A apresentar mensagens correspondentes à consulta noruega ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta noruega ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

sábado, 24 de março de 2012

Que a Bolha não rebente...



A Bolha é uma loja de Rio Janeiro e uma editora de poesia e banda desenhada. Uma frase destas simplifica todo um enorme projecto dirigido por Rachel Gontijo que abriu uma loja de BD e outros grafismos num terraço de um prédio. E para complicar ainda deciciu editar poesia contemporânea norte-americana no Brasil, para além de livros de BD. Deve ser louca! Mas, muito provavelmente, alguém o tinha de fazer...
A selecção dos livros de BD é no mínimo peculiar e revela uma editora atenta às movimentações da BD pelo globo fora. Na primeira fornada de livros vamos encontrar séries norte-americanas como 0-800-Ratos #1, um comic-book serializado de Matthew Thurber, entretanto já concluído e compilado pela Picturebox. A história mete "ratos-telegramas", punks, psicadelismo, grupos ecológicos radicais, tramas políticos,... feito num estilo livre mas virtuoso para quem fuma charros todos os dias. A coisa têm piada ao início, depois torna-se uma confusão narrativa e as personagens não nos absorvem, o que da dada altura dá pouca pica para ler, como acontece com Richard Sala, por exemplo. Chega um ponto que todas as personagens podem morrer que o que nos iria preocupar era se ainda temos batatas fritas para trincar. Powr Mastrs, vol. 1 de C.F. pode estar nesta categoria também, afinal somos levados para um mundo de "Senhor dos Aneís" digerido com cogumelos mágicos mas a sua narração é mais consistente e o desenho mais naturalista, o que nos faz pensar que ainda podemos vir a gostar da série. A legendação da edição está muito grossa e estraga o grafismo das pranchas. A julgar pelo cuidado do design das edições d'A Bolha, acredito que esse erro (de ínicio de actividade) deverá ser corrigido no anunciado segundo volume.
A Celebração é o primeiro livro de Rui Tenreiro e que finalmente vê uma edição em língua portuguesa. "Filho da Aldeia Global", o autor nasceu em Moçambique, tem nacionalidade portuguesa mas tem vivido na África do Sul, Noruega e Suécia. Foi na Noruega que publicou este livro - Høytiden (Jippi; 2008) - baseado na cultura Shinto, o que justifica um grafismo limpo e uma narrativa circular-karmático. É sobretudo um livro elegante...
Vai para o Diabo do argentino Federico Lamas é daqueles livrinhos de desenho que toda a gente adora por causa da piada do livro ser um 3D menos 2D. Explicando melhor, o livrinho A6 é impresso a duas cores, azul e vermelho, e é acompanhado por apenas uma "lente" vermelha dos clássicos óculos 3D. Invés de fazer a ilusão tridimensional, o "óculo" vermelho esconde a informação vermelha (deixamos de a ver) e ficamos a ver apenas o que está a azul... É aí que vemos um mundo de gente zangada - o termo mesmo é fodida - que nos manda para o Diabo o tempo todo. Hilariante!!! E engenhoso para quem se fartou da moda dos livros em 3D.
Um excelente trabalho do outro lado do Atlântico que também vai editar o Caminhando Com Samuel do finlandês Tommi Musturi. A Bolha tem bom olho!

domingo, 3 de maio de 2009

pós-SPX: outros nórdicos



Da Noruega: Martin Ernstsen mas que vive em Estocolmo (sabe-se lá porquê!) temos quatro zines, dois números por dois títulos, a saber, Owls (2009) e Seldon Plan (2007/08). Ambos são casos curiosos como o zine ainda é uma publicação alternativa mesmo quando um autor já é profissional. Owls é a versão em inglês de comics já editados na Noruega - por isso em norueguês, população: 4 milhões e meio? - pela Jippi. No fim de contas é uma forma de promoção do trabalho para outras culturas. Trata de estórias da puberdade/juventude e de relações amorosas, algumas homossexuais - mais precisamente femininas. A narração e os desenhos são bons, mostrando que Ernstsen domina a linguagem na perfeição ao ponto que para o tema que é consegue ser mais humano e comovente que as militantes do género. O que não é nada de novo porque estórias de mulheres tem vêm do uma tradição rica com nomes como os irmãos Hernandez ou o Daniel Clowes. Seldon Plan é o "refugo" do autor, aquilo que não publicou profissionalmente: bd's autobiográficas curtas (algumas sobre a SPX do ano passado), desenhos marados, bd's parvas e experiências prestes a falhar. Mas na realidade corre tudo bem e é bem divertido! Martin Ernstsen eis um nome a reter...

