado e ácido em relação à arte das capas, uma mágoa diversas vezes exposta durante a narrativa (...) Mesmo a música é sujeita a apertado escrutínio. No fundo, não se trata de uma celebração superficial do fenómeno mas sim uma análise profundamente crítica que deixa a impressão de focar nas entrelinhas o que poderia ter sido, tanto como o que foi. Abordagem curiosa, fresca e obviamente insurrecta, por contraponto a outro tipo de celebrações punk ou rock que, em Portugal, o autor já entende como reaccionárias. Extensa (ainda que seleccionada) discografia, bibliografia útil. Sobre a Banda Desenhada, (...) Farrajota oferece uma visão geral sobre BD em Portugal, publicações punk no estrangeiro e em Portugal, neste caso com visão detalhada sobre autores, estilos, processos, difusão, pertinência. A sua escrita também irreverente e empática informa e comenta criticamente, comprometida com segmentos menos visíveis e com palavras menos simpáticas para o circuito comercial. É assim que se aprende sobre as margens e até como as margens muitas vezes só o são porque alguém fora delas decide contar outra História. Importante documento para melhor entender ao nível da rua a realidade musical e artística de um país que não trata muito bem a dissidência cultural. (...)

domingo, 7 de dezembro de 2025

1 livro 1 disco 1 zine (12)

No Brasil só há um gajo que pode bater o Fábio Zimbres e esse gajo é o Jaca! Espera!!! Os dois estão juntos neste livro intitulado Corte e Costura (MMarte; 2025)!!!!!! Putzzzzzzzz! Ao que parece a produção do que seria um simples fanzine transformou-se numa epopeia de desgraças até ser transformado num livro - graças ao amparo editorial do Márcio Jr. (dos Mechanics). 30 desenhos do Jaca são rasgados a meio pelo Zimbres para ele fazer continuações dá em 60 "cadáveres-esquisitos" de alto nível gráfico. Para alguns ignorantes será baixo nível porque "o meu filho também desenha isso" e toda essa chachada repetida milhares de vezes ao longo da História. sim sim, desenhos "infantis", punks, brutos, voragem  gastropática de Pop mundial, em que não faltam cães, carros, casas, foguetes e humanos tontos, todos felizes num ambiente que nem é Utopia nem Distopia, antes uma espécie de "circumtopia", algo ao lado que não se define como pacífico mas também não destruidor. Tudo misturado mas "as pessoas até são felizes lá.". Muito bem! Muito bom!


A k7 de estreia de Enemy Wong significa também o regresso do punk italiano Saba a Portugal. embalada com cartão e com um stencil tão bruto como o som da música. É um electropunk qualquer que a dada altura envereda num pica-miolos digno de toing toing. É preciso ter coragem e vontade para ouvir estão confusão ideológica que Make China Great Again (wtf?) e Burn a Testla (sim, concordo) mas a comunicação com o Saba nunca foi fácil... 






The Artist's Mess é que seria um bom título para este zine mas afinal chama-se 1th Zine "Once upon a time" (sic) da tal Beatriz de há dois anos - lembram-se? E que aqui assina "Beatriz Lopes" (lol). Pois é! Mais uma investida pelas lezírias de Alpiarça e mais uma vez lá estava uma grupeta de jovens com zines feitos para o Festival. E mais uma vez o trabalho da Beatriz destaca-se graças à sua escatologia "cute" dos óbvios Manga/Anime e um esoterismo Poppy pouco preocupante - e até uma referência ao Bambi no filme dos Sex Pistols e uma poesia dedicada à Laika-cadela, não à Laica-feira claro. Tudo isto é trabalho verde mas com alguma convicção que acredito que irá a algum lado... Vamos ver pró ano, o que nos reserva!

ccc@parangona.2025

 

Mais um mercado de edição independente em que vamos ter o novo número do Mesinha de Cabeceira - o #44 - da Matilde Basto, intitulado de 2125!!!!!!

Propaganda: 10 anos de comemoração e em língua portuguesa pela primeira vez! E na STET

 


Propaganda

de 

Joana Estrela

 

21º volume da Mercantologia, colecção dedicada à reedição de material perdido do mundo dos zines. Editado por Marcos Farrajota e publicado pela Associação Chili Com Carne no âmbito da comemoração da primeira edição desta obra, lançada originalmente pela Plana Press em 2014

A edição teve uma reedição pela autora, ambas redigidas em inglês. 

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O design do livro foi replicado da edição original desenhada por Luís Camanho e Ana Isabel Carvalho. Inclui um excerto traduzido do prefácio da primeira edição de Anna Shepperd e novo prefácio de Paulo (Livraria Aberta) - que reproduzimos aqui.


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Já está disponível na nossa loja em linha e na BdMania, Cult., Greta, It's a Book, Kingpin, Linha de Sombra, Snob, STET, Tigre de Papel, Tinta nos Nervos, Vida Portuguesa, ZDB (Lisboa), Velhotes (V.N. de Gaia), Cassandra, Livraria Aberta, Matéria Prima, Mundo Fantasma e Socorro (Porto).





