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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Boring Europa ::: últimos 12 kilometros, digo, exemplares!!!

 

primeiro volume nova colecção da Chili Com Carne, LowCCCost, dedicada a livros de viagens
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de Ana Ribeiro, Joana Pires, Marcos Farrajota, Ricardo Martins 
e Sílvia Rodrigues


em Espanha, Itália, Eslovénia, Sérvia, Áustria, Alemanha e França
8000 km / 15 dias


sobre a tour europeia da Chili Com Carne realizada entre 1 e 15 de Setembro 2010 nas cidades de Valência, Bolonha, Ljubjana, Pancevo, Graz, Berlim, Poitiers e Vigo.


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participações especiais de Karol Pyrcik, Jorge Parras, Martin López Lam, Jakob Klemencic, Aleksandar Zograf, Simon Vuckovic, Vuk Palibrk, Christina Casnellie, Andrea Bruno, Igor Hofbauer, Edda Strobl, Helmut Kaplan, Pilas versus Nanvaz, e ainda com Gasper Rus, David Krancan, Matej de Cecco, Matej Lavrencic, Katie Woznicki, Letac, Boris Stanic e Johana Marcade nas comic jams feitas em Ljubljana e Pancevo.


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banda sonora gratuita em linha: "A Grande Explosão" de Ghuna X via Phonotactics


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128 p. 23 x 16,5 cm impressas a azul escuro, capa impressa a branco sobre cartolina Dali bluemarine 285 gr com badanas; ISBN: 978-989-8363-11-4

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últimos exemplares à venda no sítio da CCCFábrica Features, Matéria Prima, ZDB e Mundo Fantasma.

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sobre o livro: a tournê europeia Spreading Chili Com Carne Sauce in Boring Europa tinha como objectivo principal divulgar o trabalho da Associação e dos seus artistas. Até pode parecer um acto desesperado de querer mostrar "à força" o nosso trabalho mas, desde sempre, a CCC trabalhou com projectos e autores estrangeiros – Mutate & Survive, Mike Diana, Greetings from Cartoonia, MASSIVE, Festival Crack, etc... O problema é que quase nunca vemos estes nossos amigos, dada a solidão imposta pela nossa posição periférica. Fomos dizer "olá" ao pessoal amigo! E aos que só comunicávamos por correio! E, claro, conhecer malta nova! Fomos percorrer 8000 Km de Europa em 15 dias oferecendo um pacote completo de cultura underground portuguesa a quem nos recebesse: concertos de R- e Ghuna X, festa animada com o unDJ MMMNNNRRRG, exposição de impressões e serigrafias, e, claro, uma enorme selecção de zines, livros e discos independentes. Em troca queríamos apenas simples alojamento, comida (se fosse possível à organização) e dinheiro das entradas para os espectáculos. Se os punks e metaleiros fazem isto porque não podemos fazer a mesma coisa com livros? Get in the van!


Decidimos chamar a coisa de boring, pelo sim pelo não, porque vivemos numa uniformização cultural capitalista à escala global - como tão bem ironiza Jakob Klemencic algures no livro - em que as identidades nacionais ficaram reduzidas a meia dúzia de artefactos rurais e rituais anacrónicos prontos para serem vampirizados pelos comportamentos fotográficos dos “turistas = terroristas”.


Desde o início pensámos que só podia ser bom editar um livro com os desenhos dos viajantes - um relato on the road das pessoas com quem nos cruzámos, das cidades e dos países que visitámos, etc... Era impossível de falhar: seis pessoas a desenhar, seis livros de esboços fundidos num livro "oficial". Pura ingenuidade! A excitação de conduzir, o esforço físico de alguns trajectos, a desistência da Sílvia Rodrigues, logo ao terceiro dia, e a falta de confiança em desenhar da maior parte dos participantes deixou-nos apenas com UM caderno de esboços da Ana Ribeiro. Todas as outras participações tiveram de ser feitas à posteriori, complicando com os prazos pessoais e profissionais de quem gozou estas férias diferentes. Juntámos textos, BDs, desenhos “acabados” bem como “esboços” da Ana Ribeiro, Joana Pires, Marcos Farrajota, Ricardo Martins e Sílvia Rodrigues; e bds de autores estrangeiros que relatam a recepção da nossa “caravana” - Jorge Parras, Martin López Lam, Jakob Klemencic, Aleksandar Zograf, Vuk Palibrk e Christina Casnellie. Outros cederam-nos desenhos ou bds sobre viagens para enriquecer esta edição - Andrea Bruno, Igor Hofbauer, Edda Strobl, Helmut Kaplan, Pilas versus Nanvaz. Compilámos as melhores BDs-cadáver-esquisitos ou comic jams feitas em Ljubljana e Pancevo - são bds feitas numa sessão com várias pessoas em que cada um desenha uma vinheta continuando o trabalho dos anteriores perdendo-se sempre o controlo do avanço da “estória”.
Em "Lissabon", a Karol Pyrcik ficou a tomar conta das gatas do Marcos e da Joana, e a fazer um diário gráfico sobre a sua estadia, contrapondo as nossas visões, mas fez batota e produziu umas divertidas ilustrações sobre futilidades lisboetas e quotidianas.
Criámos um inovador “Frankenstein comix” ou uma Babel impressa? Em breve teremos reacções a este livro. Esperamos ter surpresas exteriores tão agradáveis como as que tivemos quando chegávamos aos sítios durante a digressão. 