Da Dinamarca: também um zine, Mixtape (ed. de autor; 200) que é que o caderno de desenhos mas que está metido numa caixa de k7 (sim, aquela tecnologia desactualizada e analógico de onde se podia gravar músicas, regravar até, e sim, ouvir música num leitor de cassetes). A capa é um desenho de uma k7 e como é normal nesta tecnologia, existe um lado A e B – é preciso virar o caderninho ao contrário para aceder a mais desenhos e páginas… Os desenhos de Allan Haverholm são essêncialmente realistas e parece o que procura no que ”capta” ou ”imagina” um enquadramento cinematográfico. Objecto giro!

Da Finlândia: Treasure Hunt #1 : Lisboa (Hyeena Kustannus + Princesa Pirata; 2009) é um zine que faz uma recolha fotográfica de street-art em Lisboa feita por Anna Kaisa Laine que à primeira vista lembra The Walls are the Publishers of the Poor - logo a começar por usar essa mesma imagem / capa do zine francês. As diferenças residem no formato quadrado e no uso de fotos de azulejos na composição das páginas. Bem... um francês e uma finlandesa a pegarem na nossa street-art... será que somos assim tão bons? Resta dizer que existe um segundo número deste zine "caça ao tesouro" dedicado a Dublin.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

LA TXT ZINE FESTIVAL :: BERGEN


A Chili participa com a distribuição de alguns dos seus melhores álbuns no festival LA TXT de zines, livros e auto-edição na cidade de Bergen (Noruega). Esta semana até 03 de maio.
http://galleribokboden.net/

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Nós gostamos da Trem Azul!


Se há casa comercial em Lisboa que merece todo o nosso apoio pelo excelente trabalho na Cultura desta treta de capital europeia, essa casa chama-se Trem Azul Jazz Store! Espera as coisas estão a mudar! Leiam o e-mail que recebemos: É com prazer e orgulho que anunciamos a abertura do nosso bar. A Trem Azul Record Shop Bar irá funcionar de segunda a quarta, das 14h às 19h30 e de quinta a sábado, das 14h às 2h, no espaço da loja da Rua do Alecrim, 21 A.

Com 12 anos de existência, a Clean Feed, a editora internacional de jazz que esteve na origem da Trem Azul, viu nascer há nove anos, uma loja de discos nessa morada, casa mãe também da Shhpuma, editora subsidiária da Clean Feed que promove e "celebra a heterogeneidade e a criatividade que actualmente se vivem no campo da música em Portugal.

Desde então a Trem Azul foi evoluindo passo a passo: de uma loja aberta ao longo do dia passou a um espaço onde foram ocasionalmente apresentados exposições e concertos ao final do dia e à noite.

Agora, após quase uma década, a Trem Azul anuncia uma nova fase para esta casa: a Trem Azul Record Shop Bar, tal como a loja, de âmbito musical variado e com propostas regulares escolhidas criteriosamente. Este será, sem dúvida, um espaço que marcará a noite lisboeta com uma programação musical ousada e sem compromissos. Um espaço que sentimos que faz falta em Lisboa.

Na sexta 29, dia oficial da abertura, sobem ao palco, às 21h30, TIMESPINE, com Adriana Sá, Tó Trips, um dos dois membros de Dead Combo, e John Klima, cujo álbum a Shhpuma lança nesse mesmo dia. Às 23h chega da Noruega o LANA TRIO com Andreas Wildhagen, Kjetil Jerve e Henrik Munkeby Nørstebø.

Neste mesmo dia vamos ainda revelar uma intervenção no espaço pelos artistas visuais André Lemos, Ana Menezes e Amanda Baeza, preparada especialmente para esta inauguração. Por fim, continua a exposição de Bernardo Rodrigues, RENÉ vs NÁNÁ.

A inauguração marca também o começo de uma promoção de 15% de desconto, em todos os discos, que se estende até ao final de 2013.

No sábado 30 a Trem Azul acolhe o 10.º aniversário da portuense Crónica Electrónica com as actuações de @c e de Eosin e um Dj set de Pedro Tudela.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A sul, a centro e a norte...

Recolha de resenhas rápidas de zines e livros adquiridos nos últimos tempos...


- Espanha: Entroñable (2012) - zine de BD de El Rucio que faz juz à estética satânica do selo da Petit Comité del Terror. Em 36 páginas A5 há espaço para serial-killers, mass-murderers, onanismo inter-dimensional, artsy-fartsies, metaleiros, zombies, barcelona bashing... O que é preciso mais? Nada! É mesmo isto!