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A melhor sinopse foi feita por ti, perto do fim do livro: a pessoa que
não sabe o que dizer tem uma t-shirt que diz por ela «I Survived Baltic
Pride 2013». Melhor para mim, então, que já não tenho de o resumir, até
porque um livro de 2014 reeditado em 2025 traz com ele mais história do
que apenas a do ano letivo de voluntariado na Lithuanian Gay League.

Do ativismo, como não raro de eventos culturais, só tende a ficar uma
vaga memória coletiva ou, pior, uma frase numa cronologia. Lembramo-nos
dos anos, das causas e das grandes conquistas, quando as há, mas não do
cartaz que desenhaste ou das reuniões noite dentro. A não ser, claro, na
história oral das pessoas envolvidas. Quantas feiras de livros e
exposições e ciclos de cinema e conversas e grupos mais ou menos
informais se vão fazendo e desfazendo ao longo dos anos, como uma linha
descontínua da energia que cada pessoa a cada momento conseguiu dar? É
que, como sublinhas aqui, a história do movimento é a história de quem
faz o movimento. E a história é lenta.

Quando voltas a Vilnius para apresentar o Propaganda, na sua versão
original em inglês pela Plana Press, fazem-te uma entrevista para o site
da LGL. Perguntam-te sobre literatura portuguesa e ativismo LGBTQ. Entre
outras coisas, respondes que «this is the first comic book that is more
specific on the subject to be published in Portugal». Uma década depois,
isto ainda é verdade.




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FEEDBACK

[o livro] Está incrível!
Luís Camanho (o editor original) via email




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Ler resenha de Pedro Moura sobre a edição original AQUI
 
(...) obra publicada originalmente, em 2024, na Lituânia. [país com grande tradição em BD especialmente na temática LGBT! Pena o artigo não ter saído no 1 de Abril...]
Jornal de Letras

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

ccc@rda69


 Também estaremos AQUI com uma selecção de títulos graças ao José Smith Vargas

sábado, 29 de novembro de 2025

O ANDAR DE CIMA - The Upper Room / ESGOTADO


Uma co-edição da Chili Com Carne com a Faculdade de Ciências e Tecnologia e a escola Ar.Co.
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Uma Banda Desenhada de Francisco Sousa Lobo baseada na palestra A Modulação da Tomada de Decisão: Pode o cérebro ser influenciado? ocorrida em Maio de 2014 e com as participações de Miguel Esteves Cardoso, José Manuel Pereira de Almeida, Alexandre Castro Caldas e Nuno Artur Silva.
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20p. 21x27cm impressas a castanho, capa a duas cores.
ISBN: 978-989-8363-28-2
edição em português com legendas em inglês
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new comix by Francisco Sousa Lobo (from The Dying Draughtman fame) inspired in a congress about neurology, in Portuguese with English subtitles. It's about the brain and about a conference on decision that took place at Universidade Nova in Lisbon. It's not institutionaley didactic comics, it's straightforward fiction.
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ESGOTADO mas pode ainda encontrar na Mundo Fantasma, BdMania, STET, Linha de Sombra e Tinta nos Nervos

buy here or at Quimby's (Chicago), Modern Graphics (Berlin) and Floating World (Portland)







Feedback : 

O autor experimenta diversas soluções para as suas pranchas e revela maestria nas transições entre as vinhetas, sendo extremamente proficiente na enorme quantidade de informação que, também como música de fundo, transmite ao leitor nas poucas páginas que constituem a obra. Aliás, esta aparente (...) simplicidade é um dos grandes trunfos desta banda desenhada, perante o complexo tema que aborda. Mais uma vez, Francisco Sousa Lobo brinda-nos com uma BD que figurará certamente entre as mais conceituadas listas do que melhor se produziu este ano em banda desenhada no nosso país. 
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Un racconto a fumetti insolito da un autore portoghese, creato in occasione di un convegno di neurologia. Il segno scarno e il montaggio ipnotico di Francisco Sousa Lobo riescono a conferire inquietante esattezza a una storia che parla di cervello, paranoia, solitudine e Fado. 
Andrea Bruno na sua escolha de últimas cinco melhores leituras de BD para o Fumettologia 
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N’O Andar de Cima, claro, o protagonista tem que ser velho o suficiente para ter sido apanhado pelos fachos, mas Lobo nasceu em 73. Pode não ser ele. Mas é ele, ainda que tangencialmente. De lembrar que, por exemplo, a história de Zona de Desconforto é autobiográfica a nu, espécie de Art School Confidential com menos tiques e a ir mais fundo: dois dedos de conversa sobre o doutoramento na Goldsmiths e um historial de depressão com um surto psicótico. Não é por acaso que isto nos põe desconfortáveis — ver um gajo desbobinar-se numa bd não é pêra doce —, e somos quase forçados a concluir que aí sim, foda-se, o gajo viveu para contá-la, isto é que é bd. Tanto ele como nós sabemos que não é bem assim, daí as tangentes e as reviravoltas, porque narrar-se é mais do que uma estratégia argumentativa em banda desenhada; é uma estratégia identitária também. 
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Resenha sobre O andar de cima e outros trabalhos de FSL no Ler BD de Pedro Moura 
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nomeado como Melhor Argumento e Melhor Publicação Nacional pelos Prémios Central Comics 2015 
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 un cómic en bitono en el que Sousa Lobo presenta a un hombre que escribe un monólogo que se desarrolla durante todo el cuaderno, en el que profundiza en los temas recurrentes del autor: la identidad, el proceso del pensamiento, y los recovecos de la mente. Es un discurso conexo pero complejo, en el que mezcla a Shakespeare con la neurociencia y que también toca cuestiones interesantes, como la imaginación y su contacto con la alucinación. Se trata de un monólogo de loco —o por lo menos de obsesivo / compulsivo— de raíz muy literaria, pero que Sousa Lobo desarrolla con recursos puramente gráficos, gracias a un dibujo sencillo y al uso de símbolos recurrentes.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