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Apoios (tour e livro): GRRR Program + Centro Cultural de Pancevo, IPJ, MMMNNNRRRG e Neurotitan

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Historial: Realização da tour Spreading Chili Sauce around Boring Europa (1-15 Set) ... Lançamento 27 de Março na MapDesign (Lisboa) e 2 de Abril na Feira do Jeco (10 anos dos Maus Hábitos) ... referência no Gabinete de Crise ... Cabaz Underground (sorteio dia 3 de Abril nos Maus Hábitos) ... reportagem na Câmara Clara (RTP2) ...


Feedback : 
reacções de viajantes aqui 
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I love tour books about la merde de la europa / jes we can Igor Hofbauer 
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O nome dificilmente poderia ser mais sugestivo e paradoxal (...) Porque, por mais quilómetros que façamos (...) o Velho Continente é cada vez mais um corpo uno. Ainda assim, o que vem dentro das páginas (...) é tudo menos entediante. Muitas ilustrações, desenhos e BD, uma forte componente gráfica e um sem-número de diálogos impróprios para gente sem sentido de humor. Tudo a duas só cores, azul e branco. Rotas & Destinos 
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(...) espécie de périplo autoreflexivo na forma mista de diário/ reportagem sobre uma viagem por uma Europa de movimentos independentes, que se transforma numa espécie de mini-manifesto (é algo pomposo, mas adequado) sobre modos de pensar a arte, a vida, o mundo. Destaque aqui para o importante trabalho de Marcos Farrajota, que, com todas as suas limitações formais, tem aqui um papel crucial ao unir as diferentes contribuições e preencher espaços em branco, destacando-se ainda o seu olhar sobre as várias contra-culturas que o grupo vai encontrando na viagem, entre a extrema empatia/ admiração e o desprezo ácido (o episódio de Berlim é particularmente elucidativo). Sem este fio condutor o livro seria uma amálgama de acasos individuais, e não faria grande sentido. JL 
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(...) é um livro que deve tanto à mítica Torre de Babel como às auto-estradas europeias, misturando várias línguas e registos tão diversos (...) Surpreendentemente, o resultado é tão coerente como são caóticos os dias aqui retratados. Mais do que uma colagem de histórias e fragmentos, Boring Europa é um livro de viagens, uma aventura em 8000 quilómetros de estrada e, sobretudo, um contributo relevante para se pensar a Europa e as suas relações internas. Agora que a ajuda entre países (mais ou menos forçada) anda na boca de toda a gente, seis pessoas e uma carrinha dizem mais sobre as vias possíveis para o encontro e sobre a capacidade de nos conhecermos para lá das fronteiras do que todas as directrizes da União Europeia. Sara Figueiredo Costa in Ler 
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Hace casi un año tuve la oportunidad de presenciar una de las exposiciones más atrevidas y frescas de ilustración y cómic de todo el tiempo que llevo dedicado al mundo gráfico y a la autoedición. Acostumbrado a una corrección profesional y buen rollista, que muchas veces rosa el aburrimiento y mojigatería, que encuentro habitualmente en la gráfica convencional -en la prensa, en la calle y en las estanterías de las librerías-, la expo-guerrilla del colectivo portugués Chili Com Carne resultó ser un contundente puñetazo visual e ideológico que demostraba, con la práctica, otras maneras de entender la ilustración y el quehacer visual. La exposición duro sólo dos días y era la primera parada en el tour Spreading Chili Sauce around Boring Europe que llevó a los CCC por España, Serbia, Austria, Francia, Italia, Eslovenia y Alemania, en 15 días y cuyo diario de viaje, publicado bajo el título Boring Europa, cuenta el cómo, cuando, cuanto y por qué recorrer alrededor de 8000 km con una furgo cargada de fanzines, y puede servir como guía de lo que es la autogestión cultural. Martin López in Bólido de Fuego 
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Quase todas as histórias tocam, portanto, aspectos autobiográficos, referentes aos acontecimentos destas visitas, mas ao mesmo tempo são também testemunho de variadíssimas práticas alternativas. Não apenas da cultura (música, artes visuais, festas, feiras) mas também das práticas propriamente ditas. Ou seja, da angariação de fundos, da organização de eventos, na forma como se gere um fundo de maneio, nos modos como se criam alternativas ao(s) mercado(s) convencional(ais), como se recebem os convidados, da cozinha à dormida, e sem esquecer aspectos de turismo (...) E além disso, as jantaradas e conversas em torno de cervejas e cigarros, que levam a discussões breves mas que apontam a interessantes tomadas de posição face aos estereótipos, expectativas e jogos de projecção que o encontro de “nacionalidades” forçosamente fornece. São muitos os pormenores estranhos e curiosos deste livro, deste a sua forma de organização, à “sinalização” que identifica as autorias, até ao tal orçamento ou custos da aventura, e os dados dos espaços visitados, que poderia até funcionar como convite à visita dos leitores (...) Pedro Moura in Ler BD 
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Um livro on the road, desenhado durante e após o tour dos autores num registo quase sempre próximo do biográfico. Foram 8000 Km de Europa percorridos em 15 dias, a bordo de uma carrinha e com orçamento reduzido. Mais do que um pout-pourri colado à pressão do trabalho dos diferentes autores, existe nesta obra um vero fio condutor (no pun intended), graças a um excelente trabalho de editor. É também um importante testemunho da existência de alternativas: à edição, à distribuição, à venda, à performance, à BD, à música, à arte, ao entretenimento, à festa, à viagem, à estadia, à habitação, ao turismo, à amizade, ao conformismo. E paralelamente vai-se criando a evidência de que, enfastiante ou não, não existe uma mas sim várias Europas. Afinal, mais do que estereótipos nacionais, somos todos indivíduos. Bandas Desenhadas