- Itália: Mais duas experiências de "remix narrativo": Bio Edificio 421 (Lök; 2012) e o número 3 de Giuda : Geographical Institute of unconvencional Drawings Arts (Mirada; 2011). A primeira é um jogo narrativo composto por três tiras por página que podem ser folheadas cada uma à sua vez, criando várias hipóteses de ler histórias. Interessante. A segunda é uma revista de psico-geografia por onde passa o futuro da BD, em que Milwaukee é nova paisagem escolhida para recolher material gráfico e narrativo para criar um só texto. Quem está por detrás disto são alguns conhecidos nossos: Gianluca Costantini (Mutate & Survive), Elettra Stamboulis e cia. A seguir com muita atenção!!!
Ruggero passou por Lisboa e dedicou-lhe uma serigrafia impressa no Atelier Mike Goes West... Além de ilustrador também edita uns mini-zines, na essência uma colecção de A3 dobrados de forma a criar graphzines ou pequenas narrativas com imagens. Participa gente que cola, desenha e pinta. Giro! Nada de novo até o Geral & Derradé fizeram isso nos anos 90! Ah! o projecto chama-se Muservola Edizioni é de contactar ou fazer igual!

Passamos agora para a Europa Central:



Bélgica: Da parte flamenga, com uma actividade singular nos últimos anos, surge um jornal de desenho dirigido por Ward Zwart (que participou no esgotadíssimo MASSIVE). A preto e branco talvez porque se intitula Sans Soleil, este primeiro número é dedicado a desenhadores belgas / flamengos por causa do convite da Bélgica para o Festival de BD de Helsínquia... Era bom que os jornais fossem assim! OFERTA de exemplar a quem adquirir algo "belga" da nossa loja virtual - dicas: Mesinha de Cabeceira Popular #200!, Lointain, Rotkop,...




- Holanda: Já não é segredo nenhum que a MMMNNNRRRG irá editar um livro de Marcel Ruijters... Mas não será o Sine Qua Non (Forlaens; 2011) nem Colare Humanum Est (Le Garage L; 2011) será melhor... claro! O primeiro livro é uma edição dinamarquesa do livro que mudou o estilo de BD a Ruijters - alguns devem-se lembrar de alguns livros editados em Portugal pela Polvo, não? - originalmente editada pela prestigiada francesa L'An 2, apresenta-nos Marcel fascinado pelo imaginário medieval cheio d emonstros mitológicos e freiras borregas - como aliás, são todas as freiras... O segundo livro é um livro de colorir desse novo estilo gráfico de Marcel. Quem tiver preguiça para riscar livros que espere pelas serigrafias que serão impressas no atelier Mike Goes West (para sairem em Dezembro na próxima Laica e exposição do autor na Mundo Fantasma) que estas terão muita cor!


- Alemanha: A Bon Gout (para quem não se apercebeu mas era uma atelier de serigrafia, editora e galeria bastante reconhecida) mudou de nome e agora é chama-se Re:Surgo! e já começou a mostrar o que vale com o novo livro de Atak intitulado de Targets for the modern home. Trata-se de uma catálogo das centenas de desenhos de placas de alvos que Atak fez. Primeiro Atak fez uma pesquisa à iconografia destes objectos (algo que pode ser absurdo mas só o atak para descobrir uma grande história sobre estes objectos mundanos) e depois começou a produzir os seus próprios alvos que são certeiros à decadência do mundo moderno. Simples. Danke Lars Henkel

Por fim, o norte da Europa:



- Dinamarca ainda, Regression (Cult Pump; 2012) é um livro em serigrafia de Zven Balslev - autor já publicado em Portugal via Opuntia Books. Inclue BDs cuja ausência de figuras humanas lembra Kai Pfeiffer ou uma experiência oubapiana de Ilan Manouach - uma BD do Petzi-sem-o-Petzi... Um graphzine cheio de ectoplasma!



- Noruega: Embora Martin Ernstsen seja norueguês vive em Berlim mas acho que não há problemas em colocá-lo aqui, até porque o rapaz não pára quieto e viaja para montes de sítios. Este zine, You're talking with the wrong person #3 (2012), é uma compilação de BDs autobiográficas de Martin, nelas podemos encontrar episódios fabulosos como uma tipa que lhe compra uma t-shirt durante a SPX de Estocolmo, despe a velha (não tem soutien!) e veste a nova t-shirt em frente dele e no meio do evento... Só por isso vale o zine! HRMF! (2010) e Pfft! (2012) ambos pela Dongery com BDs de Sindre Goksøyr são mini-zines que o universo Disney é abusado para contar histórias mal-humoradas de caminho à andropausa, como se o Tio Patinhas invés de ser um porco capitalista fosse apenas um mitra de classe média. A miséria humana antropomorfizada em patos é linda!



- Suécia : Novo volume de Piracy Is Liberation : Book 011 : Demockracy (Wormgod; 2012) de Mattias Elftorp - que deve voltar à Feira Laica este ano! - começa um novo ciclo desta série anarco-cyberpunk, desta vez fazendo um raíde à Democracia numa altura que em Portugal as chamas já chegaram à Assembleia... Oportuna leitura! Dois novos zines impressos em risografia do novo e activo colectivo Peow!: Nava de Mikael Lopez (a) e Olle Forsslöf (d) é o ínício de uma série com laivos místicos, parece mais um preview que outra coisa... e Sex Frog de Patrick Crotty apresenta duas histórias de terror - o título da publicação ajuda a lubrificar a líbido, não? - que consegue ter uns contornos de Ero Guro não tão selvagens como os do Suehiro Maruo ou do Aaron $hunga mas com uma abordagem própria - como se a treta da escola sueca autobiográfica went wrong! 



