quinta-feira, 23 de março de 2006

mão morta, mão morta vai bater a outra... porta!

Mão Morta: Müller no Hotel Hessischer Hof (DVD'06; Cobra Discos)

Entre ir às aulas ou ir a um espectáculo (ainda por cima dos Mão Morta) à pala de um tipo da Associação de Estudantes, não há dúvidas possíveis! Foi em 1997 em que os Mão Morta foram convidados para produzirem um espectáculo em volta do dramaturgo alemão Heiner Müller (1929-1995) no CCB, quando esta instituição ainda era alguma coisa e não a merda que é hoje. O espectáculo foi um sucesso de público e de crítica, etc & tal, para mim foi uma chatice mas apesar de tudo continuo achar que foi melhor do que ir às aulas.
Até estava curioso em rever o espectáculo nesta edição em DVD (houve edições em CD e VHS pela NorteSul / Valetim de Carvalho no mesmo ano do espectáculo), quem sabe se 9 anos depois a coisa até nem era melhor que me lembrava? Afinal nessa altura vivia o atrofio da universidade entre «bubas, deprês» mas mal vi aquelas estatuetas horríveis sem feições – apanágio de artistas plásticos sem talento – que “populam” o palco tive um ataque psico-dérmico!
[pausa mental]
A música que os MM elaboram é contida e hiper-controlada (é nítido o embaraço e nervosismo dos músicos), uma espécie de “Opera-Rock” (Theater Rock?) que copula com Electrónica e Noise-Cabaret e nasce dos textos (Literature Rock?) que são de uma morbidez soberba – simplesmente brilhantes os temas “Ontem Pela Tarde Ensolarada” e “Hiena”. Pessoalmente é uma fase dos MM que não simpatizo e julgo o que aconteceu algo que se pode designar de “arte falhada”. Levou uns anos para os MM utilizarem esta experiência em seu favor com “Nus” (CD’04; Cobra) mas em 1997 a coisa é placenta “dark freak chick”.
A reedição em DVD é tem os (clássicos) Extras mas "no more comments".

sexta-feira, 17 de março de 2006

CCC@Metamorfina.em.Évora

A Chili Com Carne vai estar presente HOJE com uma banca de zines e edições independentes no lançamento do do livro "Metamorfina" (Lx Comics #17, Bedeteca de Lisboa) de Miguel Mocho e João Sequeira.
DJ GoldenShower vai animar a festa.

quarta-feira, 15 de março de 2006

Canicola numero tre

Canicola; Primavera'06

Revista italiana de bd de autor que continua um percurso que se prevê brilhante no futuro - nem porque seja pelo facto do colaborador Gipi ter ganho um prémio o melhor álbum na edição deste ano do Festival de Angoulême. Mas seria redutor pensar apenas em prémios vindos do frio institucional quando a matéria-prima de que é feita a revista é demasiado quente para coincidências - creio que Gipi participa aqui pela primeira vez. Os autores que aqui se reúnem por mero acaso até batem em temas idênticos como ambientes pós-apocalípticos, visões distorcidas da infância, sexualidade & solidão no emprego - a vida moderna é uma treta! São até pelos desenhos (soltos, free-style) uma onda de calor mortífera para as nossas órbitas. Aumentaram as histórias de continuação e com isso ficamos desorientados. Único momento mau (bastante até!) neste número, a participação de Giacomo Nanni - um delírio editorial?

4,4


Links directos para as resenhas dos números 1 e 2

segunda-feira, 13 de março de 2006

Osmosa : Senza frontiere / Brez meja

Stripcore + VivaComix; 2005

Livro bem produzido e feito às mielas entre a maior força bedéfila da Europa de Leste (o dinâmico grupo Stripcore - da revista Stripburger) e uma associação italiana de bd (VivaCoomix). A cidade de Ljubljana serve de inspiração para 3 italianos e 3 eslovenos fazerem bd's, a edição existe em língua italiana e em língua eslovena. Ideia gira - recebi a versão italiana, ufa! Os 6 registos são bastante diferentes embora haja um cheiro autobiográfico em quase todos... Dos autores destaco o italiano Manuele Fior de um sentido gráfico muito apurado, e os dois eslovenos Ciril Horjak e Jakob Klemencic já editados em Portugal na revista Quadrado, e Klemencic num volume da colecção Primata (da Polvo) e na antologia Mutate & Survive.
A surpresa desta antologia vêm de Ciril Horjak que mudou completamente de estilo gráfico. Para os mais atentos, o trabalho dele lembrava um bocado as «linhas frágeis» de Mattotti, e actualmente o desenho dele é todo redondinho e abonecado recheado de tramas para enriquecer a simplicidade de traço. Ainda não percebi se gosto...