 exemplos de páginas:

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

shitty zines

Encounter / Jorney into space; S.G. Leisure Magazine; Speculum Bioversitatis
(auto-edição; 2007)

Três zines eslovenos de bd e de desenho, o primeiro por Gasper Rus e os dois últimos por Jakob Klemencic. No que diz respeito aos de bd, tratam-se bd's traduziadas para inglês que já sairam na revista Stripburger. As bd's já estavam traduzidas mas encontravam-se no suplemento Connector - um anexo A5 que traduz várias textos da Stripburger escritos em esloveno como entrevistas, artigos e bd's, no último caso, as traduções não são acompanhadas pelos desenhos/vinhetas. Aliás, quer o Connector ou as famosas legendas no final das páginas (das antologias finlandesas ou do Malus) tem sido criticadas por serem disfuncionais na leitura das bd's. É verdade que são "disfuncionais" na leitura fluída das bd's mas servem para ajudar a entender o texto e não para ler uma bd como normalmente acontece numa leitura de uma linguagem que se entenda. É óbvio que é chato estar a olhar/ler as vinhetas e um suplemento ou legendas "em simultâneo" mas é melhor isso do que não se perceber nada, para além disso é uma questão de hábito tal como acontece para quem lê as Mangas editadas na forma japonesa (a leitura é da direita para a esquerda).
Talvez por esta ligeira "disfuncionalidade" ou então para individualizar o esforço dos seus trabalhos no meio da cacofonia das antologias que, quer Jakob quer Gasper, decidiram fazer os seus zines individuais com algumas bd's da Stripburger - e falamos de zines "típicos": formato A5, capas em papel colorido, 30 e tal páginas... Agora que os balões e cartuchos tem o texto em inglês é realmente mais fácil lembrar as histórias. Ambos exploram bd's autobiográficas ou de vivências, no caso de Gasper são relatos de desconforto "nerd" na entrada para a universidade de Belas-Artes e o mundo da criação - o desenho é um tanto tosco por ser um "nem carne nem peixe" que cruza o realismo e a caricatura... mas o desenho funciona de tal forma que sentirmos empatia com a criatura.
Jakob usa uma personagem, o "S.G.", como alter-ego para relatar viagens, encontros e pesadelos. Um sentido de nostalgia, melancolia e de perda da inocência dos "bons velhos tempos" persegue estas bd's, dando a entender que as mudanças que operam no Leste europeu tal como as que aconteceram e continuam a acontecer em Portugal a afundar-se no neo-liberalismo estúpido e as suas regras idiotas controladas pelos cães fascistas do Estado como a ASAE - eu sei, não veio muito a propósito... - não são de agrado de todos. Algo se está a perder, daqui uns anos não haverá comida tradicional para ninguém, nem na terrinha mais perdida. Se houver será para quem tiver dinheiro para um "turismo rural" ou algo assim.
O Speculum são desenhos soltos de Klemencic - um deles até publicado em Portugal para ilustrar o editorial do número seis da Quadrado - e por falar nisso o formato deste zine é quadrado, 12x12 cm. Umas quantas páginas de desvaneios biológicos e míticos. Um zine simpático e nada shitty.