- Finlândia: Finalmente um livro de Jyrki Heikkinen com legendas em inglês para percebermos alguma coisa! Leijonan Veri Velvoittaa (Asema; 2012) é um pequeno livro que Jyrki sempre em forma. Escultor e Poeta por formação, faz BD por desvio mas os três "mediuns" fundem-se sem problemas para contar percursos de arrependidos, anjos e milagres. Essêncial para quem perdeu esperança na poesia e na BD! Outro ponto alto das novidades finlandesas é Offices & Humans : Road to Customex (Huuda Huuda; 2012) de Roope Eronen, que inverte os papeis no jogo de personagem (RPG) Dungeons & Dragons... Invés de de "nerds" a jogarem em mundo de fantasia, são os dragões que encarnam as personagens dos humanos em escritórios com toda a decadência mundana que tal implica: fotocopiar CVs às escondidas na empresa, ver pornografia na 'net, etc... Mais do que hilariante é mesmo preocupante! Thingie (Daada Books; 2012) de Marko Turunen (entretanto com originais patentes na exposição da "autobiografia" na BD Amadora) e Tea Tauriainen (entretanto publicada no recém lançado Mesinha de Cabeceira #23) é a continuação estética das "Tijuanas Bibles" ou dos Air Pirates que gozam com as personagens da Disney pondo-os a foder como uns animais - espera, as personagens Disney já são animais... -  a cagarem-se todos e toda a escalologia que os porcos capitalistas da empresa nunca nos deixarão ver oficialmente. Por isso, é aqui que se pode concretizar muitos sonhos de criança e de "nerd"...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

20 anos do Mesinha de Cabeceira (2 comemorações!)



25 Outubro - 16 Dezembro
Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, Lisboa
no âmbito da Trienal Desenha 2012


Sinopse: Exposição de originais de BD, desenho e ainda de fanzines, serigrafias e pintura relativos aos 20 anos de existência do fanzine Mesinha de Cabeceira. Criado por Marcos Farrajota e Pedro Brito, desde 1992, que se assumiu como um projecto mutante que se intervala em antologia, monográfico e "perzine" para além de ter passado pela impressão profissional, pela fotocópia e pela serigrafia

Sobre a exposição: Deveria ser uma retrospectiva mas para isso era preciso logística e dinheiro que ninguém teria interesse em investir. E depois há originais perdidos por todo o lado: em Macau, na área metropolitana de Lisboa e quem sabe Brooklyn, Hamburgo, Belgrado, Viseu e Seattle... O fanzine nasceu em Lisboa, embora os seus dois fundadores, Pedro Brito e Marcos Farrajota fossem dos subúrbios (Barreiro e Cascais, respectivamente) mas os colaboradores vieram de vários pontos do planeta, daí que recolher todo o material seria complexo e dispendioso.

Esta exposição é uma selecção de peças curiosas, sobretudo de originais de BD dos 20 anos de actividade editorial do fanzine Mesinha de Cabeceira, desde o seu número zero até ao mais recente número 23. Optou-se para mostrar algumas curiosas peças que mostram de forma simples as pranchas de BD (originais) pouco antes de serem impressas fosse nos tempos gloriosos da fotocopiadora até à impressão offset – passando ainda pela serigrafia.

Muitos destes originais tiveram pouca visibilidade, ou por causa das tiragens reduzidas das edições (sobretudo dos primeiros 12 números) ou ainda porque nunca estiveram expostas noutros espaços - excepção serão os trabalhos de André Lemos, Filipe Abranches, João Maio Pinto, Jucifer, Marcos Farrajota e Pepedelrey que ainda o ano passado, foram vistas por milhares de pessoas durante a exposição Tinta nos Nervos, no Museu Berardo.

Da Noruega vieram as páginas da BD de Monia Nilsen, em registo de entrevista saída no Mesinha de Cabeceira Popular #200 (Chili Com Carne, 2006). Da viagem a Moçambique, Crizzze conta a sua experiência com as cores fortes de África – o trabalho saiu no #17 (Chili Com Carne, 2003). Dos EUA veio uma pintura de Mike Diana que mostra os ácidos a todas as cores da capa do MdC #15 / Sourball Prodigy (MMMNNNRRRG; 2002). Da Alemanha Dice Industries envia as suas BD-colagens que integram o recente número 23 a sair durante esta comemoração do MdC - um mimo, as colagens e o livro, já agora!