3,5

sábado, 11 de março de 2006

Samizdata Club V HOJE

[Flyer por Jucifer]

Caixa Económica Operária HOJE 22h30

Com:
Ghoak vs Sci-fi Industries, live
Beeper, live
Policuska, dj set electro experimental

- entrada livre -

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Sci Fi Industries vs. Ghoak: MPC2000 vs SL1200, ou seja despique electrónico de sampler ritmico versus prato e vinil. Poucas formalidades envolvem este projecto work in progress que assentará em ambientes decompostos e batidas agressivas.

Beeper é Bruno Mendes, arquitecto de formação e músico autodidacta. Em 2003 edita um CD com 4 músicas que difunde de mão em mão, recolhendo depois as críticas que ajudam à consolidação do projecto. Tendo como base movimentos musicais dos anos 90, Beeper junta o digital contemporâneo com silvos de processadores de 8 e 12 bits utilizados por consolas de jogos e programas de entretenimento. O resultado é a fusão entre ritmos e melodias IDM com uma grande carga tecnológica e a plasticidade de sintetizadores mais tradicionais (dentro do digital), como os chips SID.

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Lançamento da colectânea Shock of this Light pela Thisco e Fonoteca de Lisboa. CD-duplo com temas de Thermidor, Structura, Sal, Beeper, Manifesto, Tarrafa, Saphira, Steamboat, Trauma, Blasaure, Nitya, Zpoluras, Cottonoir, Flat Opak, Slow Soldier, Ghoak, The Beatiful Schizophonic, Mikroben Krieg, Sciencia, Samuel Jerónimo, In Tempus, L´Ego, Rasal.Asad, Sci Fi Industries, shhh..., The Ultimate Architects e [f.e.v.e.r.].

[capa]

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Hélder Castro / Democratização da Arte / Arte Portátil "Transições" (Exposição)
"É um manifesto contra a condição da arte actual, que nos últimos anos abandonou o objecto artístico, em favor do conceito e no fundo distanciando-se das pessoas. As pessoas são e devem ser o fim da arte. As paisagens 12x12cm em platex, são um manifesto para a democratização do objecto e discurso artístico."

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Bancas de discos das editoras Thisco e Base, ilustração e bd da Chili Com Carne.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

CCC@Dezkalabro

A Chili Com Carne esteve lá com banca de zines e afins...

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+fotos

Mondo Brutto #32

Verão'04

A culpa de a quase ausência de resenhas neste blogue pela minha parte prende-se à leitura das 112 páginas do último Mondo Brutto que consegui pôr mãos. Foi na livraria Utopia (Rua da Regeneração, no Porto) que apanhei este número dedicado ao "Vintage" - segundo os padrões deste zine (revista!?) de "actualidad bizarra para brutos mecánicos" editado em Madrid.
Para quem não sabe os artigos da Mondo Brutto são extensos, divertidos e demonstram profundo saber sobre a "cultura basura": bd's (Miguel Brieva, Dário Adanti e Olaf), artigos sobre o Comunismo (perspectiva bizarra), dois actores espanhóis, o Blitzkrieg, a música havaiana (aprendi que foram os portugueses que criaram as famosas guitarras havaianas, para não falar da primeira super-star da guitarra havaiana ser também português: Frank Ferrera, AKA, Palakiko Ferreira!), Richard Yates, Charles H. Fort (o pai da bizarria científica), o tabuleiro Ouija, os leitores, o Jazz nos anos 20/30 em Madrid, "chicas" rockabillies, entrevistas aos realizadores Oscar Aibar e Gonzalo Suárez, canções para o depois de 11 de Março, entrevista ao autor de bd Micharmut, e ainda artigos sobre os brinquedos GLO Land, os “cromos” Garbage Pail Kids e a loja de discos Metralleta.
Como sempre, fórmula desde sempre, o MB é feito de páginas de letra miúdinha, fotografias estranhas, um "entulho (in)formativo" obrigatório para quem não se contenta apenas com os canais de tv como o VH-1, Arte & História, ou com as revistas Visão & Pública, ou os jornais Expresso & Público, ou...