PS - A culpa é do Jakob por este título, o rapaz veio com aquela boca que gostou do Chili Bean porque era bom saber que não era o único a fazer "shitty zines". Parece que os zines estão fora de moda nos dias das edições serigrafadas, myspaces & deviantart, impressões digitais e chap books. Talvez fosse apenas uma piada ou talvez esteja a levar demasiado a sério, não sei. Seja como for: The Shitty Zines are Dead! Long Live the Shitty Zines!
PPS - Creio que os pedidos destes zines podem ser feitos directamente à Stripburger, seja como for, este colectivo esloveno estará na Bedeteca de Lisboa em Janeiro para a exposição Honey Talk.

terça-feira, 8 de junho de 2010

ccc@festival.de.beja.2010 ATÉ dia 13 de JUNHO!

A Chili Com Carne atacou este ano o programa do Festival de BD de Beja, não só com as suas edições à venda nas também porque organizou a vinda da exposição da antologia Greetings From Cartoonia

O esloveno Jakob Klemencic (Mesinha de Cabeceira Popular #200, Chili Bean) e Filipe Abranches foram os artistas presentes a representar o livro / exposição.
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A MMMNNNRRRG, que comemora este mês 10 anos de existência, por seu lado teve o croata Igor Hofbauer (do livro Prison Stories) como convidado e com uma exposição individual de bd. E por falar nisso, os associados João Fazenda e JCoelho também tem lá expos individuais!
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Até 13 de Junho vale bem a pensa ir a Beja! 
Go!
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Jakob Klemenčič (1968) é Historiador de Arte que desfruta de um calmo trabalho a "part-time" como foto-arquivista na Faculdade de Artes, em Ljubljana. Desenhou de forma mais ou menos séria bd entre 1993 e 1999 e depois outra vez entre 2003 e 2009. Nos dias de hoje, a sua actividade criativa que mais lhe dá mais prazer, segundo as suas palavras, é “impressão em boa e velha tecnologia”. Quando considerava-se como um autor de bd, a vida Jakob esteve bastante ligada com a Stripburger, revista que ajudou a sedimentar e onde publicou várias bd’s. As suas colaborações mais notórias estão publicadas nos dois volumes da antologia Stripburek (que passou pelo Salão Lisboa 2003), Honey talks – comics inspired by painted beehive panels (que visitou a Bedeteca de Lisboa em 2008 e que trouxe Jakob a Lisboa), Osmosa e XXX(Strip)burger. O seu projecto mais pessoal até hoje é Bratovščina sivega goloba (Forum Ljubljana, 2008), um livro de prosa ilustrado que inclui algumas bd’s, embora não possamos ignorar Anjos (Polvo, 2000), livro publicado apenas em Portugal e as participações na Quadrado e algumas antologias da Chili Com Carne.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Saudades da Cartoonia

Eis algumas "tele-fotos" da visita à Eslovénia, mais concretamente ao evento Greetings from Cartoonia que decorreu na semana passada em Ljubjana, que incluiu uma exposição (a trazer para Portugal), um livro e ainda serigrafias que foram assinadas pelos autores presentes no evento.


Na primeira foto, o impressor explica o que se deve assinar. Jakob Klemencic, Matej Stupica e Filipe Abranches (por detrás de Stupica, mal dá para vê-lo!) estão atentos ao contrário do Matei Branea - é sempre assim com os romenos ;)
Segunda foto com resultados serigrafados...


Uma apresentação sobre bd em Portugal descambou numa instalação de livros no chão cortesia do romeno!


Igor Hofbauer estava em Ljubjana e assim finalmente conheci-o pessoalmente. Espera-se a sua visita para 2010 a Portugal. Seguido do finlandês Jyrki Heikkinen (que já nos tinha visitado no Salão Lisboa 2005) e o romeno sempre "mucho cool"...


Uma "comic-jam" no Kinovdor, Jakob do lado esquerdo, Marko Kociper ao meio, seguido pela "boss" da Stripcore Katerina Mirovic, Kaja Avbersek (que nos visitou na última Feira Laica) e o norueguês Bendik Kaltenborn.


Os escritórios da Stripburger muito limpinhos... aliás, a Eslovénia NÃO é "Balcãs & Kusturica", o sangue germano/aústriaco corre nas veias e na cuidada organização.

Bom... esta será a estante menos organizada, e por acaso é a que tem as edições portuguesas e espanholas - um destino latino inevitável?

Esta semana deveremos disponibilizar os 30 exemplares do livro que vieram para Portugal, alguns números recentes da revista Stripburger e uns discos antigos da Stripcore (ver mais tarde no blogue OSAMAsecretLOVERS as resenhas críticas).