Vindos também deste número poderemos ver os originais de André Coelho, Bruno Borges, Sílvia Rodrigues, José Smith Vargas, Afonso Ferreira, Daniel Lopes e Lucas Almeida (numa nova montagem em serigrafia).

E recuperamos ainda trabalhos de Arlindo Horta, João Chambel (remontados) do MdC 18 (Chili Com Carne, 2004), de Nunsky - da sua clássica BD psycho-goth-billy -, Silas, Jorge Coelho e montes de originais "bedroom punk" de Marte (as primeiras páginas das séries Loverboy e NM) e claro... Pedro Brito - os primeiros trabalhos, que serão bastante curiosas para os fãs hardcore deste autor!!!

Informação útil: Inaugura a 25 de Outubro, patente até 16 de Dezembro | 10h - 18h | inauguração 19h
Museu da Água - Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, Lisboa | Público-alvo não determinado com interesse pela banda desenhada e ilustração. Para público com mais de 16 anos | Acesso: Adultos 2 euros, até 12 anos gratuito, Cartão jovem, aposentados, mais 65 anos 1 euro.

Extra: Dia 27 de Outubro – aliás à noite, a partir das 22h, na Trem Azul, as comemorações dos 20 anos do Mesinha de Cabeceira expandem-se para Festa com uma outra exposição, Cronovisões, Ex-votos para o Futuro, uma individual de Doutor Urânio que mostra o seu trabalho de colagem retro-futurista, e haverá concerto de Susana Santos Silva (trompete, electrónicas) com Jorge Queijo (bateria, electrónicas) e um pé-de-dança com os discos de unDJ MMMNNNRRRG.

Internet thing: mesinha-de-cabeceira.blogspot.com | chilicomcarne.com

quinta-feira, 8 de abril de 2010

PEQUENO É BOM encontros sobre edição independente (1ª sessão)


cartaz de José Feitor

PROGRAMA

- Fanzines: continuação da aventura por Daniel Seabra Lopes
- Exibição de excerto sobre fanzines da série de tv Ver BD (de Pedro Moura)
- Conferência de imprensa sobre a comemoração dos 10 anos da MMMNNNRRRG
- Feira de Fanzines

Alguns títulos disponíveis nesta sessão: vários da Chili Com Carne, Imprensa Canalha, MMMNNNRRRG e Opuntia Books, zines do Rudolfo, Dogma, Latrina do Chifrudo, Alçapão - zine de arquitectura dura, Cospe Aqui, Reject'zine, King Cat entre vários títulos estrangeiros vindos de França, Itália, Sérvia, Brasil, Bélgica, EUA, Inglaterra, Espanha, Suécia e Noruega.

Novidades:

Heron Rules de Massimiliano Bomba pela Opuntia Books

Meteoro imprevisível de David Campos e Nuno Marques, pela Paracetamol

Subir a Montanha de Marta Monteiro, editado pela Café Royal Books (Inglaterra)

Sou daquelas de Silvia Rodrigues

----------------------

organização: Chili Com Carne com o apoio do Centro Mário Dionísio

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A Norte tudo de novo...


Como já tinha referido aqui, a autora alemã Anke Feuchtenberger criou com o seu marido Stefano Ricci uma editora, a Mami, onde têm publicado trabalhos seus e também de alunos da Faculdade de Hamburgo onde Anke ministra um curso de ilustração e bd. Sem grande informação na Internet - e sem tempo para grandes discursos - escrevo apenas que chegaram Ich weiß de Birgit Weyhe e CandieColouredClown de Jul Gordon, belas edições: boas encadernações, boa escolha de papel e trabalhos de bd com impacto à primeira vista. O problema é que é preciso saber alemão para poder apreciar a primeira e 50% da segunda (algumas bd's estão em inglês)...


S! (com uma "coisa-acento" no "s") é uma mini-revista que era o Kus (que também tinha algo no "s"), novo conceito para tempos de crise, ou seja, reduziu-se para um formato A5 super-simpático completamente a cores onde convivem autores nacionais (continuando a Anete Melece a ser a autora mais interessante) e estrangeiros como Emilie Östergren (Suécia), Henning Wagenbreth (Alemanha - alguém se lembra do Salão Lisboa 2003?), Bendik Kaltenborn (Noruega) ou Nicolene Louw (África do Sul)... Sairam dois números entre Outubro 2008 e Fevereiro 2009.