4,5

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

como-é!?

Tantos associados que se inscreveram neste blog e não participam! E o Jorge Coelho que anda com problemas de 'net ainda envia um desenho... Foda-se!

sábado, 11 de fevereiro de 2006

HOJE (quarto) SAMIZDATA CLUB

SAMIZDATACLUB apresenta uma noite de electro break’n’noise strange electrónica @ Caixa Económica Operária (Rua da Voz do Operário, 64, Lisboa) HOJE, às 22h30.

entrada livre

com:
SAM PULL
(Essaycollective/Yellowbop rec.)
ZASTRAZ
(Showskills)

Djing por MP3 RANDOM PLAYLIST
Vjing por RT e VISUAL_ BASIQ

Lançamento de Even gravediggers read Playboy de André Lemos e venda de serigrafias do autor.

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ZAZTRAZ é um live P.A que utiliza Joysticks e controladores de Videogames para produzir quantidades extremas de ruídos e samplers que ao vivo são mixados com noise experimental e Breakcore. Durante a apresentação o publico é convidado a participar usando controladores sem fios para improvisar e interferir diretamente no áudio. www.showskills.com

SAM PULL - A Yellow Bop Records avançou desde Abril último com sete edições on-line – e tem em Sam Pull, habitual produtor, o seu criador mais escondido. Esta é uma boa oportunidade de conhecer o seu trabalho e nao ficar indiferente. Espera-se uma pista de dança bem acesa com som singular e original! www.essaycollective.org

ANDRÉ LEMOS (Lisboa, 1971) é um “operário gráfico” de classe A que além de ter feito o e-flyer desta edição do Samizdata Club também tem espalhado estórias de criaturas bizarras em edições tão diversificadas como a Lx Comics, Ilustração Portuguesa, Quadrado, Mutate & Survive, Mesinha de Cabeceira, Umbigo, Público, etc… Neste evento estarão em destaque livros onde ele tem colaborado e será oficializado o lançamento do graph’zine Even gravediggers read Playboy – o primeiro Opuntia Books! Em exposição e venda estarão quatro folhas de 1m x 70cm serigrafadas do livro “Tribune Brute”. www.opuntia-books.blogspot.com www.opuntia-syndrome.blogspot.com

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SAMIZDATA CLUB é um espaço ultracultural de confronto / especulação / experimentação artística e social incentivado por um colectivo de editoras discográficas, banda desenhada, produtores musicais, djs, vjs, designers que assim decidem dar resposta a lacunas existentes no panorama artístico nacional através de sinergias e parcerias, troca de ideias, de forma a criar uma efectiva rede de disseminação de informação por canais alternativos.

Thisco Chili Com Carne Data Volt Connexion Bizarre Alquimia Phono Base Rec. Sindicato

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Coice de Mula #7

DiViños; 2005

Jornal anarco-situacionista para a «desindustrialização da arte contemporânea» que sempre se primou por um grafismo arrejado e bem construido, inteligência e humor. Desta vez a juntar tudo isto - por ser o número da sorte, claro está - os artigos e textos são todos muito bons desde uma entrevista (inédita?) de Zeca Afonso em que este revela o seu desânimo político (em 1985), sobre a agricultura biológica (o que é, casos portugueses, etc...), sobre a tecnologia, sobre os anarquistas naturianistas ou anti-científicos - uma vertente obscura anti-progressista dos anarquistas. E há ainda "ficção" graças às deambulações "iconoclastas" de António Pocinho e Frank Cinatra (bd). Para quem desconfia dos jornais aqui pode haver Fé outra vez sobre a imprensa escrita!

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jornal_coidedemula@oninet.pt