Sendo impossível escrever (ou dizer) "obrigado" em esloveno, fica em português para os organizadores, autores do projecto e em especial para a Embaixadora Maria do Carmo Magalhães, pessoa bastante afável e curiosa, que permitiu, via Instituto Camões, a nossa representação onde "acaba a Europa".

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

MESINHA de CABECEIRA POPULAR #200 / ESGOTADO

a continuação do zine CriCa Ilustrada, ou se preferirem do Mesinha de Cabeceira foi lançada na 5ª Feira Laica (Dez'06) / Mesinha de Cabeceira Popular (Popular Bedside Table) comix-zine is out!!!
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formato e número de páginas (lombada de livro) / format and number of pages : 21 x 26 cm, 72p
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o tema é a "cultura pop" / the theme is "pop culture"
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o objectivo é fazer uma reflexão sobre a cultura popular: ícones, mediatização, globalização / we want to do a reflection about the pop culture: icons, mass media, globalization..
línguas oficiais: português e inglês / official languages: Portuguese and English..

colaboradores / contributors: Eric Braün, Claudio Parentela, Jano, Jakob Klemencic, Brian Chippendale, Stijn Gisquiere, Nuno Pereira, Filipe Abranches, Dalibor, Katharina Hausladen & Dice Industries, Tommi Musturi, João Chambel, André Lemos, João Maio Pinto, Pedro Zamith, S.G. & José Feitor, Monia Nilsen, Nuno Duarte & Pepedelrey, Joana Figueiredo e Marte & Jorge Coelho
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apoio / support: Instituto Português de Juventude
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feedback: MdC deu passinhos curtos e devagarinho, mas não deixou de os dar. E como um pesado dinossauro, quando dá uma dentada, ela é valente e deixa marca (...) apresentando um programa “curatorial”, uma vez que o editor convidou os autores a se pronunciarem sobre a noção de “popular”, apresentam-se aqui as mais díspares vozes e perspectivas sobre o que de mais normalizado nos pauta a vida (...) um novo passo para a consolidação deste como um dos melhores zines ou revistas de bd da actualidade em Portugal - Pedro Moura / Ler BD

há a considerar a elevada qualidade gráfica do objecto artístico de recente realização, e do numeroso grupo de prestigiados colaboradores nacionais e alguns estrangeiros - Geraldes Lino / Fanzines de Banda Desenhada

MdC tem-se vindo a afirmar como um espaço privilegiado de divulgação do meio bd underground, de Portugal e não só, e cada novo volume tem elevado bastante a fasquia da qualidade. Este tomo popular, talvez o mais bem conseguido das MdC’s, representa o que de melhor se vai fazendo na bd portuguesa e já vai sendo altura – tanto do projecto como dos seus autores – de terem outro nível de exposição - Ricardo Amorim / Entulho Informativo

Para os amantes da bd a revista Mesinha de Cabeceira representa quase um espécie de "Bíblia" (...) sempre foi uma espécie de revista mutante - Umbigo

Se há algo que consegue transmitir na perfeição o espírito tresloucado que anima as 70 páginas de Mesinha de Cabeceira Popular#200, edição dedicada ao tema “Pop”, são as intrigantes ilustrações nos versos da capa e contracapa, assinadas por Nuno Pereira: estes Monstros Modernos parecem embriões dos Novos Deuses imaginados por Neil Gaiman em American Gods: os deuses do hiper-consumo (na terminologia de Gilles Lipovetsky) e da tecnologia. Na realidade, faz sentido a tecnologia ser endeusada, visto que, ao contrário da ciência, na qual ela se suporta, vive da adulação, da “busca espiritual” de quem compra. Um culto da compra cujo evangelho é a “Popblicidade”. O MdC Popular#200 é um excelente compêndio de bd's e ilustrações esgrouviadíssimas que satirizam excessos e tiques da Pop Art. Os trabalhos de João Maio Pinto, Marte & Jorge Coelho e Monia Nilsen são, na minha opinião, os mais sólidos, mas como ficar indiferente à musicalidade de um título como “Gang-Raped by Dolphins” ou ao sentimento de absurdo montypythoniano que atravessa as pranchas de Nuno Duarte e Pepedelrey? Ah! Já vos disse que Jacob Klemencic desenhou um velhote mal-humorado com um barrete de lã igualzinho ao capacete do Astérix numa galeria de sósias feiosos de personagens famosas? Digam lá se o “Pato Donald” não parece mesmo o Thomas Pynchon…Trata-se de uma edição feita com bom gosto paranóico pela Chili Com Carne, responsável por algumas das mais arrojadas experiências visuais que se podem encontrar neste preciso momento nas livrarias. 4,6 - David Soares