Passados 10 números e 12 anos de actividade editorial, Tommi Musturi - um dos muitos autores de bd da Finlândia com talento e voz própria - cansou-se de editar o Glömp, projecto que começou como zine e passou a antologia. Como explicou quando esteve , para se despedir do projecto tinha de fazer algo de especial daí que GlömpX (Huuda Huuda; 2009) seja um livro saudávelmente pretensioso, querendo ser um marco na história das antologias de bd - o editorial do livro não deixa dúvidas em relação a isso fazendo um breve resumo dessa história. Apresenta-se em capa dura, todo a cores, com um CD banda sonora (Fricara Pacchu, Amon Düde & The Hoppo, Kiiskinen e Nuslux), e sobretudo e o que importa, um conceito de querer publicar e expor "narrativas em três dimensões". Ou seja, fugindo do tradicional "lápis + caneta sobre papel" (embora também haja situações dessas em alguns trabalhos), criaram-se bd's plasticamente diferentes do tradicional. Por exemplo, Hanneriina Moisseinen fez uma bd em bordados. Na exposição é preciso entrar numa tenda para poder ler a dita cuja - como poderam ver os que visiram a exposição que esteve patente na Bedeteca de Lisboa. Katri Sipiläinen criou um ambiente-escultura com alguns bonecos, esse ambiente fotografado tem uma carga cinematográfica e dramática fortíssima depois de composto em páginas de bd. Outras bd's são interactivas como a de Roope Eronen cujas tiras de bd podem ser lidas de formas diferentes com um sistema rotativo de paralelepipedos numa caixa - no livro, o autor (e o editor) oferece a hipótese (remota) de destruirmos o livro para recriarmos esses paralelepidos. Talvez nem tudo o que é apresentado na exposição seja competente - claro que não poderia ser - mas comparando com um projecto idêntico do passado, o Zalão de Danda Besenhada, os finlandeses sobretudo não se esqueceram de uma coisa, a bd no final é sempre transmitida via livro ou papel. E é aqui que não há falhas, o GlömpX merece um glorioso epitáfio na História da BD.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

rapidez final... ufa!

Ainda há "coisas" vindas do Festival de Helsínquia para divulgar... bom aqui vai:

Ufoja Lahdessa 1/4 (Daada Books; 2008) do finlandês Marko Turunen (que esteve presente no Salão Lisboa 2005) é um comic-book que compila estórias curtas embrulhadas como se fosse uma revista dedicada a OVNI's e fenómenos paranormais. As bd's de Turunen estão realmente muito bem embrulhadas porque elas são bastante paranormais. Os factos biográficos são dramatizados e representados com excertos de cultura Pop (sobretudo de bd fantástica ou de super-heróis). Seja uma cena de ciúmes com a sua companheira Annemarri Hietanen ou a compra de um livro numa livraria podem ser mostradas de forma absurda com figuras anatomicamente impossíveis, a começar pelo alter-ego de Turunen, Alien, que é isso mesmo, um "alien" baixote. Impresso a preto e branco o desenho de Turunen revela-se virtuoso e decadente ao mesmo tempo podendo encontrar relações com o italiano Andrea Bruno e um gajo qualquer da Marvel. Já está a ser anunciado o segundo número desta fantástica revista!

Next stop, a Suécia... com Emelie Östergren que tem dois zine publicados: Solflickan e The Evil Dress (imagem) ambos de 2008 (?). O primeiro é uma bd sobre a sobrevivência ao frio nórdico e apobreza rural, entre um homem e um javali (que fala) num ambiente onírico devedor a Anke Feuchtenberger ou a vizinha (finlandesa) Amanda Vähämäki até por razões gráficas: o uso de grafite, algumas composições e representações de personagens. O segundo zine é dividido em várias bd's e ilustrações sequenciadas tem um fundo sobre a solidão em que os vestidos servem de metáforas. Menos coerente que Solflickan há imagens que quase lembram o velho mestre italiano Crepax. Desconfio também que sejam trabalhos anteriores a Solflickan. Emelie poderá uma autora a seguir...

Por falar na Suécia, é onde está actualmente a viver o português Rui Tenreiro depois de ter passado pela África do Sul e Noruega. Ele criou a Soy Friends, uma editora de livros de autor tal como é a Opuntia Books, Le Dernier Cri, etc... São graphzines impressos a lazer, quase sempre em papel cinzento num formato A5 ou menor, de 20 e poucas páginas. Tiragens limitadas a 50 exemplares, numeradas e assinadas pelos os artistas que na maioria noruegueses também podem ser estrangeiros como o norte-americano Tim Pigott, cujo o título do seu livro Chicago Obituary Pictures já diz tudo. Os retratos lembram-me vagamente uma experiência "oubapiana" do Lucas Almeida num número do O Hábito faz o Monstro pela textura dos desenhos e pelo ar naíf das figuras. Não sei o que é mais "creepy", se são as expressões dos mortos (ainda eram vivos quando tiraram as fotos, claro está) ou a atitude do autor fazer disto o seu corpo de trabalho... Mais "creepy" é o trabalho de Martin Skauen - o livro não tem título - que lembra as visões apocalípticas de Hieronymus Bosch mas mais Gore, sexuais, contemporâneas e desenhadas a grafite - livrinho impressionante! Nihilism, Emptiness, Nothingness & Nonsense de Kalle Runeson é mais "zine old-school" à base de trabalhos visuais de colagem, desenho e texto de teor iconoclasta Pop. Apesar da produção perfeita da Soy/Rui - o livrinho é impresso em vários papeis de cor - não tem o mesmo efeito que os anteriores.
Alguns deste zines estarão à venda no espaço da Chili Com Carne a abrir para a semana, dia 27.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Bacalhau da Noruega