ccc@autonoma.4


 Lá estaremos!! Sendo que o Tiago "Gato Mariano" da Bernarda vai dar um workshop e a Amanda Baeza vai ter uma exposição

A exposição intitula-se Entre onde dá-se a conhecer o trabalho mais recente da artista luso-chilena Amanda Baeza (1990). Esta exposição apresenta um conjunto de obras que atravessam ilustração, banda desenhada, desenho, têxtil, cerâmica e bonecos de pano, revelando a forma como todas estas linguagens se entrelaçam no trabalho da artista. Um convite para ver de perto, e em primeira mão, o lugar onde tudo se encontra.

 + info AQUI

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

a Chili Com Carne no Festival de Fanzines e BD de Alpiarça



Lá estaremos este Festival de boa cromaria mais uma vez e desta vez com uma exposição sobre o Punk e a BD, a cargo de Marcos Farrajota - numa espécie de versão do livro Punk Comix daí que se intitule de forma homónima.


Se hoje “Punk” é uma palavra abusada por todos porque numa sociedade amorfa como a que vivemos, qualquer pessoa mais energética e “suja” é considerada imediatamente de Punk, reduzindo-se a uma tribo com especificidades na roupa e na música e ignorando o legado político.

Punk Comix é uma exposição de vários painéis montados por Marcos Farrajota (edição) e Joana Pires (design) que não percorre apenas as ligações da BD e do Punk em Portugal mas realça a sua evolução na forma como autores e artistas de BD abordaram esta contracultura mas também trazendo à luz as características únicas dessa relação - por ex.: o movimento Okupa, as bandas de música  que ganham vida vindas da própria Banda Desenhada ou os seus VIPs (very important punks). São ainda destacadas as obras únicas de Nunsky, colectivo Chili Com Carne, João Mascarenhas, Tiago Baptista e José Smith Vargas.



quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Sei...

 


O nosso amiguinho faleceu ontem, não houve despedidas entre nós mas hoje, inesperadamente, recebi um seu último recado através de um amigo em comum. Fiquei gelado por uns momentos. Geralmente estávamos alegres nas nossas conversas infinitas até à hora de fecho da Feira do Livro de Lisboa, onde o Sei Miguel examinava todos os nossos títulos e escolhia de forma incisiva o que lhe despertava a curiosidade. 

Em 2020 disse-me: "Há um japonês que deves gostar, aquilo é fantástico, tenho lá em casa mas não me recordo agora o nome, pá...!". No ano seguinte publicamos a Viagem do Yokoyama e era este o "japonês do Sei". Entendimento total depois desta. Seguiu-se trocas de galhardetes gráficos - recuperamos o nome do esquecido F'murrr e mostrei-lhe os "novos" David B e Jim Woodring. Ficamos de ir à Bedeteca de Lisboa quando reabrisse para nosso percurso de conversa infinita ainda se esticar ainda mais e mais e mais...

Não se identificava com o que o REP escreveu sobre ele e a sua obra no Bestiário Ilustríssimo (livro que editamos) mas estávamos tão entusiasmados a falar sobre a BD - seria a única pessoa que conheceu nos últimos tempos que podia ter conversas sobre este assunto e para dizer a verdade também eu raramente tenho apanhado alguém com o mesmo entusiasmo! - que nunca aprofundei essa questão da música. Nunca chegamos ao fim da conversa sobre Art Brut que me "chocou" por alguma razão que agora não consigo detalhar ou que não me apetece agora pensar. Também não me lembro o que ele comentou sobre o Francisco Sousa Lobo - era pela positiva...

Ouvia dizer que o Sei era snob mas foi das pessoas mais gentis que conheci nos últimos tempos. Não se pode acreditar nos rumores. Poucas vezes nos encontramos fora da Feira do Livro, já se sabe como é a vidinha e as suas corridas. Lamento agora não terem acontecido mais encontros e conversas de cromos... Quando havia formalmente despedidas ele mandava "abracinhos".

Marcos

domingo, 9 de novembro de 2025