segunda-feira, 13 de março de 2006

Osmosa : Senza frontiere / Brez meja

Stripcore + VivaComix; 2005

Livro bem produzido e feito às mielas entre a maior força bedéfila da Europa de Leste (o dinâmico grupo Stripcore - da revista Stripburger) e uma associação italiana de bd (VivaCoomix). A cidade de Ljubljana serve de inspiração para 3 italianos e 3 eslovenos fazerem bd's, a edição existe em língua italiana e em língua eslovena. Ideia gira - recebi a versão italiana, ufa! Os 6 registos são bastante diferentes embora haja um cheiro autobiográfico em quase todos... Dos autores destaco o italiano Manuele Fior de um sentido gráfico muito apurado, e os dois eslovenos Ciril Horjak e Jakob Klemencic já editados em Portugal na revista Quadrado, e Klemencic num volume da colecção Primata (da Polvo) e na antologia Mutate & Survive.
A surpresa desta antologia vêm de Ciril Horjak que mudou completamente de estilo gráfico. Para os mais atentos, o trabalho dele lembrava um bocado as «linhas frágeis» de Mattotti, e actualmente o desenho dele é todo redondinho e abonecado recheado de tramas para enriquecer a simplicidade de traço. Ainda não percebi se gosto...

3,5

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Subsídios para MMMNNNRRRG #1 na Oficina (CIAJG)

o primeiro fanzine de Art Brut português!!!


Editado por Marcos Farrajota e Joana Pires têm as colaborações de João Bragança (editor do extinto zine Succedâneo), João Mascarenhas (Stealing Orchestra e You Are Not Stealing Records), A.C.P., Manuel Correia, Jucifer, Jakob Klemencic (Eslovénia, ligado à Stripburger), Latrina do Chifrudo, Pakito Bolino (do Le Dernier Cri), uns putos se Sesimbra e Rafael Dionísio para tratar dos seguintes temas: Caretos de Podence, Kurents (da Eslovénia), Moliceiros da Ria de Aveiro, Franklin, o jardim da família F***, Match de Catch à Vielsam, Raw Vision, Metal e Deusa Loira apaixonada por Cradle of Filth 2006.
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São 128p. 13x20cm a cores, 2 capas diferentes (uma para metaleiros, outra para pessoas normais).
A tiragem foi de apenas 300 exemplares que estão disponíveis na shop online da CCC, Fábrica Features, Casa da AchadaMatéria Prima, Letra Livre, NeurotitanStaalplaatXYZ BooksTigre de PapelN.L.F. , Oficina (CIAJGe FNAC.
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Historial : versão online lançada a 21 de Julho 2010 ... versão física lançada Janeiro 2011 ...
Feedback : muito interessante publicação, com um artigo bem pertinente e divertido sobre a nossa exposição “Onde Mora o Franklim?” Museu de Etnologia ...

Exemplos de páginas:

sábado, 16 de janeiro de 2016

este é que é o verdadeiro INFERNO / metade da edição esgotada!


A Divina Comédia de Dante Alighieri (1265–1321) é daqueles livros que toda a gente já ouviu falar mas terão sido poucos os que realmente o leram.

O Inferno tem nove círculos nos quais as almas dos condenados são punidas de forma burocrática. Entre elas vamos encontrar alguns dos inimigos de Dante – entre muitas coisas, esta obra também é uma sátira política. Dante viu o nascimento do Capitalismo tal como o conhecemos e criticou os novos ricos do seu tempo.

Quando Marcel Ruijters trabalhava neste livro, havia cada vez mais conversas nos media sobre a morte do capitalismo. A edição original holandesa saiu meses antes da queda dos mercados de 2008.

Esta adaptação que é feita num estilo de “gozo medieval” é a forma que Ruijters encontrou de criar interesse pelo texto original.

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edição MMMNNNRRRG
120p. p/b, capa 3 cores, 165x230mm
500 exemplares impressos em Dezembro 2012 
ISBN: 978-989-97304-5-8
tradução: Ondina Pires --- arranjo gráfico: Joana Pires