Os latinos têm a mania que são muita loucos e extravagantes mas a verdade é que os humanos têm todos as mesmas características seja de onde eles forem. O colectivo Dongery é prova cabal que o humor não é exclusivo do sul como se gosta tanto de estereotipar por aí. Desde que existem desde 1997, o Dongery tem feito dezenas de zines de bd com títulos idiotas e conteúdo não menos idiota no melhor sentido pós-moderno. Da produção do grupo, há algumas curiosidades, as bd's sobre Lisboa (ver "post" anterior), a participação do português Pitchu (autor e editor do saudoso zine Sub) em zines como o recente Sing it out!!!!! (2008) - que tem um formato de piano de cauda! I shit you not!!! - ou ainda os coléricos Duncan e Folino, personagens de Bendik Kaltenborn e Kristoffer Kjølberg que tem aparecido nos zines Friends for Fighting (2 números, 2006) ou no mini-zine M walk with me (2006).
De forma geral, o Dongery o que faz juntar pessoal na sua esfera nacional, pegar num tema (cabelo, humor, música são exemplos de temas para essas edições) e lançam cá para fora sem grandes preocupações. Aproximações a David Shrigley não são de se excluir... Alguns resultados são hilariantes outros duvidosos mas desde o início até ao fim, os zines Dongery dão pica de ler/ver!
A CCC oferece títulos deste colectivo na compra de qualquer zine na sua loja online - oferta limitada ao stock existente. Have the funzine of your life!

Vieram todos do frio: Finlândia, Noruega, Lisboa... Lisboa?

Eis uma fornada de novos zines/livros que vieram da visita da CCC ao Festival de BD de Helsínquia, curiosamente todos eles pautados pela revisitação à infância e juventude.

A mais óbvia ou de relação mais directa é Death to Most (Boing Being) do Tommi Musturi que mostra que quando era puto já desenhava bizarrias virtuosas. Musturi resgata desenhos feitos entre 1986 e 1992 quando era um puto metálico e skater a viver na província finlandesa. Como é óbvio só poderia desenhar caveiras, demónios e "damas de ferro". A cor berrante - tão típica nas produções finlandesas - foi acrescentada para a edição deste mini-livro A6 de poucas páginas. Queriamos mais já que este ano não saiu a Glömp - a propósito o número 10 desta antologia sairá ainda este ano e servirá de catálogo para uma exposição de bd em três dimensões... Promessa feita de trazê-la a Lisboa para 2009. Cruzem os dedos!

Anna Sailamaa com Ollaan nätisti (Huuda Huuda) a infância é revisitada - por acaso é um tema do qual não tenho nenhum interesse seja em bd, literatura ou cinema. Apesar de tudo gostei de ver as distorções gráficas que a autora aplica no espaço e nas personagens criando um efeito "nostálgico" quando olhávamos para os adultos ou para os nossos pais e achávamos que eles eram enormes - as pessoas mais poderosas do mundo. Tirando as bd's de Chester Brown nunca tive interesse em bd's sobre a infãncia - acho que revelam fraqueza e falta de inspiração por parte do autor - mesmo assim este livro é interessante, novamente mais pela parte gráfica... Está escrito em finlandês mas com as legendas em inglês.

E se o finlandês consumiu demasiados desenhos animados pela TV, os noruegueses Kristoffer Kjolberg e Sindre Goksoyr leram demasiados "Tio Patinhas". E a piorar ainda tem uma obsessão doentia e inexplicável por Lisboa como se pode perceber pelo quatro zine dedicado a "Lisboa" em que o Gavião e o Prof. Pardal andam à bulha com a nossa capital como pano de fundo - um pano de fundo farçola e minimalista como as bd's Disney. Safety on Board (Dongery; 2008?) é um split-zine em que as bd's que se desenvolvem de um lado e do outro vai colidir nas páginas centrais. De um lado assistimos às acções do Gavião e do outro do Prof. Pardal, apesar de estarmos a assistir a uma bd de "continuação" pode-se ler com a independência sã de um oubapo. Escrito em inglês.

Experimental é o Jyrki Heikkinen com o seu novo livro (um deles, sairam mais mas só este é acessível para além dos 5 milhões de finlandeses e mais alguns conhecedores da língua suomi) Paparoad (Boing Being). Um livro horizontal que por pouco não se "parece com uma bd". Sem palavras, com desenhos que mudam de estilo/material de desenho/pintura, sem vinhetas clássicas podemos ser enganados a pensar que se trata antes de um livro de desenhos. O engano é tão legítimo como a qualidade e maturidade do trabalho.