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PVP: 15 Euros 

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Feedback:
Inferno é o melhor trabalho de Marcel Ruijters, um dos livros mais hilariantes nos tempos recentes. A versão de Ruijters do La Divina Commedia de Dante é uma pastiche grotesca com belos desenhos (…) cheia de trocadilhos visuais à Tex Avery, que deixa os leitores em risinhos. Relatório do Júri VPRO para melhor BD holandesa de 2008
Inferno é cheio de horror e humor. As surpresas e piadas aparecem sobretudo nos detalhes dos seus robustos desenhos. De Groene Amsterdammer [jornal holandês]
Quando se compara com a arte, obrigatóriamente romântica, de Doré, os desenhos de Ruijters são fixes e excitantes. Ele alterou uma obra clássica com aprazível malícia. Elsevier Weekblad [jornal holandês]
Já tenho um exemplar; e está uma maravilha!!! :D Mr. Esgar [e-mail 19/12/12]
André Coelho também curtiu mas disse palavras profanas que nos impede a reprodução [19/12/12]
diálogo intenso com Dante (...) não se poupam as críticas ao poder temporal, à mesquinhez quotidiana e aos expedientes comuns de corrupção, na ascensão social e no enriquecimento fácil. (...) uma releitura pertinente à luz do presente. Sara Figueiredo Costa / Atual / Expresso  [4 estrelas em 5]
Ruijters alcança aqui um acto alquímico Pedro Moura / Ler BD
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Historial:
- Melhor BD Holandesa 2008 
- edição portuguesa lançada na última Feira Laica (Lisboa) e na Mundo Fantasma (Porto) com exposição de originais e serigrafia impressa pelo atelier Mike Goes West em Dezembro 2012
- edição francesa pela The Hoochie Coochie em 2013
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algumas páginas aqui:




foto: Paul Gravett, em Ravenna (2007)
Marcel Ruijters nasceu em 1966, cresceu no sul da Holanda e frequentou durante alguns anos uma escola de arte nos anos 80. Desde os 7 anos que fazia BD. Com ao advento das fotocopiadoras que tornavam a auto-edição possível para toda uma geração e Marcel viveu esses tempos fazendo títulos como Onbegrijpelijke Verhalen, Mandragoora, Dr. Molotow, Fun&Games, Thank God it’s Ugly e vários monográficos raros, sendo que algumas destas publicações eram antologias com colaborações de vários artistas que Marcel descobriu em vários países como Matthias Giesen, Daniel W. Core, Chris Crielaard, Jakob Klemencic, Prof. Bad Trip, Karen Platt, Mike Diana, Berend Vonk, Kapreles, Matthias Lehmann, Olle Berg – tudo isto nos tempos antes da Internet, claro!

Actualmente é editor da revista Zone 5300 (de Roterdão, onde o autor reside), escreve crítica a BD no jornal Dagblad De Limburger, faz ilustrações, traduções e tudo o mais que é preciso fazer neste mundo da edição. O seu livro mais conhecido será Trogloditas, que teve edição holandesa (pela Oog & Blik), norte-americana (Top Shelf Comix) e portuguesa (Polvo).

Com Sine Qua Non mudou de estilo gráfico e começou a explorar o imaginário medieval, tendo o livro sido editado pela prestigiada Les Editions de l’An 2. A continuação deste novo estilo é Inferno, livro ganhou o melhor álbum de BD na Holanda em 2008 e que chega a Portugal pela MMMNNNRRRG.

Apesar de já ter participado em várias exposições colectivas em Portugal – como a celebre Honey Talks na Bedeteca de Lisboa, organizada pelo colectivo esloveno Stripburger – Ruijters terá a sua primeira exposição a solo na galeria da Mundo Fantasma em Dezembro 2012, sendo feito para a ocasião uma serigrafia pelo Atelier Mike Goes West.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Destruição ou bandas desenhadas sobre como foi horrível viver entre 2001 e 2010 / ESGOTADO


antologia de BD ... volume 10 da Colecção CCC ... projecto coordenado por Marcos Farrajota ... com as participações de José Smith, Ana Biscaia, Rudolfo, Rui Madeira, Afonso Ferreira, Rodolfo Brito, Chico, David Campos, Sílvia Rodrigues, Uganda Lebre, Christina Casnellie, Bárbara Fonseca, Gonçalo Duarte, André Coelho com Sara Gomes e Ricardo Martins com Iuri Landolt ... capa e design: Margarida Borges
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96p. 16,5x23cm a duas cores, capa a cores
500 exemplares
ISBN: 978-989-8363-02-2

apoios da Câmara Municipal de Cascais e Hülülülü
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talvez ainda existam exemplares à venda na BdManiaNeurotitan, Mundo FantasmaRastilhoOrbital e Linha de Sombra.
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Historial: lançado no Pequeno é bom (Ago'10) ... nomeada para Melhor Publicação Nacional e Melhor Obra Curta (Espaço/ Tempo de David Campos) nos Troféus Central Comics 2011

Feedback: A minha história na "Destruição" preferida foi a última - achei-a mais autêntica da toda a antologia. Gostei tambem da parte visual da 8 em 54529745,010 e, apesar de ser principalmente pop, a história com o Papa Parkinson (heh heh). Gostei como o livro foi impresso, com cor de laranja adicional!! Jakob Klemencic ... perfeitamente fabuloso! A selecção é excelente, o “acabamento” e aspecto gráfico são brilhantes… e é uma “novidade” face às “antologias de ilustração” (de que estou cansado e acho que não servem para nada!). A fazer lembrar que estas coisas ainda podem ser muito boas! Rafael Gouveia ... uma "espécie de editorial" por Marcos Farrajota no blogue da CCC ... As qualidades são várias, repetimos. E é essa amplitude, variedade, forças, diferença, e até indiferença para com as expectativas de salvação, que tornam esta – e outras – antologia um acto nada destrutivo mas bem pelo contrário contribuidor a um panorama cada vez maior e rico. Pedro Moura / Ler BD ... Who thought Portuguese comic books were dead? Chili Com Carne proves this is wrong Zoot... uma radiografia à novíssima banda desenhada de autor. Digamos, para situar os incautos, que se este fosse um volume de poesia, continuaria a vender pouco, mas teria honras de aparição nos suplementos culturais numa tentativa de aferir os mais recentes rasgos da criatividade nacional. Sendo banda desenhada, não chegará a tanto, mas quem quiser fazer o exercício por si não sairá defraudado. Reflexões sobre o presente, entre o poder dos media e o entretenimento como realidade, delírios político-futuristas envolvendo o Papa e nazis tresloucados, instantâneos do quotidiano ou distopias marcadas por pestes e pragas de vária ordem, as narrativas desta Destruição oscilam entre a estética mais crua do fanzine despreocupado e a procura de um rigor (da mise en pâge à estrutura narrativa, passando pelo traço e pela composição) que equipara este volume ao que de mais interessante se vai produzindo pelo mundo no que à bd diz respeito. Entre as influências mais óbvias (Charles Burns ou Mike Diana) e a definição de caminhos seguros, esta antologia podia ser uma mensagem contra a esperança no futuro – e queria sê-lo, cumprindo a herança punk e fanzinesca onde se inscreve – mas acaba por ser uma bolsa de oxigénio na modorra de um mercado que arrisca pouco, ganhando menos. Sara Figueiredo Costa in Ler ... 96 páginas para ponernos al día de lo que se cuece en el país de Cristiano. ¿Ah? ¿Qué no te gusta el futbol? Pues las páginas de esta antología es como una patada a los mismísima entrepierna (en caso de que seas sensible a las contunciones en esa zona corporal, claro). A destacar el trabajo apocalíptico de Afonso Ferreira, anfetamínico de Ricardo Martins y Ruben Landolt, las páginas de Uganda Lebre y las de Rui Madeira (...) y la espectacular portada de Margarida Borges. Martin Lam López in Bolido de Fuego

exemplos de páginas de Rudolfo da Silva, André Coelho, David Campos, José Smith, Uganda Lebre e Rui Madeira:


(a segunda cor deste livro é laranja, aqui são colocados os ficheiros originais enviados pelos autores)

terça-feira, 15 de março de 2011

Restos mortais do livro "Boring Europa" (lançamento dia 27)

é Oficial e Finalmente!
vai ser lançado o livro Boring Europa, resultado dos "diários de viagem" dos participantes da Tour europeia da Chili Com Carne realizada em Setembro do ano passado. o lançamento está previsto em duas datas (não conseguimos deixar o jargão roqueiro on the the road!), uma em Lisboa e outra no Porto.
Em Lisboa será na MapDesign, nova galeria de Arte Urbana, dia 27 de Março, às 17h com a presença de autores da Chili Com Carne, boa música e copos. este lançamento insere-se no âmbito da exposição de diários gráficos Os Desenhos e as Suas Viagens (com Eduardo Salavisa entre outros) que estará patente na galeria entre 17 e 31 de Março.
No Porto, será lançado no dia 2 de Abril na Feira do Jeco que está inserida nas comemorações dos 10 anos do espaço Maus Hábitos.
ambas iniciativas terão a presença do infame CABAZ UNDERGROUND (na realidade um tupperware) cheio de recuerdos da tour que será oferecido com vendas de rifas! Para breve informações sobre este "cabaz".
Pimba!
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deixamos algumas imagens que não entraram no livro. esboços de Marcos Farrajota e Ana Ribeiro, um gozo do esloveno Jakob Klemencic, uma ilustração da alemã Karolina Pyrcik (sobre as drogas que não se devem comprar na baixa lisboeta) e umas fotos de uma casa abandonada em Pancevo com desenhos de pessoal da cena da bd sérvia - aliás, a ideia que o livro iria ter uma secção "street art" das cidades que passamos foi abandonada assim que o livro começou a engrossar... bem, depois vocês poderão ver prá semana!



ah! e este será o primeiro volume de uma nova colecção de livros de viagens da CCC. a colecção chama-se LowCCCost e a próxima pagagem é Guiné e Senegal!