E enquanto as fotos não são descarregadas, contas feitas e aquisições editoriais totalmente revisitadas (faltam dezenas de zines do Dongery e do Rui Tenreiro) podemos anunciar que já temos à venda o livro Nalle Uhh e que trouxemos também os últimos dois números do jornal "psico-berante-marado" Kuti que pode adquirido gratuitamente na compra de qualquer artigo finlandês ou com autores finlandeses no site da Chili Com Carne - a oferta é limitada ao stock existente - ou no caso do número 8 (imagem) por ser dedicada ao Trash, poderá ser oferecido na compra de qualquer bd Trash - as ofertas são acumulativas!

Para mais informações sobre o Kuti é só clicar aqui.

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Fenoscândia II

Saltando para a Noruega, mais uma produção do colectivo Dongery... trata-se de Friends for Fighting de Bendik Kaltenborn (The Greedy Story of Six Hungry Men) e Kristoffer Kjølberg (Back to Lisboa III - ver este post) é uma estupidez pegada feita a quatro mãos e duas cabeças. Duncan e Folino são amigos e andam sempre à porrada porque... são amigos que gostam de andar à porrada. Non-sense e diversão "alien" numa produção zineira Punk q.b. feita de fotocópia em formato A5.
«Smell you later!» - diz um deles, iiiirc...

domingo, 8 de janeiro de 2006

Sub/Noriega connections

O Pitchu - do caótico zine Sub - fugiu deste país sem viabilidade económica para ligar-se ao Noriega... digo, para ir para a Noruega. Lá chegou e lá está ele muito bem ao que parece. Em recentes visitas deixou zines noruegueses editados pelo colectivo Dongery. Entre eles encontrava-se Car Crash um "electroclash" luso-norueguês de talentos gráficos. Pt versus No. O tema, "carros". Os resultados bons desenhos, ilustrações divertidas, bd's parvas, montagens de estética manhosa. Uma coisa genuína e fixe-zine. 3,5



Dos zines do colectivo Dongery, destaco duas monografias: English Conversation de Flu Hartberg e The Greedy Story of Six Hungry Men de Bendik Kaltenborn. Ambos em inglês.
A primeira é uma bd autobiográfica passada na secundária por... como dizer isto!? Geralmente as bd's autobiografias são feitas por tipos sensíveis, acanhados e nerdish... não é o caso deste tipo que parece um mimado mal criado com ódios vulgares (mãe, escola) e sexualidade normal (punhetas e incapacidade de comunicação com as mulheres) confessado numa vulgaridade desinteressante de quem vive um ambiente nórdico abastado e estéril. Gostei no entanto do início, em que o jovem autor tenta perceber a letra de uma música inglesa - quantas vezes já não nos aconteceu isso na Era Pré-Internet? - em que o autor escreve a letra correcta a sair da aparelhagem enquanto a sua representação tenta umas três vezes escrever uma palavra que não percebe. Sequência bem esgalhada no que diz às capacidades narrativas da bd. 3,1
A segunda é uma história bizarra passada algures nos desertos de gelo escandinavos, num registo surrealista entre o Lynch e o Chester Brown, este último em parte por causa do desenho. Homens obesos estão "internados" para emagrecer quando coisas estranhas como a acontecer. O humor é mesmo bizarro, o desenho idem. Muito bom. 4,5



Por fim, há ainda Back to Lisboa III de Sindre W. Goksøyr e Kristoffer Kjølberg!!! Como? Aqueles tipos com nomes noruegueses até ao tutano (com riscos nos O's não enganam ninguém!) fizeram algo sobre Lisboa!? Don't ask me why!
Mas o Pitchu explicou... Ao que parece os tipos vieram cá e curtiram tanto que nunca mais se esqueceram da "Smatest City on Earth" ou "Toughest City on Earth" ao ponto que este já é o terceiro livro das aventuras do Professor Pardal e o seu arqui-inimigo Gavião. Algures podemos ver a ponte 25 de Abril, o castelo S. Jorge e o Cristo-Rei numa estória absurda e declaradamente divertida - há uma versão inglesa desta edição cao contrário não perceberia nada. Outro aspecto curioso é que se trata de um trabalho a meias, um autor faz metade da história e o outro conclue-a. O primeiro autor ocupa as páginas impares - as pares estão de pernas para o ar porque é a continuação da bd pelo segundo autor - ou seja, no fim do zine temos de virá-lo ao contrário continuara a ler até ao princípio da edição para acabar de ler esta bizarra bd. Dada à bizarria da coisa, os estilos de desenho dos 2 autores não colidem apesar de serem bem diferentes entre si. 4